FRAUDE EM TRANSPORTE PÚBLICO EM BRASÍLIA TEVE PARTICIPAÇÃO DE ASSESSORES DE JOSÉ ROBERTO ARRUDA, DIZ POLÍCIA

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Micro-ônibus da Coopatag. Cooperativa tinha de pagar propina para funcionar, diz Polícia.

Extorsão contra operadores de micro-ônibus motiva operação policial em Brasília
A operação Regin foi realizada no Distrito Federal com cinco mandados de prisão e 16 de busca e apreensão
ADAMO BAZANI – CBN
Um suposto esquema de extorsão de dinheiro contra operadores de micro-ônibus pertencentes à Coopatag (Cooperativa dos Profissionais de Transporte Coletivo Alternativo de Gama), no Distrito Federal, fez a Polícia Civil desencadear uma operação especial nesta sexta-feira.
Os trabalhados foram conduzidos pelo Decap – Divisão Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Publica. A Justiça expediu 16 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão, sendo que no início da operação, três pessoas foram detidas: Josenildo Batista Silva, José Estelito Lopes e Adevandro Pereira da Silva.
Também teve a prisão temporária decretada, Júlio Urnau, ex secretário-adjunto de Transportes durante a gestão de José Roberto Arruda e trabalhou com o ex secretário de Transportes Alberto Fraga.
Já José Geraldo de Oliveira Melo, que também teve a prisão decretada, é considerado outro homem de confiança de José Roberto Arruda, tendo sido seu ex assessor especial.
O suposto esquema, de acordo com as investigações consistia no seguinte:
Mesmo ganhando a licitação, a Coopatag tinha de pagar propina a funcionários públicos para poder operar.
O valor que teria sido exigido pelos integrantes do esquema seria de R$ 800 mil, dinheiro exigido de cooperados e membros da Cooperativa.
A polícia apreendeu micro computadores, pen drives, CDs, documentos e outros materiais nas residências dos acusados, que ficam em Gama, Santa Maria, Panaoá, Recanto das Esmas, Guará , Taguatinga, Cruzeiro e Núcleo do Bandeirante.
A polícia acredita que haja mais envolvidos no suposto esquema, que atuavam como laranjas ou que extorquiam o dinheiro das vítimas de forma direta.
A cobrança de propina começou em 2008, quando o valor era de R$ 600 mil. Como não houve pagamento, os responsáveis pelo esquema aumentaram a pressão contra as vítimas, que já sofriam retaliações, e, de acordo com as denúncias, tiveram de pagar R$ 800 mil em 2009.
Alberto Fraga, ex secretário de transportes, hoje é presidente do DEM (Democratas) do Distrito Federal e nega o esquema.
Fraga ainda se disse vítima de perseguição polícia.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

1 comentário em FRAUDE EM TRANSPORTE PÚBLICO EM BRASÍLIA TEVE PARTICIPAÇÃO DE ASSESSORES DE JOSÉ ROBERTO ARRUDA, DIZ POLÍCIA

  1. Amigos, bom dia

    Mais uma PIZZA!

    Muito obrigado

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