MORTES E ACIDENTES MOTIVAM CURSOS PARA MOTORISTAS EM GOIÂNIA

ônibus Goiânia

Ônibus em Goiânia. Número de acidentes com vítimas, só em julho foram duas mortes em terminais, tem impressionado a RMTC – Rede Metropolitana de Transportes, a CMTC – Companhia Metropolitana de Transportes e Ministério Público. Para tentar rever o quadro, devem ser investidos R$ 4 milhões em treinamento e capacitação de motoristas. Além disso, a CMTC deve contratar mais fiscais para acompanharem com mais rigor a atuação dos funcionários de transportes. Por mais que os avanços tecnológicos sejam importantes, como GPS, monitoramento, câmeras e veículos modernos, nada substitui a ação humana no setor, afinal, como sempre pregam os mais experientes na área, os transportes são feitos por seres humanos para seres humanos.

Acidentes e mortes motivam treinamento para motoristas em Goiânia
Série de treinamentos e cursos foi exigência do Ministério Público de Goiás. RMTC – Rede Metropolitana de Transportes Coletivos

ADAMO BAZANI – CBN

Vários acidentes, acima da média prevista. Dois deles com morte. Em julho de 2011, o menino Gabriel Henrique Ferreira, de 07 anos, morreu arrastado por um ônibus no Terminal Vera Cruz. De acordo com testemunhas, o motorista abriu a porta para o garoto desembarcar antes de parar o veículo. Gabriel chegou a ser internado, mas não resistiu.
No mesmo mês, no Terminal Garavelo, a diarista Maria Zulmira, de 57 anos, foi atropelada por um ônibus, quando tentava entrar no veículo. Ela se desequilibrou e caiu.
De acordo com a RMTC – Rede Metropolitana de Transportes Coletivos, a média de acidentes com a culpa do motorista é de 14 por milhão de quilômetros percorridos, no sistema de Goiás.
A meta da rede é baixar este número para pelo menos 10.
O número e a gravidade dos acidentes preocupou o Ministério Público e foi acertado que a RMTC deverá investir R$ 4 milhões em cursos de qualificação e treinamentos para motoristas e funcionários dos transportes públicos.
De acordo com o promotor Érico de Pina Cabral, os cursos devem começar em outubro.
Além dos cursos para capacitar motoristas, a CMTC – Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos, de Goiânia, vai apostar na fiscalização mais intensa dos serviços.
Devem ser contratados mais fiscais para os terminais e para os trajetos das linhas.
A meta é atingir o número de 43 fiscais.
Os fiscais passaram por concurso e serão chamados para os cursos de qualificação até o final deste ano (2011) quando devem já começar a trabalhar.
O exemplo de Goiânia mostra que por mais que haja monitoramento por câmeras, GPS, veículos modernos, rastreamento e equipamentos de segurança ideais, que são importantes, nada substitui a ação humana e a capacitação profissional no setor. O lema dos empresários e transportadores pioneiros ainda é válido: o transporte é feito por seres humanos para seres humanos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite

    Dirijam em Goiás e verão coisas do “arco da velha”.

    Só quem já rodou por lá sabe.

    Curso para todos.

    Grato
    Paulo Gil

  2. Rodrigo disse:

    As criticas, todos nos somos capazes de fazer, devemos observar se há estes cursos para motoristas desde a contratação, através de uma equipe de psicologia recursos humanos e seguranças do trabalho, saberão também se os colaboradores estão prontos para dirigir e entender que os ônibus da nossa capital Goiânia estão cheios e precisa de controle de excesso velocidade e cuidados em suas frenagens além de poder abrir a porta somente quando o carro estiver parado mesmo.
    Bom mesmo será quando um carro, mesmo lotado, não tenha pessoas nas portas de entrada. Educação e cursos para motoristas e para usuários também.
    Sou usuário e quando tem pessoas que não consegue sentar,ficam escorados na porta. Esquecendo do grande risco dela se abrir e o pior acontecer.

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