Audiência entre CPTM e ferroviários das linhas 11 e 12 tem acordo

Publicado em: 23 de maio de 2012

linha 12 cptm

Trem da CPTM. Terminou com acordo a reunião entre a CPTM e os trabalhadores das linhas 11 e 12 que devem voltar ao trabalho.

Os ferroviários da CPTM que trabalham nas linhas 11 Coral (Luz – Estudantes) e 12 Safira (Brás – Calmon Viana) devem voltar ao trabalho.
No início da noite desta quarta-feira, foi realizada uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, que terminou com acordo.
Inicialmente, os trabalhadores vinculados ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, pediam 10,83% de aumento, sendo 5,83% de reajuste salarial e 5% de ganho real.
Nesta terça-feira, a Justiça havia determinado serviços de 70% das tabelas de horário durante o dia e 85% nos horários de pico.
No entanto, mesmo com a estipulação de multa de R$ 100 mil por dia ao sindicato, nenhum trem operou.
Para atender à demanda de trens que ligam a Grande São Paulo ao centro da Capital pela zona Leste, a SPTrans, São Paulo Transporte, gerenciadora dos transportes municipais, colocou cerca de 60 ônibus que atenderam o trajeto de Guaianazes ao Brás, para os passageiros da linha 11, e de Itaim Paulista ao Brás, para os usuários da linha 12.
Além disso, a CPTM prolongou a linha 10 Turquesa (Rio Grande da Serra – Brás) até a Estação da Luz.
A linha 10 sempre foi até a Luz, mas por conta do excesso de passageiros na Estação da Luz que começou a receber a demanda da linha 4 Amarela do Metrô, que dá mais notoriedade na mídia, foi encurtada nas operações convencionais até o Brás.

METRÔ DE SÃO PAULO:

Depois de prejudicar cerca de 4 milhões de pessoas na Capital Paulista, a greve dos metroviários foi encerrada no meio da tarde desta quarta-feira, dia 23 de maio.
Por conta da greve do Metrô e de parte dos funcionários da CPTM, muitas pessoas que usavam o transporte público foram trabalhar de carro, aumentando ainda mais os índices de congestionamento na cidade de São Paulo, que por volta das dez horas da manhã bateu o recorde histórico na parte da manhã, chegando a 249 quilômetros.
Os metroviários reivindicavam 5,37% de reajuste para repor o acumulado da inflação mais 14,99% de ganhos reais nos salários. No entanto, a proposta foi maior que os 4,15% de aumento salarial mais 0,5% de ganhos reais, que foi, de início, apresentada pelo Metrô.
A categoria aceitou, depois de reunião de conciliação no TRT – Tribunal Regional do Trabalho e de assembléia, a proposta de reajuste salarial de 6,17% (IPC da Fipe 4,15% e real de 2,02%). O vale refeição subiu para R$ 23,00. O vale alimentação foi para R$ 218,00. O adicional do risco de vida foi para 15% dos salários, como o da CPTM.
Um tumulto marcou a greve, quando ainda pela manhã, passageiros revoltados com a falta de transportes, fecharam a Radial Leste, uma das vias mais movimentadas da cidade, nas imediações da Estação Itaquera e esvaziaram pneus de ônibus.
A Tropa de Choque da Polícia Militar foi acionada para desobstruir a via.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Comentários

  1. edson disse:

    Porque os sindicalistas ligados aos transportes urbanos nao fazem graves sem prejudicar os usuarios e sim benrficiando os usuarios com greves de catracas abertas gradativamente durante os dias em que se negociam os interesses dos grevistas

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