Você já ouviu falar em Pit Stop de Ônibus?

ônibus

Parte da equipe de manutenção da Leblon de Mauá na área onde é realizada a inspeção dos ônibus. Como um Pit Stop de Fórmula Um, o ônibus chega da viagem e antes de ser recolhido tem os principais itens verificados pelos profissionais: pneus, elétrica, funilaria e mecânica são pontos analisados detalhadamente. Ação não substitui manutenção preventiva e corretiva tradicional. É uma ação que se soma para dar garantias de segurança, conforto e cumprimento de viagens para os passageiros. Foto: Adamo Bazani.

Um Pit Stop para sua a segurança e serviços mais confiáveis
Grupo Leblon traz para Mauá sistema de verificação das condições do ônibus para detectar eventuais problemas prematuramente e diminuir as ocorrências de quebras durante as viagens

ADAMO BAZANI – CBN

A verificação é completa. O veículo para e instantaneamente tem todos os principais itens analisados por uma equipe de profissionais: pneus, freios, suspensão, parte elétrica e direção. Estando tudo em ordem ou após possíveis correções, ele pode rodar com toda a segurança, oferecendo o melhor nas pistas e tudo que o fabricante incorporou em relação a conforto e desempenho.
Logo de cara, a impressão que se pode ter é de que o texto se refere a um Pit Stop de Fórmula Um, quando o carro tem uma revisão completa e rápida para continuar na corrida.
O princípio é semelhante, mas toda esta ação é voltada para ônibus e é empregada pelo Grupo Leblon Transporte de Passageiros em Mauá, no ABC Paulista.
O trabalho de verificação de condições dos veículos logo que eles chegam das ruas já é feito pelo Grupo Leblon no Paraná que traz a inovação para o município de Mauá.
“É uma garantia a mais para a população de que o índice de quebras dos veículos continuará a ser reduzido. O passageiro também conta com mais segurança e maior certeza do cumprimento de viagens” – destaca o coordenador de manutenção Marcos da Silva, da Leblon de Mauá.
Toda a vez que os ônibus chegam das ruas, eles passam imediatamente por uma valeta de inspeção. Nela, três profissionais, um embaixo ônibus, outro do lado externo e outro dentro, verificam a parte elétrica, o que inclui o funcionamento das luzes de sinalização, essenciais para segurança, a funilaria, os pneus e a parte mecânica, como freios, suspensão, eixos, sistema de direção e tantos outros equipamentos fundamentais para a segurança e conforto.
Enquanto um profissional na valeta inspeciona toda a parte de baixo do ônibus, na carroceria todas as principais funções são analisadas, desde o acionamento dos botões de solicitação de parada, a afixação dos balaústres. O elevador para portadores de necessidades especiais é verificado também toda a vez que o ônibus chega e toda a vez que o ônibus sai da garagem.
Esta prática otimiza a manutenção e minimiza o tempo que os ônibus ficam parados por conta de problemas mecânicos, o que aumenta a disponibilidade dos veículos para a população.
Além disso, pode detectar eventuais problemas logo no início, diminuindo o risco de os ônibus quebrarem nas ruas ou ficarem na garagem para longos reparos.
“Não importa se, por causa da escala, o ônibus vai voltar por dia a garagem uma, duas, três, quatro vezes. Sempre vai ser feito este procedimento, quantas vezes por dia for preciso” – conta Marcos.
Ele também diz que estas verificações não substituem as manutenções tradicionais, como a preventiva, determinada pela quilometragem, modelo e perfil da linha do ônibus, e as intervenções corretivas habituais.
“Não tem substituição, é uma ação mais. Ônibus com manutenção em dia é pensar no bem estar, na segurança, no conforto e no cumprimento das viagens para o passageiro” – concluiu.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

8 comentários em Você já ouviu falar em Pit Stop de Ônibus?

  1. Seriedade, responsabilidade e competência. Pena que são tão poucas empresas que tem esse compromisso com os usuários. Quem dera tivéssemos empresas como a Leblon em uma cidade tão mal tratada e explorada ( no péssimo sentido) por grupos interessados somente em lucros, como São Paulo e outras também. Porém não deixa de ser uma notícia alentadora, tomara que a população de Mauá tenha conhecimento deste trabalho da Leblon e dê o devido valor e reconhecimento.

