CAMPO GRANDE NÃO QUER MAIS DINHEIRO EM ÔNIBUS.

ÔNIBUS

Ônibus de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Autoridades dos setores de transportes e segurança pública querem que a partir do dia 26 de agosto não haja mais pagamento das tarifas de ônibus em dinheiro para diminuição dos assaltos. Polícia Militar diz que medida é boa, mas a violência e os assaltos a ônibus devem ser tratados com ações mais profundas. Foto: Eric Moisés Martins

Campo Grande quer acabar com dinheiro em ônibus
Evento na câmara da Capital do Mato Grosso do Sul decide realizar uma campanha para desestimular o uso de dinheiro em ônibus para diminuir assaltos

ADAMO BAZANI – CBN

Os passageiros do sistema de ônibus de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul devem evitar o uso de dinheiro para o pagamento da passagem e optar pelo cartão eletrônico.
Pelo menos é essa a principal mensagem que uma campanha a ser veiculada na cidade e nos municípios próximos quer passar à população a partir do dia 26 de agosto, aniversário de Campo Grande.
O objetivo é reduzir o número de assaltos dentro dos ônibus. As ações de criminosos têm se tornado mais constantes e violentas.
Nesta quarta-feira, dia 15 de junho, diversos representantes dos setores de segurança pública e de transportes se reuniriam no Plenário Edroin Revertido em uma audiência pública convocada pela Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal.
Os assaltos nos ônibus se tornaram um dos principais problemas de Campo Grande.
A idéia de estimular o uso de bilhete eletrônico nos ônibus e incentivas o passageiro a não pagar a tarifa com dinheiro foi praticamente um consenso.
O maior defensor da intensificação de meios eletrônicos de pagamento foi o procurador – geral de Justiça do Estado, Aroldo José de Lima.
O presidente do sindicato dos trabalhadores, Demétrio Freitas, e o presidente da associação e do sindicato que reúne as empresas de ônibus que prestam serviços em Campo Grande e Região, João Rezende, também se mostraram favoráveis a idéia.
Para a Polícia Militar, no Mato Grosso do Sul, a medida pode ter resultados práticos, mas a questão da violência e dos assaltos aos ônibus deve ser encarada mais profundamente.
Para isso, o combate ao tráfico de drogas é fundamental para a diminuição do número de roubos em ônibus.
A Polícia Militar traçou um perfil dos presos pela prática deste crime. A maioria é jovem e dependente de drogas.
Os assaltos a ônibus não conferem ao criminoso grandes quantias. Mas são feitos por pessoas que usam o dinheiro para comprar drogas ou pagar dívidas com narcotraficantes.
Medidas em relação a aplicação das penas também devem ser feitas. Muitos dos presos por assaltos a ônibus já são reincidentes.
A polícia já teve casos em que o assaltante aos ônibus já foram presos por 6 vezes pelo menos crime.
Porém, como a mudança na legislação criminal e o combate ao tráfico de drogas envolvem ações de médio e longo prazo, para a PM, a diminuição da circulação de dinheiro dentro dos ônibus é uma medida interessante de forma emergencial.
Campo Grande possui sistema eletrônico de pagamento de tarifa desde 2003. Há 900 pontos de venda de cartões para ônibus na cidade e a compra pode ser feita sem taxas extras pela internet também. As autoridades relacionadas ao transporte público anunciaram que vão aumentar o número de câmeras de vigilância em ônibus e terminais.
De janeiro a maio deste ano, a Capital do Mato Grosso do Sul registrou 270 roubos a ônibus, uma média de 54 ações deste tipo por mês.
Para amenizar o problema, 100 policiais militares fardados a à paisana fazem segurança nos ônibus.
Segundo a Agetran – Agência Municipal de Transporte Trânsito para que os ônibus aceitem somente cartão são necessárias melhorias no sistema de bilhetagem, mas que são possível de realizar.
A passagem de ônibus em Campo Grande é de R$ 2,70.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN especializado em transportes

3 comentários em CAMPO GRANDE NÃO QUER MAIS DINHEIRO EM ÔNIBUS.

  1. Olá Adamo! Muito contente por ver minha cidade e principalmente uma foto minha aparecendo neste blog que é uma referência quando o assunto é transporte coletivo.

    Em relação ao assunto do post, as coisas vem melhorando bastante em relação aos bilhetes eletrônicos na cidade, principalmente com os pontos de recarga, sendo que antes era bastante difícil recarregar o bilhete. Mas ainda muito pode melhorar, como facilitar o acesso de novos usuários ao bilhete eletrônico e mais vantagens em relação ao uso deste.

  2. Opa Eric, muito obrigado pelas suas informações e relmente, os esforços agora têm de ser para facilitar a entrada de novos usuáriosa no sistema de bilhetagem eletrônica. Qume já tem o cartão não via mais largá-lo, mas é necessário convencer as pessoas qiue não têm, mesmo que para isso possam ser colocados poucos créditos para os passageiros que não são contantes. Por exemplo, na Grande São Paulo, o Cartão BOM comum pode ser comprado por duas trrarifas e ser recarregafo em pequenas quantias,.
    Há outros cartões que exigem um número mínimo de créditos que desestimulam o usuário eventual.

    Obrigado e parabéns pela foto.

    Adamo

  3. Amigos, boa noite

    Legal, mas mantenham os cobradoes, pois
    este profissional é fundamental para manter o controle
    do que ocorre no salão de cada carro e apoiar o motorista.

    Muito obrigado.

    Paulo Gil

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