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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Do atendimento à experiência do passageiro: como o Jaé evolui com a cidade</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/19/do-atendimento-a-experiencia-do-passageiro-como-o-jae-evolui-com-a-cidade/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 13:55:32 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Informe Publicitário]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Indicação ao Prêmio Reclame AQUI 2026 reforça a importância da escuta dos usuários e amplia o compromisso com um transporte público mais simples, moderno e acessível no Rio de Janeiro. O Jaé, plataforma de bilhetagem digital do Rio de Janeiro, foi indicado ao Prêmio Reclame AQUI 2026, na categoria Bilhetagem Eletrônica – Mega Operações. O reconhecimento reflete a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="723" height="1024" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261019-WA0018.jpg?fit=723%2C1024&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261019-WA0018.jpg?w=904&amp;ssl=1 904w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261019-WA0018.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261019-WA0018.jpg?resize=723%2C1024&amp;ssl=1 723w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261019-WA0018.jpg?resize=106%2C150&amp;ssl=1 106w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261019-WA0018.jpg?resize=768%2C1087&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261019-WA0018.jpg?resize=400%2C566&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG-20261019-WA0018.jpg?resize=150%2C212&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px" /> <p>Indicação ao Prêmio Reclame AQUI 2026 reforça a importância da escuta dos usuários e amplia o compromisso com um transporte público mais simples, moderno e acessível no Rio de Janeiro.</p>
<p>O Jaé, plataforma de bilhetagem digital do Rio de Janeiro, foi indicado ao Prêmio</p>
<p>Reclame AQUI 2026, na categoria Bilhetagem Eletrônica – Mega Operações. O reconhecimento reflete a percepção dos usuários sobre o atendimento e a qualidade da experiência oferecida e reforça um compromisso que faz parte do dia a dia da empresa: ouvir, aprender e evoluir junto com os jaézeiros.</p>
<p>Em uma operação que movimenta milhões de pessoas todos os dias, o relacionamento com o passageiro é tão importante quanto a tecnologia que viabiliza a jornada. Por isso, o Jaé investe continuamente em canais de atendimento, soluções digitais e melhorias que tornam o uso do transporte público mais simples, prático e acessível.</p>
<p>Ouvir, responder e resolver: uma evolução em números</p>
<p>Em pouco mais de um ano de atuação no Reclame AQUI, o Jaé vem apresentando avanços nos indicadores de atendimento e resolução de demandas. Na comparação entre março e agosto de 2025 e o mesmo período de 2026, o volume de reclamações recebidas diminuiu 8%, enquanto a taxa de respostas passou de 82% para 88%.</p>
<p>O índice de solução também avançou, passando de 71% para 81%, um aumento de 10 pontos percentuais. Já o percentual de clientes que afirmaram que voltariam a fazer negócio com a empresa subiu de 59% para 73%, enquanto a nota atribuída pelos clientes passou de 5,4 para 6,7. A nota de reputação evoluiu de 6,6 para 7,7.</p>
<p>Os resultados mais recentes reforçam essa trajetória. Em setembro de 2026, o índice de solução chegou a mais de 90%, o percentual de clientes que voltariam a fazer negócio alcançou 87% e a nota atribuída pelos clientes chegou a 8,4. A nota de reputação atingiu 8,7. No mesmo mês, o Jaé alcançou a classificação ÓTIMO no Reclame AQUI, após passar de REGULAR em 2025 para BOM no acumulado de março a agosto de 2026.</p>
<p>A evolução dos indicadores reforça o trabalho desenvolvido pelas equipes e dá ainda mais relevância à indicação ao Prêmio Reclame AQUI 2026, conquistada em aproximadamente um ano de atuação na plataforma.</p>
<p>Uma operação de grande escala, feita para as pessoas</p>
<p>O Jaé já faz parte da rotina de milhões de cariocas e visitantes. São mais de 5,2 milhões de usuários cadastrados e mais de 3.3 milhões de transações por dia. A praticidade dos canais digitais também se reflete nos números: 85% do volume total de recargas é realizado pelo aplicativo, enquanto 30% das transações acontecem via QR Code.</p>
<p>Mais do que dimensionar a operação, esses dados refletem o uso das soluções digitais do Jaé, que oferecem mais autonomia e praticidade para os passageiros no dia a dia.</p>
<p>Tecnologia a favor de uma jornada mais simples</p>
<p>A experiência do passageiro também está diretamente relacionada à facilidade de acesso aos serviços. Por meio do aplicativo Jaé, os usuários podem realizar recargas, consultar saldo, cadastrar benefícios e emitir QR Code para embarque, entre outras funcionalidades que facilitam a rotina de quem utiliza o transporte público.</p>
<p>Além do aplicativo, o Jaé conta com outros canais de relacionamento, como site, WhatsApp, central de atendimento e lojas físicas, ampliando as possibilidades de acesso à informação e ao suporte de acordo com as necessidades de cada usuário.</p>
<p>A combinação entre soluções digitais e canais de atendimento busca oferecer mais autonomia aos passageiros, sem deixar de lado as alternativas de suporte para quem precisa de orientação ou prefere o atendimento presencial.</p>
<p>Em uma operação dessa dimensão, aprimorar a experiência exige atenção contínua à tecnologia e ao relacionamento com os usuários. A indicação ao Prêmio Reclame AQUI 2026 representa um reconhecimento importante nessa trajetória e reforça o compromisso do Jaé com a escuta, a evolução do atendimento e a melhoria contínua dos serviços.</p>
<p>Porque um transporte público melhor se constrói com tecnologia, atendimento e, principalmente, com pessoas.</p>
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    <title>Câmara de São Paulo propõe debate sobre voos em Congonhas após as 23 horas e impactos no transporte e nos bairros vizinhos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/19/camara-de-sao-paulo-propoe-debate-sobre-voos-em-congonhas-apos-as-23-horas-e-impactos-no-transporte-e-nos-bairros-vizinhos/</link>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 13:31:16 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Pedido de audiência pública considera ampliação do aeroporto, novo terminal, ruídos e necessidade de avaliar alternativas de mobilidade regional ADAMO BAZANI A Câmara Municipal de São Paulo recebeu um pedido para realizar audiência pública sobre a possibilidade de ampliar os horários de pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, incluindo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aeroporto-Congonhas-Terminal-2.webp?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aeroporto-Congonhas-Terminal-2.webp?w=1580&amp;ssl=1 1580w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aeroporto-Congonhas-Terminal-2.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aeroporto-Congonhas-Terminal-2.webp?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aeroporto-Congonhas-Terminal-2.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aeroporto-Congonhas-Terminal-2.webp?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aeroporto-Congonhas-Terminal-2.webp?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Aeroporto-Congonhas-Terminal-2.webp?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Pedido de audiência pública considera ampliação do aeroporto, novo terminal, ruídos e necessidade de avaliar alternativas de mobilidade regional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Câmara Municipal de São Paulo recebeu um pedido para realizar audiência pública sobre a possibilidade de ampliar os horários de pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, incluindo operações após as 23 horas. A proposta foi apresentada pelo vereador Nabil Bonduki (PT) e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira, 15 de outubro de 2026. O debate deverá considerar os efeitos da expansão aeroportuária sobre os bairros próximos, as condições de mobilidade e as regras urbanísticas aplicáveis ao empreendimento.</p>
<p>O requerimento menciona o aumento do número de voos, o planejamento de um novo terminal e a solicitação de empresas aéreas para flexibilizar os horários de operação. A iniciativa também aborda a necessidade de avaliar alternativas de transporte regional e os impactos do aeroporto sobre moradores das regiões de Moema, Campo Belo, Planalto Paulista e outros bairros próximos. A realização da audiência dependerá dos encaminhamentos da Comissão de Trânsito, Transporte, Mobilidade Urbana e Atividade Econômica.</p>
<p>A discussão envolve a relação entre a expansão da infraestrutura aeroportuária e o funcionamento da cidade.</p>
<p>Congonhas está localizado em uma região urbanizada, com intensa circulação de veículos, linhas de ônibus e atividades comerciais e residenciais.</p>
<p>Mudanças no funcionamento do aeroporto podem produzir efeitos sobre os deslocamentos de passageiros, trabalhadores e prestadores de serviços.</p>
<h3>Novo terminal e ampliação das operações</h3>
<p>O requerimento considera as intervenções previstas pela concessionária do Aeroporto de Congonhas, a Aena.</p>
<p>Entre os pontos mencionados estão a construção de um novo terminal e a ampliação da capacidade de atendimento.</p>
<p>A expansão pode alterar a movimentação de passageiros e a necessidade de serviços de transporte de acesso ao aeroporto.</p>
<p>O pedido parlamentar propõe discutir essas mudanças conjuntamente com os efeitos sobre o entorno.</p>
<p>A possibilidade de realizar pousos e decolagens após as 23 horas integra as questões que deverão ser examinadas.</p>
<h3>Transporte regional também entra no debate</h3>
<p>O requerimento considera a necessidade de avaliar alternativas de transporte regional no estado de São Paulo e no país.</p>
<p>A mobilidade de acesso aos aeroportos depende de diferentes modalidades de deslocamento, entre elas transporte coletivo urbano, serviços de táxi, aplicativos, transporte executivo e automóveis particulares.</p>
<p>A expansão das atividades aeroportuárias também pode aumentar a demanda por deslocamentos de trabalhadores em horários específicos.</p>
<p>A análise das condições de acesso é relevante para que o crescimento da movimentação aeroportuária seja acompanhado por serviços adequados de transporte.</p>
<h3>Prefeitura, Anac, Aena e moradores poderão participar</h3>
<p>O vereador propõe convidar representantes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), concessionária Aena e órgãos responsáveis pelo controle do espaço aéreo.</p>
<p>Também estão entre os participantes sugeridos o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo e associações de moradores da região.</p>
<p>O requerimento menciona entidades representativas de Moema, Vila Mariana, Planalto Paulista, Vila Nova Conceição, Paraíso e outros bairros.</p>
<p>A proposta considera as exigências do Plano Diretor Estratégico de São Paulo relacionadas ao planejamento de transporte e à infraestrutura aeroportuária, além dos estudos urbanísticos e ambientais previstos para intervenções em aeródromos.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Mobi-Rio abre 30 vagas para motoristas de ônibus articulados com salário de R$ 4,3 mil e inscrições a partir desta segunda-feira (19)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/19/mobi-rio-abre-30-vagas-para-motoristas-de-onibus-articulados-com-salario-de-r-43-mil-e-inscricoes-a-partir-desta-segunda-feira-19/</link>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 12:31:56 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Seleção oferece vale-alimentação de R$ 700, jornada de 210 horas mensais e contratos temporários de um ano, com possibilidade de prorrogação; edital também prevê adequação da escala caso haja mudança na legislação trabalhista ADAMO BAZANI A Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Mobi-Rio), responsável pela operação de serviços municipais de ônibus, principalmente [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="791" height="553" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/articulado.jpg?fit=791%2C553&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/articulado.jpg?w=791&amp;ssl=1 791w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/articulado.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/articulado.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/articulado.jpg?resize=768%2C537&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/articulado.jpg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 791px) 100vw, 791px" /> <p><em>Seleção oferece vale-alimentação de R$ 700, jornada de 210 horas mensais e contratos temporários de um ano, com possibilidade de prorrogação; edital também prevê adequação da escala caso haja mudança na legislação trabalhista</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Companhia Municipal de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Mobi-Rio), responsável pela operação de serviços municipais de ônibus, principalmente no sistema BRT, abriu nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, inscrições para a contratação de 30 motoristas de ônibus articulados. Os profissionais selecionados terão salário-base de R$ 4.310,48, além de vale-alimentação de R$ 700, com jornada prevista de 210 horas mensais em escala 6&#215;1. As inscrições poderão ser feitas pela internet até quinta-feira (22).</p>
<p>A seleção é destinada à contratação temporária de motoristas para atender às necessidades operacionais da companhia, com duas das 30 vagas reservadas a pessoas com deficiência. Os contratos terão duração inicial de um ano, com possibilidade de até cinco prorrogações, a critério da Mobi-Rio e conforme a legislação aplicável. O edital estabelece análise curricular e prova prática de direção e traz uma previsão relacionada ao debate nacional sobre o fim da escala 6&#215;1, admitindo adequações na jornada caso ocorram mudanças legais.</p>
<p>O processo seletivo foi anunciado pelo Edital CMTC nº 022/2026, publicado no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro.</p>
<p>A contratação será realizada com base na legislação municipal que permite a admissão por prazo determinado para atender a necessidades temporárias de excepcional interesse público.</p>
<p>O vínculo estará sujeito às condições estabelecidas no edital, na legislação municipal e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</p>
<h2>Salário, benefícios e jornada de trabalho</h2>
<p>O salário-base anunciado para os motoristas de ônibus articulados é de R$ 4.310,48.</p>
<p>Além da remuneração, o edital prevê vale-alimentação mensal de R$ 700, seguro de vida, plano odontológico e benefício de transporte.</p>
<p>A jornada prevista é de 210 horas mensais, distribuídas conforme as necessidades operacionais da Mobi-Rio, incluindo trabalho em fins de semana e feriados.</p>
<p>A escala inicial estabelecida é de seis dias de trabalho para um dia de descanso, conhecida como 6&#215;1.</p>
<p>O edital também contempla a possibilidade de adequação da jornada diante de mudanças na legislação sobre a organização da semana de trabalho.</p>
<p>Essa previsão não significa que uma eventual redução da jornada já esteja em vigor. Qualquer alteração dependerá da aprovação das normas correspondentes e de sua aplicação ao regime de contratação da companhia.</p>
<p>O tema possui importância especial para os transportes coletivos porque os sistemas de ônibus operam diariamente, incluindo domingos e feriados, com jornadas distribuídas em diferentes turnos.</p>
<p>Mudanças na escala podem exigir reorganização dos serviços, redimensionamento do quadro de motoristas e adaptações nas escalas de operação.</p>
<h2>Requisitos para participar</h2>