  2. Bom dia.

    Parabéns a Leblon, pelo exemplo e a você Adamo, por noticiar este fato, mostrando que, é possível para uma empresa de ônibus, ser diferente e eficiente, cobrando o mesmo.

    Ah danado !

    Abraço.

  3. Já ouvi. É essencial.

  4. Reforço e assino em baixo tudo que os amigos Marcos e Gustavo já disseram acima, digo também que tai a prova de que nem tudo está perdido, pensar no cliente é essencial para sobrevivência de qualquer empresas séria. E se falando de ônibus as vezes fico pensando o que será que se passa na cabeça de um empresário da capital quando seus ônibus quebram na rua e deixam os clientes a ver navio? Para a Leblon isso é coisa muito séria, compromete a imagem da empresa perante ao poder concedente (poder público) e clientes, aqui na capital ainda persiste a dura rotina de ônibus quebrarem um ponto após o terminal e ficar por isso mesmo, certa vez conversando com um mecênico de uma empresa aqui da capital mais especificamente da região onde moro, ele me disse que quando quebrava um ônibus na rua ele tinha que ir lá e resolver, se uma peça quebrava tinha que usar as que tivessem a disposição, geralmente eram peças tiradas de outros ônibus ou mesmo fazer uma similar no torno, segundo ele haviam peças que eram recondicionadas simplesmente porque ficavam mais baratas que uma nova, essa empresa tinha muitos ônibus com problemas de freio, ai ele me disse que tinham que utilizar os componentes até o ultimo, para economizar, enfim entendemos que economizar num negócio desses é necessário, mas é preciso pensar nas vidas humanas transportadas, E só pra tranquilizar a empresa já não existe mais no sistema da capital. Parabéns Leblon, embora eu não more em Mauá sou totalmente fã dessa empresa, e parabéns Adamo por mais esse furo de reportagem.
    PS: Adamo em relação ao ônibus com falha no elevador de Santo André, você sabe se foi tomada alguma providencia? Forte abraço

    • Prezado Roberto, para vc ter ideia vou contar 3 situacoes que envolvem onibus quebrado e que aqui no Parana (nao estou mais em Maua) sao regra:
      1) Onibus da empresa nao anda guinchado, a manutencao deve trazer o veiculo para a garagem rodando em seguranca; onibus pendurado em guincho ou sendo rebocado mancha a imagem da empresa.

      2) em onibus motor traseito, quebrado na BR (aqui a Leblon opera muito na BR 116) nao se deixa aberta a tampa do motor enquanto a manutencao nao chega, é vergonhoso isso para a empresa;

      3) todo veiculo quebrado passa por um processo rigoroso de investigacao, onde as 2 primeiras informacoes sao: quantos passageiros havia no onibus e foram afetados negativamente e quanto tempo levou para a manutencao chegar para fazer o atendimento. Tendo metas para estes dois valores;

      Resumindo, com isso ja chegamos a marcas como mais de 500.000 km rodados pela frota sem nenhuma quebra no trajeto. Resultado tambem de uma manutencao que em alguns itens ja chega a quase 80% dos servicos preventivos e apenas 20% corretivos.

      Enviado do meu Android.
      Resumindo, com isso ja chegamos a marcas como mais de 500.000 km rodados pela frota sem nenhuma quebra no trajeto. Resultado tambem de uma manutencao que em alguns itens ja chega a quase 80% dos servicos preventivos e apenas 20% corretivos.

      Enviado do meu Android.

  5. Quando vejo uma matéria como essa ficou contente, pois ando desanimado com a falta de manutenção de muitas empresas.Atualmente estou desempregado pois as empresas que me chamavam para trabalhar não levam a manutenção de suas frotas a sério. Eu como Gestor de frota acredito que além de tudo que se faz na manutenção da frota a principal peça nisso tudo é a responsabilidade no que fazemos. Parabéns a Leblon, empresa que seus funcionários devem se orgulhar em trabalhar.

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