7 bilhões de pessoas e um alvo: um planeta no qual o ser humano possa viver de verdade!

7 bilhões de pessoas

Nosso velho, bonito e desgastado Planeta Terra. Seus recursos naturais foram explorados ao longo de séculos de forma irresponsável. Hoje são 7 bilhões de pessoas em todo o mundo num planeta com menos recursos. O desafio está em sustentar esta população, que tende a chegar a 10 bilhões em menos de um século, de forma responsável. Entra aí a chamada sustentabilidade. Entre as atividades mais importantes neste desafio, segundo a ONU, está a de transportes. Ao mesmo tempo que sem transporte não há como viver na terra (ele é responsável por deslocar pessoas e bens e oferecer acesso aos outros direitos), a atividade é uma das mais agressoras ao meio ambiente. Por isso, a ONU orienta a execução de transportes de maneira responsável, com o uso de tecnologias de tração limpa e com combustíveis renováveis (metrô, ônibus elétrico, ônibus a etanol) e orienta também o uso de transporte coletivo não só para o benefício de uma comunidade, mas global. O incentivo ao transporte público nas cidades, somadas, reflete em bem para todo o planeta e se torna ainda mais importante, pois, segundo a ONU, desde 2007, a população urbana em todo o mundo já ultrapassou a rural.

Sete bilhões de pessoas e o mesmo planeta
Número de habitantes no mundo está maior e os recursos disponíveis para a humanidade estão cada vez mais escassos

ADAMO BAZANI – CBN

Neste dia 31 de outubro de 2011, a ONU – Organização das Nações Unidas anunciou que a população mundial chegou ao número inimaginável há algumas décadas, de 7 bilhões de pessoas.
A data é simbólica, já que a ONU usa as perspectivas globais de fecundidade e mortalidade e os censos dos países. Estima-se que 3% da população mundial são deixados de fora.
Mas o número serve para vários alertas.
O primeiro deles é que há mais pessoas no mesmo planeta. Planeta este com menos recursos naturais à disposição do homem, já que estes foram desgastados de maneira irresponsável, e carente ainda de justiça social.
Aí entra a questão da sustentabilidade. Como sustentar tanta gente com menos condições?
Esse é um dos grandes desafios, que incluem também o oferecimento de transportes para a população de forma responsável, do ponto de vista econômico, social e ambiental.
O mundo é bastante heterogêneo. Enquanto há nações cuja população usa bens e serviços de que no fundo não precisa, porque as condições econômicas a favorece, em outras, água, comida e combate à doenças ainda são sonhos distantes.
Parte da realidade vivida hoje por este mundo de diferenças passa pelo setor de transportes, tanto de carga como de passageiros.
No setor de transportes há um universo de fatos relacionado à vida da humanidade.
Os transportes consomem boa parte dos recursos para seu funcionamento e interferem no meio ambiente, como o uso em larga escala do petróleo e outros bens, mas ao mesmo tempo, promove bem estar social e condições para a execução das atividades econômicas.
Não adianta ter mão de obra, se essa mão de obra não é levada ao local do trabalho. Não adianta ter riquezas se elas não podem ser levadas até às pessoas que podem beneficiar. Não adianta ter saúde, educação e alimentação sem acesso a estes serviços.
Então, pensar no bem estar de toda esta população passa por localmente ou de maneira global pela atitude de oferecer um transporte com responsabilidade e qualidade.
Sabe-se que diante da poluição e do uso desordenado dos combustíveis de fontes não renováveis, como o petróleo, a necessidade de ampliar a oferta de transporte público não se resume apenas a beneficiar uma comunidade onde a linha de ônibus, trem ou metrô vai operar, mas de todo o planeta. Isso mesmo! Se um bairro consegue convencer seus moradores a deixar os carros em casa, são milhares e milhões de litros de combustíveis a menos queimando e poluindo. Isso interfere diretamente na produção do petróleo e na qualidade geral de vida. Imagine então se milhares de bairros em ações locais incentivam o transporte coletivo? O impacto global será ainda maior.

