CET E SPTRANS: Falta de sinergia prejudica trânsito e transportes

congestionamentos

Diagnostico do problema: Notem que à direita é uma pista que atende várias linhas de ônibus na parte da manhã, quantos trabalhadores perde nos ônibus o tempo precioso para chegarem aos seus respectivos empregos. Onde está a ação da CET para ajudar na fluidez do transporte coletivo?

Existe sinergia entre as duas autarquias municipais??
Falta de entrosamento entre as duas autarquias impede melhorias efetivas nos transportes e no trânsito, áreas que são intimamente ligadas
MARCOS GALESI
Prezados amigos de Blog
Sabemos que tanto a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET e a São Paulo Transportes –SPTrans, pertencem a uma mesma secretaria cujo o presidente é o mesmo secretário Marcelo Cardinale Branco.
O grande questionamento: Elas se conversam?? Elas se ajudam?? É o que nós iremos descobrir no desenrolar desta matéria.
O que significa SINERGIA??
Sinergia ou sinergismo deriva do grego synergía, cooperação sýn, juntamente com érgon, trabalho. É definida como o efeito ativo e retroativo do trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa complexa ou função.
Quando se tem a associação concomitante de vários dispositivos executores de determinadas funções que contribuem para uma ação coordenada, ou seja, o somatório de esforços em prol do mesmo fim, tem-se sinergia. O efeito resultante da ação de vários agentes que atuam de forma coordenada para um objetivo comum pode ter um valor superior ao valor do conjunto desses agentes, se atuassem individualmente sem esse objetivo comum previamente estabelecido. O mesmo que dizer que “o todo supera a soma das partes”.
É a ação combinada de dois ou mais medicamentos que produzem um efeito biológico, cujo resultado pode ser simplesmente a soma dos efeitos de cada composto ou um efeito total superior a essa soma.
Sinergia, de forma geral, pode ser definida como uma combinação de dois elementos de forma que o resultado dessa combinação seja maior do que a soma dos resultados que esses elementos teriam separadamente. (fonte: Wikipédia)
Pois bem amigos,
Você sabia que se houvesse entendimento entre estas duas autarquias você teria um transporte coletivo melhor?
A principal atribuição da CET é ajudar a dar maior fluidez no trânsito, e a São Paulo Transporte (SPTrans), é responsável pela gestão do serviço de ônibus na capital paulista.
Todas as linhas de ônibus são operadas por concessionárias, sob a supervisão da SPTrans, empresa de planejamento e gerenciamento do transporte coletivo. A SPTrans emite ordens de serviço de operação para cada linha, incluindo definição de trajetos, horários de operação e frota necessária. A empresa gerencia também os corredores de ônibus e terminais de ônibus do município. O atual modelo do transporte público municipal em São Paulo divide a cidade em nove áreas diferentes, sendo que para oito delas (1 – Noroeste, 2 – Norte, 3 – Nordeste, 4 – Leste, 5 – Sudeste, 6 – Sul, 7 – Sudoeste e 8 – Oeste) foram estabelecidos lotes para a distribuição das empresas e cooperativas que prestarão os serviços de transporte por ônibus, microônibus, vans e trólebus. A área 9 é a da Região Central da Cidade, que não possui lotes específicos, de forma que não há nenhuma empresa ou cooperativa que atua especificamente nestes limites. As linhas que operam apenas dentro dos limites da área 9 são de responsabilidade de empresas das áreas 1 a 8, normalmente, a que fica mais próxima do ponto considerado como o inicial da linha (regra que comporta várias exceções).
Bom, partindo deste parâmetro, vamos abordar o problema a partir da região conhecida por Área 3, amarelo – Zona Nordeste, que está sob responsabilidade do Consórcio Plus e das Cooperativas Associação Paulistana e CooperNova Aliança.
O Consórcio Plus, integrado pelas empresas VIP Transportes Urbanos Ltda. e Expandir Empreendimentos e Participações Ltda., atua no chamado Subsistema Estrutural, que são linhas operadas por veículos de médio e grande porte (articulados, básicos e padrons), destinadas a integrar diversas regiões às áreas centrais da cidade. O Consórcio Plus é responsável por 150 linhas base e algumas linhas atendimento.
