Impactos do crescimento da frota de motos

motos

As motos que antes representavam agilidade e liberdade hoje refletem em problemas por conta do crescimento da frota, que aumentou 327% em três anos. Os gastos com acidentes envolvendo moto representam 36% dos custos em internações por causa do trânsito, no SUS – Sistema Único de Saúde. As aposentarias por invalidez ocasionas por acidentes de moto somam R$ 8.6 bilhões.

Os impactos do crescimento da frota de motos no País
Veículos sobre duas rodas são mais poluentes e sujeitos a acidentes graves, representando aumento nos custos do SUS – Sistema Único de Saúde e da Previdência Social

ADAMO BAZANI – CBN

Se no passado a moto era sinal de liberdade e agilidade, sendo até símbolo de status, hoje representa preocupações sérias em relação ao meio ambiente, transporte, previdência e saúde pública.
De acordo com dados do Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, em uma década, a frota de motos no Brasil cresceu 325%, o que totaliza 10, 6 milhões de motocicletas.
Parte desse crescimento deve-se à necessidade de as pessoas se deslocarem de maneira mais rápida nas cidades, a uma ascensão do nível de renda e aos financiamentos e estímulos dados pelo Governo Federal, em especial na gestão de Luís Inácio Lula da Silva, para este veículo.
Mas os impactos disso já são sentidos nas médias e grandes cidades brasileiras. O aumento da frota de motos representa um desafio para as autoridades e parte da solução para isso passa pelo estímulo aos transportes públicos:

POLUIÇÃO:

moto poluição

Além de maiores custos com saúde e previdência, o crescimento da frota de motos traz impactos ambientais. Proporcionalmente por passageiro, ela polui 16 mais que os ônibus. Em número absolutos, as motos poluem três vezes mais que ônibus de tecnologia Euro III, produzidos até o ano passado. Os ônibus produzidos neste ano, com base nas normas Euro V, chegam a poluir bem menos ainda

A moto polui entre 6 e 7 vezes mais que um carro de passeio e 3 vezes mais que um ônibus em números absolutos de acordo com o Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, levando-se em conta os ônibus com tecnologia antiga, baseadas nas normas Euro III. Os que são produzidos atualmente, seguindo as normas Euro V, são bem menos poluentes.
Para se ter uma ideia, ainda em números absolutos, por quilômetro percorrido, as motos emitem 2,3 gramas de monóxido de carbono contra 0,34 gramas dos carros.
A situação é agravada pelo fato de muitas motos com baixa cilindrada não terem catalisadores, que reduziriam parte dos materiais poluidores.
Mas o cálculo de poluição deve levar em conta não apenas os números absolutos, mas a proporção por passageiro.
Aí é criado um abismo entre motos e ônibus, pelo fato de os ônibus, com um mesmo motor e ocupando proporcionalmente um espaço menor, transportar muito mais pessoas que carros e motocicletas.
De acordo com dados da ANTP – Associação Nacional dos Transportes Públicos, com base nos números do Conama, as motos poluem, proporcionalmente por passageiro, 16,1 vezes mais que um ônibus e 9,6 vezes acima dos carros de passeio.
O aumento da poluição representa também custos maiores com a saúde pública e privada, já que causa ou agrava problemas de ordem respiratória.

ACIDENTES, PREVIDÊNCIA E GASTOS COM A SAÚDE PÚBLICA:

As motos também são mais sujeitas a acidentes. Por dia, só em São Paulo, a média de mortes de motociclistas chega a quase dois.
São perdas humanas, famílias destruídas e tristeza. Além do lado sentimental e humano, os mais importantes, há também os custos para os sistemas de saúde e previdência social.
Dados do SUS – Sistema Único de Saúde dão conta que por ano só as internações médicas de médio e longo prazo por acidentes de trânsito representam R$ 187 milhões, isso sem contar os atendimentos que não são considerados internações.
As indenizações pagas pelo DPVAT – seguro obrigatório por invalidez permanente a vítimas de acidentes com motocicleta cresceram entre 2000 e 2010, 274%
De acordo com a Seguradora Líder, que administra o DPVAT, entre janeiro e setembro de 2011, foram pagas em indenizações a motociclistas R$ 1,6 bilhão.
Só de concessões de aposentadoria por invalidez apenas para vítimas de acidentes de moto a Previdência Social deve desembolsar a R$ 8,6 bilhões em 2012.

