Greve de ônibus em BH CONTINUA NA QUARTA-FEIRA

TERMINOU HÁ POUCO A GREVE DOS MOTORISTAS E COBRADORES DE ÔNIBUS. PARA SABER DE MAIS DETALHES, CLIQUE NO TOPO DA PÁGINA DO BLOG SOBRE A FOTO DO ÔNIBUS BANCO E VERMELHO COM O NÚMERO 464 E AS LETRAS EPT

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Terminou sem acordo reunião entre trabalhadores e empresários e greve dos ônib8us em BH e região metropolitana continua nesta quarta-feira. Justiça propôs aumento de 9%, o que vai ser analisado pelas duas partes. Sindicato garantiu que frota de 50% durante todo o dia e de 70% nos horários de pico será cumprida. Na segunda e na terça-feira, os ônibus que saíram às ruas tiveram de ser escoltados pela polícia. Foto: O Tempo.

Termina sem acordo reunião entre os motoristas para o fim da greve em BH
Sindicato diz que vai cumprir frota mínima de 50% no dia e 70% nos horários de pico. Maior impasse foi em relação aos reajustes salariais. Empresários tentaram na reunião da tarde fazer com que a Justiça decretasse a greve como ilegal. Justiça propôs aumento salarial de 9%, o que será analisado por trabalhadores e empresários. As partes têm até quinta-feira às 13 horas para darem resposta à Justiça
ADAMO BAZANI – CBN
Motoristas e cobradores de ônibus empresários não chegaram a um consenso agora há pouco na audiência de conciliação entre representantes de motoristas e cobradores de ônibus de BH – Belo Horizonte e Região Metropolitana e sindicato das empresas de transporte coletivo no “plenarinho” do TRT – Tribunal Regional do Trabalho.
O maior entrave foi em relação aos índices de reajustes salariais.
Os empresários mantiveram a proposta de 6% de aumento e os trabalhadores continuaram com a reivindicação de 20% de aumento.

PROPOSTA DE 9% DE AUMENTO:

O desembargador Marcus Moura Ferreira, do Tribunal Regional do Trabalho, propôs um reajuste de 9% para a categoria.
Nesta quarta-feira, os motoristas e cobradores devem realizar uma Assembléia às 4 horas da tarde para discutirem a proposta.
O Sindicato se comprometeu a obedecer a determinação de frota mínima de 50% nesta quarta-feira, aumentando o número de ônibus para 70% nos horários de pico entre às 6h e às 9h e das 17h00 às 20 horas.
Os sindicatos patronais não viram positivamente, de início, a proposta do desembargador. Os representantes das empresas disseram que o índice vai causar impactos financeiros das companhias.
As partes têm até quinta-feira, dia 15 de março, até uma hora da tarde para darem uma resposta à Justiça

REUNIÃO TUMULTUADA:

Participaram da reunião o STTR – BH – Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Belo Horizonte, o Setra – BH – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte, que representa as viações que operam na capital mineira e o Sintram – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano, que reúne as empresas que operam na capital e nos municípios da Grande BH, além dos órgãos responsáveis pela fiscalização e gerenciamento dos transportes coletivos.
O procurador geral de Belo Horizonte, Marco Antônio Resende, também participou do encontro e pediu que a Justiça determinasse o fim da greve.
Mas o desembargador Marcus Moura Ferreira disse que a prefeitura não deve se interferir nas negociações. O poder público, no entendimento do magistrado, deve se limitar a sensibilizar as partes em prol dos cidadãos e garantir o cumprimento dos serviços mínimos pelos órgãos gerenciadores.
A reunião foi tão tumultuada que o desembargador teve de ouvir as partes isoladamente depois de tomar conhecimento da posição de trabalhadores e empresários em conjunto.
Antes mesmo do fim da audiência de conciliação, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários – STTR-BH, Ronaldo Batista de Morais, afirmou que a greve continuaria nesta quarta-feira.
Ele não soube precisar quanto ao cumprimento da frota mínima e se a greve será total ou parcial, o que seria decidido na madrugada com a categoria.
Os empresários chegaram a pedir novamente a ilegalidade da greve pelo fato de a determinação da Justiça ao exigir frota mínima de 50% durante todo o dia e 70% nos horários de pico não ter surtido efeito prático.
A reunião entre empresários e trabalhadores no final da manhã desta terça-feira não teve acordo.
A categoria trabalhista pedia 20 % de reajuste salarial, aumento para 30 folhas no tíquete-alimentação, cada uma com o valor de R$ 15,00, Participação nos Lucros e Resultados, redução na jornada diária de trabalho para 6 horas, fim da dupla função de motoristas que dirigem e cobram ao mesmo tempo e banheiros femininos para funcionárias nos terminais de ônibus – estações BHBUS.
As empresas de ônibus ofereceram 13% de reajuste salarial condicionados à elevação de 20 minutos na carga horária por dia e 9% de aumento para o pessoal da administração ou então 6% de reajustes de salários para toda a categoria sem alteração na jornada de trabalho. Pelas companhias, o reajuste no valor do tíquete alimentação seria também de 6%. A PRL – Participação nos Lucros e Resultados, de acordo com proposta das empresas, seria de R$ 150,00 para quem ganha até R$ 1 mil e de R$ 300 para quem recebe acima disso. As empresas de ônibus não aceitam, num primeiro momento, redução na jornada de trabalho.