As Cooperativas Associação Paulistana e CooperNova Aliança atuam no chamado Subsistema Local, que alimenta a malha estrutural e atende aos deslocamentos internos nos subcentros com linhas operadas por ônibus comuns e veículos de menor porte, como micro e miniônibus.
A concessionária Consórcio Plus e as Cooperativas Associação Paulistana e CooperNova Aliança têm o dever de prestar o serviço de transporte coletivo com regularidade, eficiência, segurança, conforto, pontualidade, continuidade, generalidade e cortesia.
É o que manda, dentre outras leis, o Código de Defesa do Consumidor. (trecho extraído do blog do ônibus)
Para se cumprir este dever, é necessário contra- partida do próprio PODER PÚBLICO através de suas autarquias, e que trabalhem em sinergia, CET/SPTrans, cada um com suas responsabilidades, mas unidos por um bem comum que é a população de São Paulo, sabemos que o jogo de empurra, empurra não é sadio e também não importa para a grande população de São Paulo de quem é a atribuição de um e de outro, o que ela quer é mais agilidade no transporte.
De que forma podemos alcançar a melhoria do transporte coletivo? Como podemos alcançar uma velocidade comercial mínima aceitável para atender a população de forma digna? Como alcançar excelência nos transportes? Com ações simples sem grandes investimentos. É fazer funcionar o que já existe.
Sabemos que há linhas que necessitam serem melhoradas, e não é colocando mais ônibus nas ruas que vamos resolver o problema. Atualmente, não temos condições em seccionar muitas linhas pela carência de terminais de ônibus e também de corredores eficientes. O seccionamento de linhas é muito importante, pois quando o sistema de ônibus funciona no sistema TRONCO-ALIMENTADOR, se ganha mais velocidade comercial, veículos pequenos sendo substituídos por veículos maiores e mais confortáveis, menos poluentes nas ruas contribuindo assim com o meio ambiente. Muitas vezes o planejamento da SPTrans até elabora planos simples, mas a CET por sua vez, muitas vezes se omite e não ajuda a viabilidade destes planos, colocando várias dificuldades.
Vamos exemplificar um grande problema que há anos persegue os usuários que utilizam linhas em direção à estação da Luz e praça do Correio na região central de São Paulo. O corredor utilizado por estas linhas (vindas do Term.A E Carvalho, JD. Oliveiras, Paranaguá,São Miguel Paulista) isso sem contar as linhas intermunicipais vindas de Arujá, Guarulhos, Mogi das Cruzes e demais municípios operados por linhas EMTU e em alguns trechos, por linhas da Área 2 Consórcio Sambaíba. Este corredor é a Marginal Tietê.
Antes de iniciarmos nossa reflexão, preste atenção neste pequeno trecho que extraí no site da prefeitura no plano de ações da prefeitura.
(Na questão mobilidade, o transporte público é absoluta prioridade, coordenando as ações da SPTrans e da CET para esse fim. Trabalhamos com a meta de ampliar a velocidade dos ônibus em torno de 15%. Esse ganho de velocidade equivaleria à inclusão de 2.250 ônibus em uma frota atual de 15 mil veículos, com a vantagem adicional de reduzir o tempo médio de viagem dos usuários.) Este trecho fiz questão de extrair do site da Prefeitura de São Paulo, na qual serve de pano de fundo para nosso debate aqui no Blog Ponto de Ônibus e para quem quiser consultar, http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/acoes/index.php?p=24581.
Você concorda com este trecho deste texto? Será que a população pensa ou entende assim no que diz este plano de ação?
A grande pergunta é: Prioridade mesmo? Bom, vamos continuar.
A Marginal do Tietê é um verdadeiro corredor de problemas, pois quando acontece uma ocorrência, pára todas as pistas e toda a extensão. Um pequeno exemplo: Quando acontece um acidente grave, na ponte da Freguesia do Ó, o trânsito chega a paralisar até a região da Ponte do Aricanduva, Penha.

corredor de ônibus

As faixas adicionais são instaladas pelos três órgãos envolvidos a partir das 05:00hs utilizando-se 150 cones, 10 funcionários (SPTrans, CET e Consórcio Plus) além de 02 veículos sendo um com caçamba para facilitar a colocação e retirada dos cones a partir das 08:30hs. A tarde, a instalação começa as 16:00hs e termina as 20:00hs.