SOLUÇÕES:

As soluções para os problemas causados pelo grande número de motos não passam apenas por uma ação. Há questões sociais, como a geração de emprego formal. Muitos acabam trabalhando com motos porque perderam suas ocupações ou não conseguiram qualificação necessária para outros empregos.
Na questão relacionada à mobilidade, o transporte público é uma das soluções para o quadro. Para isso, ele deve receber prioridade no espaço urbano para ganhar velocidade, maior freqüência e mais conforto. Os subsídios e incentivos para uma tarifa menor também são parte para que o transporte público se torne atrativo, inclusive para quem anda de moto. Muitos migraram do transporte público para as motocicletas por causa dos valores das passagens.
Assim, neste caso da expansão da motocicleta, o transporte público representaria menos poluição, melhor ocupação do espaço urbano, cidades mais seguras e menores custos em saúde e previdência.
Não se trata de vedar o uso das motos. É um meio de transporte legítimo e todos têm o direito de optarem por qual meio desejam ir e vir. Mas é necessário oferecer alternativas às motos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

26 comentários em Impactos do crescimento da frota de motos

  1. Motos de baixa cilindrada tem catalisador SIM !
    E poluem muito menos que qualquer outro veículo, além de ocuparem menos espaço nas vias e nos estacionamentos.
    Tanto que em países desenvolvidos estão sendo consideradas a solução para o problema de trânsito.
    O que falta no Brasil é EDUCAÇÃO para que os acidentes sejam minimizados.

  2. e para piorar Adamo,a mídia continua incentivando a compra das motos.como temos uma sociedade q é ainda influenciada pela mesma midia,entra na lábia e compra.muitos desses,nem habilitação possuem.quando acontecem os acidentes,o culpado é o governo federal.é uma pena!

  3. Bruno Quintiliano // 20 de Março de 2012 às 18:23 // Responder

    O estado deveria controlar mais as motos, começando proibindo as motos de circularem entre as faixas. Deveriam também seguir o exemplo de Buenos Aires, onde se um motoqueiro for flagrado cometendo alguma irregularidade, tem a moto apreendida.

  4. João Luis Garcia // 20 de Março de 2012 às 18:36 // Responder

    E o que é pior o Governo incentiva a produção das motos e saibam vcs que uma moto poluí muito mais que um automóvel.
    Sustentabilidade, isso é uma piada.
    Isso aqui ooooo é um pouquinho do Brasil iaia……….

  5. Ate que enfim uma questao seria abordada de foma seria na internet sem medo do lobby das motos e carros. Vou usar na minha pesquisa

  6. Realmente, acho que as motos deveriam ser proibidas de circular entre os carros.
    Aí sim eu queria ver são Paulo andar …

  7. E quero ver quem vai ser o primeiro a reclamar que a pizza chegou fria ou que aquele documento importantíssimo não foi entregue a tempo.

  8. Quando se fala em poluição provocada por ônibus, deve-se levar em consideração que nem todo ônibus polue. Isso é uma importante observação ao se abordar o tema. Mas quando se fala em implantar um corredor de ônibus, ou estação de metrô, a própria sociedade reclama dos impáctos negativos: “vai desvalorizar a região, aumentar a poluição etc”.

