PREFEITO DO RIO DE JANEIRO CONHECE TRANSPORTES EM LONDRES

Rio visita transportes em Londres

Os famosos ônibus de dois andares, assim como os táxis pretos, vão fazer parte da mobilidade urbana em Londres durante as Olimpíadas de 2012. Isso pela eficiência destes transportes, combinados com outros modais, e pela tradição destes veículos que são marcas históricas da cidade. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, visitou o Centro de Controle de Transportes de Londres e se surpreendeu com o planejamento do setor feito para o evento. Não será levada em consideração apenas a necessidade de torcedores, mas dos deslocamentos gerais da população. Não se pode comparar Londres com as cidades brasileiras, que sofrem atrasos de décadas em políticas que privilegiem os transportes coletivos. Mas alguns exemplos podem ser aprendidos e adaptados para a realidade brasileira: o principal deles é o planejamento e a organização. Londres planejou rotas para os dias do evento e para a população que não for assistir aos jogos olímpicos. Além disso, trabalha com a informação e conscientização para as pessoas usarem o transporte público. Uma forma de criar um hábito para quem usa carro costumeiramente para deixá-lo em casa, mesmo depois das Olimpíadas serem encerradas. A próxima edição, de 2016, é no Rio de Janeiro. A cidade se prepara e elegeu o BRT – Bus Rapid Transit -, sistema de corredores exclusivos de ônibus que oferecem transportes com alta velocidade, conforto e maior capacidade de passageiros a baixo custo, tanto de implantação como de operação.

Prefeito do Rio conhece transportes em Londres
Objetivo de Eduardo Paes foi verificar como a sede das Olimpíadas de 2012 vai se preparar para o evento além de ver a execução dos projetos de empresa inglesa que vai ser responsável pelo parque olímpico de Londres e do Rio

ADAMO BAZANI – CBN

Planejamento. Esse foi o ponto que mais impressionou o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na vista técnica que fez ao Centro de Controle de Transportes de Londres, que vai sediar as Olimpíadas de 2012, a edição que antecede a de 2016, que vai ser no Rio de Janeiro.
Apesar de intervenções serem necessárias, Eduardo Paes viu mais lógica aplicada que obras.
Londres se antecipou bem ao evento. Seu esquema de trânsito e transportes foi elaborado com base em diversos critérios e demorou aproximadamente 3 anos para ser concluído.
No ano anterior às Olimpíadas de Londres, boa parte dos preparativos já está pronta no anterior ao evento.
Não se trata de comparar Londres às cidades brasileiras: cada uma tem sua realidade e, no Brasil, a mobilidade urbana, com destaque para a prioridade aos transportes coletivos, está bem defasada em relação à capital inglesa.
Mas muita coisa pode ser adaptada para a realidade brasileira e, no caso das Olimpíadas, e, especial a do Rio de Janeiro.
Londres criou quatro rotas de tráfego para diferentes finalidades durante o evento;
– Rota para a família olímpica, que inclui competidores, profissionais de imprensa e torcedores.
– Rota para o entorno dos locais de competição, o que incluiu uma modernização nos transportes públicos.
– Rota para competições de rua, como maratonas.
– Rotas alternativas para a população: foi pensada na mobilidade geral, inclusive de quem não vai assistir aos jogos, mas precisa se deslocar pela cidade.
Os famosos ônibus de dois andares vermelhos e os táxis pretos também estão incluídos na mobilidade para as Olimpíadas em Londres, já que são importantes prestadores de serviços além de serem marcas históricas da cidade.
Para as autoridades londrinas, as Olimpíadas e Paraolimpíadas são um dos maiores desafios para a cidade. As Olimpíadas devem receber 9 milhões de expectadores e as Paraolimpíadas cerca de 2 milhões de pessoas. Os dois eventos devem receber 300 mil atletas.

USO DO TRANSPORTE COLETIVO:

