ALCKMIN PROMETE VLT DE SANTOS E APRESENTA FROTA NOVA DE ÔNIBUS

ônibus novo

Ônibus novos comprados pela Piracicabana e pela Breda, para os transportes intermunicipais da Região Metropolitana da Baixada Santista possuem todos os equipamentos exigidos para veículos recém fabricados, como de acessibilidade para portadores de necessidades especiais, maior espaço entre bancos e corredores que permitem melhor movimentação de passageiros, motores eletrôncos, saídas de emergência e faixas refletivas na lataria. Além disso, por servirem à uma região com temperaturas mais altas os ônibus têm vidros climatizados e ventilador de teto. Até agora, foram colocados nos serviços municipais 201 veículos 0 km. O Governador Geraldo Alckmin, além de apresentar os ônibus novos, garantiu que o VLT entre Santos e São Vicente estará pronto até 2014 e anunciou a construção de uma ligação subterrânea com método inédito no Brasil entre Santos e Guarujá. Foto: Cláudio Paz.

Baixada Santista já conta com 201 ônibus novos
Veículos intermunicipais são da Breda e da Piracicabana. Na quinta-feira foram entregues 60 ônibus acessíveis. Os investimentos foram de R$ 66,4 milhões

ADAMO BAZANI – CBN

O Governo do Estado de São Paulo anunciou a renovação de parte da frota de ônibus intermunicipais que servem a Região Metropolitana da Baixada Santista.
Só neste ano, segundo o poder público, foram colocados em circulação 201 novos veículos. Sessenta deles foram apresentados pelo Governador Geraldo Alckmin nesta quinta-feira.
Apesar de o governo ter anunciado e apresentado os veículos, a frota nova foi comprada por empresas particulares: a Breda e a Viação Piracicabana, que são concessionárias da região.
Os investimentos das empresas foram de R$ 66,4 milhões.
Os ônibus são acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida ou portadora de limitação visual. Com o ritmo de renovação, segundo o Governo do Estado de São Paulo, a frota com equipamentos de acessibilidade deve chegar a 73% na Baixada Santista, que, depois do ABC Paulista, era uma das regiões com a maior carência de veículos adaptados para transportar todos os cidadãos, independentemente de sua condição física.
No ABC Paulista, onde não houve licitação da área 5, correspondente a região, há a frota mais antiga da regiões metropolitanas do Estado de São Paulo e com o menor número de ônibus acessíveis. O Governo tentou licitar a área 5 por 3 vezes, mas os empresários da região esvaziaram o certame alegando que o ABC precisava de condições especiais. As outras 4 áreas da Grande São Paulo foram licitadas em 2006 e houve melhora na condição da frota.
Os ônibus novos do Litoral de São Paulo, além de possuírem elevadores e espaço para cadeira de rodas e cão-guia, como determina a lei para ônibus novos, contam com bancos mais elevados, com encosto, maior espaço entre os assentos e corredores que permitem melhor circulação interna de pessoas, faixas refletivas na lataria e motorização eletrônica, conforme determina as normas de qualidade e segurança que a indústria nacional de veículos deve seguir.
Por ser uma região mais quente, o Litoral de São Paulo vai contar com alguns atributos específicos para minimizar a temperatura no salão dos passageiros e oferecer bem estar aos usuários.
Os vidros são climatizados, podendo regular a temperatura interna, e há ventiladores de teto. Não há exigência de ar condicionado para as empresas.
A frota de ônibus novos é formada por micros, urbanos convencionais e ônibus seletivos, com características semirrodoviárias, mas que possuem trajeto intermunicipal metropolitano.
Na apresentação dos ônibus novos, Geraldo Alckmin falou sobre os projetos de VLT – Veículos Leves Sobre Trilhos do Litoral.
Ele anunciou que a ligação por VLT para São Vicente e Santos. Já o Guarujá contará com uma ligação viária por uma espécie de túnel imerso. A obra é inédita no Brasil. Com 900 metros de comprimento, vai ligar Santos ao Guarujá, a partir do terminal de contêineres. Em vez de escavações, perfis para a fixação da estrutura serão “fincados” na terra a uma profundidade mínima de 21 metros.
O túnel terá área ventilada para pedestres e ciclistas e três faixas em cada sentido para ônibus, carros de passeio e motos apenas.
O Governo diz que é necessária uma ligação seca já que o fluxo de balsas entre Santos e Guarujá tem ficado muito intenso.
A ligação deve ficar pronta até 2013 e deve custar R$ 1,3 bilhão, já considerando as adaptações viárias necessárias.
Alckmin garantiu que o VLT entre Santos e São Vicente deve ficar pronto até 2014, com obras 100% financiadas pelo Estado. Uma parceria público privada acabou não despertando interesse de investidores.
O primeiro trecho terá 15 quilômetros de extensão partindo do Valongo, no Centro Histórico de Santos, a Ponte dos Barreiros, em São Vicente.
A expectativa é que em outra fase, o VLT chegue até Praia Grande.
Segundo o Governo do Estado de São Paulo, um transporte de maior capacidade vai ser necessário para atender a demanda maior prevista com a instalação da Petrobrás no Valongo, o que deve gerar cerca de 6 mil empregos iniciais.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

26 comentários em ALCKMIN PROMETE VLT DE SANTOS E APRESENTA FROTA NOVA DE ÔNIBUS

  1. Amigos, bom dia

    “os ônibus têm vidros climatizados e ventilador de teto.”

