ENTREVISTA: Mobibrasil assume 100% do BRT Sorocaba (SP) após adquirir parte que era da CS Brasil e promete foco em desenvolvimento de novas tecnologias
Publicado em: 19 de agosto de 2026
Informação foi confirmada ao Diário do Transporte pela presidente da empresa, Niege Chaves: eletromobilidade e biometano fazem parte dos planos
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
OUÇA:
A empresa MobiBrasil passa a ser responsável por 100% das operações, gestão e investimentos do BRT (Bus Rapid Transit) de Sorocaba, no interior de São Paulo.
A informação foi confirmada pela presidente da empresa, Niege Chaves, ao criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2026.
Segundo a empresária, o foco agora será investir em novas tecnologias, considerando ônibus menos poluentes, como elétricos e a biometano (gás obtido na decomposição de resíduos), para o sistema de alta capacidade sobre pneus.
Outro objetivo do grupo é expandir o modelo do BRT de Sorocaba para outras regiões do País. O sistema de transportes foi o primeiro no País no qual o operador também atuou no desenvolvimento do projeto e nas obras.
“A MobiBrasil vai continuar focando em seus projetos com infraestrutura urbana, tecnologia e mobilidade. Acho que o ônibus elétrico, o biometano, é o futuro. Vamos tentar acelerar os projetos com novas tecnologias mais limpas e acreditamos que esse está no nosso DNA. Então, agora o desafio é fazer mais projetos como o BRT de Sorocaba.” – disse Niege Chaves a Adamo Bazani.
A assunção total do BRT Sorocaba ocorreu após uma negociação com a CS Brasil, que detinha 50%.
A MobiBrasil repassou sua participação ao grupo da CS Brasil na concessão dos terminais da capital paulista que integram o Bloco Leste e, com isso, assumiu todo o sistema sorocabano, como diz comunicado da empresa.
MOBIBRASIL SAI DOS TERMINAIS DA ZONA LESTE E CS BRASIL DEIXA BRT SOROCABA
Os dois comunicados obtidos pelo Diário do Transporte mostram os dois lados da operação societária.
Em mensagem do Grupo MobiBrasil, a companhia informa que vendeu à CS Brasil sua participação na concessão dos terminais da Zona Leste de São Paulo e, ao mesmo tempo, comprou a fatia da CS Brasil no BRT Sorocaba.
Já uma comunicação destinada à equipe do BRT é mais específica sobre a participação adquirida: informa que a MobiBrasil comprou os 50% que pertenciam à CS Brasil e, desta forma, passou a deter 100% do BRT Sorocaba.
A empresa também informou aos funcionários que a mudança de controle não altera, neste momento, a equipe nem a rotina operacional do sistema.
Os comunicados não informam os valores envolvidos na negociação.
Na prática, a movimentação faz com que os dois grupos concentrem suas participações em ativos diferentes de mobilidade: a MobiBrasil passa a ter o controle integral do BRT Sorocaba, enquanto a participação que mantinha nos terminais da Zona Leste da capital paulista fica com o grupo da CS Brasil.
A concessão paulistana da qual a MobiBrasil está saindo começou a operar em setembro de 2025. A CS Mobi Leste SP assumiu 12 terminais e seis estações, em contrato de 30 anos. Na composição anunciada naquele momento, a CS Infra tinha parceria com a Terra Transportes/MobiBrasil.
Em Sorocaba, por sua vez, a estrutura societária existente até agora reunia CS Brasil e Terra Transportes e Participações S.A., empresa do Grupo MobiBrasil. Ainda em junho de 2026, a própria MobiBrasil apresentava oficialmente a operação do BRT como uma parceria entre os dois grupos.
A troca de participações, portanto, representa uma reorganização de dois negócios que já eram compartilhados pelas mesmas empresas.
BRT SOROCABA HOJE
O ativo que passa ao controle integral da MobiBrasil é uma operação que já ultrapassou 80 milhões de passageiros transportados desde a inauguração, em 2020. Atualmente, o BRT atende cerca de 75 mil passageiros por dia útil e opera 24 linhas.
Dados do BRT Sorocaba
| Item | Dados |
|---|---|
| Início da operação | 30 de agosto de 2020 |
| Concessão | 20 anos |
| Término contratual previsto | 2040 |
| Controle após a operação societária | 100% MobiBrasil |
| Passageiros por dia útil | Cerca de 75 mil |
| Passageiros acumulados | Mais de 80 milhões |
| Linhas | 24 |
| Frota total informada | 123 ônibus |
| Frota em operação diária | Cerca de 120 ônibus |
| Terminais próprios | 3 |
| Terminais | Vitória Régia, São Bento e Ipiranga |
| Estações | 23 |
| Pontos de parada | 128 |
| Pontos de acesso | 151 |
| Corredores exclusivos | Itavuvu e Ipanema |
| Corredores estruturais | 7 |
| Investimento no projeto | Aproximadamente R$ 475 milhões |
| Recursos públicos | R$ 133 milhões |
| Tecnologia e inovação | Cerca de R$ 50 milhões |
| Controle operacional | CCO |
| ITS | Mais de 20 soluções integradas |
| Empregos diretos | Cerca de 600 |
Os números operacionais mais recentes divulgados pela empresa apontam 23 estações e 128 paradas, totalizando 151 pontos de acesso. A estrutura inclui os três terminais próprios e integração com outros pontos do sistema municipal.
