NITERÓI ABRE LICITAÇÃO PARA BRT

ÔNIBUS

A frota de 760 ônibus em Niterói deve ser reduzida pela metade com a implantação do sistema de corredores exclusivos de ônibus do tipo BRT. Mesmo assim, o número de viagens e a quantidade de passageiros atendidos devem aumentar. Isso porque, em corredores, os ônibus não ficam presos ao trânsito e pelos espaços serem exclusivos, há possibilidade de uso de ônibus maiores. Os consórcios vencedores para a operação do BRT devem ser conhecidos no dia 23 de maço deste ano e serão responsáveis pela construção de terminais de integração. Haverá mudanças nas linhas e algumas ligações vão apenas até os corredores, diminuindo a quantidade de ônibus no centro da cidade e aumentando a ofert nos bairros.

BRT vai aumentar oferta de transportes com menos ônibus nas ruas em Niterói
Prefeitura lançou o edital para a operação dos corredores exclusivos e no dia 23 de março deve conhecer as propostas

ADAMO BAZANI – CBN

O que pode ser sonho para muita gente, empresas e administradores públicos, é possível devido ao sistema BRT (Bus Rapid Transit), corredores exclusivos: aumentar a oferta de transportes diminuindo a quantidade de ônibus nas ruas e por conseqüência a poluição e os congestionamentos.
Em corredores exclusivos, os ônibus conseguem ter mais velocidade em vez de ficarem presos no trânsito, fazem mais viagens. Além disso, pelo espaço ser exclusivo e maior, é possível colocar ônibus de maior porte. Com todas estas vantagens, menos ônibus conseguem atender a uma quantidade maior de pessoas.
E é justamente isso que deve ocorrer em Niterói, no Rio de Janeiro.
A Prefeitura publicou no Diário Oficial o edital de licitação para a operação dos corredores BRTS, baseados no modelo de Curitiba, que além de espaço exclusivo para os ônibus e viagens mais rápidas, permitem que o passageiro pague a tarifa antes de embarcar e que todo o sistema tenha acessibilidade para portadores de necessidades especiais.
A frota de ônibus, que hoje é composta por 760 veículos deve ser reduzida pela metade. Hoje existem 54 linhas municipais em Niterói. Pelo menos 13, uma boa parte de sobreposições, devem ser extintas e outras 14 terão os itinerários alterados.
Nove linhas do estilo troncal, nos corredores, terão ônibus articulados tipo BRT, com capacidade para 150 passageiros cada. Eles devem transportar 137 mil pessoas por dia.
O sistema vai contar com linhas alimentadoras, que em vez de irem para o centro da cidade com veículos sem a lotação completa, vão dos bairros até os terminais de integração, o que vai reduzir o trânsito na região central e permitir que os ônibus façam mais viagens dentro dos bairros, diminuindo o tempo de espera também.
As empresas operadoras serão responsáveis pela construção dos terminais de integração: João Goulart (Centro), Piratininga, Largo da Batalha, Charlitas e Saibreira (Caramujo).
Serão feitas também 28 estações ao longo dos corredores.
A operação dos BRTs deve ser feita por consórcios. Atualmente operam na cidade nove empresas de ônibus.
No dia 23 de maço, a Prefeitura deve tornar públicos os nomes dos consórcios interessados na operação do BRT, que mesmo com menos ônibus, vai atender a uma demanda maior de passageiros.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

6 comentários em NITERÓI ABRE LICITAÇÃO PARA BRT

  1. Lamentável.
    O BRT é um modismo. Este tipo de operação está sendo implantada porque há financiamento para isso. O BRT é mais adequado para cidades (ou aglomerados de cidades) que tenham dinâmica de crescimento radial (p. ex. S.Paulo). Nas cidades que tenham outras condicionantes geográficas o BRT não cai tão bem. O BRT tem a faculdade de segregar partes da cidade e sua implantação deve ser muito bem estudada.
    A cidade de Niterói tem inúmeros problemas de transporte e eu não creio que a implantação de um corredor expresso do tipo de BRT seja prioridade.
    Vida que segue.

    • GOSTEI DO COMENTÁRIO ACHO O MESMO
      NITERÓI É ESPREMIDA ENTRE O MAR E OS MORROS
      ACHO QUE A OCUPAÇÃO É NOS VALES E SIBINDO AS ENCOSTAS DEFINE UMA ÁREA URBANA DISTINTA

      OS EXOS VIÁRIOS CERTAMENTE VÃO ATENDER COM MUITA DIFICULDADE PARA AS LINHAS DE CONDUÇÃO AGRRGADAS AOS EIXOS , NO CASO OS TERMIONAIS DE TRANFERENCIA DE PASSAGEIROS VAÕ TER PROBLEMAS EM UMA CIDADE QUE NÃO É ” RADIAL”
      PROF. WAGNER MORGAN

  2. Mas Paulo, se o BRT tem essa condição de segreagar partes da cidade, que solução para dar exclusividade ao transporte coletivo daríamos, se o VLT e o monotrilho também têm esta condição?
    Não acredito ser o BRT um modismo, já que ele existe desde os anos de 1970 e só não foi expandido por conta da falta de prioridade aos transportes públicos, assunto que veio à baila agora no atual contexto no qual as cidades viram seus atrasos em relação à mobilidade quando tiveram de oferecer mais, mesmo que seja para a Copa do Mundo, o que não é correto pensar pontualmnte na Copa, mas deve-se pensar nela também.
    Fica a pergunta.
    Qual a solução então?

    • Caro Adamo Bazani, eu fiz um comentário apenas sobre o primeiro parágrafo do seu texto.

      Quis dizer que o BRT em nosso país é um modismo. Modismo porque há um financiador.
      Considero que segregar parcelas da cidade por meio-fios, telas, muros, pequenas construções etc, etc…dos BRTs não é muito bom. Mas há quem pense diferente.

      O comentarista Rafael Asquini fala de um corredor instituído em Niterói, é interessante ler o que ele diz. Eu torço para que este corredor funcione bem apesar das características da sua implantação.

      Saudações.

  3. Niterói já tem um corredor de ônibus, o único até o momento na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na Alameda São Boaventura. Acredito que adaptá-lo para um BRT é algo interessante. Mas fazer isso apenas no nível municipal não resolve o problema, pois Niterói é corredor de passagem entre uma cidade de 6 milhões e intensa atividade econômica (Rio de Janeiro) e outra de 1 milhão de habitantes (São Gonçalo), grande parte destes trabalhando no Rio. Fazer um modal BRT sem conversar com São Gonçalo não resolve muito o problema de transportes por ali não.

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