UMA AJUDINHA PARA O METRÔ

Falta de planejamento na distribuição da oferta de transportes pode tornar metrô ainda mais sobrecarregado
Conforto na linha 2 verde do Metrô diminui a medida que número de passageiros aumenta no sistema. Opções e complementos ao Metrô são apontados como medidas vitais para não permitir que o modal seja inviável

ADAMO BAZANI – CBN

lotação metrô

Metrô de São Paulo definitivamente está saturado e precisa ser expandido. Mas obras devem contemplar um planejamento na oferta de serviços e criar opções de deslocamentos. Atualmente, elas só “jogam” mais gente no Metrô. Foto: Agência Estado.

Quinhentas e setenta e cinco mil pessoas. Essa quantidade é superior ao total de população de várias cidades no Estado de São Paulo, sendo que muitas com representatividade nos contextos políticos e econômicos. Diadema, na Grande São Paulo, possui 489 mil habitantes. Sorocaba, no Interior de São Paulo, passa um pouco, com 582 mil habitantes.
Pois então imagine a cidade inteira de Sorocaba dentro de alguns vagões no decorrer de um só dia.
È assim que está a situação da Linha 2 Verde do Metrô.
De acordo com a própria companhia, o trajeto tem batido recordes atas de recordes no número de passageiros.
O número mais preciso de 575.905 pessoas foi atingindo numa sexta-feira, 08 de abril.
Nos dia anteriores, o total de passageiros por transportados também chamaram a atenção do próprio Metrô:
• 21 de março (segunda-feira): 531.600 passageiros
• 01 de abril (segunda-feira): 558.038 passageiros
• 05 de abril (terça-feira): 561.729 passageiros
• 06 de abril (quarta-feira): 566.102 passageiros
• 07 de abril (quinta-feira): 568.490 passageiros
• 08 de abril (sexta-feira): 575.905 passageiros

Os usuários dizem que o aumento desenfreado do número de pessoas que usam a linha 02 verde tem diminuído o conforto para viajar de Metrô. A lotação aumenta, o número de trens não pode aumentar muito por questões de segurança, e os espaços dentro dos vagões tornam-se cada vez mais disputadas.
Entre as causas para um aumento tão expressivo para o número de passageiros do Metrô estão a ampliação dos horários de funcionamento das estações Tamanduateí e Vila Prudente (que atendem das 04h40 às 21h00) e a inauguração em março da estação Butantã, na linha 04 amarela do Metrô, que permite interligação com a linha 02 na Estação Consolação.

NÃO ADIANTA SÓ JOGAR GENTE NO METRÔ E PRONTO !

