RIO DE JANEIRO TERÁ MAIS UM BRS NA REGIÃO CENTRAL
Publicado em: 27 de dezembro de 2011

Ônibus no Rio de Janeiro. Cidade recebe mais um sistema de faixa preferencial para ônibus na região central. Há faixas em operação na zona Sul entre Ipanema e Leblon desde a metade do ano. O BRS – Bus Rapid Service não é como o BRT e não oferece segregação total ao transporte coletivo, os pontos são convencionais e não estações que dão mais conforto e agilidade paro passageiro e permite a intervenção de outros veículos na via, mas de acordo com o poder público, é uma forma de dar preferência ao transporte coletivo em locais onde não são possíveis estruturas como de corredores exclusivos. Foto: Fetransport – BRS de Copacabana
Rio terá mais um BRS a partir de quinta-feira
Faixa preferencial para ônibus é a segunda na região central da cidade
ADAMO BAZANI – CBN
A região Central do Rio de Janeiro recebe a partir desta quinta-feira, 29 de dezembro de 2011, o segundo sistema de faixas preferenciais para ônibus, chamado pela Prefeitura de BRS (Bus Rapid Service)
O espaço preferencial terá 1,2 quilômetro de extensão na Avenida Rio Branco e na Rua Araújo Porto Alegre.
Este trecho é compreendido entre a Avenida Presidente Antônio Carlos e Avenida Primeiro de Março.
O esquema é igual ao BRS já inaugurado do dia 17 de dezembro no centro e às outras vias que operam com BRS entre Ipanema e Leblon, na zona Sul da cidade.
O ônibus terá circulação preferencial do início da manhã até a noite. Os pontos de embarque e desembarque não serão os mesmos para todas as linhas. Assim, as paradas serão divididas por grupo de linhas, BRS 1, BRS 2 e BRS 3, para diminuir as filas de ônibus.
Os veículos de passeio ou de carga só poderão circular por um quarteirão pelas faixas para fazerem conversões, caso contrário, estão sujeitos a multas. Táxis podem circular pela faixa preferencial se estiveram transportando clientes.
O objetivo da Prefeitura é ampliar a velocidade operacional dos ônibus, diminuindo o tempo de viagem no transporte coletivo, tornando-o mais eficiente e até atraente para quem usa o carro.
De acordo com especialistas, o sistema ideal seria uma segregação total do transporte público, com o BRT – Bus Rapid Transit – que possui em vez de pontos, estações com proteção do clima, pagamento antecipado da passagem, embarque no mesmo nível do assoalho do ônibus, além de não permitir a interferência de outros veículos, nem de táxis e tão pouco de carros que queriam fazer a conversão.
Mas segundo a prefeitura, nestas vias, não é possível instalar a estrutura de um BRT, mesmo ela sendo simples, pela falta de espaço, e que o BRS é uma solução, ainda segundo o poder público, para dar alguma preferência ao transporte público, diminuindo o tempo de deslocamento das pessoas.
Para a implantação do mais recente BRS, a Prefeitura do Rio de Janeiro mudou o sentido de direção da Rua Senador Dantas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

