GREVE DE ÔNIBUS EM NATAL E GREVE DO METRÔ EM CINCO CAPITAIS: CAOS

Sintro

Motoristas e cobradores de ônibus em Natal, no Rio Grande do Norte, entram no segundo dia de greve. Justiça determina frota de 50% em todo o dia e de 70% nos horários de pico, mas sindicato não cumpriu. Transportes alternativos têm sido uma solução para os passageiros mas eles não dão conta da demanda. Foto Tribuna do Norte

Greve de ônibus em Natal com muita confusão nos pontos de descumprimento de ordem judicial
Justiça determinou frota de 50% durante o dia e de 70% nos horários de pico

ADAMO BAZANI – CBN

No segundo dia de greve de motoristas e cobradores de ônibus em Natal, Rio Grande do Norte, as mesmas cenas de ontem: pontos lotados, confusão para os passageiros que não tinham a certeza de que poderiam ter acesso a uma condução, trânsito, gente preocupada em não chegar a tempo nos compromissos e muita reclamação.
Alguns ônibus foram vistos circulando pelas ruas, mas em número bem abaixo do determinado na noite desta segunda-feira pelo desembargador José Rego Júnior, vice-presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 21ª região do Rio Grande do Norte.
Ele estipulou que, para não haver prejuízos à população, deve ser colocada nas ruas uma frota de 50% dos ônibus que servem o município e durante os horários de pico, das 05 h às 09 h e das 16h às 20h, a frota aumentaria para 70%
Em caso de descumprimento da determinação, o Sintro / RN – Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Rio Grande do Norte receberia multa diária de R$ 25 mil.
A quantidade de ônibus prestando serviços foi abaixo disso, mas o que normalmente ocorre é que nas reuniões de conciliação os sindicatos aceitam um reajuste meio termo, agradando aos empresários de ônibus e como condição de voltarem, ganham o perdão deste tipo de multa.
Por isso que é tão fácil, em caso de uma greve de ônibus, descumprir a frota mínima determinada pela Justiça, isso em qualquer lugar do país.
Os motoristas e cobradores de ônibus, representados pelo Sintro, pedem 14,13% de aumento salarial e aumento no valor do vale alimentação de R$ 150,00 para R$ 200,00.
A Semob, Secretaria de Mobilidade Urbana, cadastrou ônibus particulares, táxis e lotações para fazerem as principais linhas do ônibus, mas os veículos são em número insuficiente e não deram conta da demanda.

GREVE DO METRÔ:

Os metroviários de cinco capitais: Belo Horizonte, João Pessoa, Recife, Natal e Maceió estão parados também. Todos os metroviários são da CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos.
Eles reivindicam reajuste salarial de 5,74% no total, plano de saúde, plano odontológico e 50% de adicional noturno.
Em algumas cidades, como Belo Horizonte e Recife, os trens circulam em escala reduzida e houve reforço nos serviços de ônibus.
Em Natal, João Pessoa e Maceió há circulação próxima do normal.
Adamo Bazani, jornalista da Radio CBN, especializado em transportes.

4 comentários em GREVE DE ÔNIBUS EM NATAL E GREVE DO METRÔ EM CINCO CAPITAIS: CAOS

  1. silvio nicoleti // 16 de Maio de 2012 às 13:52 // Responder

    sou absolutamente contra greve no setor público, pela simples razão de estar prejudicando a terceiros, nós não temos culpa se por exemplo um cobrador resolveu estudar pouco e agora chega a uma conclusão queR$900,00 é pouco , eu também sou funcionário público,ganho pouco como professor, mas não faço greve porque os alunos sob minha responsabilidade não tem culpa disso.se eu quiser ganhar mais , teria que me especializar.