    Já inventaram o ar condicionado; mas em pleno 2012 estamos utilizando “ventilador de teto”
    em ônibus de praia, é no mínimo pensar pequeno.

    Tem-se a tecnologia, mas não usamos, de que adianta?

    Pra que usar arcondicionado se temos ventiladores, quem sabe passaremos a utilizar
    “rodas quadradas”…

    E a ligação sobre trilhos [Sampa-Santos-Sampa], alguém sabe algo?

    Eu sei que os Ingleses botaram pra funcionar por volta de 1900, o leito está pronto e porque
    não reativar esta linha.

    Isso sim sereia um avanço, mas não se esqueçam dos “ventiladores de teto”, recuperem os
    da EFSJ.

    Em tempo

    : A linha de trem beirando a Rodovia Pedro Taques já devia estar em operação pela
    CPTM há muito tempo.

    Muito antes desse bendito VLT já haviam inventado os trens e os bondes .

    Muito obrigado.
    Paulo Gil

    • Paulo Gil
      Bem colocado!
      Realmente não faz sentido ônibus novos na Baixada Santista sem ar condicionado. Ventiladores no verão soprando ar a 35 graus nos usuários é inaceitável. Basta ver o exemplo do Metro e CPTM na RMSP: a diferença que o ar condicionado faz, mesmo se tratando de região bem menos quente.

  2. Isso que me revolta Paulo. As novas tecnologias e sistemas de transportes da moda, que até funcionam em outros países, são propagados aqui no Brasil de forma eleitoreira, para imagem política.

    Não sou contra o VLT, monotrilho, etc….Mas estamos falando de modais que não temos experiência (os bondes tínhamos, mas foram sucateados) enquanto outros, como os trens, o metrô e os serviços de ônibus são quase que deixados de lado por causa do modismo. Se VLT ou monotrilho são coiusas diferentes, que não foram implantadas pells adversários políticos, então o atual gestor o prega como solução. Só pafra dizer em outras campanhas eleitorais: “Fui o primeiro a imp,lantar o VLT no estado ou cidade tal…”

    Muitos ironizam o Levi Fidelix com o aerotrem, o que também acho um absurdo, mas fazem o mesmo com outros modais modinha

    • Adamo, boa tarde

      Você falou tudo.

      Parabéns!

      Grato
      Paulo Gil

    • O “VLT da Baixada Santista” é um dos meus Projeto preferidos, perdendo, talvez, só pro – nem projetado, é verdade – “VLT do corredor Bandeira-Lgo 13”.
      Nome do modal é mero detalhe, importante mesmo é ativar a ferrovia no local nobre e já segregado para revolucionar a mobilidade na Baixada. Sobram motivos: para trabalho, turismo, revitalização do Centro. Melhor ainda se passasse pertinho do ótimo e histórico Mercado de Peixes da Ponta da Praia. Detalhe importante: o Projeto merece o melhor tratamento arquitetônico. Tem que valorizar, não depreciar a região.
      O terror dos moradores 40 anos atrás eram trens cruzando avenidas movimentadas. Isto precisa ser muito bem resolvido, com semáforos bem programados, cancelas ágeis e túneis/viadutos nos grandes cruzamentos, tipo Ana Costa.

      A passagem seca por túnel certamente é benvinda, mas a princípio me parece que a grande ponte estaiada apresentada por Serra recentemente tinha melhor potencial para valorizar o belíssimo local Devido às necessidades, demanda e oportunidades logísticas do Porto e acesso ao deslumbrantre e produtivo (pré sal) Litoral Norte este Projeto precisa ser mais abrangente.

      Nunca se pode esquecer que esta ferrovia urbana e a passagem seca são promessas reincidentes de vários políticos. O mais importante é que finalmente aconteçam.

  3. Boa tarde.

    Aprecio muito andar, sob o efeito de ar condicionado, principalmente, fazendo uso de roupas sociais, MAS, o efeito ruim, quando saímos de um ambiente gelado, para um ambiente quente, ou seja, de dentro para fora de um ônibus lotado, com ar, para o quente, é para ser considerado.