<p>Os candidatos precisam ter pelo menos 18 anos completos no momento da contratação, estar em dia com as obrigações eleitorais e, quando aplicável, militares, além de atender às exigências de escolaridade e habilitação profissional.</p>
<p>Para a função de motorista de articulado, são exigidos carteira nacional de habilitação na categoria E, observação de exercício de atividade remunerada (EAR), curso especializado para transporte coletivo de passageiros e experiência compatível com a condução de veículos de grande porte.</p>
<p>A escolaridade mínima indicada é o ensino fundamental incompleto.</p>
<p>Também é necessário apresentar a documentação comprobatória das informações utilizadas na inscrição e cumprir os requisitos de aptidão exigidos para o exercício da função.</p>
<p>A avaliação curricular considerará os critérios de experiência e qualificação profissional estabelecidos no edital.</p>
<p>Os candidatos classificados nessa primeira etapa serão convocados para o teste prático de direção.</p>
<h2>Teste prático avaliará habilidade na condução de ônibus</h2>
<p>A prova prática constitui uma etapa importante da seleção, especialmente porque os ônibus articulados possuem características operacionais diferentes das de veículos convencionais.</p>
<p>Por terem maior comprimento e articulação entre os módulos, esses veículos exigem cuidados específicos nas conversões, manobras, aproximação de plataformas, frenagens e circulação em espaços reduzidos.</p>
<p>O teste terá exercícios destinados à avaliação da condução e do domínio do veículo, conforme os critérios previstos no edital.</p>
<p>O resultado da seleção dependerá da classificação dos candidatos e do cumprimento das exigências estabelecidas pela companhia.</p>
<h2>Calendário do processo seletivo</h2>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Data</th>
</tr>
<tr>
<td>Inscrições</td>
<td>19 a 22 de outubro</td>
</tr>
<tr>
<td>Resultado da análise curricular</td>
<td>3 de novembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Recursos da análise curricular</td>
<td>4 de novembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Resultado dos recursos</td>
<td>6 de novembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Testes práticos</td>
<td>9 a 13 de novembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Resultado dos testes</td>
<td>17 de novembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Recursos dos testes</td>
<td>18 de novembro</td>
</tr>
<tr>
<td>Resultado final e homologação</td>
<td>19 de novembro</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>As inscrições são realizadas pelo portal de processos seletivos da Mobi-Rio, no endereço eletrônico da companhia.</p>
<p>O candidato deverá acompanhar os comunicados, convocações e resultados publicados pela empresa durante todas as etapas.</p>
<h2>Contratações estão relacionadas à operação dos ônibus municipais</h2>
<p>A Mobi-Rio atua diretamente na prestação de serviços de transporte coletivo do município do Rio de Janeiro, com destaque para os corredores do sistema BRT.</p>
<p>A operação exige profissionais habilitados para conduzir veículos de alta capacidade, incluindo ônibus articulados, que possuem maior capacidade de transporte de passageiros do que os veículos convencionais.</p>
<p>A disponibilidade de motoristas é um dos fatores necessários à regularidade da operação, ao cumprimento da programação de viagens e à manutenção das frequências previstas.</p>
<p>O edital não estabelece, por si só, a criação de novas linhas ou o aumento imediato da frota em circulação.</p>
<p>A seleção amplia as possibilidades de composição do quadro de profissionais da companhia, conforme as necessidades de operação e as condições de contratação estabelecidas.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>BRT-ABC: Assembleia cobra explicações do Governo e da Next Mobilidade sobre atrasos e possível rompimento de contrato, que também pode trazer prejuízos à população</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/19/brt-abc-assembleia-cobra-explicacoes-do-governo-e-da-next-mobilidade-sobre-atrasos-e-possivel-rompimento-de-contrato-que-tambem-pode-trazer-prejuizos-a-populacao/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 12:01:35 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Comissão quer ouvir representantes do Estado e da concessionária; Artesp aponta descumprimento de prazos, mas empresa apresenta histórico de interferências, licenças e desapropriações que teriam atrasado as obras. Eventual caducidade exige avaliar custos, indenizações, continuidade das linhas e aproveitamento dos investimentos já realizados ADAMO BAZANI A Assembleia Legislativa de São Paulo colocou na pauta desta [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-16.38.58-1.jpeg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-16.38.58-1.jpeg?w=1250&amp;ssl=1 1250w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-16.38.58-1.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-16.38.58-1.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-16.38.58-1.jpeg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-16.38.58-1.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-06-05-at-16.38.58-1.jpeg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Comissão quer ouvir representantes do Estado e da concessionária; Artesp aponta descumprimento de prazos, mas empresa apresenta histórico de interferências, licenças e desapropriações que teriam atrasado as obras. Eventual caducidade exige avaliar custos, indenizações, continuidade das linhas e aproveitamento dos investimentos já realizados</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Assembleia Legislativa de São Paulo colocou na pauta desta terça-feira, 20 de outubro de 2026, um requerimento para que representantes do Governo do Estado e da Next Mobilidade prestem explicações sobre os atrasos nas obras do BRT-ABC, corredor de ônibus elétricos previsto para ligar São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul à capital paulista. A iniciativa ocorre duas semanas depois de a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) abrir um processo que pode resultar na caducidade, ou seja, no rompimento do contrato da concessionária. Embora os atrasos sejam reconhecidos, a empresa argumenta que dificuldades relacionadas a redes elétricas, licenciamento ambiental, desapropriações e modificações dos projetos também precisam ser consideradas. A eventual rescisão, por sua vez, não representa necessariamente uma solução imediata e pode trazer novos prejuízos aos passageiros, com demora adicional para a conclusão do corredor, necessidade de outra contratação, possíveis disputas judiciais e custos de transição.</p>
<p>O requerimento, apresentado pela deputada estadual Ana Carolina Serra, pretende ouvir o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Marco Antonio Assalve, e a direção da Next Mobilidade sobre as razões dos atrasos e quais medidas seriam adotadas caso o Governo de Tarcísio de Freitas decida encerrar a concessão. O empreendimento, com investimento estimado em aproximadamente R$ 1,2 bilhão, prevê 17,3 quilômetros de extensão na configuração institucional divulgada, 16 estações, três terminais e 92 ônibus elétricos, com capacidade inicialmente estimada para atender 173 mil passageiros por dia. Segundo a concessionária, aproximadamente dez quilômetros, com nove estações e 20 ônibus articulados elétricos, estão disponíveis para uma primeira etapa de operação assistida e gratuita, ainda dependente de autorização. A Artesp sustenta que houve descumprimento do prazo contratual de novembro de 2024 e considera inviável a entrega integral até 31 de outubro de 2026, data apresentada pela própria Next em seu plano de ação.</p>
<p>A questão central envolve duas necessidades que não podem ser tratadas como incompatíveis: exigir o cumprimento das obrigações assumidas pela concessionária e assegurar que uma eventual substituição da empresa não provoque novos atrasos ou comprometa os serviços de ônibus que a população do ABC já utiliza.</p>
<p>O encerramento de uma concessão dessa dimensão também não elimina automaticamente os obstáculos que dificultaram a implantação do empreendimento.</p>
<p>Se ainda houver redes de serviços públicos a remanejar, terrenos a liberar, estruturas a concluir ou projetos a compatibilizar, essas pendências continuarão existindo independentemente de qual empresa ou órgão público fique responsável pela obra.</p>
<p>Por outro lado, a existência desses obstáculos não afasta, por si só, a responsabilidade da concessionária pelo cumprimento do contrato.</p>
<p>É necessário verificar quais dificuldades estavam previstas, quem tinha obrigação de solucioná-las, quando surgiram e quanto efetivamente interferiram no cronograma.</p>
<h3>Assembleia quer explicações sobre os atrasos e o que acontecerá se o contrato for rompido</h3>
<p>O requerimento foi incluído na pauta da reunião extraordinária da Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais da Assembleia Legislativa, marcada para terça-feira, 20 de outubro, às 15h30.</p>
<p>A iniciativa é da deputada estadual Ana Carolina Serra, presidente da comissão.</p>
<p>O pedido pretende convidar o secretário estadual de Transportes Metropolitanos e a diretora-presidente da Next Mobilidade para esclarecer as causas dos atrasos no BRT-ABC e as medidas previstas pelo Governo na hipótese de rompimento contratual.</p>
<p>A formulação do requerimento demonstra que a preocupação não se limita a identificar responsabilidades pela demora na conclusão das obras.</p>
<p>Também se busca compreender como o Estado pretende dar continuidade à implantação do sistema caso decida substituir a concessionária.</p>
<p>A inclusão na pauta não significa que o convite já tenha sido aprovado ou que os representantes tenham comparecimento confirmado.</p>
<p>A discussão ocorre em momento particularmente delicado, uma vez que a Artesp já iniciou um procedimento administrativo específico para avaliar a caducidade da concessão.</p>
<h3>Artesp aponta descumprimento de prazo, mas rompimento ainda não foi decidido</h3>
<p>Em 5 de outubro de 2026, o Conselho Diretor da Artesp aprovou a conversão do procedimento de apuração de irregularidades contratuais da Next Mobilidade em processo administrativo de caducidade.</p>
<p>Segundo a agência, a concessionária não cumpriu a obrigação de entregar o BRT-ABC até 30 de novembro de 2024.</p>
<p>A Artesp também considera que a empresa não tem condições de finalizar integralmente o empreendimento até 31 de outubro de 2026, prazo apresentado em seu plano de ação.</p>
<p>Essa segunda data é particularmente importante porque demonstra que, mesmo depois do descumprimento do cronograma contratual, houve uma tentativa de estabelecer uma nova previsão para a entrega.</p>
<p>A agência entende que a programação também não será cumprida.</p>
<p>A decisão de instaurar o processo, entretanto, não equivale à extinção imediata da concessão.</p>
<p>Como o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> revelou em 7 de outubro, a decisão final caberá à Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), depois de análise da defesa da concessionária, dos documentos técnicos da Artesp e da Consultoria Jurídica.</p>
<p>A agência também informou que técnicos seus e da CPTM já realizam visitas às obras para avaliar alternativas de conclusão do empreendimento.</p>
<p>Uma das possibilidades examinadas é a participação da estatal ferroviária na gestão das obras remanescentes.</p>
<p>Essa hipótese não representa, até o momento, uma transferência oficialmente concluída.</p>
<p>Também não há data definitiva para a decisão sobre o encerramento da concessão.</p>
<h3>Next Mobilidade aponta redes elétricas que levaram até 455 dias para serem remanejadas</h3>
<p>A versão apresentada pela concessionária inclui dificuldades que, segundo a empresa, não podem ser desconsideradas no exame de suas responsabilidades.</p>
<p>Em 8 de outubro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> revelou um documento de cinco páginas no qual a Next detalha interferências encontradas ao longo da implantação do corredor.</p>
<p>Entre elas estão dez intervenções em redes de distribuição de energia elétrica atribuídas à Enel.</p>
<p>Na Rua Abrahão Braga, a empresa aponta uma intervenção concluída em 455 dias.</p>
<p>Na Praça dos Andarilhos, menciona 428 dias.</p>
<p>Na Rua do Grito, o prazo informado foi de 421 dias.</p>
<p>Na região do Viaduto Delamare, a concessionária relata uma intervenção concluída em 304 dias, além de uma pendência envolvendo rede de alta tensão.</p>
<p>Outras ocorrências citadas incluem a Avenida Guido Aliberti, Avenida Afonsina, Winston Churchill, Avenida Lauro Gomes e áreas próximas à Estrada das Lágrimas.</p>
<p>É importante distinguir os prazos totais de execução dos atrasos efetivamente registrados. Os números apresentados pela Next utilizam critérios diferentes e não podem ser simplesmente somados para calcular quantos dias o empreendimento atrasou.</p>
<p>Além disso, diferentes frentes de trabalho podem ter ocorrido simultaneamente.</p>
<p>Para estabelecer a responsabilidade de cada parte, será necessário confrontar esses registros com os cronogramas originalmente previstos, contratos, solicitações de remanejamento e períodos em que as frentes de obras efetivamente ficaram impedidas de prosseguir.</p>
<p>A Next afirma que chegou a executar diretamente determinadas intervenções civis necessárias à instalação de redes subterrâneas e poços de inspeção para tentar antecipar a liberação das obras.</p>
<p>Em manifestação anterior, a Enel informou que mantinha reuniões periódicas com os responsáveis pelo BRT-ABC e que realizava os trabalhos de acordo com as prioridades estabelecidas.</p>
<p>Assim, há diferentes versões e responsabilidades a serem examinadas.</p>
<p>O fato de uma interferência ter ocorrido não demonstra automaticamente que a concessionária esteja isenta de responsabilidade. Entretanto, também não seria adequado desconsiderar ocorrências comprovadas que tenham dependido de terceiros.</p>
<h3>Licenciamento ambiental da segunda fase levou quase três anos, segundo a concessionária</h3>
<p>Outro argumento apresentado pela Next Mobilidade envolve o licenciamento ambiental.</p>
<p>Segundo a empresa, quando o aditivo contratual foi firmado, em março de 2021, ainda não estavam concluídos os levantamentos e as autorizações necessários à execução integral do corredor.</p>
<p>Os primeiros estudos ambientais foram iniciados naquele mês.</p>
<p>A licença ambiental prévia foi emitida em junho de 2022.</p>
<p>Em outubro de 2022, foi concedida a licença de instalação da primeira fase, correspondente a aproximadamente 3,5 quilômetros.</p>
<p>A autorização para implantação da segunda etapa, mais complexa, foi emitida em 31 de janeiro de 2024.</p>
<p>A Next argumenta que transcorreram aproximadamente dois anos e nove meses entre o começo do processo ambiental e essa autorização.</p>
<p>A empresa sustenta que a segunda fase exigia intervenções mais difíceis, incluindo obras de drenagem, supressão de vegetação, adequações viárias, desapropriações e interferências em infraestrutura existente.</p>
<p>Também relata a necessidade de cumprir mais de 20 exigências técnicas e obter anuências de diferentes órgãos municipais.</p>
<p>O intervalo de licenciamento, entretanto, não pode ser atribuído automaticamente à demora da Cetesb.</p>
<p>A análise precisa considerar o tempo necessário para apresentação de estudos, atendimento às exigências ambientais, alterações de projetos e demais providências sob responsabilidade da concessionária e dos órgãos envolvidos.</p>
<p>É justamente essa distribuição de responsabilidades que a Next pede para ser examinada pela Artesp.</p>
<h3>Terminal São Bernardo passou de aproximadamente 5 mil para 11 mil metros quadrados</h3>
<p>Entre as modificações de projeto apresentadas pela concessionária está a ampliação do Terminal São Bernardo.</p>
