Integração entre funcionários e felizes descobertas em empresa de ônibus

Nabor Leblon

Nabor Victor, que trabalha na Leblon de Mauá (de azul), e Nabor de Anunciação, da Leblon de Fazenda Rio Grande (de camisa mais clara), nasceram no mesmo dia e na mesma cidade, mas se conheceram na empresa. As semelhanças não param por aí. O amor pelos transportes, a educação rígida dos pais e a vida na roça, onde não podia faltar a gostosa canjiquinha, fizeram do bate papo entre os dois uma gostosa viagem no tempo e no espaço. Foto: Adamo Bazani

Integração entre funcionários de empresa faz dois xarás, conterrâneos e nascidos no mesmo dia se conhecerem
Se fosse planejado, o encontro não daria tão certo. Funcionários acreditam que parentes tiveram amizade no passado

ADAMO BAZANI – CBN

Quando uma empresa procura promover uma integração entre funcionários de diferentes setores e sedes, além de conseguir uma melhor produtividade, um clima de trabalho mais agradável e respeito entre o grupo, independentemente de hierarquia, pode também ter boas surpresas.
Foi o que ocorreu no Grupo Leblon Transporte de Passageiros que opera em Fazenda Rio Grande e Curitiba, no Paraná, e em Mauá, no ABC Paulista.
Há quem diga que coincidências não existem e que tudo tem um propósito. Mas quando algumas semelhanças se cruzam, as reações são inevitáveis.
Na empresa encontraram-se dois funcionários com o mesmo nome. Até aí, tudo bem. Ambos são da mesma cidade. Opa, já uma semelhança interessante. Mas, se não bastasse isso, eles nasceram no mesmo dia e nunca se conheceram.
Nabor de Anunciação é nascido em Altamira, no Paraná, no dia 12 de julho, assim como Nabor Victor. A única diferença é que o coordenador de tráfego de Fazenda Rio Grande, no Paraná, Nabor de Anunciação, é do ano de 1960 e o motorista de Mauá, Nabor Victor é de 1965.
Numa das idas do coordenador de tráfego a Mauá, foi possível que os dois se encontrassem, depois de funcionários já terem se atentado para os detalhes em comum.
E para ver que como ações simples dentro de uma empresa e valorização dos seres humanos dão resultados não perdendo em nada para grandes investimentos, que também são necessários, o encontro dos dois acabou criando um clima interessante e agradável dentro da garagem e uma longa prosa entre os “Nabores da Leblon”.
Foi possível perceber a aproximação entre eles e que as semelhanças não se limitavam apenas aos nomes, cidades e dia de nascimento.
Os dois, quando pequenos e jovens, tiveram o mesmo estilo de vida. Garotos da roça.
“Eu quando novinho batia feijão no cambão” – um termo bem de homem da terra, dito pelo “Nabor de Mauá”. “Poxa, eu também, depois a gente separava a palha do feijão jogando na lona. O vento batia e lavava a palha tudo na cara da gente” – complementou o Nabor de Fazenda Rio Grande.
A educação rígida dos pais e o gosto pelos transportes foram outras semelhanças. Mas a lembrança da “canjiquinha” aproximou mais ainda os dois.
“A gente tinha carne, feijão, de tudo, mas o arroz era caro, então a gente comia canjiquinha” – disse Nabor de Anunciação. “A canjiquinha não podia faltar” – complementou Nabor Victor.
E veja como um bate papo é bom e aproxima mais as pessoas.
Os dois “Nabores” pensavam que eram de “Altamiras” diferentes.
Mas conversa vai, conversa vem cada um descrevia os lugares simples onde moravam.
“Onde eu morava tinha uma venda e bem ao lado uma igrejinha. Do outro lado da estrada, tinha outra venda”. Essa era a Altamira de Nabor de Anunciação, do jeitinho que era a Altamira de Nabor Victor.
Quando falaram da proximidade com o município de Canaã, não restou dúvidas. Era o mesmo lugar.
E as famílias dos dois provavelmente se cruzaram, acreditam.
As características foram se assemelhando mais ainda até que os bailões sertanejos devem ter sido os pontos em comum entre os familiares.
O avô e os tios de Nabor Victor tocavam sanfona nos arrasta-pés da cidade e o pai de Nabor Anunciação tocava violão.
“Vai ver até que cantaram juntos” – disseram os dois quase no mesmo momento.
São valorizações a detalhes como estes que fazem com que uma empresa se torne uma grande e gostosa família.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