O Metrô informou que a média de passageiros em fevereiro, na Linha 02 Verde foi de 460 mil pessoas por dia útil.
Já entre os dias 21 e 31 de março esse número subiu para 550 mil pessoas transportadas por dia útil.
Boa parte deste número é formada por pessoas que vêm de outras linhas do sistema metroferroviário. Destes 500 mil passageiros transportados em média por dia, neste mesmo período de amostragem, entre 21 e 31 de março, 395 mil pessoas passaram pelas catracas das estações da linha 02 Verde. O restante veio de outras linhas do próprio metrô, dos trens da CPTM e dos ônibus municipais com o Bilhete Único. Apesar de ser grande o número de passageiros de ônibus intermunicipais que continuam viagem no Metrô, até mesmo pela falta de integração tarifária de várias linhas de ônibus gerenciadas pela EMTU, esta demanda não foi significativa para o aumento.
Isso remete a uma questão conhecida mas pouco considerada na prática pelos que são responsáveis por gerir os transportes em São Paulo, tanto nos níveis municipal e estadual: é necessário haver um planejamento de transporte como um todo e não apenas despejar gente no metrô.
E tão óbvio isso, mas de tão óbvio, tão óbvio mesmo, que dá-se a necessidade de citar esses aspecto. Pois de tão clara a questão, muitos não entendem o motivo pelo qual as autoridades públicas e dos transportes agem na contramão do lógico.
Realmente, pe muito bonito inaugurar uma estação de metrô, de trem, um monotrilho criando mais estruturas do estilo minhocão, um VLT e um corredor de ônibus e dizer que tal obra vai se interligar com determinada linha do Metrô.
Isso dá um belo discurso e muitos votos.
Mas não adianta desaguar toda a demanda dos transportes e novos mirabolantes projetos no metrô se os poucos quilômetros de linha que a cidade tem, pouco mais de impressionantes 70 km, já não estão dando conta de sua própria demanda. Ainda receber mais gente?
É verdade que numa grande cidade o metrô é a colina dos transportes. Mas se não houver uma musculatura e uma estrutura óssea que dêem sustentação e aliviem esta coluna, ela vai envergar, não vai agüentar todo o peso e vai ter bico de papagaio, hérnia de disco e pode até restringir os movimentos.
E os movimentos da cidade, o ir e vir do cidadão de maneira eficiente, a tal mobilidade urbana que tanto se fala hoje e dá até nome para uma série do PAC, já estão comprometidos.
Em entrevista ao jornalista Caio do Vale, do Jornal Agora São Paulo, do Grupo Folha, o superintendente da ANTP – Associação Nacional dos Transportes Públicos, Marcos Bicalho, diz que é necessário fortalecer sim o metrô, porque ele atrai uma demanda mais ampla de classes sociais, mas deve-se criar alternativas e complementos para os modal.
“A solução para não haver lotação é criar mais modos de transporte que possam ser uma alternativa ao metrô, como corredores de ônibus” – disse Bicalho.
Não é criar linhas sobrepostas e nem entrar na discussão medíocre que o ônibus é ruim e o metrô é bom e pronto acabou.
As cidades e as pessoas que pensam de verdade não vêem o Metrô como concorrente do trem ou do ônibus. Os modais muito mais que se complementam, mas se ajudam.
A cidade de São Paulo teve fases de crescimento desordenadas e diferentes dependendo de cada época.
Regiões que há 20 anos, isso mesmo 20 anos, eram facilmente atendidas por uma linha de Metrô, hoje concentram tanta gente que não basta ter o Metrô, quanto mais um corredor de ônibus, mas que precisam dos dois juntos (juntos, não sobrepostos).
Exemplo claro é o extremo leste de São Paulo, cada vez mais populoso.
E não adianta pegar essa demanda da zona Leste e jogar simplesmente nas linhas mais antigas do Metrô.
O mirabolante monotrilho preocupa o especialista em transportes Marcos Bicalho, ouvido pelo repórter Caio do Vale.
“Quanto mais avançar para a Zona Leste, mais terá passageiros. É previsível” – explica Bicalho ao se referir a expansão do metrô até a Penha, a partir da Vila Prudente, na futura linha 15 branca e o monotrilho até a Cidade Tiradentes.
Segundo especialistas o ideal é estudar a origem e destino dos passageiros em cada região.
A partir daí, identificar demandas que podem ser servidas em trajetos mais curtos que a linha do metrô.
Para esta demanda, criar alternativas como corredores de ônibus bem estruturados, que permitem uma boa velocidade dos veículos.
E corredor de ônibus perto de outros modais não é caro.
Mais uma vez não é a mediocridade da discussão de ônibus x metrô, mas ônibus + metrô.
Além disso, muitas linhas e ônibus vão exatamente para o Metrô e por questão de alguns quilômetros a mais que o ônibus não percorre seus passageiros são obrigados a pegar o metroferroviário.
Uma alternativa não é só fazer pesquisas no metrô, mas nos ônibus também.
Boa parte dos passageiros que descem do ônibus, percorrem depois duas ou três estações de Metrô.
Por que não identificar essa demanda e prolongar um pouco mais a linha de ônibus, com corredor para que ele não fique muito atrás do metrô em velocidade, de evitar que seus passageiros usem o metroferroviário por poucas estações ?
Um exemplo que foi abordado várias vezes pela reportagem é a luta de movimentos sociais e moradores da Zona Leste de São Paulo de um corredor de ônibus que ligue o Parque Dom Pedro II a Cidade Tiradentes pela Avenida Celso Garcia.
Parte da população, como a reportagem pessoalmente acompanhou em reuniões comunitárias, não quer monotrilho cirando minhocões ferroviários ou caros VLTs, desapropriando suas casas e tendo mais risco de ter obras impugnadas o que atrasem pelo seu alto valor e tempo maior de implementação.
A população quer um simples, mas eficiente corredor de ônibus, que aliviaria o Metrô saturado da Zona Leste , sem concorrer com ele, como é o caso na Celso Garcia.
Novas conexões devem ser estudas na tão necessária expansão do Metrô. Não adianta jogar todo mundo nas estações da Luz, Sé, Brás, Consolação, Ana Rosa e Paraíso.
Identificar também as demandas que têm como destino outras estações e permitir um acesso a estas paradas menos saturadas também é alternativa.
Toda vez que você ver um político dizendo que tal obra vai se interligar com o metrô tal, pergunte em seguida: O metrô vai agüentar mais essa?
Adamo Bazani, repórter da CBN e jornalista especializado em transportes