<p>A Next informa que o projeto inicial previa uma estrutura de aproximadamente cinco mil metros quadrados.</p>
<p>Entretanto, durante as discussões com a Prefeitura de São Bernardo do Campo, surgiram preocupações sobre a saída de quase cem ônibus pela Rua Maurício Caetano de Castro.</p>
<p>Segundo a concessionária, foi necessário desenvolver uma nova solução de circulação, com ampliação da área para aproximadamente 11 mil metros quadrados.</p>
<p>A alteração representa mais que o dobro da dimensão inicialmente considerada.</p>
<p>Mudanças desse tipo podem exigir revisão de projetos, intervenções adicionais, novas autorizações e adequações no planejamento das obras.</p>
<p>A Next também aponta interferências em dutos, estruturas ferroviárias, redes de drenagem e terrenos cuja liberação dependia de procedimentos administrativos.</p>
<p>A avaliação sobre essas mudanças precisa determinar se eram previsíveis quando o contrato foi firmado e quem assumiu os riscos correspondentes.</p>
<h3>Cerca de dez quilômetros e 20 ônibus elétricos estão disponíveis, informa a Next</h3>
<p>A concessionária contesta a caracterização de obra abandonada e afirma que existe infraestrutura concluída em condições de receber uma primeira operação.</p>
<p>Segundo a empresa, o segmento entre a Parada Metrópole, em São Bernardo do Campo, e a Vila Império, em São Caetano do Sul, possui aproximadamente dez quilômetros e nove estações.</p>
<p>A Next informa ter obtido licença de operação da Cetesb para esse trecho e disponibilizado 20 ônibus elétricos articulados.</p>
<p>Também declara ter instalado infraestrutura de carregamento em sua garagem de São Bernardo do Campo, com capacidade para atender até 14 veículos simultaneamente.</p>
<p>A proposta é realizar uma operação assistida, experimental e gratuita, permitindo que passageiros utilizem parte do corredor antes da conclusão de todo o empreendimento.</p>
<p>A primeira etapa, entretanto, ainda depende das providências e autorizações operacionais necessárias.</p>
<p>A licença ambiental, a conclusão das instalações e a disponibilidade dos ônibus são condições relevantes, mas não representam automaticamente autorização para iniciar o transporte público.</p>
<p>A possibilidade de funcionamento parcial merece avaliação técnica, especialmente quanto à segurança, integração com outras linhas, capacidade de atendimento e custos.</p>
<p>Se for viável e autorizada, pode antecipar benefícios aos passageiros enquanto as intervenções restantes prosseguem.</p>
<p>Entretanto, a primeira etapa não elimina a obrigação de concluir todo o BRT-ABC.</p>
<h3>Romper o contrato pode trazer novos prejuízos aos passageiros?</h3>
<p>A eventual caducidade da concessão abre questões que vão além da responsabilidade pelos atrasos.</p>
<p>O Estado precisará avaliar quem concluirá as intervenções, como serão aproveitados os investimentos realizados e de que maneira ocorrerá a transferência da estrutura operacional.</p>
<p>Há riscos concretos que precisam ser considerados.</p>
<p>A substituição da empresa poderá exigir novos levantamentos técnicos, contratação de obras remanescentes, transferência de projetos, inventário de equipamentos e definição sobre os veículos já adquiridos.</p>
<p>Também poderão surgir divergências sobre os valores investidos e as obrigações que permanecerão sob responsabilidade da concessionária.</p>
<p>Dependendo das condições do rompimento, as disputas poderão ser judicializadas.</p>
<p>Uma nova contratação não significa, necessariamente, que outra empresa conseguirá concluir imediatamente as obras.</p>
<p>As interferências em redes de energia, as desapropriações e as pendências de infraestrutura não desaparecem com a substituição do responsável pelo empreendimento.</p>
<p>Além disso, o contrato da Next não envolve apenas o BRT-ABC.</p>
<p>A concessionária também opera serviços metropolitanos que milhares de passageiros utilizam diariamente.</p>
<p>Por isso, uma eventual ruptura precisa assegurar a continuidade dessas operações, sem interrupção do transporte, perda de atendimento ou desorganização da rede.</p>
<p>O risco de novos prejuízos, entretanto, não significa que o Governo deva manter indefinidamente uma concessionária que eventualmente tenha descumprido obrigações essenciais.</p>
<p>A permanência de um contrato que não esteja sendo executado adequadamente também pode prejudicar a população, prolongar atrasos e comprometer o uso dos recursos destinados ao transporte.</p>
<p>A questão, portanto, é identificar qual alternativa permitirá concluir o empreendimento com segurança, menor custo de transição e menor prazo possível, respeitando a legislação e os direitos dos passageiros.</p>
<h3>ABC Sistema e Next: contrato inclui Corredor ABD, trólebus e linhas metropolitanas</h3>
<p>A complexidade de uma eventual caducidade decorre também da estrutura contratual.</p>
<p>A origem da concessão está no contrato firmado em 1997 para operação do Corredor Metropolitano ABD, tradicional sistema de ônibus e trólebus que conecta municípios do ABC Paulista à capital.</p>
<p>A concessionária era a Metra, ligada ao grupo empresarial Baltazar José de Sousa.</p>
<p>Em março de 2021, foi firmado um aditivo contratual que prorrogou a concessão até 2046 e incluiu os investimentos necessários à implantação do BRT-ABC.</p>
<p>A concessionária passou a integrar a estrutura empresarial da ABC Sistema de Transporte SPE S.A., responsável pelas operações sob a marca Next Mobilidade.</p>
<p>O mesmo processo também incorporou os serviços metropolitanos da antiga Área 5 da EMTU.</p>
<p>Essas linhas haviam sido atendidas por diferentes empresas permissionárias da região.</p>
<p>A transferência ocorreu em etapas, entre 2021 e março de 2022.</p>
<p>O conjunto resultante reúne diferentes operações: o Corredor ABD, com ônibus convencionais e trólebus; as linhas metropolitanas anteriormente vinculadas à Área 5; e a obrigação de implantar e operar o novo BRT-ABC.</p>
<p>Esse vínculo contratual é fundamental.</p>
<p>O rompimento não poderá ser tratado simplesmente como a substituição de uma construtora responsável por um corredor ainda não inaugurado.</p>
<p>A decisão envolve uma concessão que também mantém serviços em funcionamento.</p>
<p>Como mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, uma das alternativas examinadas pelo Governo é separar a conclusão das obras do BRT-ABC da futura contratação dos serviços metropolitanos, que poderiam ser licitados juntamente com outras áreas da Grande São Paulo.</p>
<p>Essa possibilidade exige planejamento para evitar descontinuidade dos atendimentos.</p>
<h3>BRT-ABC substituiu monotrilho que também terminou em disputa financeira</h3>
<p>O projeto do BRT-ABC surgiu depois do cancelamento da Linha 18-Bronze do monotrilho.</p>
<p>A proposta ferroviária havia sido contratada em 2014 por meio de parceria público-privada e pretendia ligar o ABC à capital paulista.</p>
<p>Entretanto, as obras não começaram.</p>
<p>Em 2019, o Governo de João Doria anunciou a substituição do monotrilho por um corredor de ônibus, argumentando que o novo modal permitiria implantação mais rápida e custo menor.</p>
<p>Em maio de 2021, foi apresentado o projeto do BRT-ABC, com previsão de ônibus elétricos em faixas segregadas.</p>
<p>A experiência anterior também deixou consequências financeiras.</p>
<p>Em maio de 2025, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> informou que o Estado havia chegado a um acordo de indenização pelo encerramento do contrato da Linha 18-Bronze.</p>
<p>O valor de referência era de R$ 273,5 milhões, com data-base de abril de 2023, superando R$ 335 milhões depois de correção monetária considerada naquele momento.</p>
<p>A situação jurídica do monotrilho era diferente da enfrentada atualmente pelo BRT.</p>
<p>Na Linha 18, o encerramento decorreu da substituição do projeto por decisão do Estado.</p>
<p>No BRT-ABC, o procedimento discute possíveis descumprimentos de obrigações atribuídas à concessionária.</p>
<p>Ainda assim, o histórico demonstra que alterações e encerramentos de contratos de infraestrutura podem gerar obrigações financeiras relevantes.</p>
<p>No caso da Next, não há valor definido de eventual indenização.</p>
<p>A legislação prevê que, em situações de caducidade, sejam examinados os investimentos em bens reversíveis ainda não amortizados ou depreciados, observados os descontos e demais condições legais e contratuais.</p>
<p>Portanto, a extinção por descumprimento não significa necessariamente ausência de discussão financeira.</p>
<h3>Artesp já reconheceu desequilíbrio contratual de R$ 121,3 milhões relacionado à pandemia</h3>
<p>Outra questão que integra a história recente da concessão é o reequilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>Em julho de 2026, a Artesp reconheceu que a redução do número de passageiros durante a pandemia de Covid-19 provocou desequilíbrio contratual em favor da Next Mobilidade.</p>
<p>O valor apurado foi de R$ 121,37 milhões, calculado nas condições financeiras estabelecidas no procedimento administrativo.</p>
<p>Entretanto, a agência também considerou efeitos econômicos relacionados à postergação de investimentos previstos no contrato.</p>
<p>Por isso, determinou que os valores fossem confrontados antes de definir eventual saldo financeiro.</p>
<p>A decisão demonstra que as relações contratuais entre o Estado e a concessionária envolvem obrigações de investimento, remuneração e riscos econômicos que precisam ser analisados conjuntamente.</p>
<p>Esse reconhecimento de desequilíbrio não significa autorização para descumprir os prazos de implantação do BRT.</p>
<p>Da mesma maneira, o procedimento de caducidade não dispensa a avaliação dos direitos e obrigações financeiras existentes.</p>
<h3>Ficha técnica do BRT-ABC: extensão, veículos, demanda e estrutura prevista</h3>
<p>O BRT-ABC foi concebido como um sistema de ônibus de alta capacidade, com prioridade de circulação e integração entre a região do ABC Paulista e São Paulo.</p>
<p>A configuração institucional divulgada pela EMTU em janeiro de 2025 apresenta as seguintes características:</p>
<ul>
<li><strong>Trajeto:</strong> Terminal São Bernardo–Terminal Sacomã, passando por Santo André e São Caetano do Sul, com conexão ao Terminal Tamanduateí.</li>
<li><strong>Extensão:</strong> 17,3 quilômetros na ficha institucional de referência. Documentos e coberturas posteriores também mencionam 17,8 quilômetros, conforme a versão do projeto e o critério utilizado.</li>
<li><strong>Estações:</strong> 16 paradas fechadas, com plataformas de embarque e desembarque.</li>
<li><strong>Terminais:</strong> São Bernardo, Tamanduateí e Sacomã.</li>
<li><strong>Frota prevista:</strong> 92 ônibus elétricos articulados.</li>
<li><strong>Comprimento anunciado dos veículos:</strong> aproximadamente 21,5 metros.</li>
<li><strong>Capacidade estimada:</strong> entre 170 e 180 passageiros por ônibus, conforme a configuração.</li>
<li><strong>Tecnologia:</strong> sistemas elétricos nacionais, com participação de Eletra, Mercedes-Benz, Caio e WEG.</li>
<li><strong>Tipos de veículos anunciados:</strong> 72 ônibus com tecnologia E-Trol e 20 veículos exclusivamente a baterias.</li>
<li><strong>Acessibilidade:</strong> veículos de piso baixo e embarque em nível.</li>
<li><strong>Estrutura das estações:</strong> climatização, câmeras de monitoramento, informações aos passageiros, acessibilidade e bilhetagem antes do embarque.</li>
<li><strong>Serviços previstos:</strong> expresso, semiexpresso e parador.</li>
<li><strong>Tempo estimado no serviço expresso:</strong> 40 minutos entre São Bernardo e Sacomã.</li>
<li><strong>Tempo estimado no semiexpresso:</strong> 43 minutos.</li>
<li><strong>Tempo estimado no parador:</strong> 52 minutos.</li>
<li><strong>Demanda inicialmente projetada:</strong> aproximadamente 173 mil passageiros por dia.</li>
<li><strong>Investimento estimado:</strong> cerca de R$ 1,2 bilhão.</li>
</ul>
<p>Os ônibus foram planejados para circular em faixas exclusivas, com pontos de ultrapassagem em parte do trajeto.</p>
<p>A operação em estações com pagamento antecipado busca reduzir o tempo de parada, enquanto a circulação segregada pretende diminuir os impactos do congestionamento.</p>
<p>A integração com o Terminal Tamanduateí permitirá conexão com a Linha 2-Verde do Metrô e a Linha 10-Turquesa dos trens metropolitanos.</p>
<p>No Sacomã, a previsão inclui integração com a Linha 2-Verde e o Expresso Tiradentes.</p>
<p>O corredor também deverá se articular com linhas municipais e metropolitanas.</p>
<p>A tecnologia E-Trol combina alimentação por rede aérea com a possibilidade de circulação utilizando energia armazenada em baterias.</p>
<p>A configuração procura reunir características dos trólebus tradicionais e dos ônibus elétricos modernos.</p>
<p>Já os veículos exclusivamente a baterias dependem da infraestrutura de recarga instalada.</p>
<p>A previsão integral de 92 ônibus não deve ser confundida com os 20 veículos atualmente apontados pela Next como disponíveis para a primeira etapa.</p>
<p>Os tempos de viagem e a demanda apresentados são projeções do empreendimento, não resultados medidos em operação comercial.</p>
<h3>Histórico de atrasos envolve governos, concessionária e diferentes órgãos públicos</h3>
<p>O BRT-ABC foi apresentado em 2021 como uma solução que poderia ser implantada mais rapidamente do que o monotrilho anteriormente previsto.</p>
<p>As obras começaram em 2022 e tiveram novas etapas iniciadas em 2024.</p>
<p>O cronograma foi sucessivamente alterado.</p>
<p>Em maio de 2024, a concessionária apresentou a prefeitos da região uma previsão de conclusão das obras em dezembro de 2025 e início da operação em janeiro de 2026.</p>
<p>Em janeiro de 2025, o Governo do Estado divulgou o andamento da segunda fase e reafirmou as características do empreendimento, então previsto para atender aproximadamente 173 mil passageiros diariamente.</p>
<p>Em maio de 2026, durante entrevista ao <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que as obras haviam começado a apresentar melhor ritmo.</p>
<p>Na ocasião, também mencionou a possibilidade de rompimento contratual caso a concessionária não cumprisse suas obrigações.</p>
<p>Ao longo de 2026, a Next passou a divulgar a conclusão de segmentos do corredor, os testes de ônibus elétricos, o funcionamento de portas das estações e os preparativos para a operação assistida.</p>
<p>Em setembro, a discussão sobre a caducidade ganhou força.</p>
<p>No início de outubro, a Artesp decidiu abrir formalmente o procedimento que poderá resultar no encerramento do contrato.</p>
<p>A Next respondeu afirmando que apresentará sua defesa técnica e que considera necessário examinar individualmente cada ocorrência apontada como causa dos atrasos.</p>
<p>A concessionária também sustenta que mantém interlocução com a agência reguladora e trabalha para estabelecer soluções que permitam a continuidade do empreendimento.</p>
<h3>O que precisa ser esclarecido antes de uma decisão definitiva</h3>
<p>O pedido de explicações da Assembleia Legislativa ocorre em um momento em que permanecem questões fundamentais para o futuro do BRT-ABC.</p>
<p>É necessário esclarecer quais obrigações foram efetivamente descumpridas pela concessionária, quais atrasos tiveram origem em fatores externos e quais consequências esses acontecimentos provocaram sobre o cronograma.</p>
<p>Também será importante demonstrar o custo previsto para a conclusão das obras, o valor dos investimentos já realizados, a situação dos ônibus adquiridos e as condições para aproveitamento da infraestrutura.</p>
<p>Outro ponto é o prazo necessário para uma eventual substituição da concessionária.</p>
<p>A população precisa saber se a troca poderá antecipar a entrega do corredor ou se será necessária uma nova etapa de contratação capaz de prolongar ainda mais a espera.</p>
<p>A mesma preocupação vale para a preservação das linhas metropolitanas e do Corredor ABD, incluindo os trólebus.</p>