7 comentários em Integração entre funcionários e felizes descobertas em empresa de ônibus

  1. Hehehehe pois é, se todas as empresas pensassem como a nossa mais nova Leblon hehehehehe o transporte de passageiros seria cada dia melhor…..mas como os grandes empresários só pensam em Dinheiro dinheiro dinheiro……é dificil.

    O Grupo Leblon deveria investir mais aqui na nossa cidade.

    E Parabéns Adamo, um dia quero muit te conhecer, pois um reporter como Você merece e muiiito ser reconhecido neste país.

  2. Bom dia.

    Gratificante saber que, existem empresas, como a Leblon, onde trabalhar não é apenas uma responsabilidade, também um prazer, ou pelo menos, a busca diária por isso, inclusive.

    Em nenhum lugar, tudo são louros, afinal, dificuldades e obstáculos, existem para todos, mas o exemplo de bom ambiente laboral aqui postado, é um bom começo.

    Que o exemplo acima, sirva de exemplo. (perdoem-me a redundância)

  3. Como dizia no desenho animado: santa coincidência Batman !!!
    Se bem que comigo é mais ou menos assim. Eu e minha esposa nascemos no mesmo dia/mês/ano, em cidades vizinhas.

  4. Parabens amigo Adamo por esta bela cobertura , muito interessante essa grande coincidência do encontro dos Nabor , até me lembro de uma música do Vinicius de Moraes , que ele diz ” a vida é arte do encontro , apesar de ele nos oferecer varios desencontros “.
    Forte Abraço amigo e t+

  5. major Guedes da aeronáutica // 19 de outubro de 2014 às 19:24 // Responder

    ontem dia 18-10-2014 aproximadamente às 17:00 h, estava eu e minha querida mãe no Rodoanel Leste Mario Covas, recém inaugurado quando a procura de um posto de gasolina(não existe posto nessa estrada(infelizmente) quando de repente me vi sem gasolina. Fiz vários apelos para que um boa alma parasse para nos ajudar.. Tudo em vão, ninguém parava. Quando de repente surgiu do nada esse homem que demonstrou uma boa vontade fora do comum, parou o seu carro e me cedeu um pouco(que foi muito) de gasolina. Se não bastasse tamanha solidariedade ainda nos levou a um posto para que a gente reabastecesse para podermos seguir viagem até são josé dos campos. Gostaria imensamente de agradecer esse gesto humanitário do Nabor Victor. Deus o colocou no nosso caminho para nos salvar de uma situação difícil e aflitival(estava quase escurecendo). Gostaria imensamente que tornassem pública esse comentário e dizer-lhe muitíssimo obrigado Nabor Victor. Major da aeronáutica Leonardo Dantas Guedes.

  6. Quero deixar aqui minhas condolências a família de Luiz Vítor o motorista aqui de Mauá e dizer que ele foi um amigo muito querido,lu,sentirei saudades eternas de ti,e espero um dia lhe encontrar do outro lado da ponte,lu,saudades.

  7. Zuleika rios santana // 1 de março de 2016 às 13:37 // Responder

    Quero deixar aqui minhas condolências a família de Luiz Vítor Nabor,motorista de Mauá,e dizer que ele era meu amigo,que era muito legal,e que vou sentir saudades eternas dele,lu,que deus o tenha em um bom lugar,meu coração está triste com sua perda.

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