    Aí, senhores, ficamos nessa! Nem ata e nem desata. É claro que essa situação das motos interessa á indústria que os produz, ao governo que arrecada imposto e á mídia que os divulga. O que nos leva á conclusão do porquê a imprensa sempre criticar os ônibus (não a prefeitura que os gerenciam), ou dizer que “parece um ônibus comum” quando divulgar alguma novidade dele, empregnando na sociedade o sentimento de repúdio aos “coletivos”. Pura hipocrisia! Quem tem coragem de mudar esse sistema? Desafiar interesses?

    Se fosse possível construir um sistema BRT em vias paralelas das principais avenidas junto com ciclovia como opção – depedendo do compromisso do usuário – talvez diminuiria essa dependêndia de carros e motos. Quando eu digo “junto” com ciclovias, entendam no mesmo projeto e não na mesma faixa de rolamento, e separados por canteiro gramado tendo a ciclovia em nível superior, se possível, mas protegido com barreiras para não cairem na faixa do ônibus (ou vice versa). Longe de mim querem que veículos grandes dividem espaço com pequenos. Tem que explicar né se não fica um mal entendido rsrsrs. E claro, de preferência que sejam operados por trólebus biarticulados para atender uma grande demanda e sem poluição. Mas isso não é suficiente tendo carros, motos e caminhões poluindo no mesmo perímetro.

    Nesse caso o metrô ajudaria se não tivesse que fazer tantas desaproprições. Em SP é impossível implantar uma idéia como essa, mas em capitais que tivessem capacidade de construí-lo ou adaptá-lo, daria uma importante contribuição para o usuário.

  9. Ádamo!
    Parabéns pela ótima reportagem e iniciativa!

    Apenas complementaria que uma frota deste tamanho merece MUITO MAIS ATENÇÃO da administração pública.

  10. Obrigado a todos os amigos e leitores pelas opiniões aqui explicitadas, que revelam novos dados, pontos de vista e acrescentam na ampliação do assunto que realmente, não é brincadeira.

    Eu faço fisioterapia por causa de problemas de coluna e dá dó de ver tantos motoqueiros lá por causa de acidentes. Tudo bem, muitos foram imprudentes, mal educados, etc, mas ver a cara de dor de muitos que lutam para recuperar o movimento é algo que te nho presenciado todos os dias quase

  11. E você se diz especializado em transportes? As motocicletas fabricadas no Brasil já estão adequadas ao PROMOT 3, norma anti-poluição alinhada com a exigente norma européia e em vigor desde 2009. As motos poluem MENOS que os carros desde o PROMOT 2, de 6 anos atrás!
    Eu já fiz a análise dos dados do Detran. O índice de mortes/1000 veículos, que é um indicador oficial do Detran, tem DIMINUÍDO! Isto quer dizer que mesmo que vendam cada vez mais motos (ótimo!) o crescimento da quantidade de mortes É MENOR que o crescimento da frota. Isso é uma boa notícia, mas que ninguém veicula. Por que será?
    Quanto aos acidentes, nenhum motociclista, motoqueiro, motoboy, ou como quer que nos chamem, sai de casa pra cair. Conforme estudo de uma instituição européia, 70% dos acidentes de motos são provocados por outros veículos! É o sujeito que muda de faixa sem ligar a seta (porque está falando ao celular), é a madame que está se maquiando dentro do carro, é o animal que corre além do limite porque está atrasado, sem falar dos idiotas que estão enviando SMS ou email enquanto dirigem! Sem falar nos buracos, tampas de bueiro abertas, curvas deformadas pelos ônibus. Nada disso entra nas estatísticas, apenas “o motoqueiro morreu!”.

    Até parece que os motociclistas caem porque querem!

    Você citou o lobby das motos… mas nos diga, você representa o lobby das empresas de ônibus?