<p>A discussão, portanto, não pode se limitar à disputa de versões entre Governo e concessionária.</p>
<p>Cabe ao Estado fiscalizar, exigir resultados e responsabilizar eventuais descumprimentos. Cabe à Next comprovar tecnicamente suas justificativas e demonstrar como pretende cumprir as obrigações que assumiu.</p>
<p>E cabe ao poder público assegurar que qualquer decisão, pela continuidade ou pelo rompimento da concessão, considere seus efeitos sobre a população.</p>
<p>Depois do cancelamento do monotrilho e de anos de espera pelo BRT-ABC, os passageiros precisam de uma solução que entregue o transporte prometido, preserve os serviços existentes e evite que um novo impasse contratual represente mais tempo sem o corredor.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Teresina contrata R$ 95 milhões para comprar novos ônibus e renovar frota do transporte coletivo</title>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 11:31:01 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Financiamento pelo Pró-Transporte, com recursos do FGTS, foi assinado com a Caixa e prevê investimento total de R$ 100 milhões; medida representa nova etapa de plano que já teve anúncios de 150, 96 e 100 veículos e tenta recuperar sistema marcado pela perda de passageiros, redução da frota e dificuldades financeiras ADAMO BAZANI A Prefeitura [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="794" height="544" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?fit=794%2C544&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?w=794&amp;ssl=1 794w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?resize=768%2C526&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/teresina.jpg?resize=400%2C274&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 794px) 100vw, 794px" /> <p><em>Financiamento pelo Pró-Transporte, com recursos do FGTS, foi assinado com a Caixa e prevê investimento total de R$ 100 milhões; medida representa nova etapa de plano que já teve anúncios de 150, 96 e 100 veículos e tenta recuperar sistema marcado pela perda de passageiros, redução da frota e dificuldades financeiras</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de Teresina (PI) contratou R$ 95 milhões em financiamento com a Caixa Econômica Federal para renovar e modernizar a frota de ônibus do transporte coletivo municipal. O contrato, publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, prevê investimento total de R$ 100 milhões, incluindo R$ 5 milhões de contrapartida do município. Os recursos são provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio do Pró-Transporte, programa vinculado ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A medida representa uma nova etapa do plano anunciado pela administração do prefeito Silvio Mendes, que prevê a compra de aproximadamente 100 ônibus e a reorganização das linhas, estações e terminais da capital piauiense.</p>
<p>O financiamento foi assinado em 2 de outubro e tem prazo de carência de 15 meses, seguido de nove anos para amortização da dívida, com juros de 6% ao ano, além das taxas de administração e de risco de crédito. A contratação confirma a operação que o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanha desde agosto, quando o Ministério das Cidades habilitou a proposta apresentada pela Prefeitura. A assinatura, entretanto, ainda não significa que os veículos tenham sido adquiridos ou entregues. A renovação ocorre em um sistema que perdeu mais de 70% dos passageiros entre 2015 e 2023, reduziu a frota em circulação e acumula discussões sobre subsídios, contratos de concessão, paralisações de trabalhadores e qualidade do atendimento.</p>
<h3>Financiamento foi assinado pela Prefeitura, Caixa e STRANS</h3>
<p>O contrato de financiamento foi celebrado em 2 de outubro de 2026 entre o Município de Teresina e a Caixa Econômica Federal, tendo como agente promotor a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS).</p>
<p>O Ministério das Cidades é responsável pela gestão da aplicação dos recursos, enquanto a Caixa atua como agente financeiro da operação.</p>
<p>Assinaram o documento a representante da Caixa Fábia Carvalho Le Lonnes, o prefeito Silvio Mendes de Oliveira Filho e o superintendente da STRANS, Weldon Alves Bandeira da Silva.</p>
<p>A operação foi autorizada pela Lei Municipal nº 6.391, de 2026, publicada em 19 de agosto, após aprovação pela Câmara Municipal.</p>
<p>Pelo contrato, o investimento previsto é de R$ 100 milhões, dos quais R$ 95 milhões correspondem ao empréstimo e R$ 5 milhões serão aportados pela Prefeitura.</p>
<p>O financiamento corresponde a 95% do investimento, enquanto a contrapartida municipal representa 5%.</p>
<p>O município é o tomador do empréstimo e responde pelas obrigações financeiras decorrentes da contratação. Os recursos não são destinados diretamente às empresas concessionárias como empréstimo para aquisição de veículos por conta própria.</p>
<p>A STRANS ficará responsável pela execução, acompanhamento e fiscalização das ações previstas no financiamento.</p>
<p>O documento estabelece que os recursos sejam utilizados para modernização e renovação da frota do sistema de transporte público coletivo municipal, atendendo à população estimada de 908.012 habitantes considerada na contratação.</p>
<p>A operação está enquadrada nas regras de crédito público aplicáveis ao Novo PAC, sem garantia da União, conforme as condições registradas no contrato.</p>
<h3>Prefeitura terá 15 meses de carência e nove anos para pagar o financiamento</h3>
<p>As condições financeiras estabelecidas no contrato permitem identificar como o município deverá pagar o empréstimo.</p>
<p>O prazo de carência será de 15 meses, contados da assinatura, enquanto o período de amortização será de 108 meses, equivalentes a nove anos, após o encerramento da carência.</p>
<p>O prazo contratual de desembolso também é de 15 meses.</p>
<p>Os encargos financeiros incluem juros de 6% ao ano, taxa de administração de 2% ao ano e taxa de risco de crédito de 1% ao ano, além de atualização monetária pela Taxa Referencial (TR), conforme as condições contratuais.</p>
<p>A existência dessas três taxas não permite, isoladamente, calcular o custo total do financiamento como uma taxa simples de 9% ao ano, porque é necessário observar a forma de incidência de cada encargo, os desembolsos e a atualização monetária.</p>
<p>Os recursos serão liberados de acordo com as condições estabelecidas pela Caixa e com a execução do investimento.</p>
<p>O contrato determina que a contrapartida municipal seja depositada previamente aos desembolsos correspondentes, em conta vinculada ao financiamento.</p>
<p>Outro ponto importante é que a liberação das parcelas depende da apresentação de documentos e da comprovação da funcionalidade dos veículos financiados.</p>
<p>A Caixa deverá analisar os documentos que comprovem a aquisição, incluindo notas fiscais emitidas pelos fornecedores e identificação dos chassis dos ônibus.</p>
<p>O contrato estabelece prazo de até 12 meses, a partir da assinatura, para a realização do primeiro desembolso, admitindo prorrogação, mediante autorização e observância das regras do programa.</p>
<p>Assim, há uma diferença entre o prazo global previsto para desembolsos e a exigência específica para a primeira liberação de recursos.</p>
<p>A previsão contratual de 15 meses de carência também não significa que a Prefeitura somente terá obrigações financeiras após esse período. O pagamento dos encargos deverá obedecer às condições específicas da operação.</p>
<p>O financiamento terá de ser administrado pelo município ao longo de vários exercícios orçamentários, enquanto os veículos adquiridos deverão integrar o patrimônio e a operação do transporte coletivo conforme o modelo jurídico adotado pela Prefeitura.</p>
<h3>Do anúncio de agosto à assinatura em outubro: entenda as etapas</h3>
<p>A contratação publicada nesta segunda-feira representa a concretização de um processo acompanhado pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> desde o início de agosto.</p>
<p>Em 5 de agosto de 2026, o Ministério das Cidades divulgou a habilitação de propostas de financiamento para aquisição de ônibus em diferentes municípios brasileiros.</p>
<p>Na ocasião, Teresina apareceu entre os projetos habilitados, com R$ 95 milhões destinados à aquisição de ônibus urbanos dos tipos básico, com quatro portas, e padron.</p>
<p>A seleção fazia parte do Novo PAC, na modalidade Mobilidade Urbana Sustentável — Renovação de Frota, com recursos do FGTS.</p>
<p>A habilitação permitiu o prosseguimento da proposta para as etapas de análise e validação financeira.</p>
<p>Em 18 de agosto, a Câmara Municipal aprovou a autorização legislativa para a Prefeitura contratar o empréstimo.</p>
<p>A legislação foi publicada no dia seguinte.</p>
<p>Em 1º de outubro, como também mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, o Ministério das Cidades publicou a seleção da proposta municipal para contratação da operação de crédito.</p>
<p>Naquele momento, a decisão federal confirmou a continuidade do procedimento e manteve os mesmos R$ 95 milhões anteriormente habilitados.</p>
<p>A novidade agora é a efetiva assinatura do contrato de financiamento com a Caixa, realizada em 2 de outubro e publicada oficialmente pela União nesta segunda-feira, 19.</p>
<p>Os valores anunciados em agosto, selecionados no início de outubro e contratados agora correspondem à mesma operação de crédito.</p>
<p>Não são financiamentos independentes e, portanto, não podem ser somados.</p>
<p>O investimento formalmente contratado nesta etapa permanece em R$ 100 milhões, considerados o empréstimo e a contrapartida municipal.</p>
<h3>Quantidade de ônibus mudou durante a elaboração do projeto</h3>
<p>Um dos pontos que precisam ser considerados na renovação da frota de Teresina é a diferença entre as quantidades de ônibus anunciadas pela administração municipal ao longo dos últimos meses.</p>
<p>Em agosto, durante a tramitação da autorização para o financiamento na Câmara Municipal, foi divulgada a intenção de adquirir 150 ônibus para o sistema de transporte coletivo.</p>
<p>Na ocasião, o investimento previsto era de R$ 100 milhões, considerando o financiamento federal e a participação financeira da Prefeitura.</p>
<p>Em 11 de setembro, a administração apresentou uma nova configuração para a recuperação do sistema, com previsão de compra de 96 ônibus zero-quilômetro.</p>
<p>O plano anunciado incluía investimento de R$ 122 milhões nos veículos, além de melhorias em terminais, estações e pontos de parada.</p>
<p>Naquele anúncio, a Prefeitura mencionou R$ 85 milhões provenientes de operação de crédito e R$ 37 milhões de recursos municipais.</p>
<p>Poucos dias depois, em 14 de setembro, foi anunciada a autorização para preparar uma licitação de aproximadamente 100 ônibus urbanos, com orçamento estimado em R$ 132,4 milhões.</p>
<p>A composição apresentada nessa etapa foi de 51 veículos do tipo midi, quatro ônibus básicos e 45 ônibus padron.</p>
<p>Os veículos menores seriam destinados a serviços com características de distribuição de passageiros e atendimento mais próximo dos bairros, enquanto os de maior capacidade seriam utilizados em ligações com demanda mais elevada.</p>
<p>O prefeito Silvio Mendes também relacionou a revisão do investimento ao preço dos ônibus novos, que poderia exigir maior participação financeira do município.</p>
<p>A expectativa apresentada pela administração era concluir a compra até o fim de 2026, dependendo do andamento dos procedimentos necessários.</p>
<p>A diferença entre os anúncios exige separar o financiamento efetivamente contratado, de R$ 95 milhões, do orçamento estimado para a aquisição de aproximadamente 100 ônibus, que chegou a R$ 132,4 milhões.</p>
<p>O contrato agora publicado confirma o financiamento e sua contrapartida de R$ 5 milhões, mas não estabelece, por si só, uma atualização das quantidades de ônibus ou a contratação definitiva dos veículos previstos na licitação.</p>
<p>Também não comprova que a diferença entre os R$ 100 milhões do contrato e os R$ 132,4 milhões do orçamento de aquisição já esteja integralmente assegurada.</p>
<h3>Perda de mais de 70% dos passageiros ajuda a explicar a crise do transporte</h3>
<p>A necessidade de renovar a frota está diretamente relacionada à situação enfrentada pelo transporte coletivo de Teresina há vários anos.</p>
<p>Em reportagem especial publicada em 11 de setembro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que a cidade perdeu grande parte da demanda de passageiros, ao mesmo tempo em que houve redução da frota e aumento das dificuldades para manter a operação.</p>
<p>Dados reunidos em estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que o sistema transportou aproximadamente 86,1 milhões de passageiros em 2015.</p>
<p>Em 2023, esse número havia caído para 24,6 milhões.</p>
<p>A redução foi de cerca de 71,4%, o que significa que o sistema passou a transportar menos de um terço da demanda registrada oito anos antes.</p>
<p>Essa perda ocorreu em um período marcado por mudanças nos deslocamentos urbanos, dificuldades econômicas do transporte coletivo e pelos efeitos da pandemia de Covid-19.</p>
<p>O levantamento também apontou redução da frota operacional, que passou de 459 ônibus em janeiro de 2015 para 329 em janeiro de 2024.</p>
<p>Em setembro de 2026, a Prefeitura apresentou números ainda menores de veículos efetivamente em circulação, com aproximadamente 213 ônibus e uma meta inicial de elevar esse total para 278.</p>
<p>A diferença entre frota cadastrada, frota disponível e veículos que efetivamente operam nas ruas é importante para compreender esses números.</p>
<p>Ônibus existentes no cadastro do sistema nem sempre estão em condições de circular diariamente, seja por manutenção, indisponibilidade operacional ou outras circunstâncias.</p>
<p>Assim, a aquisição de 96 ou 100 veículos novos não representa necessariamente aumento da mesma quantidade na frota em serviço.</p>
<p>Parte dos novos ônibus poderá substituir unidades mais antigas.</p>
<p>Na proposta de setembro, por exemplo, a passagem de 213 para 278 veículos efetivamente em circulação representaria um acréscimo líquido de 65 ônibus.</p>
<p>A renovação também pode reduzir a idade média dos veículos e melhorar a disponibilidade operacional, mas o resultado para os passageiros dependerá de quantos ônibus serão incorporados efetivamente à programação de viagens.</p>
<h3>Empresas chegaram a propor R$ 11 milhões mensais de subsídios</h3>
<p>A crise do transporte de Teresina envolve também a discussão sobre o financiamento cotidiano da operação.</p>
<p>Em março de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT), em conjunto com o Consórcio Operacional SITT, apresentou à Prefeitura um plano de reestruturação do serviço.</p>
<p>A proposta empresarial previa elevar a frota em circulação para aproximadamente 300 ônibus, além de estabelecer medidas para garantir maior equilíbrio econômico-financeiro.</p>
<p>Entre as reivindicações estava a ampliação do subsídio municipal para cerca de R$ 11 milhões mensais.</p>
<p>Naquele momento, segundo as empresas, os repasses eram de aproximadamente R$ 6 milhões por mês, enquanto a necessidade operacional era estimada em R$ 9 milhões mensais.</p>
<p>O setor também apontou perdas de arrecadação relacionadas às gratuidades, ao pagamento de meia tarifa por estudantes e às integrações gratuitas.</p>
<p>Na apresentação feita pelas operadoras, as gratuidades representavam 24% do fluxo de passageiros, os estudantes correspondiam a 19% e as integrações gratuitas a 8%.</p>
<p>Esses percentuais foram apresentados pelas empresas como parte de sua avaliação sobre a composição da receita tarifária e a necessidade de financiamento público.</p>
<p>A tarifa de ônibus em Teresina também permanecia congelada desde 2019, outro elemento utilizado pelo setor empresarial para justificar as dificuldades financeiras.</p>
