ÔNIBUS HÍBRIDO GANHA ATENÇÃO E FINANCIAMENTOS

ÔNIBUS HÍBRIDO

Governo Federal se conscientizou que o ônibus elétrico híbrido é uma alternativa para três grandes desafios das cidades: mobilidade (já que faz parte de uma concepção moderna de transporte coletivo), sustentabilidade (pode reduzir a emissão de poluição em até 90%) e solução economicamente viável (não é extremamente caro e traz uma série de benefícios à população, empresas e meio ambiente). Por isso, pelo BNDES, deve ser parceiro no desenvolvimento de novos ônibus elétricos híbridos, ampliando as linhas de financiamento. Itaipu deve fornecer mais seis elétricos híbridos, como motor a combustão a etanol, para o Rio de Janeiro até a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. Foto: Divulgação.

Ônibus híbrido vai receber mais financiamento
Linha de crédito para projetos de inovação subiu de R$ 1 bilhão para R$ 5 bilhões

ADAMO BAZANI – CBN

As cidades enfrentam vários desafios, tanto de ordem econômica, quanto em relação a mobilidade e ao respeito ao meio ambiente.
E no ônibus elétrico híbrido, movido com dois motores, um a combustão e outro a energia elétrica, é visto como alternativa interessante paro enfrentamento destes três grupos de desafios.
Quanto à mobilidade, os ônibus estão entre as soluções mais rápidas e flexíveis para grandes demandas ou atendimentos pontuais, podendo substituir vários veículos de passeio e em corredores, por terem mais velocidade, convencerem as pessoas a deixarem o carro em casa. Ester ganho de mobilidade já traz vantagens econômicas, pois o que as cidades precisam é de menos carros nas ruas soltando fumaça e estressando as pessoas nos congestionamentos. Mas quando o ônibus é movido por fontes de energia não poluentes, estas vantagens ambientais aumentam. No caso do ônibus híbrido, a redução de emissões, dependendo do tipo de poluente, varia entre 25% e 90%.
Economicamente, o ônibus híbrido também é considerado vantajoso. Seu preço inicial é mais caro, mas ele evita uma série de desgastes como de freios, suspensão e embreagem (já que por ser elétrico ele não tem marchas) e poupa combustível. O ônibus elétrico híbrido tem vida útil de 20 a 30 anos enquanto para o convencional as cidades exigem idade máxima de 10 anos.
E essas vantagens começam a ser mais entendidas pelo Governo Federal, que ampliou os financiamentos para projetos de inovação, entre eles, enquadram-se os ônibus elétricos híbridos.
O anúncio foi feito no Primeiro Congresso Paranaense de Veículo Elétrico, que reuniu no Cineteatro Barrageiro de Itaipu, representantes de bancos, entidades financiadoras, do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e da Finep (Financiadora de estudos e Projetos).
O valor disponível para os projetos de inovação foi elevado de R$ 1 bilhão para R$ 5 bilhões de 2010 para 2011.
Ao portal “Ambiente e Energia”, Laércio Ferreira, secretário técnico de Energia e Biocombustíveis da Finep, destacou a opção pelos ônibus elétricos híbridos.
A melhor maneira de se jogar dinheiro fora é pulverizando o investimento em pesquisas diversas. Por isso, fizemos a opção de apostar neste nicho [ônibus híbridos]”

BNDES COMO SÓCIO:

O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – possui cinco linhas de financiamento e programas que podem ser destinados para os ônibus híbridos, como o Pró-Engenharia, Linha Inovação Tecnológica e Fundo Clima.
O representante do Departamento de Indústria Pesada do BNDES, Rafael Alves Costa, disse que o objetivo do governo é se tornar sócio nos empreendimentos e citou alguns exemplos.
Sabemos que os eventos esportivos não acabam em 2016. Por isso, o banco está disposto a entrar nas empresas como sócio para desenvolver produtos como estes [veículos elétricos e híbridos] … “Em alguns casos, o financiamento é de até 90%”, explicou Costa. As taxas giram em torno de 4% ao ano. Atualmente, o banco financia o desenvolvimento de motores elétricos pela WEG S/A. A empresa receberá apoio da entidade no valor de R$ 7,5 milhões, equivalentes a 62,3% do investimento total, de R$ 12 milhões.

ITAIPU VAI FORNECER ÔNIBUS LIMPOS PARA A COPA:

A Itaipu assinou protocolo de intenções com a Eletrobrás para até a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 fornecer seis ônibus elétricos híbridos, movidos a etanol e a eletricidade. Os ônibus fazem parte do projeto VE – Veículo Elétrico, da Itaipu.
Há cerca de um ano, um ônibus elétrico híbrido foi apresentado e hoje presta serviços no Parque Tecnológico de Itaipu. O veículo de 13,5 metros tem tecnologia da Eletra, motor a etanol da Mitsubishi, motor Weg, chassi Tuttotrasporti e carroceria Mascarello.
O Governo Federal,pelo BNDES e Finep declarou que quer mais ônibus elétricos híbridos circulando nas ruas.
Atualmente, a maior parte dos veículos presta serviços na cidade de São Paulo, pela operadora Viasul, e no ABC Paulista, pela empresa Metra.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

3 comentários em ÔNIBUS HÍBRIDO GANHA ATENÇÃO E FINANCIAMENTOS

  1. Caro amigo,

    a afirmação que o ônibus elétrico híbrido “tem vida útil de 20 a 30 anos” deve ser verdadeira. Até hoje, no entanto, nenhum ônibus elétrico em sua modalidade ‘híbrida’ chegou a operar tudo isso.
    Os ônibus urbanos europeus atuais, tanto de países mais ricos, como o Reino Unido, ou não tão ricos, como Portugal tem usualmente vida útil de 20 (e mais).
    Nós os brasileiros temos, no entanto, a tendência de considerar um ônibus urbano de 10 anos como um verdadeiro dinossauro. Um dos vilões que concorre para o desgaste acelerado dos nossos ônibus é o piso de má qualidade. Mas prometem um piso de “melhor qualidade” para híbridos operando nos nossos terríveis, urbanisticamente falando, “corredores expressos”. Ocorre que um ônibus suíço comum (por exemplo) opera em pista de qualidade equivalente a um corredor expresso turco (já operacional) ou brasileiro (dos que serão feitos). É um pensamento que me ocorre toda vez que se fale que os ônibus elétricos tem maior vida útil do que os ônibus de combustível de petróleo. Vida que segue.

  2. O híbrido realmente é boa opção. E ainda elimina troca de marchas, o que o deixa mais ágil. Bem adequado ao trânsito pesado, ar poluído, muitas paradas e excesso de barulho das grandes cidades.

    E por falar em agilidade, de tanto ver fotos EXTERNAS de ônibus e VLTs com piso baixo, noto que é difícil ver fotos INTERNAS. O interior dos modais e o sistema de portas tem MUITO a ver com a EFICIÊNCIA. No mínimo no atendimento de fluxos de média capacidade e acima.

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