Você, meu amigo leitor do Blog tem idéia de quantas linhas, quantos ônibus e quantos passageiros são prejudicados? Se for num simples Sábado, digamos que uma estimativa de que perto de 600.000 pessoas que se utilizam das linhas EMTU e SPTrans que envolve Consórcio Sambaíba e Consórcio Plus. Agora imaginem se este referido acidente acontece em um dia útil? Isso sem contar o tempo de permanência dos passageiros dentro do ônibus aguardando a fluidez do trânsito. Aí pergunto: Onde está a prioridade ao transporte coletivo?
O que a CET deveria de fazer quando há uma ocorrência desta magnitude?
Atualmente a Marginal Tietê foi ampliada, sendo construídas mais pistas para aumento da fluidez do trânsito e também na extensão da marginal Tietê foi criada uma faixa preferencial de ônibus, só que infelizmente não é respeitada pelos motoristas do transporte individual que deveriam ter bom senso na qual o coletivo está sobre o individual (ESTA DEVERIA SER A LÓGICA, mas enfim). O ideal é que quando há uma ocorrência, a CET através de suas bases como Tatuapé (base sob o viaduto Tatuapé), nas proximidades da Vila Maria, enfim, deveriam se criar outras bases ao longo da Marginal que seriam acionados em tempo real para que fizessem uma operação principalmente onde há grande concentração de linhas do transporte coletivo, para auxiliar o transporte coletivo isolando a referida faixa preferencial em determinados trechos para que o transporte coletivo fosse beneficiado, assim como o corredor virtual da Celso Garcia ou então, definir esta faixa como faixa exclusiva de ônibus, (embora sempre defendi um corredor de ônibus ao longo das marginais). Eu aproveito e coloco esta reportagem que muito me alegrou, pois vi que não estou sozinho com esta idéia de corredor de ônibus na Marginal Tietê. Notem que é uma noticia antiga,(Datado de: outubro, 21 de 2009 ) mas ela é bem atual. Vejam.
Marginal Tietê deveria ter corredor de ônibus, afirma professor
Página Publicada em: outubro, 21 de 2009 as 9:21 am. Na Categoria: Notícias
Os impactos das obras na marginal Tietê são inevitáveis, segundo especialistas ouvidos pela Folha. Ontem, as faixas das pontes da Casa Verde, Freguesia do Ó e Vila Maria foram interditadas e, segundo a CET, o trânsito na marginal aumentou 31% entre as 7h e as 11h de ontem.
Apesar da piora do tráfego na marginal, a Secretaria Municipal de Transporte informou que o índice de congestionamento em toda a cidade teve melhora de 1% pela manhã. De acordo com o secretário Alexandre de Morais, foi notada uma migração do horário de pico da manhã.
Apesar dos problemas, as intervenções realizadas ao mesmo tempo fazem com que o transtorno, em tese, dure menos. O problema, afirma Orlando Strambi, professor da USP, é quando essa obra é colocada dentro de um contexto de planejamento estratégico.
“Mesmo que concorde com a urgência da obra, ela deveria doer muito na consciência de quem decidiu por ela. Mas isso não está ocorrendo”, diz o engenheiro especialista em transportes da Escola Politécnica. Strambi questiona, por exemplo, a falta de espaços para os ônibus no projeto.
Fonte: http://www.portaldotransito.com.br/noticias/marginal-tiete-deveria-ter-corredor-de-onibus-afirma-professor.html