<p>O debate envolve uma questão comum a diferentes sistemas brasileiros: a receita obtida diretamente dos passageiros nem sempre é suficiente para financiar todos os custos da operação, especialmente quando a demanda cai e os custos com pessoal, manutenção, combustível e aquisição de veículos aumentam.</p>
<p>No caso de Teresina, a situação é agravada pelo histórico de perda de passageiros e pela necessidade de reconstruir a confiança da população no transporte coletivo.</p>
<h3>Disputa de aproximadamente R$ 300 milhões envolve concessionárias</h3>
<p>Outro componente da crise é o conflito financeiro entre a Prefeitura e os operadores.</p>
<p>Conforme mostrou o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> em reportagens anteriores, as empresas concessionárias sustentam possuir aproximadamente R$ 300 milhões em créditos a receber do município.</p>
<p>A discussão está judicializada e envolve divergências sobre obrigações contratuais e o financiamento do transporte coletivo.</p>
<p>Esse valor corresponde a uma reivindicação das empresas, não a uma dívida definitivamente reconhecida em todos os seus termos pela administração municipal.</p>
<p>Na proposta de reestruturação apresentada pelo setor empresarial em março, uma das alternativas discutidas era utilizar valores relacionados aos passivos financeiros para viabilizar a aquisição de veículos novos.</p>
<p>A contratação do empréstimo pela Prefeitura acrescenta outra possibilidade de financiamento para renovação da frota, mas não representa, automaticamente, solução para as disputas judiciais existentes.</p>
<p>Da mesma forma, a compra de ônibus com recursos públicos não define, isoladamente, a remuneração das concessionárias nem resolve as divergências sobre subsídios e equilíbrio dos contratos.</p>
<p>Será necessário estabelecer como os veículos adquiridos serão utilizados na operação e quais responsabilidades caberão ao município e às empresas.</p>
<p>Entre os pontos que dependem de definição estão a disponibilização dos veículos, a manutenção, a substituição de unidades antigas e as condições contratuais para utilização dos ônibus.</p>
<h3>Greves e paralisações também fazem parte do histórico recente</h3>
<p>As dificuldades do transporte coletivo de Teresina também se refletiram nas relações trabalhistas.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanhou paralisações e negociações envolvendo motoristas, cobradores, empresas de ônibus e a Prefeitura.</p>
<p>Em maio de 2026, trabalhadores realizaram interrupções temporárias do serviço nos horários de maior movimento, como parte da mobilização por reajustes salariais e benefícios.</p>
<p>A categoria discutia a possibilidade de greve por tempo indeterminado diante da ausência de acordo nas negociações.</p>
<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região participou da mediação do conflito.</p>
<p>Em 19 de maio, os rodoviários decidiram suspender a paralisação enquanto prosseguiam as negociações.</p>
<p>O entendimento foi alcançado posteriormente, com aprovação de proposta que previa reajuste salarial de 5,35%, aumento do vale-alimentação para R$ 800 e alterações nas condições do plano de saúde.</p>
<p>O acordo permitiu encerrar o estado de greve e afastar a paralisação que estava prevista para os dias seguintes.</p>
<p>As negociações evidenciaram a relação entre o custeio do sistema, as condições de trabalho dos rodoviários e a continuidade do atendimento aos passageiros.</p>
<p>A recuperação do transporte coletivo depende não apenas da renovação dos veículos, mas também da estabilidade operacional e das condições necessárias para manter motoristas, cobradores e demais profissionais em atividade.</p>
<h3>Renovação da frota será acompanhada de mudanças nas linhas e infraestrutura</h3>
<p>O projeto de modernização apresentado pela Prefeitura não se limita à compra dos ônibus.</p>
<p>Em setembro, a administração municipal anunciou um conjunto de intervenções para reorganizar o sistema e recuperar estruturas utilizadas diariamente pelos passageiros.</p>
<p>Entre as medidas estavam a licitação de 500 pontos de ônibus, melhorias em estações e terminais e mudanças na configuração das linhas.</p>
<p>Uma das propostas é ampliar o atendimento dos bairros e facilitar o acesso dos passageiros aos serviços, utilizando veículos de diferentes capacidades conforme a demanda.</p>
<p>A reorganização também busca melhorar a distribuição da frota e adequar a oferta de viagens às necessidades atuais da cidade.</p>
<p>A Prefeitura chegou a anunciar que pretendia negociar com os operadores existentes e revisar as condições contratuais, em vez de realizar imediatamente uma nova licitação de concessão para substituir as empresas responsáveis pelo sistema.</p>
<p>Essa discussão é importante porque a aquisição de ônibus e a contratação das empresas que os operarão são procedimentos distintos.</p>
<p>A Prefeitura poderá adquirir veículos, mas a forma como eles serão incorporados aos serviços deverá observar a legislação aplicável e as regras contratuais.</p>
<p>Também será necessário definir se as mudanças operacionais exigirão adaptações em garagens, terminais, programação de linhas e estrutura de manutenção.</p>
<p>Para os passageiros, os efeitos mais importantes estarão na redução dos intervalos, na regularidade das viagens, nas condições de conforto, na acessibilidade e na possibilidade de chegar aos destinos utilizando o transporte coletivo.</p>
<h3>Pró-Transporte utiliza recursos do FGTS e faz parte da política federal de mobilidade</h3>
<p>O Pró-Transporte é um programa federal que utiliza recursos do FGTS para financiar investimentos em mobilidade urbana.</p>
<p>A iniciativa contempla diferentes modalidades, incluindo aquisição de ônibus e intervenções relacionadas à infraestrutura de transporte coletivo, conforme as condições específicas de cada seleção.</p>
<p>No caso de Teresina, o financiamento integra o Novo PAC, dentro da modalidade Mobilidade Urbana Sustentável — Renovação de Frota.</p>
<p>A proposta habilitada em agosto previa ônibus urbanos dos tipos básico, com quatro portas, e padron.</p>
<p>Essas categorias se referem às características e à capacidade dos veículos dentro dos padrões técnicos de transporte urbano.</p>
<p>Ônibus básicos são utilizados em serviços urbanos convencionais, enquanto os veículos padron apresentam configurações voltadas a demandas mais elevadas, de acordo com as especificações de cada projeto.</p>
<p>A classificação, entretanto, não identifica automaticamente a marca, o fabricante, o modelo do chassi, a carroceria ou a tecnologia de propulsão.</p>
<p>A definição dessas características deverá constar dos procedimentos de aquisição e dos contratos de fornecimento.</p>
<p>O financiamento também está sujeito às regras de acompanhamento e comprovação da aplicação dos recursos.</p>
<p>O contrato assinado com a Caixa prevê documentação técnica e financeira, controle dos desembolsos e comprovação da entrega e da funcionalidade dos veículos.</p>
<p>Também integra os documentos contratuais um termo de ciência relacionado ao conteúdo nacional dos ônibus adquiridos, de acordo com as exigências do programa.</p>
<p>A existência dessa previsão demonstra que a compra deverá observar requisitos aplicáveis à origem e às características dos veículos financiados.</p>
<h3>Teresina integra movimento nacional de financiamento para renovar ônibus</h3>
<p>A contratação de Teresina ocorre em um período de ampliação dos programas federais voltados à renovação das frotas municipais.</p>
<p>Em agosto, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou que o Ministério das Cidades habilitou aproximadamente R$ 577,4 milhões em propostas especificamente voltadas à aquisição de ônibus.</p>
<p>Além de Teresina, a relação contemplou projetos apresentados por Santana de Parnaíba (SP), Contagem (MG), Pelotas (RS), Barra Mansa (RJ) e Canoas (RS).</p>
<p>Os projetos apresentam características diferentes, incluindo ônibus convencionais com motores a diesel de padrões mais recentes de emissão de poluentes e veículos elétricos.</p>
<p>A proposta de Santana de Parnaíba envolveu 54 ônibus elétricos e dez carregadores, com financiamento superior a R$ 172 milhões.</p>
<p>Contagem apresentou projeto superior a R$ 181 milhões, incluindo 177 ônibus com motores de padrão Euro 6, dez elétricos e infraestrutura de recarga.</p>
<p>Pelotas teve proposta de R$ 57 milhões para aquisição de 15 ônibus elétricos e seus carregadores.</p>
<p>Barra Mansa apresentou projeto de aproximadamente R$ 36,4 milhões para 40 ônibus padron convencionais a diesel.</p>
<p>Canoas foi contemplada na habilitação com proposta de aproximadamente R$ 35,1 milhões para 25 ônibus Euro 6 e dois elétricos.</p>
<p>Teresina integra esse conjunto com financiamento de R$ 95 milhões.</p>
<p>A contratação da capital piauiense representa a passagem da etapa de seleção federal para a formalização da operação de crédito.</p>
<p>Isso não significa, necessariamente, que todos os demais municípios tenham concluído as mesmas etapas ou que seus veículos já estejam adquiridos.</p>
<h3>Próxima etapa será transformar financiamento em ônibus nas ruas</h3>
<p>Com o empréstimo formalizado, a renovação do transporte coletivo de Teresina passa a depender dos procedimentos de aquisição e execução do projeto.</p>
<p>A licitação deverá estabelecer definitivamente as quantidades, os tipos de veículos e as condições de fornecimento.</p>
<p>A administração também terá de compatibilizar o investimento contratado com os custos efetivos de aquisição e com o planejamento de reestruturação do transporte.</p>
<p>Além dos procedimentos de compra, será necessário considerar os prazos industriais para produção dos ônibus, entrega, documentação, preparação operacional e incorporação às linhas.</p>
<p>O financiamento de R$ 95 milhões representa uma fonte de recursos para enfrentar a necessidade de renovação da frota, mas seus resultados dependerão da execução do projeto.</p>
<p>O principal desafio da capital piauiense continua sendo recuperar um sistema que perdeu passageiros, reduziu a quantidade de ônibus disponíveis e enfrenta dificuldades financeiras e operacionais há anos.</p>
<p>A compra de veículos novos poderá melhorar a qualidade do atendimento e contribuir para a recuperação da confiança dos usuários, desde que acompanhada de oferta adequada de viagens, manutenção, integração e estabilidade na operação.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  <item>
    <title>ANTT abre consulta pública para definir quais dados de empresas, linhas e transportes devem ser disponibilizados à população</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/19/antt-abre-consulta-publica-para-definir-quais-dados-de-empresas-linhas-e-transportes-devem-ser-disponibilizados-a-populacao/</link>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 11:01:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Participação de passageiros, empresas, pesquisadores e entidades ajudará na elaboração do Plano de Dados Abertos 2027–2029; transparência é importante para acompanhar autorizações, mercados e fiscalização ADAMO BAZANI A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu uma consulta para ouvir a sociedade sobre quais informações mantidas pela agência devem receber prioridade na disponibilização de dados públicos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="713" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?fit=1024%2C713&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?w=3108&amp;ssl=1 3108w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=1024%2C713&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=768%2C535&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=1536%2C1070&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=2048%2C1427&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?resize=400%2C279&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20261010_1346162.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Participação de passageiros, empresas, pesquisadores e entidades ajudará na elaboração do Plano de Dados Abertos 2027–2029; transparência é importante para acompanhar autorizações, mercados e fiscalização</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abriu uma consulta para ouvir a sociedade sobre quais informações mantidas pela agência devem receber prioridade na disponibilização de dados públicos entre 2027 e 2029. A iniciativa interessa diretamente ao acompanhamento do transporte rodoviário interestadual de passageiros, incluindo informações sobre empresas, linhas, mercados autorizados e fiscalização, além de outros segmentos regulados pela agência. O prazo para envio das contribuições começará em 26 de outubro e terminará em 20 de novembro de 2026.</p>
<p>A consulta foi anunciada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 19 de outubro, e será utilizada na preparação do próximo Plano de Dados Abertos da ANTT. O procedimento pretende identificar a relevância das diferentes bases de informações para cidadãos e demais interessados, permitindo que passageiros, pesquisadores, profissionais do setor e empresas apresentem suas necessidades de acesso aos dados regulatórios.</p>
<h3>O que está em discussão</h3>
<p>A iniciativa foi aberta pela Ouvidoria da ANTT por meio da Tomada de Subsídios nº 7/2026.</p>
<p>O objetivo é reunir contribuições sobre o grau de relevância das bases de dados mantidas pela agência.</p>
<p>Essas informações são utilizadas em diferentes atividades de regulação e fiscalização dos transportes terrestres federais.</p>
<p>No transporte rodoviário de passageiros, os dados podem permitir o acompanhamento das autorizações concedidas às empresas, dos mercados atendidos, das linhas regulares e de outras informações relevantes para compreender a organização do setor.</p>
<p>A transparência também interessa à fiscalização realizada pela sociedade, especialmente em situações nas quais existem dúvidas sobre a autorização de determinada ligação ou a atuação de uma transportadora.</p>
<p>A tomada de subsídios representa a etapa de levantamento das necessidades dos interessados. As bases que efetivamente integrarão o futuro plano dependerão da avaliação e das definições posteriores da agência.</p>
<h3>Importância para a primeira Janela Extraordinária</h3>
<p>A discussão também pode ter relevância para a transparência das autorizações decorrentes da primeira Janela Extraordinária, aberta pela ANTT em 2024.</p>
<p>O procedimento passou a concentrar grande quantidade de pedidos de exploração de mercados interestaduais, ampliando a importância do acesso público às informações regulatórias.</p>
<p>Para compreender a estrutura do setor, é necessário distinguir os mercados solicitados, aqueles que receberam autorização, os serviços efetivamente implantados e as operações realizadas pelas empresas.</p>
<p>A divulgação organizada dessas informações pode contribuir para análises sobre concentração de mercados, cobertura territorial e atendimento aos passageiros.</p>
<p>Também permite acompanhar os pedidos de renúncia, as alterações de autorizações e outras movimentações que modificam a participação das transportadoras nas ligações interestaduais.</p>
<p>A consulta anunciada pela ANTT trata da política geral de dados abertos, e não de uma nova rodada de autorizações da Janela Extraordinária.</p>
<h3>Como participar</h3>
<p>O prazo para envio das contribuições será aberto às 9h de 26 de outubro de 2026 e encerrado às 18h de 20 de novembro.</p>
<p>A documentação e as instruções estarão disponíveis na plataforma ParticipANTT, na área correspondente à Tomada de Subsídios nº 7/2026.</p>
<p>O aviso foi assinado pelo ouvidor em exercício, Tales de Mileto Alves Cavalcante.</p>
<p>As contribuições deverão orientar a elaboração do Plano de Dados Abertos referente ao período 2027–2029.</p>