    Quanto as soluções, através dos diversos modais, sejam quais forem, esperamos que, as adequadas, para o momento e possibilidades; todas são bem vindas, sendo IMPORTANTÍSSIMO que, sejam implementadas logo.

    Quanto mais demora, pior e mais caro fica.

    Abraços.

    • Gustavo, boa noite

      Ar condicionado sim, mas NADA de ambiente gelado;
      hoje já temos ar condicionado “inteligente”, basta
      abrir o báu.

      Ahhh, e utilizar carros de motor traseiro, é lógico, mas pela foto
      parece mais uma “panelinha de pressão” ao nível do
      mar o qual ferverá “extamente” a 98o C.

      Grato
      Paulo Gil

      • Gustavo Cunha // 13 de agosto de 2011 às 23:27 //

        Boa noite Paulo e a todos.

        Quanto ao ar inteligente, me preocupo, pois, muito temos dito a respeito de tecnologia, mas como o incauto aqui, já andou com moderníssimo carro, com ar e, chovendo dentro, como disse, me preocupa.

        Ah, e um detalhe, não este carro mencionado, mais um da mesma empresa, percorreu dezenas de Kms. só em 1º, 2º e 3º marchas, porque o porcaria “shift” estava com defeito.

        Muito enfeite, para encarecer apenas.

        Quanto ao motor traseiro em Santos e região, considero adequado, pois, território de planície, salvo me engano, com pouquíssimos aclives.

        Quando falamos em novas tecnologias, precisamos analisar com muito cuidado, pois alguns não sabem mais fazer conta de multiplicar e dividir, porque afinal, a calculadora faz isso para nós.

        Abraços.

  4. Paulo Gil
    Acredito não ser possível o VLT Santos-São Vicente sem nenhum farol: há muitos cruzamentos e não haveria verba suficiente nem soluções viárias alternativas para eliminar todos.

    Hoje temos as cancelas leves rápidas, semáforos programáveis, inclusive entre si e o tal sistema em início de uso na Europa onde o VLT (lá é o ônibus) “conversa” com os semáforos para negociar prioridade de passagem. Quando eu era menino trens grandes e lentos interrompiam as avenidas dos canais por um tempão e as cancelas eram enormes e pesadonas. Isto marca as pessoas, que tendem a ficar com medo de cruzamentos com trilhos.

    Numa situação ideal, os tempos de parada, as acelerações e velocidades poderiam ser calculados por softwares na central de controle para que os VLTs parassem o mínimo possível em cruzamentos e/ou passasem por eles o mais rápido possível, atrapalhando o mínimo o fluxo (por exemplo) das avenidas dos canais.

    Os grandes cruzamentos sim, justificam não só pontes/túneis como estações de embarque/desembarque bem planejadas para os fluxos maiores.

    Tenho familiares que moram pertinho do canal 1 e quando estivesse por lá gostaria muito de ir de VLT comprar peixe na ponta da praia!

  5. Gustavo, boa noite

    Bom se o ar inteligente não funciona, estou de acordo
    com você.

    Não há o que discutir, quando não funciona, nem tecnologia
    nova nem velha.

    Grato
    Paulo Gil

  6. Luiz e Paulo,

    Vamos presenciar nos próximos anos, ainda muitas transformações e, no universo dos transportes, não será diferente, MAS, estas inovações precisam vir para ajudar e não apenas para encarecer.

    De tanto ouvir sobre o VLT, estou curioso em ver um, de perto e funcionando para valer, pois, tenho conhecimento do implantado em Campinas e, este, não foi para frente, ao contrário, ligou nada a lugar algum e me parece que, existe uma composição abandonada, nesta mesma cidade.

    O VLT, como qualquer outro modal, precisa ser muito bem pensado e implantado e, é INADMISSÍVEL que, A ou B, venha a ser tornar Prefeito e, abandone um serviço, apenas porque não gosta da cor do trenzinho.

    Forte abraço pro ceis !

    • Gustavo
      Não conheço VLT de Campinas; pesquisarei, tendo um tempinho.

      A questão – válida – do receio do novo me parece mais pertinente ao monotrilho, que teria resolvido obstáculos técnicos importantes há pouco tempo. É importante notar que Bombardier e Scomi já têm contratos no Brasil e IESA+Hitachi acabaram de anunciar nova fábrica de monotrilhos no Brasil.

      Na Baixada Santista é tão simples quanto usar composições curtas (acho as de um só vagão particularmente interessantes, bem como acredito que o Metro deveria usar composições diferentes nos períodos), leves e rápidas, sobre trilhos paralelos convencionais. Automatização e controle já são realidade comprovada, haja vista a Metro 4 Amarela.

      Quanto aos políticos, creio que a “vacina” é a transparência e a boa informação. além de cobrança sistemática.