Londres trabalha com a informação desde cedo para orientar a população e evitar transtornos. Assim, um plano de mobilidade não deve apenas jogar obras para a população, mas informá-la e conscientizá-la sobre melhores caminhos e alternativas.
Londres trabalha em campanhas para conscientizar a população em prol do uso do transporte coletivo.
Essa atitude, estimam as autoridades, deve reduzir em 30% o número de veículos particulares na cidade.
A ideia é fazer com quem ainda não tem o hábito de deixar o carro em casa o faça nos dias de jogos. Porém, isso será uma oportunidade para convencer o cidadão de que o transporte público pode ser uma alternativa não só para o evento, mas para o seu dia a dia.
Segundo nota da Prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes afirmou que o planejamento de transportes é essencial para preparar as cidades para qualquer evento.
– A experiência de Londres na organização do esquema de transportes nos mostra mais uma vez que a palavra-chave é planejamento. Foram anos para definir toda a logística, com a preocupação de apresentar e explicar as mudanças com muita antecedência. Por isso, o maior acerto da cidade do Rio foi ter construído ainda em 2010, ou seja, quase seis anos antes dos Jogos, o Centro de Operações: um dos centros de monitoramento mais modernos do mundo, que integra trinta órgãos e que vai ser nossa principal ferramenta na organização das nossas Olimpíadas – afirmou o prefeito Eduardo Paes.
O Centro de Operações do Rio de Janeiro – COR foi inaugurado em dezembro de 2010, com a presença de membros do Comitê Olímpico Internacional – COI – e com 450 câmaras integra informações de 30 órgãos do município e concessionárias em todo o tempo.
Um dos objetivos é, com as informações, ter soluções rápidas para problemas como chuva em excesso ou acidentes de trânsito.
Eduardo Paes se reuniu também com engenheiros da empresa inglesa AECOM. A companhia é responsável pelo Parque Olímpico de Londres e também pelo do Rio de Janeiro.
A proposta da AECOM leva em consideração minimizar os impactos ambientais das obras e facilitar a manutenção dos equipamentos para que o Parque Olímpico de torne um legado depois dos jogos e não entre em desuso se transformando em “elefante branco”.
O Parque Olímpico do Rio de Janeiro tem 1 milhão e 800 mil metros quadrados e vai abranger parque aquático, velódromo, pistas, quadras, equipamentos que depois das competições podem ser desmontados, servindo a 15 modalidades olímpicas e 11 paraolímpicas.
Quando à mobilidade, o Rio de Janeiro tanto para as Olimpíadas de 2016 como para um evento anterior, a Copa do Mundo de 2014, trabalha na expansão da linha 4 do Metrô, entre a Zona Sul do Rio de Janeiro e a Barra da Tijuca e investe no BRT – Bus Rapid Transit, sistema de corredores de ônibus modernos, de fácil implantação e que a baixo custo proporciona ao passageiro benefícios como acessibilidade, veículos de porte maior e com maior capacidade de transportes, maior velocidade operacional e ganhos ao meio ambiente por poder convencer as pessoas que usam carro de passeio a deixarem os veículos em casa e por diminuir a frota de ônibus. Por serem de maior porte, contarem com via exclusiva e desenvolverem maior velocidade, os ônibus de BRT podem substituir mais ônibus convencionais. Com menos ônibus, é possível fazer mais viagens e mais rapidamente.
Os BRTs do Rio de Janeiro que devem ficar prontos até a Copa, com exceção do Transolímpica, que deve ficar pronto até as Olimpíadas são:

– TRANSOESTE: Liga a Barra da Tijuca e Campo Grande a Santa Cruz, com 56 quilômetros de extensão, por onde serão feitas 64 estações. Capacidade estimada para atender 220 mil pessoas por dia.
– TRANSCARIOCA: Liga a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Serão 39 quilômetros de extensão pelos quais estarão distribuídas 45 estações. Capacidade estimada para atender 400 mil passageiros por dia.
– TRANSBRASIL. Os ônibus de grande porte em corredor exclusivo vão atender aos 60 quilômetros da Avenida Brasil, entre o Caju e Santa Cruz.
– TRANSOLÍMPICA: Vai interligar a Barra da Tijuca a Deodoro em 26 quilômetros, atendendo a 100 mil passageiros por dia em 18 estações.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

3 comentários em PREFEITO DO RIO DE JANEIRO CONHECE TRANSPORTES EM LONDRES

  1. Só esqueceram de dizer que, do contrário que muitos pensam, Londres não possui pintura padronizada em toda a frota. Apenas as linhas para o centro são destacadas pela cor vermelha, mesmo assim com cada empresa destacando a sua identificação, seja com o nome em destaque ou alguma cor adicional. Outras linhas possuem outras cores.

    Eduardo Paes deveria prestar atenção neste detalhe, pois ficou quase impossível identificar os ônibus do RJ.

    • Igual naquele seu blog,em que misturou uns 10 ônibus de cidades inglesas diferentes só pra fazer valer a sua verdade?

      Tenha santa paciência,senhor Marcelo Pereira.

  2. XC e a praga da padronização continua. Em breve a Leblon terá de contaminar seus ônibus com a parca pintura da política de Mauá. Quem não sabe diferenciar modelos (a maioria da população) vai igualar os serviços do Baltazar e da Leblon, pois ninguém vai saber quem é quem

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