Já que não pensaram no ônibus na Marginal do Tietê então porque a CET não age em prol do Transporte coletivo? Só esta ação da CET quantos usuários seriam beneficiados? Imaginemos o isolamento de uma faixa no trecho da PONTE ARICANDUVA até a PONTE DAS BANDEIRAS, principalmente nos horários de pico e quando há ocorrências que prejudiquem o transporte coletivo?
Esta ação do corredor virtual poderia também ocorrer na Avenida Santos Dumont até a Praça do Correio, então imaginemos o seguinte, uma viagem que com trânsito demoraria cerca de 2 horas para um ônibus chegar à região central, poderia ser reduzida para 40 minutos. Se estas operações ocorressem nos horários de pico quantos passageiros seriam beneficiados? Quanta qualidade e quanto conforto poderiam ser estendidos aos clientes do transporte coletivo? A população seria mais bem servida pelo transporte coletivo.
O cidadão comum pensa que as empresas de ônibus são ineficientes, mas a grande verdade é que a ineficiência está no próprio PODER PÚBLICO que com soluções inteligentes podem beneficiar a população e podem também tirar muitos veículos nas ruas, pois, o usuário do transporte individual não abre mão do veículo por conta da ineficiência do transporte coletivo que não consegue alcançar uma velocidade mínima comercial, mas se SPTrans e CET trabalharem em SINERGIA, vão amenizar e muito os problemas de transporte principalmente para os moradores da Zona Leste que tem uma grande carência de transporte coletivo.(mesmo com Metrô e CPTM)
Há outros gargalos que com ação da CET podem amenizar o problema, por exemplo, no centro de São Miguel, na Marechal Tito, Radial Leste. O trabalho da CET é fundamental e imprescindível para a melhoria do transporte coletivo e para que haja ganhos na velocidade comercial. Quanto ao consórcio, ela tem disposição a melhorar, e isso tem que ser considerado, pois muitos de nós às vezes reclamamos da empresa, mas muitas vezes não temos noção de que o atraso não é porque falta ônibus na linha, muitas vezes citamos exemplos maravilhosos de BRT ou Expresso Tiradentes ou até mesmo Corredor ABD, mas devemos lembrar sempre que quando se há viário, a velocidade comercial, a agilidade, a pontualidade, regularidade e eficiência se fazem presentes. A empresa de ônibus faz o que lhe é possível, como por exemplo trocar a frota, manter a manutenção do veículo em dia, enfim, nos deveres, muitas empresas estão cumprindo, mas é necessário que o PODER PÚBLICO lhe dê condições para que a melhora esteja mais presente na vida dos paulistanos. É nosso dever cobrar o PODER PÚBLICO para que coloque algumas ações como estas que sugiro neste artigo, e você, conhece sua região melhor do que ninguém, vamos unidos fazer uma cidade melhor. Se você faz parte de uma associação de bairro, ou conhece uma associação de bairro, incentive os para que pressionem seus vereadores e os subprefeitos de suas respectivas regiões. Afinal o problema de transporte também é nosso, podemos nos unir e amenizar nosso sofrimento do dia-dia. Uma coisa é certa: Se a SPTrans e a CET trabalharem em SINERGIA, tenham certeza de que o nosso transporte vai melhorar muito, basta que a população tenha esta informação, só empresa de ônibus não deve ser cobrada, temos que cobrar também do PODER PÚBLICO por mais condições.
Marcos Galesi é técnico em transportes, vice-presidente do Movimento Respira São Paulo e mebro do Movimento Defesa do Trólebus