FROTA MÍNIMA:

Não foi bem recebida na parte da tarde pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte – STTR – BH a determinação do primeiro vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho – 3ª região de Minas Gerais, desembargador Marcus Moura Ferreira.
Ele não julgou a legalidade da greve como foi pedido pelas empresas de ônibus, mas estipulou que 50% dos serviços sejam cumpridos durante a greve e 70% nos horários de pico, das 06 h às 09 h e das 17 h às 20 horas.
Para o Sindicato, os trabalhadores devem cumprir apenas os 30% de frota e serviços mínimos estipulado pela Lei de Greve, lei nº 7783/1989.
A situação foi bem diferente entre os diversos terminais da cidade de Belo Horizonte e dos Municípios da Região Metropolitana.
Enquanto em estações como a BHBUS do Villarinho os serviços eram mais intensos no Terminal do Barreiro estavam bem abaixo dos 30% prometidos pelo sindicato dos grevistas.

NÚMEROS:

O Sistema de Belo Horizonte e Região Metropolitana é composto por:
– 73 empresas de ônibus: 58 na capital mineira e 15 na Grande BH.
– Ônibus: 3010 veículos:
– Passageiros: cerca de 3 milhões, sendo 1,6 milhão só em Belo Horizonte
– Linhas: 296
– Viagens: 25 mil 567 viagens por dia.

TRÂNSITO:
Mais uma vez por causa do excesso de veículos, já que muita gente que usa transporte público no dia a dia teve de optar pelo carro particular, o trânsito ficou bem congestionado em diversas vias de Belo Horizonte e das principais cidades da Região Metropolitana.
Houve congestionamentos em diversas ruas e avenidas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

13 comentários em Greve de ônibus em BH CONTINUA NA QUARTA-FEIRA

  1. motoristas, ‎se querem seguir com isso, então façam igual ao que fizeram em Portugal!
    liberem as catracas para todos os passageiros e punam quem realmente deve ser punido!

  2. Bom dia.
    Lamentável!
    E o maior prejudicado é o passageiro.

  3. Será que este desembargador Marcos Moura Ferreira é parente do Dono da Empresa Saritur?
    Esta rolando este boato que pode ser que esteja a favor dos pAtrões

  4. ACHO QUE VCS MERECEM LUTAR PELO DIREITO AO AUMENTO, PORÉM GREVE PARCIAL NÃO ROLA, PAREM TUDO E TODOS DE UMA VEZ SÓ, AI SIM VOCES TERÃO RESULTADO.

    OU VAI OU RACHA

    SHIRLEY – 14/03/2012

  5. MOTORISTAS DE ÔNIBUS DE BH ACEITAM PROPOSTA DE 9% DE AUMENTO SALARIAL APRESENTADA PELA JUSTIÇA:

    http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2012/03/14/greve-onibus-bh-rodoviarios-aceitam-proposta-de-9/

  6. tem que parar tudo ate eles conseguiren o que queren.

  7. que poca vergonha nao te onibus nao verdade

  8. eu tenho 9 anos e acho uma poca vegonha nao ter onibus

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