<p>O plano é um instrumento de organização da divulgação pública de informações produzidas e mantidas pela administração, com o objetivo de ampliar o acesso e permitir sua utilização por cidadãos, pesquisadores e instituições.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Prefeitura de São Paulo autoriza empenho de R$ 393,8 milhões para empresas de ônibus após reforço no orçamento; subsídios cresceram 179% desde 2016</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:30:48 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisão publicada nesta segunda-feira (19) dá sequência ao crédito anunciado na sexta-feira (16) e não representa novo aporte; levantamento atualizado do Diário do Transporte compara, ano a ano, a evolução dos subsídios e da inflação desde 2016 ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo autorizou a SPTrans a empenhar R$ 393.857.057,20 para remunerar as empresas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="794" height="521" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?fit=794%2C521&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?w=794&amp;ssl=1 794w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?resize=768%2C504&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/subdisio.jpg?resize=400%2C262&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 794px) 100vw, 794px" /> <p><em>Decisão publicada nesta segunda-feira (19) dá sequência ao crédito anunciado na sexta-feira (16) e não representa novo aporte; levantamento atualizado do Diário do Transporte compara, ano a ano, a evolução dos subsídios e da inflação desde 2016</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo autorizou a SPTrans a empenhar R$ 393.857.057,20 para remunerar as empresas concessionárias do sistema municipal de ônibus. A decisão, publicada nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, representa uma nova etapa administrativa para a utilização dos recursos que já haviam sido acrescentados ao orçamento pelo prefeito Ricardo Nunes na sexta-feira (16). Portanto, não se trata de outros R$ 393,8 milhões, mas da autorização para utilização do mesmo reforço financeiro divulgado anteriormente pelo Diário do Transporte.</p>
<p>Com isso, os dois reforços orçamentários anunciados em outubro permanecem em R$ 665,61 milhões, considerando os R$ 271,76 milhões liberados no início do mês e os R$ 393,86 milhões da semana passada. A sequência de decisões ocorre em meio ao crescimento das despesas públicas com o transporte coletivo paulistano. Levantamento atualizado do Diário do Transporte, agora abrangendo o período de 2016 a 2025, mostra que as compensações tarifárias passaram de aproximadamente R$ 2,55 bilhões para R$ 7,12 bilhões, aumento nominal de 179,3%, superior à inflação acumulada no mesmo intervalo.</p>
<p>O despacho publicado nesta segunda-feira foi assinado pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e autoriza a SPTrans, responsável pela gestão dos recursos do sistema municipal de ônibus, a realizar as despesas com a remuneração das concessionárias.</p>
<p>A autorização também permite a emissão das respectivas notas de empenho, utilizando as dotações orçamentárias destinadas ao programa de compensações tarifárias.</p>
<p>A decisão prevê que, posteriormente, sejam realizados os procedimentos de liquidação e pagamento, conforme as regras de execução orçamentária.</p>
<p>Na prática, a publicação permite que os recursos já previstos no orçamento avancem para a etapa seguinte de utilização.</p>
<h2>O que mudou entre a decisão de sexta-feira e a desta segunda-feira</h2>
<p>Na sexta-feira, 16 de outubro, o Diário do Transporte mostrou que a Prefeitura havia aberto um crédito adicional de R$ 393,86 milhões para as compensações tarifárias do sistema de ônibus.</p>
<p>A abertura foi determinada pelo Decreto Municipal nº 65.627, assinado em 15 de outubro, com recursos provenientes de excesso de arrecadação.</p>
<p>Desse total, R$ 260.557.057,20 foram destinados à classificação de contribuições correntes e R$ 133.300.000,00 à classificação de contribuições de capital.</p>
<p>A medida reforçou o orçamento disponível para o financiamento dos serviços prestados pelas concessionárias.</p>
<p>Agora, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte autorizou formalmente a utilização dessa mesma quantia pela SPTrans.</p>
<p>São duas etapas distintas de uma mesma movimentação financeira.</p>
<p>A primeira disponibiliza o crédito no orçamento. A segunda autoriza a realização das despesas e a emissão dos empenhos.</p>
<p>O empenho representa a reserva formal de recursos orçamentários para uma determinada obrigação. Depois, a administração verifica o cumprimento das condições necessárias à liquidação da despesa e ao respectivo pagamento.</p>
<p>Assim, a publicação desta segunda-feira não significa que os R$ 393,86 milhões já tenham sido depositados nas contas das empresas operadoras.</p>
<p>Também não representa uma terceira suplementação orçamentária em outubro.</p>
<p>O mesmo procedimento já havia ocorrido no início do mês.</p>
<p>Em 5 de outubro, a Prefeitura publicou decreto que abriu crédito adicional de R$ 271.757.425,72 para o programa de compensações tarifárias.</p>
<p>No dia seguinte, 6 de outubro, o secretário Celso Jorge Caldeira autorizou a realização das despesas e a emissão dos empenhos correspondentes.</p>
<p>A decisão de 19 de outubro repete essa sequência administrativa, agora em relação ao crédito de R$ 393,86 milhões.</p>
<h3>Reforços destinados aos ônibus em outubro de 2026</h3>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>Crédito adicional de 5 de outubro</td>
<td>R$ 271.757.425,72</td>
</tr>
<tr>
<td>Crédito adicional de 16 de outubro</td>
<td>R$ 393.857.057,20</td>
</tr>
<tr>
<td>Total dos dois reforços</td>
<td>R$ 665.614.482,92</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>As autorizações de empenho publicadas nos dias 6 e 19 de outubro estão relacionadas aos respectivos créditos e não devem ser somadas novamente a eles.</p>
<p>O orçamento inicialmente aprovado para as compensações tarifárias de 2026 previa R$ 6.225.023.714.</p>
<p>Somando exclusivamente os dois reforços de outubro, o valor alcança R$ 6.890.638.196,92, aproximadamente 10,7% acima da previsão inicial.</p>
<p>Esse resultado representa a soma da dotação original com os dois créditos examinados. O orçamento vigente consolidado pode apresentar diferenças decorrentes de outras suplementações ou remanejamentos ocorridos durante o exercício.</p>
<h2>Subsídios cresceram 179,3% entre 2016 e 2025; comparação anual mostra períodos de maior expansão</h2>
<p>A evolução das compensações tarifárias do transporte coletivo de São Paulo mostra um crescimento expressivo na última década, especialmente a partir de 2022.</p>
<p>Em 2016, os recursos informados eram de aproximadamente R$ 2,549 bilhões. Em 2025, chegaram a R$ 7,12 bilhões.</p>
<p>A diferença nominal é de aproximadamente R$ 4,571 bilhões, equivalente a uma expansão de 179,3%.</p>
<p>Para dimensionar o crescimento, o Diário do Transporte ampliou o levantamento histórico anteriormente publicado, incluindo 2016 como referência inicial e calculando a variação percentual das compensações e da inflação em cada exercício.</p>
<p>A comparação também utiliza o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<h3>Evolução dos subsídios e da inflação de 2016 a 2025</h3>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Ano</th>
<th>Subsídios (R$ bilhões)</th>
<th>Variação anual dos subsídios</th>
<th>IPCA no ano</th>
</tr>
<tr>
<td>2016</td>
<td>2,549</td>
<td>—</td>
<td>6,29%</td>
</tr>
<tr>
<td>2017</td>
<td>2,900</td>
<td>+13,77%</td>
<td>2,95%</td>
</tr>
<tr>
<td>2018</td>
<td>3,017</td>
<td>+4,03%</td>
<td>3,75%</td>
</tr>
<tr>
<td>2019</td>
<td>3,1105</td>
<td>+3,10%</td>
<td>4,31%</td>
</tr>
<tr>
<td>2020</td>
<td>3,3159</td>
<td>+6,60%</td>
<td>4,52%</td>
</tr>
<tr>
<td>2021</td>
<td>3,300</td>
<td>-0,48%</td>
<td>10,06%</td>
</tr>
<tr>
<td>2022</td>
<td>4,8911</td>
<td>+48,22%</td>
<td>5,79%</td>
</tr>
<tr>
<td>2023</td>
<td>5,300</td>
<td>+8,36%</td>
<td>4,62%</td>
</tr>
<tr>
<td>2024</td>
<td>6,700</td>
<td>+26,42%</td>
<td>4,83%</td>
</tr>
<tr>
<td>2025</td>
<td>7,120</td>
<td>+6,27%</td>
<td>4,26%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p>Fontes: relatórios e demonstrativos da SPTrans, levantamentos históricos do Diário do Transporte e série oficial do IPCA do IBGE. Valores dos subsídios nominais e, em alguns exercícios, arredondados. As variações anuais foram calculadas a partir dos valores apresentados na tabela.</p>
<p>Os dados mostram que o maior salto percentual da série ocorreu entre 2021 e 2022, quando as compensações passaram de aproximadamente R$ 3,3 bilhões para R$ 4,8911 bilhões, crescimento de 48,22%.</p>
<p>Outro avanço expressivo ocorreu em 2024, quando o montante informado chegou a R$ 6,7 bilhões, alta de 26,42% sobre 2023.</p>
<p>Em 2025, os recursos alcançaram R$ 7,12 bilhões, aumento de aproximadamente 6,27% em relação ao exercício anterior.</p>
<p>É necessário considerar, entretanto, que os relatórios anuais não utilizam necessariamente critérios contábeis idênticos. Há exercícios com valores pelo regime de competência e outros com registros de recursos recebidos ou pagamentos referentes a períodos anteriores.</p>
<p>Por isso, as taxas apresentadas são comparações matemáticas das referências históricas divulgadas, não uma série integralmente padronizada de despesas atribuídas a cada exercício.</p>
<p>Em 2022, por exemplo, o valor de R$ 4,8911 bilhões corresponde à rubrica específica de compensações tarifárias, enquanto outros demonstrativos incluem recursos de diferentes origens e destinações.</p>
<p>O relatório daquele exercício registra ainda R$ 531,4 milhões em pagamentos relacionados a 2021. Em 2023, foram pagos R$ 157,9 milhões referentes a 2022. Já em 2024 houve pagamentos de R$ 237,8 milhões relativos a 2023.</p>
<p>Essas diferenças são relevantes para avaliar corretamente quanto foi destinado ao sistema e quanto corresponde efetivamente à operação de cada período.</p>
<h2>Comparação com o IPCA mostra aumento real das compensações na década</h2>
<p>Entre dezembro de 2016 e dezembro de 2025, o IPCA acumulou aproximadamente 55%, considerando a composição das taxas anuais de 2017 a 2025.</p>
<p>No mesmo intervalo, os valores históricos informados para as compensações tarifárias cresceram 179,3%.</p>
<p>Isso significa que o crescimento nominal das compensações ficou aproximadamente 124,3 pontos percentuais acima da inflação acumulada no período.</p>
<p>Considerando o efeito da inflação sobre os valores monetários, o aumento real estimado foi de aproximadamente 80%.</p>
<p>Em outras palavras, os R$ 2,549 bilhões de 2016, atualizados apenas pela inflação até dezembro de 2025, corresponderiam a aproximadamente R$ 3,95 bilhões.</p>
<p>Os R$ 7,12 bilhões registrados em 2025 superam essa referência corrigida em aproximadamente R$ 3,17 bilhões.</p>
<p>A diferença revela o crescimento do volume de recursos públicos destinados à sustentação do sistema municipal de transporte coletivo ao longo da década.</p>
<p>O IPCA, porém, é um indicador geral do custo de vida, e não um índice específico dos custos de operação de ônibus.</p>
<p>A atividade envolve despesas com salários, encargos, diesel, energia elétrica, manutenção, pneus, peças, equipamentos, seguros e aquisição de veículos.</p>
<p>Também devem ser considerados o número de passageiros transportados, a quilometragem percorrida, as gratuidades, as integrações tarifárias e as obrigações estabelecidas nos contratos de concessão.</p>
<p>A pandemia de Covid-19 provocou uma queda expressiva na demanda do transporte coletivo, enquanto a oferta de serviços não poderia ser reduzida na mesma proporção sem comprometer o atendimento à população.</p>
<p>Além disso, o congelamento ou a contenção de tarifas pagas pelos passageiros contribui para ampliar a diferença entre a arrecadação tarifária e os custos reconhecidos na operação.</p>
<p>Por essas razões, o aumento das compensações acima da inflação não representa, isoladamente, uma medida de eficiência ou ineficiência do sistema.</p>
<p>A avaliação depende também dos serviços efetivamente prestados, da demanda atendida, dos investimentos realizados e dos indicadores de qualidade.</p>
<h2>Para 2026, reforços já somam R$ 665,6 milhões; orçamento de 2027 prevê R$ 7,35 bilhões</h2>
<p>Os dois créditos publicados em outubro ampliaram as dotações destinadas às compensações tarifárias em aproximadamente R$ 665,61 milhões.</p>
<p>A proposta orçamentária encaminhada pela Prefeitura à Câmara Municipal para 2027 prevê R$ 7.347.161.964 para os subsídios do sistema de ônibus, considerando recursos distribuídos entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a Secretaria Municipal de Educação.</p>
<p>Desse total, R$ 7.244.158.849 estão vinculados à Mobilidade e R$ 103.003.115 à Educação.</p>
<p>A previsão para 2027 representa um aumento de aproximadamente 18% em relação ao orçamento original de 2026.</p>
<p>Entretanto, quando a referência utilizada é a soma da dotação inicial de 2026 com os dois créditos adicionais publicados em outubro, a diferença diminui para aproximadamente 6,6%.</p>
<p>Além dos subsídios, a proposta para 2027 contempla aproximadamente R$ 2,19 bilhões para eletrificação da frota e gestão do transporte, bem como R$ 500 milhões relacionados à renovação de veículos com utilização de biometano.</p>
<p>Essas despesas possuem finalidades orçamentárias próprias e não devem ser automaticamente incorporadas ao valor das compensações tarifárias.</p>
<p>A proposta orçamentária ainda depende de análise e votação pelos vereadores.</p>
<p>O crescimento do financiamento público do transporte coletivo também amplia a importância da fiscalização sobre a utilização dos recursos, o cumprimento das viagens, a renovação da frota, a manutenção dos veículos e a qualidade do atendimento.</p>
<p>Para os passageiros, a principal questão é como o aumento dos investimentos e das compensações se reflete na regularidade, na segurança, no conforto e na confiabilidade dos ônibus.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
<div></div>
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    <title>Greve na Transwolff: Confira as linhas que estão operando com PAESE, segundo a SPTrans. Trabalhadores querem regularização de pagamentos de direitos</title>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:19:32 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Greve]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Paralisação atinge uma das maiores operações de ônibus de São Paulo, que está sob intervenção desde abril de 2024. Sancetur desistiu de assumir as linhas e Prefeitura ainda não definiu nova licitação, apesar de proposta enviada ao Tribunal de Contas em junho de 2026 ADAMO BAZANI Funcionários da Transwolff, terceira maior empresa de ônibus da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="679" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?fit=1024%2C679&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=1024%2C679&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=768%2C509&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261019_071829_Chrome.jpg?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <div><em>Paralisação atinge uma das maiores operações de ônibus de São Paulo, que está sob intervenção desde abril de 2024. Sancetur desistiu de assumir as linhas e Prefeitura ainda não definiu nova licitação, apesar de proposta enviada ao Tribunal de Contas em junho de 2026</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><div style="width: 478px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-539801-2" width="478" height="858" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261019063134.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261019063134.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/lv_0_20261019063134.mp4</a></video></div></p>
