MERCEDES BENZ BATE RECORDE EM 2011 E PREVÊ AUMENTO DE PRODUÇÃO PARA 2012

Publicado em: 24 de dezembro de 2011

ÔNIBUS

Ônibus da Mercedes Benz. O ano de 2011 teve recorde na produção de caminhões e ônibus da marca, que se aproximou de 80 mil veículos, sendo 28 mil ônibus. E para 2012, a expectativa é de produção de 100 mil unidades de veículos comerciais. A Mercedes Benz também aposta nos corredores de ônibus modernos e de alta velocidade (BRT – Bus Rapid Transit). Só para o Rio de Janeiro, a empresa pretende comercializar 400 ônibus articulados que prestarão serviços nos corredores. Foto: Adamo Bazani

Mercedes Benz tem produção recorde e espera crescer ainda mais em 2012
Foram produzidos 80 mil veículos em 2011 e para o ano que vem expectativa é de 100 unidades
ADAMO BAZANI – CBN
O bom momento do setor de construção civil, o crescimento em alguns ramos com empregos formais, as obras de modernização das cidades e a antecipação da renovação da frota a diesel por empresários que querem aproveitar os preços mais baixos dos veículos com tecnologia de emissão de poluentes que vai ser substituída em janeiro de 2012 são alguns dos fatores que podem explicar em parte o crescimento da produção e vendas de veículos pesados.
A Mercedes Benz, líder no segmento de ônibus e vice no de caminhões, apresentou balanço que dá conta que quase 80 mil veículos foram produzidos pela marca este ano.
São aproximadamente 51 mil caminhões e 28 mil ônibus que deixaram as linhas de produção da empresa, instalada no Brasil desde 1957. Este número é o dobro da produção de 2007.
Além dos ônibus e caminhões, a Mercedes produziu neste ano 97 mil motores, 58 mil câmbios e 192 mil eixos.
No Brasil também são produzidos câmbios leves e médios para outras empresas do Grupo Daimler.
Recentemente, a Mercedes comercializou 115 caminhões para o Grupo Camargo Corrêa dos tipos pesado e extrapesado. para uso em construção civil.
Também foram vendidos 87 chassis de ônibus articulados, modelo O 500 MA, para o sistema de corredores modernos de ônibus (BRT – Bus Rapid Transit) que o Rio de Janeiro começa a operar a partir da metade do ano que vem. O primeiro corredor será o TransOeste, que vai ligar a Barra da Tijuca, Santa Cruz e Campo Grande.
Sópara o Rio de Janeiro, a estimativa é de venda de 400 ônibus para BRT. Para o País, a empresa trabalha com a expectativa de 2 mil 500 ônibus articulados para sistemas semelhantes. Os veículos, que seguem as normas de controle de emissão de poluentes previstas no Programa Nacional de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automores, P 7, baseadas nas normas Euro V, possuem maior valor agregado e podem reduzir em até 60% o nível de emissão de alguns poluentes.
Quarenta e sete unidades serão destinadas a Viação Jabour e 40 para a Expresso Pegaso. Os veículos terão carrocerias da Marcopolo e Neobus.
O chamado “terceiro turno” também contribuiu para o aumento expressivo da produção, de acordo com a Mercedes Benz. O turno foi aberto para a fabricação de caminhões em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e contou com 500 profissionais.
Com estas novas contratações,a Mercedes Benz aumentou para 14.350 funcionários nas plantas de São Bernardo do Campo, Campinas e Juiz de Fora, que começa a fazer caminhões em janeiro de 2012, além de ter nível de emprego considerável em países da América Latina.
Na Argentina, por exemplo, foram contratados mais 200 operários, aumentando para 1.800 funcionários. No País, a empresa fornece ônibus para empresas operadoras dentro do programa do governo local para a renovação da frota: Programa Nacional de Renovación de La Flota.
A expectativa da montadora é produzir 100 mil unidades, entre ônibus e caminhões em 2012.
Mesmo com uma redução na procura por parte de empresários que renovaram a frota antes da entrada da fase P 7 do Proconve, com as novas normas de emissão de poluentes, o ritmo das encomendas tanto de ônibus como de caminhões deve continuar acelerado.
As cidades ainda estão modernizando seus sistemas de transportes públicos e as eleições municipais vão demandar mais renovação na frota de ônibus, afinal, mesmo sendo na maioria das vezes operados por empresas particulares, a situação do transporte é uma das que mais causam impactos na imagem das administrações locais. Por isso, que venham mais ônibus. Além disso, para as cidades se modernizarem, tanto para os novos contextos de mobilidade, como para as eleições, são necessárias obras e para isso, que venham mais caminhões.
Senão houver nenhum, grande abalo na economia mundial, além do já esperado por conta da situação da dívida dos Estados Unidos e da situação Européia, 2012 promete ser um Feliz Ano Novo para o setor de veículos comerciais.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Comentários

  1. leonardo-pe disse:

    eu não estou otimista com esse número de 100 Mil chassis para 2012.o 1o semestre,vai ser de queda nas vendas devido a nova legislação(Euro 5)!

  2. Não são 100 mil chassis. São 100 mil veículos pesados, a maioria caminhões montados, inclusive.
    Como dito em outras reportagens, as antecipações de renovação da forta por conta do P 7 dewvem provocar sim uma queda em 2012. Mas se não houver nenhum impacto maior econômico, principalmente externo, ainda sim o mercado deve continuar aquecido.

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