O investimento acumulado no projeto chegou a aproximadamente R$ 475 milhões, dos quais R$ 133 milhões tiveram origem em subvenção pública e o restante ficou sob responsabilidade da iniciativa privada. Dentro do total, cerca de R$ 50 milhões foram destinados à tecnologia e à inovação.
O contrato se diferencia das concessões tradicionais de transporte por ônibus porque reuniu, em um mesmo empreendimento, implantação da infraestrutura e operação do serviço.
Segundo a concessionária e a Prefeitura de Sorocaba, trata-se da primeira concessão precedida de obras no segmento de transporte por ônibus no País: o concessionário investe na construção, compra os veículos, opera e mantém a infraestrutura, que é revertida ao município ao término da concessão.
TECNOLOGIA É UM DOS PRINCIPAIS ATIVOS DO BRT
O enfoque de Niege Chaves em novas tecnologias ocorre em um sistema que, desde a implantação, recebeu investimentos específicos em digitalização, conectividade e monitoramento.
Em junho de 2026, quando a estrutura ainda era compartilhada por MobiBrasil e CS Brasil, a companhia informou que a operação diária de aproximadamente 120 ônibus era sustentada por um ambiente híbrido de dados com mais de 40 servidores.
O sistema utiliza a plataforma Uniq Hub para acompanhar 214 pontos da infraestrutura e permitir atuação remota das equipes técnicas. A operação também tem Centro de Controle Operacional, GPS, câmeras, sensores, telemetria e informações ao passageiro em tempo real.
Uma estrutura anterior do data center já contava com 48 servidores, 330 antenas e mais de 110 quilômetros de fibra óptica. Na ocasião, a concessionária informava processar mais de 400 terabytes de dados por mês.
Os ônibus possuem ar-condicionado, Wi-Fi, tomadas USB, câmeras e sistemas de localização. A telemetria permite acompanhar parâmetros do veículo durante a operação e identificar padrões relacionados a consumo, falhas e condução.
A integração entre tecnologia e transporte também ocorre pelo aplicativo Cittamobi, negócio ligado ao Grupo MobiBrasil por meio da Primova e cuja fundação teve participação de Niege Chaves. O aplicativo fornece localização dos ônibus, previsão de chegada e planejamento de viagens.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA MULHERES RENDE PRÊMIO EM 2026
Uma das aplicações mais recentes de tecnologia no BRT Sorocaba é o projeto Parada Amiga.
Implantada em março de 2025 em parceria com a Quântica i-IT, a solução utiliza inteligência artificial para identificar quando uma mulher está sozinha em um ponto de ônibus durante horários de menor movimento.
Ao reconhecer a situação, o sistema permite que um operador apareça em uma tela instalada na parada e estabeleça contato visual e por áudio com a passageira enquanto ela aguarda o ônibus.
Em julho de 2026, o projeto recebeu o Prêmio InovaCidade Iniciativas 2026, durante o Smart City Business Brazil Congress, em São Paulo.
Na ocasião, a MobiBrasil informou que o sistema já havia realizado mais de 3 mil atendimentos e que 82% das intervenções eram preventivas. O monitoramento por IA alcançava 25 pontos, dos quais cinco dispunham da interação remota do Parada Amiga.
PRÊMIO INTERNACIONAL DA UITP
O BRT Sorocaba também recebeu reconhecimento internacional pelo próprio modelo de concessão.
Em outubro de 2023, o projeto venceu o Prêmio UITP na categoria “Valores Estratégicos”, durante a 20ª Assembleia América Latina da UITP (Associação Internacional do Transporte Público), realizada na Cidade do México.
O sistema estava entre 50 projetos inscritos. De acordo com a UITP e com as divulgações da Prefeitura e da concessionária, pesaram na avaliação características como inovação tecnológica e o modelo contratual que reúne construção, aquisição de frota, operação e manutenção.
No mesmo ano, o BRT Sorocaba recebeu menção honrosa na categoria “Iniciativas públicas que inovam e transformam”, do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana. A edição reuniu 227 iniciativas inscritas.
Niege Chaves também recebeu reconhecimento individual ligado ao setor. A empresária foi vencedora do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana na categoria “Carreira Inspiradora em Mobilidade Urbana” e, em 2025, recebeu a Medalha do Mérito do Transporte Urbano Brasileiro, concedida pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos).