    • Os número do Dentran, que é estadual, podem ter caído, conforme o senhor citou. Mas ainda são muito altos e a questão é um desafio.
      Quando o senhor falou do Promot 3 disse bem, em vigor desde 2009. Mas boa parte das motos é anterior ao Promot 2 e não fui eu quem criou os dados de poluição das motos acima de carros e ônibus proporcionalmente e em números absolutos. São dados do Conama e o instituto de pesquisas sobre poluição do ar da USP comprova. São ´rogãos confiáveis.
      Quanto a lobby, agora entende porque do alto da sua habilidade política o senhor ex presidente Luís Inácio Lula da Silva preferiu criar linhas de financiamento para motos em detrimento a outros setores. Pelas manifestações aqui apresentadas, respeitadas e aprovadas, dá para ver que moto dá voto.

  12. Fabrizio St. Junior // 21 de Março de 2012 às 10:33 // Responder

    Sr. Adamo, deveria se informar mais!!
    Não sei precisar os numeros, como Sr. tão bem (?)informou; mas se o dinheiro usado nos
    Impostos cobrados de todos os veiculos, fossem realmente usados no que é devido, não teriamos
    tantos acidentes. A começar pela educação, estradas, sinalizações etc etc etc.
    Tudo que o governantes não conseguem controlar, eles criam uma penalidade para o povo pagar R$R$R$.

  13. Leonardo Padilha // 21 de Março de 2012 às 10:39 // Responder

    Bem.
    Com todo respeito tanto a reportagem quanto os comentários aqui deixados demonstra um parco conhecimento sobre a motocicleta. Em muitos casos exibem preconceito e ate uma pitada de fascismo.
    Quanto as normas citadas procurei me informar e estão incorretas, mas não vou entrar nesse mérito. O autor não citou que houve mudanças nas motocicletes e como foi citado as motocicletas de baixa cilindrada já possuem catalisador a alguns anos. Se uma ou outra das importadas não o possuem o governo assim permite a importação. Além disso esse pseudo discurso de poluição do meio ambiente já encheu. Implica-se com sacolas plásticas, motos e se permite que se destrua a fauna e flora em nome do petróleo no Brasil. Ninguém se preocupa com isso, o discurso é so de conveniência, mas ainda sim motos não poluem mais que carros ou ônibus.
    Alias que ta comparara o nível do transporte público e o valor absurdo das passagem com o aumento na frota de motos? Porque não discutimos um transporte auto gestado feito pelos próprios trabalhadores que seria de qualidade e geraria empregos tirando carros e motos da rua? Isso ninguém quer falar, ninguém quer discutir é mais fácil seguir o senso comum e culpa o motociclista.
    Agora, como sempre no Brasil, devido a nossa falta de cidadania não analisamos o problema com a devida profundidade. Qual o problema do trânsito no Brasil? Na estrada são sempre os motoristas, nas cidades os motociclistas, motoqueiros como com queiram nos chamar. E as péssimas condições das estradas, a falta de sinalização, a incompatibilidade das obras públicas de trânsito com o crescimento da frota? O já citato transporte público terrível. Nada disso entra na conta.
    Se ;e para levantar hipótese vamos lá: porque jovens de 18 anos, sem preparação nenhuma compra moto e se arrebentam no trânsitos. Porque precisar trabalhar de motoboy? Porque o transporte é uma porcaria? Precisamos entender o fenômeno.
    Sem contar a falta de investimento sério em educação ou a microfísica do poder que nos deixa mais burros a cada geração. Nada disso entra na conta.
    Ao invés de uma análise de conjuntura adequada, uma discussão séria nos atemos a discursos sensacionalistas que so querem obter ibope sem se preocupar com a verdade. O que me incomoda mais é justamente a falta de seriedade do nosso povo, a burrice generalizada que se espalha permitindo que grupos de políticos safados e pior, fascistas se instaurem nesse país consumindo a máquina pública e fazendo leis idiotas que em nada contribuem para a melhoria do nosso trânsito.
    O autor não deve saber que o número de acidentes de moto, apesar dos pesares, tem diminuído, segundo o Detran, proporcionalmente. Creio que antes de se dizer especialista e sair postando dados deveríamos ter o cuidado de realizar uma pesquisa mais adequada. Entendo que um especialista deve possuir um contato mínimo com instrumentos de pesquisa e avaliação e trabalhos acadêmicos que de fato analisem a situação fugindo do senso comum.
    Bem, no mais é isso. Não deixemos que o senso comum nos faça bonecos, vamos pesquisar e enxergar a verdade além da ideologia!