16 comentários em CET E SPTRANS: Falta de sinergia prejudica trânsito e transportes

  1. Muita gente que utiliza o transporte coletivo, e que se sentir prejudicado, deveria de se organizar e fazerem vários abaixos assinados ou entrarem com ações coletivas junto ao Ministério Público para obrigar o PODER PÚBLICO a fazer ao menos o mínimo. Só observarmos o trabalho do promotor Saad Mazloum que é um ótimo trabalho e sabemos que o problema do transporte não é só a empresa de ônibus que na verdade é só o efeito, agora a raiz do problema e a causa é nada mais nada menos do que as empresas CET X SPTrans que deveriam se unir para um bem maior, ou seja priorizar o transporte coletivo em detrimento ao transporte individual pois quando construiram as novas marginais, o transporte coletivo não foi levado em consideração, pois até hoje, só o transporte individual foi levado em consideração em detrimento do transporte público, creio que chegou a hora de invertermos o jogo e só depende de nós população.

    Eu particularmente não acho justo as pessoas só cobrarem as empresas de ônibus até porque as pessoas não tem conhecimento que as causas do atraso é do trânsito na qual a CET não tem o trabalho de orientar, pois alegam que há poucos agentes, mas é incrível, pois o que mais vejo são os marronzinhos que mais se interessam em multar o motorista do que orientá-lo, e esta inversão de valores deveria ser revista.

    Agora voltando à questão trânsito, enquanto não cortarmos o mal pela raiz (trabalho de orientação no trânsito, isolamento de uma faixa nas marginais e locais com grande tráfego e concentração de linhas de ônibus), não adianta reclamarmos das empresas de ônibus, e nem colocar mais ônibus nas ruas, pois só estão tratando do efeito, é o mesmo que tratar um câncer sem quimioterapia e radioterapia.

    PRIORIDADE AO TRANSPORTE COLETIVO JÁ!
    Abraços a todos.

  2. Galesi, boa noite !

    PERFEITA ABORDAGEM !!!

    A forma como você apresentou o tema, vêm de encontro ao que tenho dito aqui no Blog. É preciso fazer mais com menos, pois antes de aumentar a oferta de ônibus, é preciso aumentar a velocidade dos já existentes, sob pena de COLOCAR ÔNIBUS DE UMA MESMA LINHA, COM INTERVALOS DE 5 EM 5 MINUTOS, TODOS PRESOS, UM ATRÁS DO OUTRO, NOS GIGANTESCOS CONGESTIONAMENTOS NA CAPITAL.

    Cobrar as empresas de ônibus é importante, no que lhes compete, mas no que está além do alcance delas, é incoerente.

    Quem precisa assumir a parcela de responsabilidade que lhe cabe, neste caso, é o Município, em se tratando do transporte urbano e a EMTU, no suburbano !

    Abraço.

  3. Na minha visão, não cabe à CET a priorizar o transporte coletivo. Ela não tá aí pra isso. Ela tá pra gerenciar o tráfego, seja por carros ou ônibus. A prioridade tem de vir de cima, ou seja, da Prefeitura. Ela é quem dita as regras. Só pra lembrar, a CET é quem mais sofre com essa falta de investimentos em transporte público. É ela quem tem ceder agentes pra fiscalizar os corredores improvisados que a prefeitura monta por aí, como a faixa reversível da M’Boi-Mirim. Se o corredor tivesse sido construido decentemente, com faixas duplas, esses agentes poderiam estar espalhados, fazendo o serviço que deles se espera. A sinergia tem de existir. Mas, pra isso, tem de ser dadas condições para que ela exista.

  4. Boa noite Galesi, Adamo e aos amigos do Blog Ponto de Ônibus, canal este na qual faz parte das minhas leituras diárias.

    Perfeito o tema levantando. Essa “separação’ é a prova que as administrações públicas ainda priorizam o transporte individual. Quantas agentes de trânsito existem na CET? Quantas fiscais estão nas ruas para acompanhar os tráfegos dos ônibus?

    Vou mais além: Tanto CET quanto SPtrans, quanto Metrô, CPTM e EMTU deveriam ser subordinadas a uma mesma autoridade de transportes metropolitanos…

    Enquanto não pensarem na mobilidade da RMSP como um todo, não teremos essa sinergia, como bem descreveu o Galesi. Nós que somos mais afins do tema, temos por obrigação não deixar a fogueira apagar.

