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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
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	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Curitiba instala 261 câmeras para contagem automática de passageiros em 16 terminais metropolitanos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/08/31/curitiba-instala-261-cameras-para-contagem-automatica-de-passageiros-em-16-terminais-metropolitanos/</link>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 16:30:12 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Equipamentos utilizam visão computacional e enviam dados em tempo real; informações podem ser cruzadas com bilhetagem e gestão de frota para identificar demanda, dimensionar veículos e reduzir superlotação e ociosidade ALEXANDRE PELEGI O transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba passou a contar com um sistema de contagem automática de passageiros nos terminais de integração. [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/contador.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/contador.jpg?w=1600&amp;ssl=1 1600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/contador.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/contador.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/contador.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/contador.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/contador.jpg?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/contador.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Equipamentos utilizam visão computacional e enviam dados em tempo real; informações podem ser cruzadas com bilhetagem e gestão de frota para identificar demanda, dimensionar veículos e reduzir superlotação e ociosidade</em></p>
<p><strong><em>ALEXANDRE PELEGI</em></strong></p>
<p>O transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba passou a contar com um sistema de contagem automática de passageiros nos terminais de integração. Ao todo, <strong>261 câmeras foram instaladas em 16 terminais metropolitanos</strong>, com o objetivo de acompanhar em tempo real os movimentos de embarque e desembarque.</p>
<p>A implantação começou em <strong>24 de agosto de 2026</strong>. A tecnologia foi implementada pela Plenatech e integrada à plataforma ITS (Intelligent Transport Systems) da Transdata.</p>
<p>Na prática, o sistema permite transformar a movimentação dos passageiros nos terminais em dados operacionais, indicando quantas pessoas efetivamente circulam por determinada linha, horário ou ponto do sistema.</p>
<p><strong>Câmeras identificam quem entra e quem sai</strong></p>
<p>A tecnologia tem uma função particularmente importante nos terminais de integração da Região Metropolitana de Curitiba.</p>
<p>Nesses locais, parte dos embarques ocorre em áreas já pagas. Como o passageiro não precisa fazer um novo registro na catraca ao trocar de linha, apenas os dados tradicionais da bilhetagem podem não representar integralmente a quantidade de pessoas que efetivamente embarca em cada ônibus.</p>
<p>As câmeras procuram preencher essa lacuna.</p>
<p>Equipadas com <strong>visão computacional e inteligência embarcada</strong>, elas contabilizam separadamente os passageiros que entram e saem e encaminham as estatísticas, em tempo real, para o centro de controle. O sistema também permite acompanhar a movimentação nas áreas de maior fluxo dos terminais.</p>
<p><strong>Dados podem ajudar a ajustar a oferta de ônibus</strong></p>
<p>Mais do que produzir uma estatística de passageiros transportados, a proposta é utilizar essas informações no planejamento e na operação cotidiana do transporte.</p>
<p>Os números obtidos pelas câmeras podem ser cruzados com os dados de <strong>bilhetagem eletrônica e gestão de frota</strong> já disponíveis na plataforma utilizada pelo sistema.</p>
<p>Com a integração das informações, operadores e gestores podem identificar com maior precisão as linhas e horários de maior carregamento, ajustar a oferta à demanda efetivamente observada e dimensionar a quantidade de veículos necessária em diferentes períodos do dia.</p>
<p>Os dados também podem auxiliar no planejamento dos próprios terminais e dos pontos de parada.</p>
<p>A expectativa é que o uso combinado dessas informações contribua tanto para enfrentar situações de <strong>superlotação</strong> quanto para evitar a circulação de capacidade excessivamente ociosa.</p>
<p>Para Paulo Trevisan, diretor executivo da Plenatech, a utilização conjunta das diferentes fontes de informação é uma tendência necessária para a gestão do transporte coletivo.</p>
<blockquote><p>“A evolução do transporte coletivo demanda integração plena, com dados precisos, decisões assertivas”, afirma.</p></blockquote>
<p><strong>Tecnologia foi demonstrada na Lat.Bus 2026</strong></p>
<p>Antes da implantação nos terminais metropolitanos, a solução também foi apresentada durante a <strong>Lat.Bus 2026</strong>, realizada em agosto, em São Paulo.</p>
<p>Transdata e Plenatech utilizaram um ônibus <strong>Mascarello Horizon</strong> para demonstrar diferentes tecnologias funcionando de forma integrada em um mesmo veículo.</p>
<p>Segundo as empresas, somente o sistema de câmeras de contagem chegou a registrar <strong>quase mil acessos no dia de maior movimentação durante a feira</strong>, servindo como demonstração do funcionamento do equipamento em uma situação de fluxo elevado de pessoas.</p>
<p>Rafael Teles, diretor de Produto da Transdata, destaca que a estratégia é fazer com que diferentes tecnologias utilizadas no transporte deixem de operar isoladamente.</p>
<blockquote><p>“As soluções devem ser concebidas de forma integrada, para otimizar ao máximo os processos de trabalho”, afirma.</p></blockquote>
<p>Nesse modelo, os dados produzidos pela contagem automática de passageiros são associados às informações provenientes da bilhetagem, da frota e do controle operacional.</p>
<p>A integração amplia a quantidade e a qualidade das informações disponíveis para operadores e gestores, permitindo que decisões sobre programação e oferta do transporte sejam baseadas no comportamento efetivamente observado dos passageiros.</p>