    • Caro Leonardo, você disse o que está escrito no texto, só que com outras palavras. Falamos sim da questão social envolvida por trás da questão do aumento da frota de motos e da qualidade insuficiente dos transportes públicos.
      Boa parte das motos não tem catalisador mesmo. Quanto ao número de acidentes cair, ainda bem, mas ainda são muito altos.
      Quanto aos índices de poluição, infelizmente, elas sim, são mais poluentes.
      agradeço a explanação

  14. Prezado Adamo,
    Lembre-se que transporte público engloba ônibus, trens e metrôs. Inclusive, os mais eficientes transportes de massa são justamente trens e metrô ! Porque você só enfatiza os ônibus ? Todos sabemos que a frota de ônibus no Brasil é dominada por meia dúzia de empresários e que, por isso, as passagens são caras e a qualidade do transporte é péssima ! Isso provoca um movimento natural de migração dos passageiros para outras alternativas de transporte !
    Porque você não expressa essa verdade ???
    Seria porque você está envolvido no “Lobby dos empresários de ônibus” ???
    Muito suspeito esse seu posto, heim !?!?

    • Eu enfatizo o ônibus porque, não sei se você reparou, mas este é o Blog Ponto de Ônibus.
      Falamos sobre mobilidade em geral, mas a ênfase é notícia sobre ônibus. E é importante saber sobre as questões relativas aos ônibus que são essenciais ao ir e vir da pessoas.
      Entendeu?

  15. Lamentável o rumo que esta NECESSÁRIA discussão tomou.
    Demonstra o nível de stress de quem depende da mobilidade em Sâo Paulo pra viver, acredito muito.

    Todos sabem que o lobby rodoviário – principalmente sobre 4, mas também sobre mais rodas – domina nosso país desde Juscelino Kubitschek até hoje, mas este Blog NUNCA defendeu vias empanturradas de ônibus, que – de novo – TODOS SABEM QUE SÃO MUITAS.

  16. Amigos
    Transportes engloba as necessidades Nacionais, e assim que deveremos entende-los.
    As Cidades devem ajusta-los as suas necessidades especificas.
    Conheço regiões no Estado de São Paulo em que as motos estão substituindo os animais na locomoção das pessoas e onde a Moto-taxi é solução mais rápida e econômica onde o transporte por onibus ocorre apenas 1 vez por dia em cada sentido,
    Assim, o forum que discute sobre a Capital de São Paulo é diferente do forum que discute os assuntos em outras localidades.
    O interessante é que o transporte do Povão sempre terá o onibus presente, quer como modulo principal quer como modulo assessório, e o mesmo esta acontecendo com o veículo Moto, cujas caracteriscas de uso necessitam de melhor adequação de seus componentes e também de seus condutores.

  17. É verdade, Jair
    Mas o veículo moto já demanda modificação/atualização do próprio Código Nacional de Trânsito, que a considera, se tanto, veículo eventual e recreativo.

    Se entendi “módulo principal… acessório”, aí me permita não concordar, que ônibus possa ser módulo principal em São Paulo.

  18. Luis Vilela
    Quando digo principal, em São Paulo, me refiro as linhas que embora tenham sentido troncal mas não trafegam por corredores.
    E linhas assessorias são as auxiliares e alimentadoras de todos os modais.