  7. região mais quente ? por que não configurar os carros como aqui no rio com janelas de correr na parte inferior , ajudaria muito a custo basicamente 0 , outra coisa ,200 carros a 66 milhões da 330 mil por carro , preço de coisa bem melhor que torino 1418 , ha que se investigar isso.

  8. Amigos do Blog bom dia

    Em se tratando em “PIRACICABANA” e em “GRUPO COMPORTE”, colocar AR CONDICIONADO é artigo de LUXO e não de NECESSIDADE. Em Ribeirão Preto, também precisava de ônibus de Ar Condicionado, a TURB que faz parte do GRUPO COMPORTE, não está nem aí para a população, para o GRUPO COMPORTE, A POPULAÇÃO TEM QUE FECHAR A BOCA, NÃO RECLAMAR E SE CONFORMAR COM SEUS OFs 1418 ou ENTÃO MUDAR DE CIDADE.

    Abraços
    Marcos Galesi

  9. Como dizia o velho PADRE QUEVEDO, no GRUPO COMPORTE, em relação ao AR CONDICIONADO, ele diria: ISSO NÃO EXICSTE!!!

    • Galesi, bom dia

      Digamos que só “comporte” ventiladore…

      Grato
      Paulo Gil

      • Pois é. Gastam 60 milhões em ônibus mal aplicados à operação e depois reclamam que o usuário prefere comprar um carro em 72 prestações ou uma moto básica pra correr risco de vida do que andar de ônibus.

        Pelo menos a CPTM está acordando para a realidade, com trens novos COM AR condicionado, silêncio e conforto. Estão conquistando novos usuáros e fidelizando os antigos.

  10. Em prieiro lugar o texto teve erros de Português, mas tomara o projeto que dê certo !!

    RESPOSTA: Aponte-os, por favor, que corrigiremos. Ah, sim, no comentário você escreveu prieiro lugar em vez de priMeiro lugar.

    Obrigado, Fábio Loppes

  11. Jorge Seitoku Oshiro // 19 de agosto de 2011 às 00:36 // Responder

    Sou totalmente contra a implantação do VLT , pelas seguintes razôes técnicas :
    a- ) como solucionar os problemas de quase uma centena de cruzamentos existentes no trájeto ?
    b- ) qual a velocidade média da composição , pois agilidade e rápidez , são essenciais ?
    c-) terão cancelas ou quaisquer outros meios de retenção nos cruzamentos ?
    d- ) Ouvi algum comentário que a 60 km / hora , uma composição do VLT percorre 300 metros até a imobilização completa , é real este comentário , sim ou não ?
    e-) As vias onde circularão o VLT compartilhadas com carros ou motos ofereceram segurança viária principalmente para motos ( as ruas do centro de Santos onde circulam os bondes são recordistas em quedas de motos e bicicletas principalmente onde os trilhos
    sao mais ressaltados ) ? ,
    Felicitações , Fábio Loppes

  12. Jorge Seitoku Oshiro // 20 de agosto de 2011 às 19:16 // Responder

    Ao internauta Gustavo Cunha para ver um VLT em circulação , com som real ( som de atritamentos nos trilhos e avisos sonoros de buzinas ) acessar site ” testes do VLT em Maceió ” , espero que a lentidão deste trêm em circulação dividindo espaço com os outros veículos não o decepcione

    • Jorge
      A tecnologia evolui e hoje existem muitos recursos para otimizar a importante questão dos cruzamentos.
      Mas sua preocupação é muito válida. O governo precisa disponibilizar Centros de Informação ao Usuário com maquetes e vídeos mostrando e explicando como irá lidar com o convívio com outros modais.
      Defendo que pistas de VLTs sejam sempre – tanto mais quanto seja possível – segregadas. É bom lembrar que ocupam largura menor em comparação com corredores de ônibus.

  13. Péssimo. Não poderia ser pior.
    Tecnologias obsoletas travestidas de inovação.
    Onibus poluentes e trens de superfície atrapalhando o transito congestionado de automóveis ameaçando a segurança de crianças, idosos e animais. Por trajetos sem qualquer otimização de circulação urbana.
    Pior?
    Não dá.

  14. Gostaria de saber por que o ônibus não tem cobradores na baixada santista, já que pela lei deveria ter cadê a fiscalização do estado EMTU que não multam a empresa por estar operando sem cobrador e deixando os passageiros em perigo sendo que a tarifa é cobrada pelo motorista com carro em movimento, resumindo o estado está prevaricando… que vergonha….essa politica patronal tem que acabar começando pelos patrocínio dos donos das empresas de ônibus que a décadas patrocina campanha politica e depois manda mais que governador…..VERGONHA!!!Se for capais me explique o que acontece….

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