  2. Saudações a todos os leitores/as! Estou acompanhando a greve dos rodoviários de Natal-RN aqui pelo site além de como usuário de ônibus sentir na pele o impacto da mesma. A greve é um direito de qualquer categoria, desde que se sinta injustiçada em seus direitos. Mas, se por um lado vêm os direitos, por outros existem os deveres, portanto, a categoria precisa entrar num acordo o mais urgente possível, pois ate agora a maior prejudicada está sendo a população, população esta que muitas vezes ganham até menos que estes motoristas e cobradores e precisam todos os dias chegar a seus serviços no horário estabelecido e também voltar para suas casas quando terminarem seus expedientes. Cidade linda, mas com muito a desejar e a mudar, para de fato podermos nos orgulhar de nossa Natal. Não necessitava nenhuma dessas categorias estarem reivindicando seus direitos, pois estes existem e estão sendo desrespeitados por que não estão cumprindo a lei. Por que a justiça não expede mandato de prisão e prendem, antes de uma greve como esta dos rodoviários, os que desrespeitam o direito de aumento de salários de todo trabalhador? Este aumento acontece de forma quase que automática, conforme a nação aumenta o salário mínimo, os demais salários também aumentam conforme cada profissão, ou estou enganado? Se assim acontecesse não existiriam greves, pois as categorias não tinham o que reivindicar. As empresas lucram um absurdo por dia, semana e mês e diz que não tem condições de atribuir o aumento que estão reivindicando, 14 %. Se isso acontecer, cada motorista terá um aumento em torno de R$ 150 a mais em seus salários. É muito? Para aqueles que dizem que os motoristas são “semi-analfabetos” sim, mas para eles que todos os dias, por varias horas, vão para as ruas, se responsabilizando pela vida deles e de milhares de pessoas, com certeza o aumento é justo e necessário. Tudo isso deve ser levado em conta nas negociações, inclusive o fato de pagarmos uma das tarifas mais caras do Brasil, 2,20. Não sou matemático, mas de contas eu entendo, se pegarmos estes valores por dados mínimos: por dia mais de 400 mil usuários utilizam ônibus, se cada um pagasse 2,20 daria uma somatória de mais de R$ 800.000,00, claro que não acontece exatamente como demonstrei, mais aproximado, pois temos que levar em conta que, nem todos os dias, todos usam ônibus e nem todos pagam a passagem inteira. O que estou tentando expor aqui é uma opinião própria, mas fundamentada em valores e realidade e contra isso não há muito que se argumentar. Sugiro que os motoristas e cobradores, por enquanto, aceitem os 6% de aumento, isso já é bem significativo. Peguem este percentual e somem em seus salários, vão ver que aumenta algo considerável, não vão enriquecer, mas as conquistas se conseguem aos poucos, nada no Brasil é rápido e sempre vitorioso, a própria justiça que o diga! Falando em justiça, é outra que precisa colocar os pés no chão da realidade e olhar para frente e para o povo! Não podemos esperar uma justiça que atende somente a interesses dos grandes, os interesses maiores são os da massa, que todo dia enfrenta de um tudo para sobreviver em um país, que infelizmente, mascarado, não saiu ainda do subdesenvolvimento enfadado, imoral, vítima a cada dia dos donos do poder, as provas aí estão, como refutá-las? Se alguém souber, me diga! Aqui fico na torcida para que esta greve termine o mais urgente possível e que termine este caos que Natal se encontra nos ultimos dias.
    “[…] Brasil, mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim […]” Kid Abelha.

  3. Erivan Freire da Rocha // 24 de Maio de 2012 às 15:38 // Responder

    Silvio Nicolete,realmente vc é um caso único em todo o universo.E verdade,os motorista e cobradores não tem estudo segundo vc,sou motorista a 19 anos e faço o que gosto,nem por isso eu vou deixar de reenvindicar os meus direitos. A saúde faz greve,porquer não estudaram,que popresa de ser um médico e enfermeira,o professor faz greve, tambem não estudaram por causa da greve, e os demais que paralisan por greve, não estudaram.
    A greve é um direito de todos que se sente desprezado como trabalhador.Fique voce sabendo que tem motorista fazendo curso de direito,cursos tecnicos,administração.enfermagem,fazer greve não é ser sem estudo como voce alegou,mais é uma forma de conquistar os seus objetivos,ou voce não viu que o mundo pensa de ser um pais cominismo

  4. sou a favor da greve. e isso que o amigo citou dizendo que cobrador tem que estudar mais. isso não procede porque tiririca tem o primário incompleto e recebe um salário absurdo tem um bocado de analfabeto no senado. vocè que é professor também tem que receber salário digno chega de desigualdade salarial.

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