  19. Caro Adamo!
    Está evidente a vontade de contribuir com o seu blog para a melhoria das condições de vida das pessoas, abordou pontos que envolvem motos e seus condutores que contribuem de forma negativa. Não sei se você possui uma motocicleta ou se apenas se locomove de ônibus, bem… é irrelevante… – Só lamento que o seu texto tem um tom fundamentalista na linha do senso comum das pessoas que possuem apenas uma ótica sobre esse assunto. Eu uso carro, moto, ônibus e metrô na cidade de São Paulo, e posso lhe afirmar que o problema não está no veículo alvo do seu texto, o problema é educação! (como tudo nesse país)
    Se você analisar o volume de morte por característica de condutor, vai ficar pasmo ao ver que não se trata de motoboys, estatisticamente quem encabeça a lista é aquela pessoa que trocou um percurso de ônibus demorado em veículos super lotados por uma moto pequena. Normalmente essas pessoas compram a habilitação conjuntamente com o veículo e saem pelo trânsito caótico de São Paulo sem o mínimo preparo.
    Quanto a poluição, você está quase correto. As motos fabricadas no Brasil nos últimos anos possuem um índice baixo de poluição, porém, não se trata do maior percentual da nossa frota que possui a maioria dos veículos produzidas anteriormente a essa preocupação, somadas a elas estão as motos fabricadas na China que não estão alinhadas as normas vigentes, mas como sabemos esse é o país do jeitinho onde quem tem a tal influência coloca: o que quer, quando quer; como quer e onde quer. É a chamada “vista grossa” das nossas “autoridades”.
    Apesar de me beneficiar dos corredores quando estou de moto, concordo que falta critério para o uso dos mesmos, eu mesmo sou alvo da fúria dos motoboys. Quebram retrovisores e não deixam a gente mudar de faixa, deixam os motoristas de carro tensos! – Lógico que a maioria dos motoboys são na maioria pessoas de bem, mas vivem sob pressão dos empregadores pela rapidez e atingem o velocidade estrada nos corredores. Quando estou de moto, por eu andar em velocidade reduzida nos corredores, sou alvo de buzinadas por parte deles, tentando me forçar a andar mais rápido, e por não conseguirem se irritam e ficam agressivos.
    O melhor dos mundo seria nas grandes cidades um transporte coletivo eficiente, limpo, e confortável a um preço justo. Se você usa o transporte coletivo em São Paulo-SP sabe que estamos no pior dos mundos em tudo que envolve a administração pública.
    Adoraria usar bicicleta diariamente, só não o faço devido ao relevo da cidade e as distâncias que percorro diariamente.
    Lamento as postagens de alguns que devem possuir motos, mas estão longe de serem motociclistas, que defendem as motos com o mesmo vigor fundamentalista equivocado, se contrapondo aos fazem critica. Parabéns pela sua iniciativa de tocar num assunto importante, e penso que a solução justa é fruto da ponderação das diversas visões que podemos ter sobre o mesmo assunto.
    PS.; Recentemente fiz uma viagem de moto pelo nordeste, e lá abandonaram jegues nas matas devido a compra de motos para substitui-los como meio de transporte. Os animais abandonados invadem as rodovias e causam acidentes, e também são mortos vítimas de serem atropelados por caminhões. Eu poderia enumerar diversas outras situações envolvendo motos e a sociedade, e pena que colocam um objeto como motivador de problemas, quando quem tem a condição se causar ou não problema são as pessoas,
    Abraço!

    • Muito obrigado Ricardo pela sua explanação e seu comentário. É um tipo de particpação que só acrescenta aqui no Blog e agradeço pelo seu equilíbrio e postura acertada nas palavras.

      Demorei para aprovar proque estou com um problema na coluna e por ordem médica, tenho ficado menos ao computador essa semana. Mas o seu comentário é extremamente pertinente.

      Agora NUNCA vou me colocar contra a classe dos motociclistas e motoboys. São pessoas que estão ousando seu direito de ir e vir pelas cidade e muitas têm a moto como seu sustento.