<p>Funcionários da Transwolff, terceira maior empresa de ônibus da cidade de São Paulo, com frota de referência de 1.206 coletivos e 111 linhas na zona Sul, cruzaram os braços na madrugada desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, alegando atrasos nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros direitos trabalhistas. A paralisação ocorre em meio à indefinição sobre o futuro da operação, que está sob intervenção da Prefeitura desde 9 de abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Fim da Linha, que investiga supostas ligações de integrantes da antiga direção da companhia com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Parte dos trabalhadores e proprietários de ônibus tem vínculos históricos com a Cooperpam, cooperativa que deu origem à Transwolff.</p>
<p>A paralisação afeta as operações do lote D10, azul claro.</p>
<p>A situação se arrasta mesmo depois de a Prefeitura ter tentado transferir os contratos para a Sancetur, empresa da família Chedid, que desistiu de assumir as operações em janeiro de 2026. Em 15 de junho deste ano, o Diário do Transporte revelou, em primeira mão, que a administração do prefeito Ricardo Nunes havia encaminhado ao Tribunal de Contas do Município (TCM) uma proposta de licitação para os lotes D10 e D11. Dias depois, em entrevista ao criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, Nunes afirmou que a rede seria reorganizada, com redução estimada de 20% das linhas vinculadas aos lotes e diminuição da frota de aproximadamente 1.200 para 800 ônibus, sem prejuízo à oferta de transporte, segundo a Prefeitura. Quatro meses depois, ainda não há definição pública de data para a concorrência. A crise contratual também esteve no centro de investigações da Polícia Civil sobre a onda de ataques a ônibus em 2025, que atingiu mais de 1,5 mil veículos no Estado.</p>
<p>A mobilização desta segunda-feira acrescenta um problema trabalhista à sequência de crises administrativas, policiais, judiciais e operacionais que envolvem a Transwolff há mais de dois anos.</p>
<p>Por meio de nota, a SPTrans diz PAESE, chama paralisação de ilegal e nega atrasos em depósitos.</p>
<p><em>A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, repudiam o ato ilegal que prejudica 267 mil passageiros na manhã desta segunda-feira (19), paralisando os serviços do lote D10 sem atender a legislação que prevê aviso prévio de 72 horas ao público em paralisações no serviço essencial de transporte coletivo público. Foi solicitado reforço policial para as duas garagens dos lotes. O Paese foi acionado para 34 linhas. O lote D11 está operando normalmente.</em></p>
<p><em>A SPTrans, que administra e opera as linhas dos lotes D10 e D11 desde a decretação da caducidade do contrato com a antiga empresa Transwolff, está cumprindo com todos os direitos trabalhistas dos empregdos e os pagamentos de salários e benefícios estão todos em dia.</em></p>
<p><em>O plano de saúde para os empregados está em processo licitatório para contratar fornecedor. Enquanto este processo está em andamento, os colaboradores estão recebendo o valor de compensação previsto em Acordo Coletivo, o que não era cumprido pela gestão da Transwolff.</em></p>
<p><em>Os depósitos referentes ao INSS e FGTS estão sendo feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, aguardando deliberação do Judiciário. Toda a parte de responsabilidade da SPTrans está rigorosamente em dia.</em></p>
<p><em>Sobre a alteração na identificação dos veículos, a Prefeitura volta a esclarecer que a Transwolff não opera na cidade desde dezembro de 2025. O processo para alteração dos veículos será iniciada nos próximos dias. Na quinta-feira (15) foi concluído o processo licitatório para contratação de empresa para realizar os serviços de funilaria que incluem a remoção dos adesivos. Vale ressaltar que esta alteração já estava prevista e em nada altera a relação com os funcionários que trabalham nos lotes, que seguem com seus pagamentos garantidos.</em></p>
<p>As linhas com PAESE são, segundo a SPTrans:</p>
<ul>
<li>6016/10 Jd. Noronha &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6027/10 Jd. Grauna &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6030/10 Unisa-Campus 1 &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6031/10 Term. Grajaú &#8211; Est. Mendes/Vl. Natal</li>
<li>6034/10 Pq. Res. Cocaia &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6052/10 Jd. Sete de Setembro &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6053/10 Jd. Ellus &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6056/10 Pq. Sta. Cecília &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6057/10 Vl. Natal &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6058/10 Jd. Noronha &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6061/10 Jd. Marilda &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6062/51 Jd. Castro Alves &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6063/10 Jd. Varginha &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6063/41 Jd. Novo Marilda &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6063/42 Chác. Sto. Amaro &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6069/10 Jd. São Bernardo &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6071/10 Jd. Orion &#8211; Term. Sto. Amaro</li>
<li>6072/10 Jd. São Nicolau &#8211; Term. Varginha</li>
<li>6075/10 Jd. Rec. Campo Belo &#8211; Term. Varginha</li>
<li>6083/10 Jd. Eliana &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6084/10 Jd. Chác. do Sol &#8211; Term. Est. Varginha</li>
<li>6115/10 Cantinho do Céu &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6116/10 Jd. Prainha &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6120/10 Jd. Lucélia &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6726/10 Term. Grajaú &#8211; Jd. Gaivotas</li>
<li>6L01/10 Marsilac &#8211; Term. Varginha</li>
<li>6L02/10 Jd. Eucaliptos &#8211; Term. Parelheiros</li>
<li>6L03/10 Cipó do Meio &#8211; Term. Parelheiros</li>
<li>6L04/10 Jd. Oriental/Fontes &#8211; Term. Parelheiros</li>
<li>6L05/10 Barragem &#8211; Term. Parelheiros</li>
<li>6L08/10 Jd. São Nicolau &#8211; Hosp. Parelheiros</li>
<li>6L10/10 Term. Varginha &#8211; Pq. Florestal</li>
<li>6L10/41 Messiânica &#8211; Term. Varginha</li>
<li>6L11/10 Ilha do Bororé &#8211; Term. Grajaú</li>
<li>6020-10 Chác. Bosque do Sol &#8211; Parelheiros</li>
<li>6020-51 Estrada do Jusa &#8211; Parelheiros</li>
<li>606Y-10 Est. Mendes/Vl. Natal &#8211; Chác. do Conde</li>
</ul>
<p>Os trabalhadores reivindicam a regularização das obrigações trabalhistas e apontam insegurança sobre a continuidade dos serviços e a situação dos empregos.</p>
<p>A Transwolff atende bairros populosos da zona Sul, incluindo regiões de grande dependência do transporte coletivo para deslocamentos ao trabalho, à escola e a serviços essenciais.</p>
<p>O alcance da paralisação sobre as linhas, o número de ônibus que deixaram de circular e a previsão de normalização ainda dependem de confirmação.</p>
<p>Há relatos de falta de ônibus em diversos locais atendidos pela Transwolff. No Grajaú fila de passageiros se formam em pontos. O mesmo ocorre no Terminal Varginha.</p>
<p><strong>NOTA SINDMOTORISTAS</strong></p>
<p><em>O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SINDMOTORISTAS) esclarece aos trabalhadores, às empresas e à sociedade que não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre eventual paralisação dos trabalhadores da Viação Transwolff.</em></p>
<p><em>O Sindicato reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo e a defesa dos direitos e interesses da categoria. Ressaltamos que qualquer situação envolvendo reivindicações trabalhistas, condições de trabalho ou possíveis paralisações deve ser tratada com responsabilidade, priorizando sempre informações corretas e os canais legítimos de negociação.</em></p>
<p><em>O SINDMOTORISTAS repudia qualquer ação que contrarie ou prejudique os direitos e interesses da categoria e reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos assegurados aos trabalhadores.</em></p>
<p><em>A informação responsável, o respeito aos direitos da categoria e o diálogo são fundamentais para a defesa dos trabalhadores.</em></p>
<h3>De cooperativa a terceira maior operadora da capital</h3>
<p>A origem da Transwolff está relacionada à Cooperpam, a Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Transporte de São Paulo, formada por operadores que atuavam no sistema de transporte coletivo da capital.</p>
<p>A cooperativa surgiu no contexto da reorganização do transporte alternativo paulistano, em que antigos operadores de vans e micro-ônibus passaram a integrar o sistema regulamentado pela Prefeitura.</p>
<p>A partir de 2013, a estrutura foi transformada em empresa, consolidando a atuação da Transwolff como operadora de ônibus urbanos.</p>
<p>A companhia cresceu e se tornou a terceira maior do sistema municipal, com uma frota que chegou a 1.206 ônibus.</p>
<p>Entretanto, a transformação em empresa não eliminou completamente o modelo anterior de participação de proprietários individuais de veículos.</p>
<p>Apurações do Diário do Transporte mostraram que, mesmo depois da constituição empresarial, centenas de antigos cooperados continuaram proprietários de ônibus utilizados pela operadora.</p>
<p>Essa característica ajuda a compreender parte dos conflitos envolvendo a empresa.</p>
<p>A estrutura da Transwolff passou a reunir diferentes grupos, entre eles a direção empresarial, funcionários contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e proprietários de veículos oriundos da antiga cooperativa.</p>
<p>Em dezembro de 2025, o Diário do Transporte revelou um organograma dessa estrutura, elaborado com base em informações de instituições envolvidas nas investigações e na intervenção.</p>
<p>A reportagem identificou diferentes núcleos de interesse dentro da mesma operação, incluindo cerca de 700 proprietários de ônibus ligados à antiga Cooperpam. Levantamentos apontaram que esse grupo respondia por aproximadamente 800 veículos.</p>
<p>A coexistência dessas estruturas foi um dos principais entraves à tentativa de transferência dos contratos para outra empresa.</p>
<h3>Operação Fim da Linha colocou Transwolff sob investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro do PCC</h3>
<p>Em 9 de abril de 2024, o Ministério Público de São Paulo, com apoio da Receita Federal e das polícias Civil e Militar, deflagrou a Operação Fim da Linha.</p>
<p>A investigação teve como alvos a Transwolff, na zona Sul, e a UpBus, na zona Leste.</p>
<p>Segundo o Ministério Público, integrantes ligados às empresas teriam utilizado estruturas do transporte público para movimentar e lavar recursos provenientes de atividades criminosas atribuídas ao PCC.</p>
<p>Entre os investigados estavam Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, e Robson Flares Lopes Pontes, apontados como integrantes da direção da Transwolff.</p>
<p>Os dois chegaram a ser presos na operação e posteriormente obtiveram decisões judiciais que permitiram responder ao processo em liberdade.</p>
<p>Também foram investigadas movimentações financeiras relacionadas à aquisição de veículos, renovação de frota e participação das empresas no sistema municipal de ônibus.</p>
<p>Os promotores sustentaram que a expansão e a profissionalização das antigas cooperativas teriam possibilitado a entrada e a circulação de recursos de origem criminosa.</p>
<p>Outra frente das investigações abordou denúncias de ameaças e prejuízos sofridos por antigos cooperados, incluindo relatos de perda de veículos e de repasses financeiros.</p>
<p>As acusações fazem parte das investigações e dos procedimentos judiciais, não representando condenação definitiva de todos os envolvidos.</p>
<p>No mesmo dia da operação, a Prefeitura determinou a intervenção nas empresas, afastando suas antigas administrações da condução dos serviços.</p>
<p>Desde então, a estrutura da Transwolff passou a operar sob responsabilidade da administração municipal, por meio da SPTrans.</p>
<h3>Prefeitura rompeu contratos e tentou entregar linhas à Sancetur</h3>
<p>A intervenção, inicialmente apresentada como uma medida para preservar os serviços enquanto eram realizadas as investigações, prolongou-se.</p>
<p>Uma auditoria contratada pela administração municipal identificou problemas que fundamentaram medidas administrativas contra a concessionária.</p>
<p>Em 4 de dezembro de 2025, a Prefeitura decretou a caducidade dos contratos da Transwolff, encerrando administrativamente os vínculos de concessão.</p>
<p>A decisão também passou a ser discutida na Justiça.</p>
<p>A administração municipal pretendia transferir as linhas para a Sancetur, empresa do grupo empresarial da família Chedid, que já opera serviços de ônibus em diversas cidades paulistas.</p>
<p>A transferência estava em discussão desde 2025.</p>
<p>Em 26 de janeiro de 2026, a Prefeitura anunciou a assinatura de um contrato emergencial de 12 meses com a Sancetur, com previsão de assumir as linhas a partir de 1º de fevereiro.</p>
<p>Na ocasião, a administração informou que seriam preservados os empregos, os salários, os benefícios dos trabalhadores e os compromissos com fornecedores.</p>
<p>Entretanto, apenas dois dias depois, em 28 de janeiro de 2026, o Diário do Transporte revelou, em primeira mão, a desistência da Sancetur.</p>
<p>A empresa comunicou oficialmente à Prefeitura que não tinha condições de assumir integralmente o contrato emergencial dos lotes D10 e D11.</p>
<p>Com isso, a operação permaneceu sob responsabilidade municipal.</p>
<p>A desistência evidenciou a dificuldade de transferir uma estrutura operacional em que parte expressiva dos ônibus pertencia a antigos cooperados, além da existência de diferentes relações trabalhistas e comerciais.</p>
<p>A situação também motivou manifestações de proprietários ligados à antiga Cooperpam, que passaram a defender alternativas para continuar prestando serviços.</p>
<h3>Onda de ataques a ônibus em 2025 teve como principal linha de investigação a transferência dos contratos</h3>
<p>A tentativa de substituição da Transwolff também esteve relacionada a um dos episódios mais graves da história recente do transporte coletivo paulista.</p>
<p>Entre junho e agosto de 2025, uma onda de ataques atingiu mais de 1,5 mil ônibus no Estado de São Paulo, principalmente na capital e na região metropolitana.</p>
<p>Grande parte das ocorrências envolveu pedras, bolinhas de metal e outros objetos lançados contra veículos em circulação.</p>
<p>Passageiros e trabalhadores ficaram feridos.</p>
<p>A Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de as depredações estarem relacionadas às disputas pelos contratos de empresas que seriam retiradas do sistema municipal.</p>
<p>A transferência das operações da Transwolff para a Sancetur tornou-se uma das principais linhas de investigação.</p>
<p>Um documento revelado pelo Diário do Transporte foi fundamental para estabelecer a relação cronológica entre os acontecimentos.</p>
<p>O documento foi assinado em 12 de junho de 2025 pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Caldeira, e determinava o prosseguimento dos procedimentos necessários para a transferência dos contratos das empresas investigadas.</p>
<p>Naquele mesmo dia, começou uma escalada expressiva de ataques.</p>
<p>Levantamentos obtidos pelo Diário do Transporte, com base em informações da SPTrans e do sindicato patronal SPUrbanuss, mostraram que, até então, a média de depredações não ultrapassava cinco casos diários.</p>
<p>Na noite de 12 de junho, o número subiu para aproximadamente 40 ocorrências.</p>
<p>O despacho foi publicado no Diário Oficial em 13 de junho, mas já podia ser consultado no sistema eletrônico da Prefeitura no dia anterior.</p>
<p>Em reportagem publicada em 12 de julho de 2025, o Diário do Transporte revelou a coincidência entre a data do despacho e a explosão dos ataques.</p>
<p>A Polícia Civil aprofundou a apuração sobre a possível ligação entre esses fatos.</p>
