GREVE DE ÔNIBUS: confira onde vai ter nesta sexta-feira

greve de ônibus
Em São Luís, a reunião entre empresários e sindicalistas terminou sem acordo nesta quinta-feira e novo encontro deve ser realizado nesta sexta-feira. Empresários não ofereceram novas propostas e dizem que isso só será possível se a Prefeitura de São Luís oferecer formas de compensar os aumentos nos salários e benefícios. Foto: Hilton Franco.

Reunião tenta acabar com greve de motoristas de ônibus em Salvador e em São Luís
Greve prejudica 1,3 milhão de pessoas por dia e provocou até o cancelamento de aulas, na Bahia. No Maranhão, mais de 600 mil pessoas estão sem ônibus. Em Osasco, na Grande São Paulo, houve acordo

ADAMO BAZANI – CBN

GREVE DE ÔNIBUS EM SÃO LUÍS:

Depois de mais de três horas, a reunião no Tribunal Regional do Trabalho, terminou sem acordo entre o SET – Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís e o STTREMA – Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão.
Novo encontro entre as representações trabalhista e patronal deve ser realizado nesta sexta-feira, quando a greve de ônibus em São Luís chega ao seu quinto dia.
Os trabalhadores pedem aumento de 7% nos salários, inclusão de dependentes no plano de saúde e aumento do vale-alimentação de R$ 341 para R$ 450.
As empresas de ônibus não ofereceram nova proposta. Elas dizem que só podem fazer isso se a prefeitura de São Luís oferecer alternativas para manter o equilíbrio das viações. Isso não exclui, inclusive, aumento das passagens de ônibus.

GREVE DE ÔNIBUS EM SALVADOR:

greve de ônibus
Em Salvador, uma reunião nesta sexta-feira no Tribunal Regional do Trabalho vai tentar colocar fim à greve dos motoristas e cobradores de ônibus, que atinge mais de um milhão de pessoas e trezentas mil pessoas por dia. Até as aulas em várias instituições de ensino foram suspensas. Foto: Rafael Martins / Correio da Bahia

Uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho da Bahia, nesta sexta-feira, dia 25 de maio de 2012, entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário da Bahia – Sinttroba – e as empresas de ônibus vai tentar acabar a greve nos transportes públicos que prejudica pelo menos 1,3 milhão de pessoas por dia em Salvador e municípios vizinhos.
A determinação da Justiça de operação de 40% da frota de ônibus durante o dia e de 60% nos horários de pico, das 5 h às 8 h, e das 17 às 20 h, não tem sido seguida pela categoria.
A multa estipulada é de R$ 50 mil contra o sindicato.
A greve de ônibus em Salvador prejudica até mesmo a área da educação.
Algumas escolas do ensino publico e instituições privadas de ensino superior tiveram de suspender as aulas pela dificuldade de acesso de professores e alunos.
O sindicato dos trabalhadores se defende dizendo que orientou os motoristas e cobradores a irem ao serviço, mas que eles se recusaram.
Os rodoviários pedem 13,8% de aumento salarial, plano de saúde para familiares, aumento no valor do tíquete-refeição de R$ 10,80 para R$ 15,00 e no número de folhas de 26 para 30 unidades.
As empresas de ônibus oferecem aumento de 4,88% para os salários e tíquetes.
Além do trânsito complicado, quem deseja se deslocar por Salvador e região Metropolitana, e não tem veículo próprio é obrigado a usar o transporte alternativo que cobra preços abusivos pelas passagens.
Alguns moto-taxistas, que antes cobravam R$ 2,00 por corridas curtas, agora só transportam os passageiros por R$ 10,00.

AUDIÊNCIA SOBRE GREVE DE ÔNIBUS EM OSASCO TEM ACORDO:

greve de ônibus
Ônibus ficaram boa parte da manhã parados nas garagens na região de Osasco, na Grande São Paulo, o que prejudicou cerca de 1,3 milhão de pessoas. Greve foi perdendo força e sindicato assinou acordo para aumento de salários de 7% aos motoristas e cobradores. Reprodução: Globo News.

Os responsáveis pelo Sincovero – Sindicato dos Condutores de Osasco e Região entraram em acordo após audiência no Tribunal Regional do Trabalho nesta quinta-feira, dia 24 de maio.
Os sindicalistas aceitaram um aumento salarial para os motoristas e cobradores de 7%, estabilidade de emprego por 90 dias e formação de uma comissão para discutir a jornada de trabalho e o intervalo com a condição de retorno às atividades nesta sexta-feira.
Inicialmente, os trabalhadores pediam reajuste de 15%, aumento no valor do tíquete refeição e protestavam contra o aumento do horário para refeição de 25 minutos para uma hora, conforme determina o Ministério do Trabalho, sem, no entanto, a diferença a mais ser remunerada como eram os 25 minutos.
Durante o dia, a paralisação que chegou a afetar 1,3 milhão de pessoas foi perdendo a força.
Todas as empresas voltaram a circular, com exceção da Viação Osasco, tanto a matriz na cidade como a filial em Carapicuíba, que não operou até a parte da noite desta quinta-feira.
Além de Osasco, foram atingidas as cidades de Carapicuíba, Jandira, Embu das Artes, Cotia, Itapevi, Barueri e parte da zona Oeste de São Paulo, que recebe linhas intermunicipais destas cidades.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.