    Abraços a todos

    Renato Lobo

    • Renato Lobo
      Perfeito, fica muiito difícil a evolução como um todo do transporte coletivo sem uma Autoridade de Transportes Metropolitanos. Consta que a RM de Paris tem algo assim.
      Alckmin teria admitido o conceito, mas não ASSUMIDO, consta.

      Acredito que CET não “priorize” diretamente o individual e concordo que é ônus grande, caro e complexo operar as muitas inversões de vias, faixas extras e demais operações diárias. Por outro lado senti na própria pele negligência da CET ao bater numa grande pedra no meio de uma faixa de acesso de três pistas à Rod. Castello Branco no Cebolão.

      O trabalho é enorme, caro, complexo, exigindo grandes bancos de dados, muita TI, centrais de rastreamento wireless via GPS. Do tamanho dos 39 municípios da RMSP. Realizado, os ganhos tembém são enormes e o principal: ABSOLUTAMENTE TODOS GANHAM.

  5. SPTrans já é bagunçada por si só, ainda tem que tentar enfiar a CET nessa?

    SPTrans é que tem de fiscalizar o tranporte coletivo de ônibus, não jogar a bomba pra CET. CET deveria entrar apenas como um auxílio à SPTrans, mas o que se vê é como o José Euvilásio disse: CET é quem tem ceder agentes pra fiscalizar os corredores improvisados que a prefeitura monta por aí.

  6. Para ser sincero,acho que enquanto o ego do brasileiro de sair com o carro e não ter que dividir o ônibus com outros persistir,a situação vai piorar.
    O grande problema é o EGO do brasileiro…
    Tipo aquela frase:Fico parado na marginal,mas saio com meu carro…
    Sabe porquê fazem isso?Porque o transporte aqui não é bom.Você paga três reais pra andar na porta!Por que ao invés daquela faixa de ônibus ser preferencial para eles,ela não podia ser exclusiva e virar um corredor ali?Pooo é só um pouquinho de força da administração de algum deles lá que a idéia vinga…
    Uma vez eu tava num ônibus e tava vendo o cartaz do Jornal do ônibus da SPTRANS…INDIVIDUAL OU COLETIVO?
    UM BI-ARTICULADO CARREGA O MESMO QUE 125 CARROS…Vale a pena o estresse e ficar parado pelo individual?(essa foi a idéia,que acho que foi passada)
    Mas ai o que acontece…Onde eu moro tem uma cooperativa dominando tudo,com um monte de veículo ruim e com atrasos de 1h e 30 entre veículos… e NÃO TEM BI-ARTICULADO!!!!ENTÃO VOU SAIR COM O CARRO MESMO E QUE SE DANE…(ASSIM QUE VÃO PENSAR)
    E com certeza…O ideal é melhorar á cada dia a qualidade do transporte…
    Tenho muitos amigos que deixam o carro em casa pois o ônibus é a melhor opção…
    Pois eles moram nas proximidades no melhor corredor de ônibus,que é o ABD.Sem mais.

  7. A CET age isoladamente seguindo uma diretriz de presevar o fluxo, porem nao dá a articulaçao entre o transporte coletivo e o individual.

    O papel da CET hoje em dia é incipiente quando devido aos problemas de circulação na cidade, esse papel deveria ser vital.

  8. Olá Renato… Sempre que possível dou uma passadinha por aqui pois suas matérias são muito bem elaboradas, práticas e sutis. Assinei o seu FEED e assim estou de forma constante recebendo suas postagens e me mantenho atualizado. Parabéns.