      É bom lançarmos esta discussão, mesmo o texto podendo apresentar algumas lacunas, pelo bem do motorista, passageiro e até de quem usa moto.

      Vejo a vida de quem vive de moticicleta e sei que não é fácil, apesar de muitos, até pela questão da educação (ou falta), serem sim bastante imprudentes.

      Que todos sejam felizes em suas motos, carros, mas também nos ônibus, trens e metrô, t ransportes públicos, quye poderiam resolver muitas questões a respeito de mobilidade, e fazem o passageiro sofrer

      Abraços

  20. Bom dia a todos!!
    Muito saudável todas as explanações aqui contidas, pois nos fazem enxergar as divergências existentes em considerando os pontos de entendimento de cada visão pessoal.
    Lamentavelmente e isso ja foi expressado em mensagens anteriores, o maior problema é a infeliz ausência de Educação em nosso Brasil.
    Pois a meu ver esta “palavra” (Educação) é bem mais ampla do que parece a principio, e ai entra o problema Politico Partidário, a vontade, o respeito, a economia, as Administrações públicas seja no Executivo Municipal, Estadual e Nacional, além dos Legislativos em todas as 3 esferas, e para piorar tambem o Judiciário, ja que este que deveria ser o “intermediador” para fazer-se cumprir as Leis e Constituição, não consegue, principalmente em virtude de as leis se sobreporem, possibilitando assim interpretações errôneas.
    Vejam por exemplo a “Liberação” das “motinhas” de até 50cc que são vendidas e propagadas Nacionalmente e principalmente em cidades menores, como um veículo que seu usuário não necessita de habilitação, e bem mesmo de EPI´s.
    De mesma forma em que algumas montadoras propagam que vc entra apé em suas revendas e saem pilotando suas motos novas. E o pior é verdade. BAsta que o cidadão tenha um CPF “limpo” e pronto com qualquer R$ 100, disponivel por mês, ele compra sua “motoca” e sai por ai barbarizando.
    Isso sem contar com aqueles mais abençoados que tem ca$ife e compra logo uma super esportiva, para ficarem ai “dando tirinhos”, acelerando em altíssimas velocidades, morrendo e matando gratuitamente, por total despreparo e desconhecimento do principio básico de uma direção. Alias isso não acontece apenas com Motos, mas tambem com veiculos de 4 rodas.

    E para piorar tudo, não temos nos grandes centros urbanos, um transporte coletivo de qualidade minima. Só vemos ônibus sucateados, profissionais (se é que se pode chama-los assim) despreparados, ruas e vias sem sinalização, sem manutenção, quebra molas em excesso, e sem atender a legislação (existe lei especifica para aplicação e construção de quebra molas). Ausência de segurança (de todos os quesitos basicos), ausência de coberturas em pontos de ônibus, ou seja vivemos em um País onde a unica coisa que não para de aumentar é o DESRESPEITO para com o Ser Humano, que por sua Vez tambem não para de DESRESPEITAR a SI PRÓPRIO.

    Estamos em mais um ano de eleições. E ai? Você vai ficar calado?

    DEUS nos abençoe e proteja, iluminando-nos a seguir o caminho da PAZ e do BEM a favor de Alguem, além de nós mesmos.

    Desculpem-me mas não farei correção no texto acima, para não ter que reescrever tudo com mais revolta.

  21. Não tenho moto mas estou pensando em tirar a CNH cat A para comprar uma.O transporte publico aqui em Belo Horizonte é uma vergonha,a BHtrans é o a peneira que tapa o sol.Fora quem têm que ficar no ponto de ônibus a noite sem nenhuma segurança e até mesmo sem iluminação o que acontece muito por aqui.SOU A FAVOR DAS MOTOS SOU A FAVOR DE UMA FAIXA EXCLUSIVA PARA MOTOS.ABAIXO ESSAS PORCARIAS DE ÔNIBUS COM OS SEUS CONDUTORES ESTRESSADOS E MAL PAGOS.

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