HISTÓRIA DO BRT SOROCABA
O atual sistema resulta de um processo que passou por diferentes modelagens antes da concessão definitiva.
Os primeiros editais previam uma ampla estrutura de corredores, estações, terminais e renovação de frota. Um processo anterior chegou a avançar, mas a administração municipal decidiu readequar o projeto em 2017, principalmente para reduzir o peso das obras de infraestrutura e rever a configuração dos corredores.
Na modelagem que posteriormente avançou, a concessão foi estabelecida por 20 anos.
O projeto previa 16,7 quilômetros de corredores bidirecionais exclusivos, além de faixas exclusivas e corredores estruturais, três terminais e aquisição de aproximadamente 125 ônibus. O contrato global da concessão foi estimado originalmente em R$ 2,4 bilhões durante os 240 meses.
A SPE BRT Sorocaba foi formada com participação da MobiBrasil e da CS Brasil. A implantação envolveu também empresas de engenharia para a execução das obras.
A concessão teve uma característica pouco comum no transporte coletivo brasileiro: em vez de o poder público construir toda a infraestrutura e posteriormente contratar apenas a operação, a concessionária passou a participar também da implantação física do sistema.
As intervenções incluíram pavimentação, estações, terminais, pontos de parada, adequações viárias, equipamentos tecnológicos e aquisição dos ônibus.
2020 – INÍCIO EM PLENA PANDEMIA
A operação comercial começou em 30 de agosto de 2020, em meio à pandemia de Covid-19.
A primeira etapa colocou em funcionamento o Corredor Itavuvu e o Terminal Vitória Régia, na Zona Norte.
Mesmo operando somente durante os últimos quatro meses daquele ano e em um período de restrições à circulação, o sistema transportou mais de 1,7 milhão de passageiros em 2020.
2021 – IPANEMA E SÃO BENTO
No primeiro semestre de 2021, entrou em operação o Corredor Ipanema e foi entregue o Terminal São Bento.
Com a ampliação, a demanda anual superou 10 milhões de passageiros.
No primeiro aniversário, o sistema já acumulava mais de sete milhões de embarques e possuía 87 veículos. Naquele estágio, a estrutura tecnológica já reunia cerca de 1,9 mil câmeras, 110 quilômetros de fibra óptica e dezenas de servidores.
2022 – MAIS DE 15 MILHÕES DE PASSAGEIROS
Em 2022, a demanda anual passou de 15,4 milhões de passageiros.
O crescimento ocorreu à medida que a circulação urbana voltou a se normalizar após as restrições mais severas da pandemia.
2023 – RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
Em 2023, foram transportados mais de 15,6 milhões de passageiros.
Foi também o ano do Prêmio UITP, na Cidade do México, que colocou o modelo contratual e tecnológico do BRT Sorocaba entre as iniciativas reconhecidas pela associação internacional.
2024 – CORREDOR OESTE COMPLETA A CONFIGURAÇÃO
Em 2024, a ativação do Corredor Estrutural Oeste e do Terminal Ipiranga marcou a conclusão da etapa principal de implantação do projeto.
A entrada do novo corredor levou a operação para aproximadamente 75 mil passageiros por dia útil. A estrutura passou a alcançar também a Zona Oeste e a integrar os extremos da cidade.
Aquele ano terminou com mais de 18 milhões de passageiros transportados.
2025 – 80 MILHÕES DE PASSAGEIROS
Em agosto de 2025, o BRT completou cinco anos.
A companhia informou ter ultrapassado 80 milhões de passageiros transportados desde a abertura. À época, cerca de 120 ônibus estavam em operação e mais de 20 soluções tecnológicas integradas compunham o ITS.
2026 – EXPANSÃO E MUDANÇA DE CONTROLE
Em 2026, a Prefeitura iniciou uma nova etapa de planejamento para expansão da rede.
Foi aberta licitação para o projeto básico do Corredor Estrutural Norte/Industrial, previsto para conectar o Corredor Leste à região do Éden. O projeto divulgado prevê 9,3 quilômetros de extensão bidirecional, 44 paradas e nove quilômetros de ciclovias, com demanda potencial estimada em 44 mil pessoas por dia útil.
No mesmo ano, o Parada Amiga recebeu o Prêmio InovaCidade pela utilização de inteligência artificial.
Agora, em agosto de 2026, ocorre outra mudança relevante, desta vez societária: a CS Brasil deixa o negócio e a MobiBrasil passa a controlar integralmente a operação.
HISTÓRIA DA MOBIBRASIL COMEÇOU EM PERNAMBUCO
A história da MobiBrasil no transporte coletivo começou em Pernambuco, em 1982.