12 comentários em UMA AJUDINHA PARA O METRÔ

  1. O Governo do estado de São Paulo, fez várias linhas para expandi-lo, eu convido a todos, e inclusive o Sr. Adamo a ver a nossa discussão sobre o metrô de SP no SkyScraperCity Brasil(http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=434946&page=864).
    A Linha 15 Branca e a futura Linha 6 até cidade líder, é uma boa opção pra desafogar a Linha 3. Tem também uma linha paralela a Linha 1, que ligará Vila Maria-São Judas. Linha 5 até a Bresser. Uma outra, sai da Lapa e chega até o Saúde.
    a disposição do GESP(operador) é muito grande, mas construir metrô com as migalhas do GF? A solução mais viável, é entregar a iniciativa privada, que investe mais que o GF

  2. O problema de superlotação não é só no Metrô. É de um sistema de transporte público como um todo.
    O Metrô tem pontos a seu favor, já que possui agilidade, limpeza, frequência…
    Um especialista chegou a afirmar esses pontos positivos podem levar à superlotação.
    Não adianta corrigir apenas de um lado.
    Precisamos que haja uma reformulação de todo o transporte coletivo da região metropolitana.
    E precisamos de ajuda do governo federal se quisermos expandir mais. São Paulo não pode ser tratado como os outros estados do país. A grandiosidade pede mais atenção!

  3. Ádamo, enfim o bom comentário seu JUNTOS E NÃO SOBREPOSTOS! Acredito estar aí a essência das soluções eficientes. Respeitando a hierarquia da estrutura óssea: Monotrilho / VLT / BRT – de trolebus sem sobreposições e com ultrapassagens estratégicas – alimentariam ônibus de tamanho adequado ÁGEIS: câmbio automático e motorização híbrida combustível/elétrica permitem baixa emissão com aceleração rápida, inclusive em rampas, sem redes elétricas nas vias.
    Isto tudo mais a extinção da venda de bilhetes dentro dos ônibus resultaria na agilidade que todos querem.
    Softwares competentes num bilhete único de fato universal (um tipo cartão VISA Transporte de débito) poderiam disciplinar o uso da rede através de políticas de descontos para quem a utilizasse da maneira mais adequada. O famoso “único argumento infalível: o bolso”. Customizações multimodais poderiam até mesmo serem vendidas a empresas, universidades e demais grandes usuários (grandes eventos, por exemplo).
    Aí vai depender coluna dorsal/metro (VLT e monotrilho inclusos) criarem anéis e não simplesmente linhas.
    Resumindo: não apenas muito $, planejamento e projetos, mas também muito… muito trabalho e coragem para romper paradigmas.

  4. A impressão que a gente tem a respeito do metrô é que ele é de fato a solução de todos os problemas de transporte da cidade, isto não é verdade, desde 1974 quando foi inaugurada a linha 1 ouvimos e vemos principalmente em anos eleitorias que serão construidos metro pra lá, para cá. Sim sabemos que os projetos existem, mas infelizmente são tocados de acordo com os interesses politicos e economicos, pois só de se ouvir falar que detrminado lugar será construído uma estação do metrô que o valor dos imoveis e especulação imobiliaria aumenta assustadoramente a ponto de pressionarem moradores antigos venderem seus imoveis para construirem prédios a isso chamam de progresso, estamos vivendo isto na região oeste onde estão construindo a linha 4. Ao ver as pessoas se espremendo dentro de trens e estações fico com a nitida impressão que isto não é transporte digno para ninguém. Enquanto isto a cidade graças a seus gestores tem a cada dia um maior numero de carros, os ônibus disputando espaços com carros enquanto isso o poder publico ianugura um PIFIO corredor de ônibus em plena Vila Mariana. Não sou técnico, sou simplismente um cidadão que admira ônibus, mas a impressão é que quando se inaugura uma estção ou linha de metrô ela ja chega saturada exatamente por causa da ausencia de umapolitica de transportes decente, politica sobre uso e ocupação dos espaços urbanos entre tantas coisas erradas que vivemos. ônibus, metrõ, trem, ciclovias, caronas solidárias, transporte por fretamentos são soluções simples que podem de certo modo ajudar, porém o prefeito da cidade de São Paulo por exemplo proibiu ônibus fretados de circular, bastava ordena-los, as ciclovias vão de lugar algum para lugar nenhum ou seja servem apenas para passear nos finais de semana, carona solidária nem pensar.. Portanto não quero aqui concluir nada, mas lançar uma discussão , forte abraço

  5. Amigos, boa noite

    Eu não quero polemizar, mas como diz um grande amigo, quando se tem
    dor de dente, vamos ao dentista e não ao alfaiate, certo? Certíssimo.