NÃO SE TRATA DE QUANTIDADE, MAS DE ESTILO DE VIDA:

E o impacto do crescimento chama mais atenção do que propriamente o número dos habitantes. E isso se dá de maneira diferente de acordo com a realidade de cada nação.
Segundo projeções da ONU, até 2100, se o ritmo de fecundidade e mortalidade continuar desta forma, o mundo terá 3 bilhões de pessoas a mais, chegando a 10 bilhões de habitantes. Apenas 10 países serão responsáveis pela metade destes 3 bilhões de pessoas a mais. Grande parte, nações cuja população vive em pobreza: 08 são do continente africano.
A taxa de fecundidade é desigual nos países, assim como os impactos do estilo de vida.
No Maláui (Malawi), país do Oriente da África, a taxa de fecundidade é de seis filhos por mulher. Nos Estados Unidos, essa taxa é de duas crianças por mulher.
No entanto, cada cidadão dos Estados Unidos, causa impactos no aquecimento global equivalentes a 11 cidadãos de Maláui.
O uso excessivo de combustíveis fósseis, por conta da frota de veículos, principalmente, é um dos fatores de estilo de vida que justificam essa diferença.
Assim, cabe às sociedades mais ricas, mesmo com taxas baixas de nascimento, fazerem sua parte.
Hoje é consciência global que os transportes públicos fazem parte de um desenvolvimento sustentável não só para uma cidade, mas para a humanidade.
Veículos de transportes públicos, como ônibus e ferroviários, substituem vários carros de passeio que proporcionalmente poluem mais e causam um consumo energético maior.
Com a contribuição dos governos, é nos transportes públicos que também se desenvolvem formas de tração limpas, como o uso da eletricidade (trólebus, ônibus híbridos, trens e metrô) ou renováveis, como os ônibus a etanol (presentes em diversas partes do mundo) e a biocombustíveis.
Sistemas brasileiros e em várias regiões do mundo são exemplos que talvez não seja possível transportar sem poluir ou sem usar nenhum recurso natural, mas que é possível desenvolver esta atividade de maneira mais responsável.
Além disso, isoladamente, empresas são exemplos de respeito aos recursos naturais reaproveitando a água de lavação de seus ônibus e destinando de forma correta os resíduos usados pelos passageiros ou gerados na operação ou manutenção dos veículos.
Os cidadãos também devem fazer a sua parte. Muitos alegam que não usam o transporte público por este não ter qualidade. No entanto, há muitos deslocamentos, mesmo que os eventuais, feitos sem pressa e fora do horário de pico, que o cidadão que só usa carro poderia ao menos experimentar ir de ônibus, por ferrovia ou mesmo a pé.
A ação que cada pessoa toma na sua cidade pode ser o diferencial para o mundo. Pois se somadas as ações de todos os cidadãos, mesmo que simples, o resultado será enorme.
E o papel responsável nas cidades se torna cada vez mais importante. Isso porque, segundo a ONU, em 2007, a população urbana no planeta ultrapassou a rural.
Os transportes são, portanto, um dos elementos responsáveis pela viabilidade econômica, social e ambiental do planeta. Por ele que muitas atividades se realizam assim como os acessos aos direitos básicos.
As autoridades devem fazer a parte delas privilegiando os transportes públicos. Mas cada cidadão deve também fazer algo. Que tal, pelo menos uma vez por semana ou em compromissos que podem ter horários flexíveis, usar transporte público? Que tal, em vez de ir de carro à padaria da esquina, dar uma caminhada para comprar o pãozinho?
Você vai receber 7 bilhões de agradecimentos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

2 comentários em 7 bilhões de pessoas e um alvo: um planeta no qual o ser humano possa viver de verdade!

  1. Bom dia.

    O transporte coletivo, é mais um item importante, na qualidade de vida, desejável ao ser humano.

    Ainda que difícil, todos precisam ser mais conscientes, população, empresários e poder público.

    Todos podem dar sua parcela de contribuição, por uma vida melhor, na Terra.

    Abçs.

  2. Verdade, Transportes, claro que não são a UNICA solução para a cidade e para a humanidade. Mas também frazem parte da solução.

    E a receita aí é união dos esforços.

    Os técnicos e gestores em transpoortes devem pensar em executar seus serviços para contribuir não só no seu setor, mas também com seu trabalho ajudar na saúde, educação, lazer e meio ambiente. E os outros técnicos dos demais setores também devem ajudar nos transportes.

    Fala-se em globalização. O que o cara faz na Tailândia influencia no Brasil, mas muitas vezes a porta da secrtetaria dos transportes está ao lado da secretaria da saúde, mas ninguém dos setores se comunica.

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