Naquele ano, houve a aquisição da Rodoviária Brasília, empresa que possuía aproximadamente 100 ônibus e operava entre São Lourenço da Mata, Camaragibe e o Centro do Recife.
A partir deste processo nasceu a Rodoviária Metropolitana, nome que antecedeu a atual MobiBrasil.
A companhia permaneceu concentrada em Pernambuco durante as primeiras décadas, até iniciar uma expansão para São Paulo.
2008 – CHEGADA À CAPITAL PAULISTA
Em 2008, o grupo começou a operar ônibus na cidade de São Paulo.
Atualmente, a operação está concentrada na Zona Sul. A empresa informa possuir mais de 55 linhas e frota superior a 600 ônibus nesta operação.
2011 – ENTRADA EM SOROCABA
Em 2011, o grupo chegou a Sorocaba.
Antes mesmo da implantação do BRT, MobiBrasil e CS Brasil já participavam conjuntamente do sistema convencional de ônibus da cidade por meio do Consor (Consórcio Sorocaba).
Esta presença posteriormente serviria de base para a participação das duas companhias na concessão do BRT.
2012 – NASCE A MARCA MOBIBRASIL
Em 2012, a Rodoviária Metropolitana adotou o nome MobiBrasil.
Segundo a própria companhia, a mudança teve como objetivo unificar sob uma mesma identidade as operações que já estavam distribuídas por diferentes estados.
2014 – BRT NO GRANDE RECIFE
A experiência da companhia com sistemas BRT não começou em Sorocaba.
Desde 2014, a MobiBrasil opera o Corredor Leste-Oeste da Região Metropolitana do Recife, que liga áreas do Recife a Camaragibe.
A operação tornou-se um dos principais negócios do grupo em Pernambuco e permitiu acumular experiência com corredores, terminais, embarque em nível e veículos articulados antes da implantação do projeto sorocabano.
2020 – BRT SOROCABA
Em agosto de 2020, começou a operação do BRT Sorocaba.
O grupo participou não somente da operação dos ônibus, mas da SPE responsável pela implantação, investimentos em infraestrutura e posterior manutenção do sistema.
Até a negociação agora revelada, a MobiBrasil dividia o controle com a CS Brasil.
TECNOLOGIA PASSA A SER OUTRO BRAÇO DO GRUPO
Ao longo dos anos, os negócios ligados à MobiBrasil passaram a abranger também tecnologia.
Niege Chaves é uma das fundadoras do Cittamobi, aplicativo de informações e serviços de mobilidade, e da Primova, companhia voltada ao desenvolvimento e investimento em soluções tecnológicas para transporte.
A própria executiva já explicou que o grupo passou a estruturar sua atuação em torno de transporte, infraestrutura e tecnologia.
Entre as aplicações estão telemetria, inteligência artificial, sistemas de pagamento, aplicativos de informação ao passageiro e soluções de manutenção preditiva.
2024 – ELETROMOBILIDADE
A partir de 2024, a MobiBrasil também começou a operar ônibus elétricos em sua frota da capital paulista.
A eletrificação passou a fazer parte da estratégia de redução de emissões do grupo e ajuda a explicar por que Niege Chaves inclui agora a eletromobilidade entre as tecnologias que pretende levar adiante também nos novos projetos.
2025 – TERMINAIS DA ZONA LESTE
Em setembro de 2025, a MobiBrasil ampliou a presença em infraestrutura ao participar da concessão do Bloco Leste de terminais de ônibus da cidade de São Paulo.
O negócio abrangia 12 terminais e seis estações, em contrato de 30 anos.
É justamente esta participação que, segundo o comunicado obtido agora pelo Diário do Transporte, foi repassada à CS Brasil no acordo que resultou no controle integral do BRT Sorocaba pela MobiBrasil.
2026 – MAIS DE MIL ÔNIBUS E NOVA CONFIGURAÇÃO DOS NEGÓCIOS
Atualmente, o Grupo MobiBrasil informa colocar mais de mil ônibus nas ruas e ter mais de 5 mil profissionais. Consideradas as diferentes operações, a empresa diz transportar diariamente quase 1 milhão de passageiros.
O grupo continua com operações de ônibus em Pernambuco e na cidade de São Paulo e, a partir da negociação confirmada nesta quarta-feira (19), passa a ser o único controlador privado do BRT Sorocaba.
A movimentação também deixa mais clara a estratégia citada por Niege Chaves ao Diário do Transporte: concentrar esforços em projetos que associem operação de ônibus, infraestrutura e tecnologia, com a possibilidade de incorporar novos tipos de propulsão, entre eles ônibus elétricos e veículos movidos a biometano.
O BRT Sorocaba, que até agora foi construído e administrado em sociedade com a CS Brasil, passa a ser o principal exemplo desse modelo sob controle integral da MobiBrasil.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