    Pois bem, será que no Brasil, não há ne nhum especialista em transporte coletivo?

    Creio que há e muitos, o problema é que estes especialistas, são neglicendiados, por
    outros profissionais não técnicos, em favor de interesses outros que não técnicos.

    Como pode as escadas da linha 4 do Metro sairem do meio da plataforma ?

    Isto é técnica ou redução de custo?

    Se o trem não tem maquinista e as estações tem portas de vidro, porque o tem trafega com farol aceso?

    Se o trem não tem maquinista , pra que tem semáforo se além de tudo o trem passa no sinal vermelho?

    Por que a linha 4 segue em “S” ao invés de seguir em linha reta?

    A velocidade máxima da linha amarela será limitada até a “morte” pelas curvas, portanto nunca poderá ser aumentada a velocidade dos trens destas linhas.

    Mais uma vez eu pergunto: Isso é técnica ????

    Outra questão: dada a carência de metrô, por que fazer metrô subterrâneo?

    Por que no lugar do Paulistão não corre um metrô?

    E a linha Lilas do metrô que vai do nada a lugar nenhum?

    Até quando vai esta irreponsabilidade???

    Não há mais o que discutir, e sim trabalhar técnicamente.

    Em tempo: Já passou a hora de trabalhar nos moldes da CMTC, pois a tempos e depois co o uso do bilhte único o perfil dos deslocamentos, mudaram e muito.

    Só os gestores da área é que não perceberam isto? Ou nfingem que não percebem?

    Por que nenhum destes gestores se manfesta aqui no blog?

    A resposta nós já sabemos…

    Reflitam!

    Paulo Gil

  6. Pode ter certeza que procuramos sim os gestores. Os problemas são tão explícitos e óbvios que muitas vezes perguntamos o que eles iriam dizer.

    Mas está aberto o espaço..

    POR FAVOR, A POPULAÇÃO PRECISA OUVIR DE VOCÊS SOBRE O QUE ESTÃO FAZENDO COM OS TRANSPORTES.

    OS LEITORES DESTE BLOG E DEMAIS PAGAM OS SEUS SALÁRIOS.

    Se na empresa onde trabalho, eu fizer o que muitas vezes temos visto que tem sido feito para os transportes, eu já estaria no olho da rua.

    SE EU NÃO CUMPRIR PRAZOS, ME DEMITEM…>E as obras neste país nunca têm data para acabar

    SE EU FIZER SERVIÇO PELA METADE, ME DEMITEM… E as intervenções já são inauguradas incompletas há muito tempo, principalmente em época de VOTO OBRIGATÓRIO

    Por fim,

    SE EU NÃO CORRESPONDER COM COMPETÊNCIA, ME DEMITEM ….

    • Parece mais efeito da “praga de 4 anos” – o tempo do mandato público – que incompetência técnica. Recentemente li que toda a diretoria do metro foi demitida no início deste governo. Difícil acreditar que os motivos tenham sido simples incompetência: nunca todos os diretores de uma empresa grande são incapazes ou mal sucedidos. Difícil acreditar, da mesma forma, que todos os novos empossados serão competentes e bem sucedidos.
      De qualquer forma, nunca é demais lembrar que este governo de SP rasgou os cronogramas de metro do governo anterior.

  7. Amigos, boa noite

    Faltou + umas pérolas.

    Será que o metrô, está operando técnicamente?

    E o “soco” (freadas bruscas) que os tens novos trens do metro dão ao parar numa estação e no decorrer do percurso?

    Outro dia na estação Vila Madalena, o tal “tem novo” deu uma freada (soco) tão brusca que todos os passageiros se manifestaram de susto em um coro:

    “Noooooooooooooooooossssssssa”

    Cadê a técnica? Como os trens da CPTM com mais de 40 anos param suavemente nas estações?

    Como diria a Dona Milú; mistééééééééério…

    Caso algum técnico queira se justificar esteja a vontade, com a devida licença
    do Ádamo.