<p>A investigação passou a considerar que disputas econômicas e contratuais envolvendo empresas de ônibus constituíam uma das explicações mais relevantes para a onda de violência.</p>
<p>Isso não significa que todos os ataques tenham sido praticados por uma única organização ou que exista responsabilização judicial definitiva de dirigentes das empresas pelas depredações.</p>
<p>Em dezembro de 2025, a Secretaria de Segurança Pública informou ao Diário do Transporte que o inquérito ainda estava em andamento e que pelo menos 20 pessoas haviam sido detidas durante as apurações.</p>
<p>A sucessão dos fatos colocou a transferência dos contratos da Transwolff no centro de uma crise que ultrapassou os limites da própria empresa e afetou passageiros de diferentes operadoras.</p>
<h3>Prefeito disse ao Diário do Transporte que 20% das linhas seriam retiradas da futura licitação</h3>
<p>Depois da desistência da Sancetur, a Prefeitura passou a trabalhar com uma nova concorrência para os serviços da zona Sul.</p>
<p>Em 15 de junho de 2026, o Diário do Transporte informou com exclusividade que a gestão Ricardo Nunes havia encaminhado ao Tribunal de Contas do Município a proposta de edital para conceder novamente os lotes D10 e D11.</p>
<p>A proposta foi apresentada para análise prévia do órgão de controle.</p>
<p>Em entrevista publicada em 21 de junho de 2026, o prefeito Ricardo Nunes explicou ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, que a administração pretendia reorganizar a rede antes da nova licitação.</p>
<p>Segundo Nunes, o projeto não deveria simplesmente reproduzir a estrutura existente.</p>
<p>“Então, vamos passar para a empresa que já tem a concessão, nós estamos readequando, lembrando que nós estamos falando em torno de 1.200 ônibus da Transwolff, nós vamos fazer a licitação em dois lotes e cada lote deve ter em torno de 350 a 400 ônibus”, afirmou o prefeito.</p>
<p>Nunes também disse que a administração pretendia eliminar sobreposições e reorganizar os atendimentos.</p>
<p>“Não teremos mais os 1.200 ônibus todos da Transwolff, porque a gente vai ter, volto a falar, sobreposição, vamos cancelar, anular essa sobreposição”, declarou.</p>
<p>O secretário Celso Caldeira, que também participou da entrevista, explicou que os estudos preliminares apontavam a possibilidade de redução de aproximadamente 20% das linhas vinculadas aos novos lotes.</p>
<p>“Nós estamos fazendo a reorganização, isso significa a racionalização de todo o sistema, a gente tem em princípio um estudo que demonstra que pelo menos 20% das linhas serão cortadas ou canceladas, mas isso não é definitivo ainda”, afirmou Caldeira.</p>
<p>A Prefeitura sustenta que a redução da frota vinculada aos lotes não representará diminuição proporcional do atendimento.</p>
<p>Isso porque parte dos serviços poderá ser transferida para empresas já responsáveis por trajetos semelhantes na região.</p>
<p>Entre as operadoras citadas nas discussões estão Mobibrasil, Viação Grajaú e Viação Metrópole Paulista.</p>
<p>O prefeito também assegurou ao Diário do Transporte:</p>
<p>“Nós não vamos diminuir o ônibus para as pessoas.”</p>
<p>A promessa, entretanto, ainda depende da concretização da reorganização operacional e da nova concorrência.</p>
<h3>Quatro meses depois da proposta enviada ao TCM, licitação continua sem definição</h3>
<p>Apesar do envio da proposta em junho de 2026, a nova licitação ainda não tem data publicamente definida.</p>
<p>A indefinição obriga a Prefeitura a continuar administrando uma estrutura que normalmente seria de responsabilidade de uma concessionária privada.</p>
<p>Entre as necessidades estão manutenção da frota, aquisição de peças, pneus, contratação de serviços, segurança patrimonial e assistência aos trabalhadores.</p>
<p>Em 26 de agosto de 2026, o Diário do Transporte já havia mostrado que a administração municipal continuava abrindo procedimentos de contratação para manter as atividades enquanto a concorrência não era realizada.</p>
<p>Em 31 de agosto, a SPTrans publicou esclarecimentos sobre a contratação de assistência médica para 3.641 trabalhadores vinculados aos lotes D10 e D11.</p>
<p>Mais recentemente, em 6 de outubro de 2026, o Diário do Transporte noticiou um contrato de R$ 1,33 milhão para serviços de vigilância e segurança patrimonial nas unidades operacionais da antiga Transwolff, com prazo de 12 meses.</p>
<p>Essas contratações mostram que a estrutura continua necessitando de recursos e de gerenciamento operacional enquanto permanece indefinida a substituição definitiva da concessionária.</p>
<p>A paralisação desta segunda-feira, 19 de outubro, acrescenta uma nova pressão sobre a administração municipal.</p>
<p>Além da necessidade de garantir a circulação dos ônibus, a Prefeitura terá de lidar com as reivindicações trabalhistas de profissionais que permanecem vinculados a uma operação em transição há mais de dois anos.</p>
<p>O impasse envolve a preservação de direitos dos trabalhadores, a situação dos proprietários de veículos oriundos da antiga Cooperpam, os custos para o poder público e, principalmente, a continuidade do transporte de passageiros na zona Sul de São Paulo.</p>
<p>A definição dos novos operadores para os lotes D10 e D11 continua sendo uma das principais pendências da política municipal de transportes.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Acidentes envolvendo ônibus da União, Novo Horizonte e outras empresas marcam a segunda-feira (19)</title>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:00:13 +0000</pubDate>
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	<description><![CDATA[Colisões também envolveram caminhões, carretas e automóveis, deixando mortos e feridos ARTHUR FERRARI Três acidentes envolvendo ônibus em rodovias de Minas Gerais, da Bahia e do Paraná deixaram três mortos e 54 feridos entre domingo (18) e a madrugada desta segunda-feira (19). As ocorrências envolveram colisões com caminhões, veículos de carga e um carro de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="298" height="199" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/acidente_BR-365.jpg?fit=298%2C199&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/acidente_BR-365.jpg?w=298&amp;ssl=1 298w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/acidente_BR-365.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="auto, (max-width: 298px) 100vw, 298px" /> <p style="text-align: left;"><em>Colisões também envolveram caminhões, carretas e automóveis, deixando mortos e feridos</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Três acidentes envolvendo ônibus em rodovias de Minas Gerais, da Bahia e do Paraná deixaram três mortos e 54 feridos entre domingo (18) e a madrugada desta segunda-feira (19). As ocorrências envolveram colisões com caminhões, veículos de carga e um carro de passeio, com interdições nas BR-365 e BR-381, em território mineiro.</p>
<p>O acidente com maior número de vítimas feridas aconteceu na BR-381, em Baguari, distrito de Governador Valadares (MG). A batida entre uma carreta e um ônibus de turismo deixou uma pessoa morta e outras 41 feridas nesta segunda-feira (19).</p>
<p>O coletivo havia saído de Nova Serrana (MG) com destino a Teófilo Otoni (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a vítima fatal era um homem que estava no ônibus. O motorista da carreta ficou preso às ferragens e precisou ser socorrido. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que os dois sentidos da rodovia foram interditados</p>
<p>Também na madrugada desta segunda-feira, uma colisão entre um ônibus rodoviário e um caminhão deixou nove pessoas com ferimentos leves na BR-365, entre Varjão de Minas (MG) e Veredas (MG). O acidente ocorreu por volta das 0h49 e provocou o bloqueio total da rodovia nos dois sentidos.</p>
<p>O ônibus fazia a viagem entre Uberlândia (MG) e Montes Claros (MG) e transportava 37 passageiros. Após a batida, equipes de Salvamento e Resgate do 12º Batalhão de Bombeiros Militar de Minas Gerais e socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atenderam as vítimas.</p>
<p>Os nove feridos foram levados por ambulâncias do SAMU e do município para uma unidade hospitalar de Varjão de Minas, onde passaram por avaliação médica.</p>
<p>No Paraná, uma colisão traseira entre um ônibus e uma combinação de veículos de carga (CVC) matou o motorista do coletivo e deixou três passageiros feridos. O acidente aconteceu por volta das 3h desta segunda-feira (19), no quilômetro 519 da BR-376, em Ponta Grossa (PR), nos Campos Gerais.</p>
<p>Os veículos seguiam no sentido Curitiba (PR) quando o ônibus, que operava a linha entre Presidente Prudente (SP) e Florianópolis (SC), atingiu a traseira da composição de carga, que transportava um contêiner e tinha placas de Ponta Grossa.</p>
<p>O condutor do ônibus, de 43 anos, recebeu atendimento médico no local, mas não resistiu aos ferimentos. Ao todo, 16 passageiros foram identificados no coletivo, dos quais três ficaram feridos.</p>
<p>Já na Bahia, um jovem morreu após uma colisão frontal entre um Chevrolet Onix e um ônibus da Viação Novo Horizonte na BA-156, entre Macaúbas (BA) e Boquira (BA). O acidente ocorreu por volta das 5h20 de domingo (18), nas proximidades do povoado de Contendas, em um trecho de subida após a comunidade de Covas dos Seixas.</p>
<p>Segundo informações da 4ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) ao site Achei Sudoeste, o motorista do carro perdeu o controle da direção e invadiu a faixa contrária, atingindo o ônibus. Com o impacto, o automóvel capotou e parou no acostamento. O condutor ficou preso às ferragens e morreu no local.</p>
<p>Equipes do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, do SAMU 192 e da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRV) de Brumado atuaram na ocorrência. Após a perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT), o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bom Jesus da Lapa (BA). O motorista do ônibus não sofreu ferimentos graves e prestou depoimento às autoridades.</p>
<p>As causas dos acidentes registrados nas três rodovias serão apuradas pelas autoridades competentes.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Londres usa inteligência artificial para reorganizar ônibus e reduzir tempo de viagem, diz empresa</title>
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    <pubDate>Mon, 19 Oct 2026 08:30:37 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Internacional]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[CitySwift informa redução de 1,5% nas linhas otimizadas em parceria com autoridade de transportes e operadoras; trabalho inclui revisão de horários e simulação de mudanças antes da implantação ADAMO BAZANI Passageiros de linhas de ônibus de Londres, na Inglaterra, submetidas a um programa de otimização com inteligência artificial tiveram redução de 1,5% no indicador de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="679" height="452" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?fit=679%2C452&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?w=679&amp;ssl=1 679w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/images28102928929.jpeg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>CitySwift informa redução de 1,5% nas linhas otimizadas em parceria com autoridade de transportes e operadoras; trabalho inclui revisão de horários e simulação de mudanças antes da implantação</em><br><br><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong><br><br>Passageiros de linhas de ônibus de Londres, na Inglaterra, submetidas a um programa de otimização com inteligência artificial tiveram redução de 1,5% no indicador de tempo de viagem, segundo resultados divulgados pela CitySwift em mesdos de outubro de 2026. A empresa, que trabalha em parceria com a Transport for London (TfL) e as operadoras, calcula que a melhoria equivale a aproximadamente 27 segundos por deslocamento nas linhas atendidas.<br><br>Implantado em 2024, o programa utiliza uma plataforma compartilhada para analisar o desempenho dos serviços e simular alterações antes de colocá-las nas ruas. Segundo a CitySwift, mais de 40% da rede londrina já foi revisada, com melhorias em 200 linhas sem custo operacional adicional.<br><br>A iniciativa reúne a autoridade responsável pelos transportes e as empresas de ônibus numa mesma base de informações. O universo atendido pela parceria abrange mais de 650 linhas e cerca de cinco milhões de viagens de passageiros por dia.<br><br>O resultado de 1,5% foi medido pelo Journey Time Metric, indicador da TfL que combina velocidade e confiabilidade do serviço. Assim, a avaliação considera tanto o deslocamento quanto a regularidade oferecida ao passageiro.<br><br>A CitySwift projeta que os benefícios acumulados possam superar 25 milhões de horas economizadas em três anos, com valor econômico estimado em mais de 230 milhões de libras. Trata-se de uma projeção da fornecedora para o período.<br><br><strong>Como os dados ajudam a ajustar os horários</strong><br><br>O trabalho procura aproximar a programação das condições encontradas pelos ônibus nas ruas. Para isso, as equipes analisam o desempenho das linhas, identificam problemas e comparam cenários de alteração dos tempos de percurso e dos horários.<br><br>Um exemplo é a utilização pela Metroline, operadora de Londres que passou a empregar a plataforma diariamente no planejamento. Segundo estudo de caso divulgado pela CitySwift, a empresa utiliza as análises para revisar tempos de viagem, avaliar a quantidade de veículos necessária e preparar programações que reduzam os efeitos de obras e outras interrupções.<br><br>O projeto-piloto envolveu linhas das garagens de Harrow Weald e Holloway. A comparação entre a operação existente e os cenários propostos fornece elementos para discutir mudanças com a TfL.<br><br>A padronização dos relatórios também permite que gestores públicos e operadores avaliem os mesmos dados, facilitando a análise das propostas.<br><br><strong>Linhas da Metroline registraram redução da espera excedente</strong><br><br>No estudo de caso, a CitySwift informa que a espera excedente na linha 182 caiu de 1,53 para 1,26 minuto, redução de 17,6%. Na linha 140, passou de 1,26 para 1,10 minuto, queda de 12,7%.<br><br>A espera excedente representa o tempo adicional enfrentado pelo passageiro em relação à espera esperada para a frequência programada. Esse indicador ajuda a mostrar o efeito da irregularidade dos intervalos.<br><br>A fornecedora também relata melhoria de 31% na pontualidade no ponto final da linha 182 e de 17% na linha 186. Esses resultados correspondem às linhas analisadas no estudo da Metroline.<br><br><strong>TfL combina planejamento com prioridade nas ruas</strong><br><br>A utilização da plataforma faz parte de um conjunto mais amplo de medidas da TfL para melhorar os ônibus.<br><br>No relatório de execução da estratégia de transportes referente a 2024/2025, a autoridade registra a aquisição do sistema CitySwift para adequar os horários às condições da rede. O documento também relaciona intervenções em semáforos, prioridade para ônibus nos cruzamentos e coordenação com administrações locais e concessionárias de serviços públicos para reduzir o impacto das obras.<br><br>O diagnóstico da TfL aponta congestionamentos, estacionamento, intervenções viárias, espaço limitado nas ruas, fiscalização insuficiente das faixas de ônibus, problemas mecânicos e horários incompatíveis com a circulação entre os fatores que prejudicaram o serviço naquele período.<br><br>Em 2024/2025, o indicador médio de tempo de viagem dos passageiros ficou em 34,3 minutos, aumento de 0,2 minuto sobre o exercício anterior.<br><br>A estratégia londrina reúne, portanto, revisão da programação e intervenções na circulação. Para quem utiliza os ônibus, o objetivo é tornar mais previsíveis tanto a chegada do veículo ao ponto quanto a conclusão do deslocamento.<br><br><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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