GREVE DE ÔNIBUS EM MACEIÓ. Empresas podem descontar assaltos dos salários?

Cidade de Maceio

Uma questão polêmica! O dinheiro levado em assaltos pode ser descontado dos salários de motoristas e cobradores? As representações sindicais afirmam que essa decisão é arbitrária e que o profissional não pode ser punido por um problema que não é culpa dele que é a falta de segurança pública. Já algumas empresas dizem que têm sido vítimas de fraudes em assaltos forjados, por exemplo. E é justamente pelo desconto dos assaltos nos salários que os motoristas e cobradores da empresa Cidade de Maceió prometem entrar em greve nesta quarta-feira.

Greve de ônibus da Cidade de Maceió deve paralisar 80 veículos
Protesto do sindicato dos trabalhadores de Alagoas protesta contra o desconto feito pela empresa do dinheiro levado em assaltos

ADAMO BAZANI – CBN

Motoristas e cobradores de ônibus da empresa Cidade de Maceió prometem entrar em greve nesta quarta-feira, dia 16 de novembro de 2011.
O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Alagoas – Sinttro / AL.
O motivo, de acordo com a direção do sindicato, são os descontos nos salários de cobradores referentes aos valores subtraídos em assaltos.
No entender da representação trabalhista, os descontos são arbitrários.
Os trabalhadores também reclamam do fato de serem impedidos de estacionarem os carros particulares no pátio da empresa e nem poderem ficar no local esperando a próxima viagem.
A questão do desconto de valores de assaltos é polêmica não só na empresa Cidade de Maceió, mas em várias outras no País.
Os trabalhadores dizem que não podem ser penalizados por algo que não têm responsabilidade ou não podem evitar, que é a falta de segurança pública.
Algumas empresas, no entanto, alegam que tomam esta medida já que teriam sido vítimas de fraudes em assaltos forjados.
A empresa Cidade de Maceió, que opera na Capital, possui cerca de 80 veículos e atende bairros como Santos Dumont, Forene, Frei Damião, Ipioca e Eustáquio Gomes.
Os passageiros devem estar atentos às possibilidades de negociações até quarta-feira, que poderiam evitar a greve. Caso contrário, devem buscar meios alternativos de transportes.
Outras empresas podem substituir parte das viagens da Cidade de Maceió, mas os motoristas temem represálias dos colegas e do Sindicato.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

4 comentários em GREVE DE ÔNIBUS EM MACEIÓ. Empresas podem descontar assaltos dos salários?

  1. Essa é mesmo uma questão polêmica e discutível!, No meu entender, essa ‘obrigatoriedade de reembolso e/ou restituição’ é devido a ‘falta de razoabilidade’, bom senso e uma medida um tanto ‘aristocrática’ por parte do empregador, por falta de leis, normas, regras e diretrizes que deveriam reger esse segmento.
    Vejo nisso tudo uma questão muito mais séria do que realmente parece!. A alegação da empresa, de que ela toma essa medida devido ao fato de já ter sido vítima de empregado meliante, é uma atitude arbitraria, pois de um certo modo a empresa parece estar ‘generalizando’ e adotando um comportamento ‘pré-conceituoso’, pois pré-julga que cada empregado seu; vítima de alguma forma de assalto, é conivente, cúmplice (parceiro/aliado) do marginal. Considero que isso; conforme o caso, é pacivo de um processo contra o empregador, com direito indenizatório (Preconceito/ Danos Morais/ Constrangimento/ Persseguição/ Etc…).
    Com respeito ao movimento de greve, quero dizer que sou favorável a essa medida uma vez que já se tenha esgotado todos os meios de negociação e acordos, e não se tenha chegado com êxito os intúitos; pacivamente. Infelizmente em nossa cultura, os brasileiros só passam a tomar atitudes positivas quando são pressionados, obrigados ou então quando se lhes ‘mexe em seus bolsos’.
    Um movimento grevista é como ‘as duas faces de uma moéda’, ou seja, ela tem seu lado positivo e negativo, no aspécto Judicial, Social, Trabalhista e Psicológico. Neste sentido, faço aqui uma modésta sugestão aos dirigentes e aos companheiros que tomam a dianteira nesse movimento, visando o bem de todos os envolvidos (empregados e os usuários):
    ___ NÃO ENTREM EM GREVE (ou Estado de Sítio de Greve), MAS FAÇAM UMA “PARALIZAÇÃO TEMPORÁRIA” COMO UM ‘PROTESTO’ ÁS ATITUDES ARBITRÁRIAS COMETIDAS PELA EMPRESA CONTRA SEUS EMPREGADOS. Essa ‘paralização’ poderá ser por cerca de 60 minutos, preferivelmente num ‘horário de pico’, na primeira hora da manhã. EM SEGUIDA CONVOQUEM OS EMPREGADOS QUE ESTÃO INDGNADOS, QUE SE SENTIRAM MORALMENTE OFENDIDOS OU LESADOS; A LEVAREM ‘ESSE CASO’ Á JÚSTIÇA TRABALHISTA/CÍVIL, DE FORMA ‘COLETIVA’ e/ou INDIVIDUAL “Solicitando Uma Imediata Atenção e Medida Por Parte da Jústiça em Carater de Urgência; Acrescida D’uma Retratação Pública e/ou Individual (conf. O caso) Por Parte da Empresa.
    O acima descrito não se refere a um ‘induzimento’, mas sim, viso uma medida menos onerosa e prejudicial a todos os que estarão envolvidos direta e indiretamente, e visionando que ao final de tudo, tendo essa classe sofrida e trabalhadora obtido sucesso nos tribunais; resultará em a empresa se tornar mais jústa e equilibrada em relação ao seu comportamento funcional.
    Boa Sorte a TODOS.
    Obrigado.
    Luiz Carlos Campos
    Gestor e Educador de Trânsito – DENATRAN / E.A.D.
    Gestor de Unidade Móvel
    Diretor Assistente de Assuntos Jurídicos – SIND. MOTORISTAS DE MARÍLIA E REGIÃO
    PALESTRANTE
    http://www.transpublico.no.comunidades.net
    transpublico2011@hotmail.com

    • Gostei das propiredades de seu comentário amigo Luiz Carlos.

      Os transportes são muito mais que as discussões de BRT x VLT, fascinando muita gente. Há probrlmeas reais do dia a dia que poucos se interessam em discutir.

      Você colocou informações e posições que podem ser discutidas e isso que é interessante aqui no Blog, que aborda estes lados menos deslumbrantes dos transportes, mas que mexem no dia a dia das pessoas.

      Obrigado

      Adamo Bazani

    • Gostei de seu comentário e concordo com ele pois é equilibrado e esse negócio de greve só deve mesmo se manifestar em último caso. Se não dá pra se chegar a um concenço mediante reuniões, conversações, negociações, etc, tem de partir mesmo pra guerra.
      Parabéns
      Sirley

    • Maceió,21/05/14

      Senhores(as)

      Os propietários descontando os roubos nos salários dos rodoviários,mostram que
      “são no mínimo uns canalhas”,pois os funcionários são também vítimas.Eles é que de-
      veria obter uma solução junto com as polícias civil e militar.Eu creio que melhoraria se
      a Polícia Militar pegasse todo marginal e fuzilasse aos sábados ou domingos,chamandoa população para assistir.Enquando a hipocrisia do pessoal da justiça e dos direitos huma-
      nos não permitir,ficaremos disto para pior.
      Gostaria de solicitar que no discídio cloteivo deste ano,peçam no mínimo 18% por cento,pois osalário está muito baixo.

      Cordialmente

      Adriel Batista Correia de Melo

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