    Paulo Gil

  8. Amigos, bom dia

    Gostaria de compartilhar com todos, mais algumas de minhas idéias, as quais há algum tempo encaminhei à Secretaria dos Transportes para conhecimento.

    Todo mundo já sabe que mega estações ou mega terminais, não dão certo ao longo do tempo, pois saturam; a exemplo da Sé, Barra Funda, Brás e em breve a Luz com a chegada da linha 4 – amarela do Metrô.

    A Praça Júlio Prestes tem tradição em transportes, pois abrigava a antiga rodoviária e ainda abriga a Estação Júlio Prestes da CPTM; então, vejamos:

    A linha 4 amarela do Metrô ao invés de terminar ma Luz, deveria terminar na Praça Júlio Prestes (antiga Estação Rodoviária – a qual após um tempão desativada, foi demolida).

    Vejam se a idéia não é boa:

    Assim a estação Júlio Prestes da CPTM seria otimizada ( a qual hoje está quase as moscas), aliviando o Terminal Barra Funda e a linha vermelha do metrô.
    Com uma simples uma passagem substerrânea até a estação da Luz da CPTM e do Metrô e os passageiros da linha 4, teriam acesso às outras estações [a pé], o que diluiria e equilibraria o o fluxo de passageiros às outras linhas tanto do metrô como da CPTM; além de fazer bem à saúde, afinal caminhar faz bem.

    Outra vantagem seria a revitalização do bairro e do comércio de Santa Efigênia, sem grandes demolições , além de evitar a criação de mais uma mega estação a LUZ.

    Uma estação SÉ-II já devia ter sido constrúida, talvez no Parque Dom Pedro II, pois a Sé já passou de qualquer dos limites.

    Se as idéias são viáveis, só os “especialistas técnicos” é que podem dizer.
    Só para concluir:
    Se o metrô está operando com toda a sua capacidade, será que a manutenção da meia noite as 4:oo hs é “tecnicamente” suficiente ???

    Já pensou se um dia o Metrô “travar”, uma semaninha só?

    Isto não é nada impossível, muito pelo contrário.

    Coloco estas questões no intuito de estimular as discussões e promover novas idéias dada a importânica do tema e da urgência em se adotar medidas técnicas e quem sabe até drásticas e emergênciais para uma questão tão relevante que envolve a maior cidade do pais, principalemente no que diz respeito a economia, que movimenta todo o país de norte a sul, de leste a oeste.

    Vamos pensar grande, vamos pensar no futuro do Brasil e dos nossos jovens.

    Reflitam!

    Paulo Gil

  9. Mauro Ruiz Augusta // 28 de Abril de 2011 às 14:56 // Responder

    Isso tudo é a soma de, descaso + corrupçao + falta de planejamento a longo prazo + falta deVontade plitica de realmente resolver o problema de transporte publico nao só em SP mas como em todas as grandes capitais do Brasil o resultado disso tudo é esta vergonhosa foto de uma estaçao de metro em Sao Paulo, deixo aqui um link do transporte publico da cidade de Madrid assim se trata o transporte publico com responsabilidade http://www.metromadrid.es/es/index.html

  10. Rafael Legramandi do Prado // 14 de setembro de 2011 às 11:56 // Responder

    O problema de São Paulo, segundo Raquel Rolnik, é o uso equivocado do solo. Se a população ficasse concentrada no centro, esse problema seria mais facilmente resolvido.

  11. Olá amigos:
    Eu sou de Córdoba, Argentina, cidade designada como a segunda mais importante depois da nossa capital, ou seja, Buenos Aires. Mesmo com uma área de 576 km2 e uma populaçao de 1.329.604 habitantes, portanto bem menor do que aquela, já seus serviços de transporte urbano (ônibus e táxis) entraram em colapso. Desde há algum tempo vem se considerando a probabilidade de instalar aqui uma rede de trens subterrâneos (até agora, só Buenos Aires têm esse sistema), mas há muita controversia sobre esta questao. A verdade é que, tendo conhecido e até mesmo usado o existente em várias cidades brasileiras, achei que ele é muito útil. Em 2009 voltei, depois de vários anos de ausência, à capital paulistana o consegui experimentar o quao critico já se tornou lá a necessidade de ootimizá-lo pra uma melhor circulaçao de muitos milhoes de pessoas, em especial durante as horas de pico. Os paulistanos já parecem bastante acostumados a viajar amontoados e concorrer para estaçoes completas no dia a dia, algo que no futuro quiçá vao ter que aprender os cordobeses. Obrigado por me deixar postar esse comentário comprido demais.

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