  9. Não sou morador dãs grandes capitais… Ultimamente tenho ido a São Paulo com muito pouca frequência. Na verdade sempre que possível procuro resolver por telefone, correio, net e só viajo mesmo se for estritamente necessário, e um dos motivos é justamente o exposto por ti que é a falta de eficiente fluides do transito em harmonia com o transporte coletivo.
    Em parte sentimos o mesmo aqui no interior, embora, logicamente em escala muito menor e muito mais suportável. Mas há algo em comum que é a falta de iniciativa teórica, prática e funcional por parte do Poder Público e dos Orgãos responsáveis pelo trânsito e transporte (coletivo) em nossa localidade. Há a falta de interesse real e genuíno pelo bem estar da população (em todos as esferas), por parte dos ( i ) responsáveis.
    Creio que se ao invez de se ter APENAS uma cabeça pensante que dirige as duas autarquias (Sr. Marcos Galesi), houvesse mais uma, mais duas ou tres, e por que não até mesmo a ‘cabeça do RENATO LOBO’ (rsrsrs), as coisas certamente poderiam ser muito, muito melhor para todos em geral! Acho que deveriam pensar na questão de SE APRENDER A DELEGAR PODERES, Dividir Tarefas, etc…
    Esperemos que possam vir a ter conhecimento de seus posts, de sua visão aguçada sobre o trânsito e o transporte em geral e que ao fim de tudo APLIQUEM em busca de um bem maior geral.
    Um Abraço.

    • Amigo Luiz Carlos Campos (só esclarecendo)

      O Secretário dos Transportes é o Marcelo Cardinale Branco eu apenas escrevi a matéria.
      Abraços
      Marcos Galesi

      • esclarecendo II

        No caso de São Paulo, o secretário dos transportes Marcelo Cardinale Branco, tem até vontade de mudar a cara do transporte, o problema é que é dificil trabalhar de mãos atadas.

        Abraços a todos
        Marcos Galesi

  10. Falou tudo. Uma coisa que (na minha opinião) deveria ser feita na cidade toda é encher de radares. Invadiu a faixa de ônibus, não tem conversa é multa. E quanto às empresas, existem as boas mas também tem as ruins e, nesse caso, agem assim em grande parte porque o poder público não pune como deveria

  11. Isso não é de hoje, para crer que a CET não resolve quase nada, deem alguma sugestão e esperem pela respota: BLA, BLA, BLA inviavel… Um exemplo diante dos milhares que ha em SP ?? Quem entra na João Dias pela Pe.José de Anchieta no pico da tarde obrigatoriamente trava o corredor de ônibus pois a Anchieta é uma rua de três faixas com dezenas de linhas de ônibus e microonibus que partem do abarrotado bairro de Santo Amaro e absurdamente não cruza a João Dias e não ha opção alguma de cruzamento, vc tem que percorrer alguns metros na João Dias e depois seguir pela direita, agora ve se algum agente, engenheiro ou sei lá o que pensa em resolver este problema, salientando que a João Dias é famosa pelos constantes engarrafamentos e é muito comum a total ausência de fiscalização trazendo como consequencia o travamento do corredor, as vezes um simples automovel que trava o corredor prejudica dezenas de ônibus de médio e grande porte, um absurdo.

    Roger – SP

    Opinião extraida da lista NACIONAL BUS.

    • Galesi
      Na Berrini tem algo parecido. No meu dia de rodízio gastei várias vezes 50 minutos do começo dela até a ponte Morumbi.
      Vielas laterais despejam carros que já não andavam próximo ao cruzamento sob os viadutos da Água Espraiada.
      Trava tudo.
      Bastava orientar fluxos e conversões para melhorar muito, mas nada é feito, meses a fio.
      A integração (física) dos Õnibus com as estações CPTM é bastante mal resolvida, bem como locais/espaços de parada e estacionamento de carros.

    • As vezes eu passo na av João Dias no horario de pico tarde e esses semáforos acabam com o corredor mesmo. As vezes ele abre e fecha para a João Dias e os ônibus não passam porque tem alguem fechando o cruzamento. O guarda fica lá, mas geralmente só manda o carro ir quando o semáforo fica aberto pra ele e parar quando o semáforo fecha. Pessoas invadem o corredor na cara dele e ele finge que não vê. eu reclamei na CET e vieram aquelas respostas padrão e continuou na mesma. raramente vem um guarda diferente, que organizava para que ninguem feche o cruzamento. Uma coisa que eu acho que seria legal é sincronizar os semáforos para tentar ajudar o corredor: há alguns dias peguei o corredor da Av Rio Branco fora do horário de pico, porque o ônibus parava em todos os semáforos.

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