Metrô e Sindicato entram em acordo, mas proposta ainda vai ser votada

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Metroviários e Governo do Estado chegaram a um índice de reajuste de 6,17% nos salários.Agora, categoria vai votar se aceita a proposta.

Termina com acordo reunião entre metroviários e Governo do Estado
Cerca de 4 milhões de pessoas são afetadas pela paralisação das linhas do Metrô e de duas linhas de trens suburbanos da CPTM
ADAMO BAZANI – CBN
O Governo do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Metroviários terminaram há pouco a reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho.
As duas partes entraram em acordo sobre um reajuste para a categoria de 6,17%.
Agora a proposta será analisada em assembléia nesta tarde.
Inicialmente, os metroviários em São Paulo reivindicavam aumento salarial de 20,12%, sendo 5,13% de reposição por conta da inflação e 14,99% de ganhos reais. O metrô chegou a oferecer 4,20%, dos quais 4,15% de reposição salarial e 0,5% de ganho real.
As linhas operam parcialmente:
– A Linha 1 Azul (Santana – Tucuruvi) tem funcionamento só entre as estações Luz e Ana Rosa.
– A Linha 2 Verde (Vila Prudente – Vila Madalena) opera apenas entre as estações Ana Rosa e Clínicas
– A Linha 3 Vermelha (Itaquera – Barra Funda) possui trens circulando apenas entre as estações Mooca – Bresser e Santa Cecília.
– A Linha 4 Amarela (Butantã – Luz) opera normalmente. Os serviços são prestados pela empresa privada Via Quatro e a base sindical dos funcionários é outra.
– A Linha 5 Lilás (Capão Redondo – Largo Treze) opera em todo o trecho, mas com velocidade reduzida.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

2 comentários em Metrô e Sindicato entram em acordo, mas proposta ainda vai ser votada

  1. Vamos acompanhar! Agora é assembléia do sindicato!

  2. Como sempre mais uma vez nos tronamos reféns de um sindicato que representa trabalhadores da área dos transportes, isso me faz lembrar a época em que estudava ciência política,na sala onde eu estudava tínhamos como colegas muitos sindicalistas profissionais, eles diziam que estavam na universidade para aprender e aprimorar o entendimento sobre o próprio sindicato e suas relações com as categorias e sociedade. Pois bem o que estamos assistindo é um total descaso com a vida alheia, vejo que muitos sindicalistas ainda não conseguiram desenvolver outros instrumentos e meios de luta que não prejudiquem a população, fazer greve a 30 anos atrás tinha sentido próprio, pois afinal saíamos de uma ditadura e não havia outro instrumento de mobilização não fosse de fato a greve. Hoje vivemos num outro contexto, onde os direitos dos cidadãos estão acima dos interesses de meia dúzia, dizer que sou contra a greve pode soar até como demagógico, até porque também já participei de greves e paralisações, mas precisamos repensar novas formas de revindicar direitos e salários, que isso não seja feito as custas do sofrimento alheio. Mais duro é ver a postura da nossa polícia sobre a população, não sabem negociar e o negócio é bater e atirar na população, alias isso é histórico no Brasil, tratar a questão social como caso de policia, pior ainda é o governador Alckmin e o secretário dos transportes justificarem suas incompetências dizendo que essa greve tem fundo político, ou seja, só porque esse ano tem eleição. Enquanto isso “dona Maria” que levou meses para marcar a consulta para o filho num hospital perdeu a consulta porque não conseguiu ir em função da greve, e agora sabe Deus quando terá outra oportunidade. Enfim espero que esse desabafo sirva para reflexão de todos nós. Forte abraço .

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