ATÉ CURITIBA DEIXOU DE PRIORIZAR O TRANSPORTE PÚBLICO. Duplicação da Régis sai, mas extensão de corredor fica para trás.

Fazenda Rio Grande

Terminal de Ônibus em Fazenda Rio Grande, no Paraná. Expectativa era de que com a duplicação da Régis Bittencourt entre Curitiba e Madirituba fosse feita em conjunto a ampliação da Linha Verde da Capital até Fazenda Rio Grande. O espaço físico está garantido, de acordo com a apresentação da obra peça construtora OHL, que ocorreu nesta quinta-feira, dia 06 de setembro. Mas as verbas não, já que a implantação do corredor de ônibus é de responsabilidade do poder público. Assim, a primeira fase da duplicação tem dada estimada para ser concluída, em março de 2013. Para o transporte público ser priorizado, ainda não há previsão. Foto: Adamo Bazani

Construtora garante duplicação de BR 116 até 2013
Segunda fase deve ficar pronta em 2016. Corredor de ônibus Linha Verde terá espaço, mas ainda não há verba garantida
Adamo Bazani – CBN

O volume de veículos que trafegam pela rodovia Régis Bittencourt, BR 116, causando congestionamentos tem prejudicado o desenvolvimento da região ao Sul de Curitiba, no Paraná.
As cidades mais afetadas pelo problema são Fazenda Rio Grande e Mandirituba.
A duplicação da rodovia, prometida para ficar pronta desde meados da primeira década de 2000, é apontada como a principal solução para a melhoria da fluidez do tráfego e também para atrair investimentos para a região.
Nesta quinta-feira, dia 06 de outubro de 2011, a OHL, construtora responsável pela tão esperada obra, em audiência pública realizada no Teatro Municipal de Fazenda Rio Grande, no Paraná, explicou os principais pontos da intervenção e os prazos para a conclusão.
A duplicação deve ser realizada entre os km 117, em Curitiba, e 142, na cidade de Mandirituba.
A primeira fase teve início em 03 de outubro deste ano, nas proximidades na região do Rio Iguaçu. Esta etapa inicial da duplicação deve abranger o trecho entre os quilômetros 115 (Curitiba) e 124 (Fazenda Rio Grande) nas proximidades da ponte sobre o Rio Iguaçu.
Atualmente tem sido feita a limpeza do terreno para a preparação das intervenções iniciais.
A OHL prevê a conclusão deste primeiro trecho para março de 2013.
As obras completas estão previstas para o ano de 2016.
Máximo Macedo, coordenador de obras da OHL, empresa que criou a Autopista Planalto Sul, disse que as obras serão do lado da pista Norte. Apesar de não estar prevista a interdição da rodovia, devem ocorrer transtornos durante as obras e a população tem de se programar.
“O trânsito deve piorar em alguns momentos. Vamos sinalizar, fazer retornos para quem for entrar pela pista Sul, mas é inevitável, haverá complicações. Por isso, quem precisa se deslocar, tanto de carro como de ônibus, deve sair mais cedo e ter paciência” – pediu Máximo Macedo.
A obra vai contemplar seis passarelas entre Fazenda Rio Grande e Mandirituba.
A travessia para os pedestres terá estrutura metálica e as passarelas serão nos seguintes pontos:
– km 115 Ceasa
– Km 119 Avenida Angelo Burbelo
– km 120 Eletrosul
– km 127 Mercado Condor
– Km 129 Parque Verde
– km 141 Mandirituba.
As passarelas devem ser concluídas até março de 2013.
O coordenado de projetos da OHL Autopista Planalto Sul, Marcos Dutra, afirmou que houve alguns impedimentos para que as obras começassem antes.
“Tivemos de apresentar alguns projetos, houve algumas alterações para respeitar leis ambientais, elaborações de mudanças em dutos, fios de fibra ótica, redes de transmissão e também as questões de desapropriações principalmente na Vila Pompéia” – disse o coordenador.
Ele também disse que foi necessário um tempo maior de negociações com a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres- para compatibilizar os interesses locais dos municípios sem a rodovia perder a característica de ligação interestadual, sendo a principal entre as regiões Sul e Sudeste.

TRANSPORTE COLETIVO:
Passageiros do transporte coletivo de parte de Curitiba, Fazenda Rio Grande e Mandirituba, devem se adequar em relação aos horários.
Há estimativa de alguns atrasos, embora as empresas devem readequar frotas e tabelas de horários.
No entanto, para quem usa ônibus, a tão aguardada extensão da Linha Verde, corredor exclusivo, até o Terminal de Fazenda Rio Grande ainda não tem data para ter início.
A informação é do prefeito de Fazenda Rio Grande, Chico Santos.
“Já existe a aprovação da área para a Linha Verde. As obras já incluem uma área que deve abrigar o corredor. Mas a linha não é de responsabilidade da OHL. Ainda não há verba garantida para esta obra, apesar da área física já estar garantida, Vamos atrás de recursos junto ao Governo do Estado e a prefeitura deve fazer a sua parte na contrapartida dos valores” – disse o prefeito.
Chico Santos informou que só em Fazenda Rio Grande há aproximadamente 24 mil 500 veículos.
“A ansiedade e a dificuldade para trazer o projeto de duplicação para o município foram grandes. Sabemos que a BR 116 ao Sul de Curitiba é um dos piores gargalos do País entre uma Capital e sua região Metropolitana. Por conta da condição atual da rodovia, empresas desistiram de investir na região, como em Fazenda Rio Grande, e milhares de vidas foram ceifadas em acidentes” – complementou o prefeito de Fazeda Rio Grande, Chico Santos.
A Linha Verde, que começa em Curitiba, iria agilizar a viagem até Fazenda Rio Grande e melhor aproveitar a frota.
Até o momento, a Linha Verde atende apenas Curitiba, entre o Jardim Botânico e Pinheirinho. O objetivo seria ligar o Pinheirinho ao Terminal Fazenda Rio Grande.
Os ônibus poderiam fazer mais viagens por não terem de dividir espaço com os carros. A velocidade operacional deve aumentar o tempo de viagem ser reduzido.
Os custos de operação de ônibus em corredor tendem a ser menores justamente pelo maior desempenho da viagem, por evitar o para e anda dos congestionamentos, e pelo pavimento dos corredores, normalmente de concreto, que são mais resistentes ao peso do ônibus, não apresentam desníveis e buracos que causam avarias nos veículos.
Por trabalharem livres do trânsito intenso, os motoristas de ônibus em corredor costumam também estar menos sujeitos a estresse.
As obras para o corredor dependem da Comec – Coordenação Metropolitana de Curitiba.
Ao redor do trecho da BR 116 que deve ser duplicada, outras intervenções estão previstas, como trevos e trincheiras (vias que passam por baixo da rodovia) e o anel viário metropolitano que deve servir os municípios de São José dos Pinhais e Araucária.
O objetivo é reduzir o tráfego de caminhões pela rodovia que não precisam passar pelas regiões centrais das cidades atendidas por parte da BR 116.
Para a obra, também não há um prazo definido.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

1 comentário em ATÉ CURITIBA DEIXOU DE PRIORIZAR O TRANSPORTE PÚBLICO. Duplicação da Régis sai, mas extensão de corredor fica para trás.

  1. É como comentei em um outro tópico:

    MILHÕES PARA O TRANSPORTE INDIVIDUAL E MIL PARA TRANSPORTE PÚBLICO, infelizmente em todo o Brasil é assim que a banda toca.

    Abraços à todo pessoal

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