JUNDIAÍ: Empresas devem ser multadas e greve continua

Ônibus da Viação Jundiaiense, empresa que junto com a Auto Três Irmãos está parada em Jundiaí, no Interior Paulista. Greve prejudica 130 mil pessoas e não houve acordo entre empresas e trabalhadores em relação aos valores de salários, vale refeição e Participação nos Lucros. Prefeitura diz que vai multar as duas companhias se caso não colocarem 30% da frota em circulação. Jundiaiense e Três Irmãos devem entrar na Justiça do Trabalho conta a greve. Foto: Kelvin Caovila

Prefeitura deve multar empresas paradas. Mesmo assim, greve de motoristas continua por tempo indeterminado
Motoristas acusam sindicato de não representá-los e aceitar proposta das empresas de ônibus sem aprovação da categoria

ADAMO BAZANI – CBN

A Prefeitura de Jundiaí, no Interior de São Paulo, anunciou que deve multar as empresas de ônibus Viação Judiaiense e Auto Três Irmãos caso elas não cumpram os artigos 16 e 17 do Decreto Municipal 19.153 de maio de 2003, que determina que as companhias que estiverem em greve coloquem no mínimo 30% dos veículos nas ruas, para garantir de maneira básica o deslocamento das pessoas nas cidades.
Desde a madrugada desta sexta-feira, dia 20 de maio de 2011, motoristas e cobradores das duas companhias estão em greve por reajustes salariais e elevação nos vales refeição e Participação nos Lucros, o que segundo a Prefeitura de Jundiaí, prejudicou pelo menos 130 mil pessoas na cidade.
Os motoristas da Viação Leme e da Rápido Luxo, que pertencem a base sindical, não cruzaram os braços.
Mesmo assim, o funcionamento das duas empresas não aliviou muito a vida de quem precisa da Jundiaiense e da Três Irmãos por conta da falta de integração nos terminais.
Não houve acordo em nova rodada de negociações nesta sexta-feira entre empresas e empregados e a greve deve continuar por tempo indeterminado.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 15%, vale refeição de R$ 10 e Participação nos Lucros e Resultados – PRL para todos os funcionários dos transportes com base nos salários dos motoristas. Já as empresas de ônibus oferecem 10% de aumento, vale refeição de R$ 9,35 e Participação nos Lucros e Resultados de R$ 300.
Para piorar a situação em Jundiaí, o sindicato não está conseguindo se entender com os trabalhadores e é acusado por eles de ser conivente com as posições das empresas de ônibus.
Na noite de quinta-feira, dia 19 de maio de 2011, houve uma confusão na Assembléia, de acordo com a “Rede Bom Dia”, porque mesmo a maioria dos presentes não aceitarem as propostas das empresas, o sindicato anunciou a aprovação da proposta patronal.
Em entrevista ao jornal, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Laurindo Lopes, responsabilizou a desunião e a confusão o fato de os funcionários da Leme e da Rápido Luxo não aderirem à greve.
Para reverter a situação, as empresas de ônibus paradas, Viação Jundiaiense e Auto Três Irmãos, devem tentar uma liminar na Justiça do Trabalho contra a greve.
Com tarifa de R$ 2,65, a cidade deve reajustar o valor das passagens, mas ainda não definiu o percentual.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.