<p>A Transdata atua há mais de 30 anos no desenvolvimento de tecnologias para sistemas de transporte e, segundo informações da empresa, possui presença em <strong>677 cidades da América Latina e da África</strong>. A Plenatech, sediada em Caxias do Sul (RS), desenvolve dispositivos digitais e soluções de IoT voltadas à mobilidade, incluindo aplicações de conectividade, monitoramento e segurança.</p>
<p><em><strong>Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Sertran incorpora à frota primeiro Volare biometano/GNV para fretamento em Presidente Prudente (SP) e região</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/08/31/sertran-incorpora-a-frota-primeiro-volare-biometano-gnv-para-fretamento-em-presidente-prudente-sp-e-regiao/</link>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 15:35:38 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Marca, integrante da Marcopolo S.A., diz apostar em tecnologias alternativas ao diesel, mas variadas. Além do biometano/GNV, passou a oferecer comercialmente o híbrido elétrico-etanol, conforme anunciado pelo Diário do Transporte em primeira mão ADAMO BAZANI A Sertran Transportes incorporou à frota seu primeiro Volare Fly 10 GV, micro-ônibus preparado para operar com biometano e GNV [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="738" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?fit=1024%2C738&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?w=7000&amp;ssl=1 7000w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?resize=300%2C216&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?resize=1024%2C738&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?resize=150%2C108&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?resize=768%2C553&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?resize=1536%2C1106&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?resize=2048%2C1475&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?resize=400%2C288&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/31082026-Volare-Fly-10-GV_Frota-da-Sertran_2.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Marca, integrante da Marcopolo S.A., diz apostar em tecnologias alternativas ao diesel, mas variadas. Além do biometano/GNV, passou a oferecer comercialmente o híbrido elétrico-etanol, conforme anunciado pelo <strong>Diário do Transporte</strong> em primeira mão</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Sertran Transportes incorporou à frota seu primeiro Volare Fly 10 GV, micro-ônibus preparado para operar com biometano e GNV (Gás Natural Veicular). O veículo está em fase de testes em uma operação de fretamento para um cliente da transportadora na região de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, e tem 10,145 metros de comprimento, 31 poltronas e três cilindros que armazenam até 360 litros de combustível.</p>
<p>A aquisição ocorre em um momento no qual fabricantes e empresas de ônibus testam diferentes alternativas ao diesel para o fretamento e para serviços rodoviários, ainda sem predominância de uma única tecnologia. A Volare, marca da Marcopolo S.A., além do modelo a gás, passou a oferecer comercialmente em 2026 o Attack 10 Híbrido, de tração elétrica com geração de energia a etanol, como o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou em primeira mão antes da Lat.Bus. O biometano também vem aparecendo em ônibus maiores: Scania e Marcopolo já realizaram demonstrações com Cometa e Santa Cruz e, no fim de 2025, a Pássaro Marron incorporou um rodoviário desta configuração à frota.</p>
<p><strong>Volare da Sertran começa testes em operação de fretamento na região de Presidente Prudente</strong></p>
<p>A unidade adquirida pela Sertran é um Fly 10 GV e, segundo a Volare, está sendo avaliada em uma operação real de fretamento empresarial de um cliente da transportadora.</p>
<p>O veículo utiliza motor desenvolvido para funcionar com GNV, biometano ou mistura dos dois combustíveis.</p>
<p>Embora possam alimentar o mesmo tipo de motor, os combustíveis têm origens diferentes. O GNV convencional é de origem fóssil. Já o biometano é renovável e pode ser produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos, dejetos animais, resíduos agroindustriais, aterros sanitários e outras fontes.</p>
<p>Por isso, o potencial de redução das emissões de gases de efeito estufa atribuído a esse tipo de veículo depende, entre outros fatores, da parcela efetivamente abastecida com biometano.</p>
<p>A Volare informa que, quando considerada a utilização do combustível renovável, a redução das emissões de gases de efeito estufa pode chegar a 84% em relação a uma configuração convencional, enquanto a diminuição de material particulado pode chegar a aproximadamente 96%. Os porcentuais são dados divulgados pela fabricante e podem variar conforme combustível, operação e metodologia considerada.</p>
<p>“O modelo introduz uma alternativa de menor emissão para operações nas quais há disponibilidade de biometano ou gás natural e infraestrutura para abastecimento”, afirma o gerente executivo da Volare, Sidnei Vargas.</p>
<p><strong>Fly 10 GV tem 31 lugares e autonomia anunciada de até 450 quilômetros</strong></p>
<p>A unidade destinada à Sertran possui 10.145 milímetros de comprimento e 31 poltronas do padrão Executivo.</p>
<p>Entre os equipamentos relacionados pela fabricante estão tomadas USB, ar-condicionado, câmeras de monitoramento e sensor traseiro de estacionamento.</p>
<p>O veículo também possui controle eletrônico de tração e estabilidade e sistema que impede sua movimentação com a porta aberta.</p>
<p>São três cilindros para armazenamento do combustível, com capacidade conjunta de 360 litros.</p>
<p>A Volare informa autonomia de até 450 quilômetros, mas ressalta que o alcance depende da aplicação. Peso transportado, velocidade média, relevo, trânsito, uso do ar-condicionado e características da rota estão entre os fatores que podem modificar o consumo.</p>
<p>Antes da operação com a Sertran, o Fly 10 GV passou por demonstrações e testes em diferentes cidades, entre elas Guarulhos (SP), Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG), Salvador (BA) e Londrina (PR).</p>
<p>Em Juiz de Fora, por exemplo, uma operação assistida colocou o modelo em quatro linhas urbanas e acumulou 2.974 quilômetros. O projeto envolveu prefeitura, Universidade Federal de Juiz de Fora e Gasmig.</p>
<p>Em Londrina, o modelo também foi submetido a testes em linhas urbanas, com acompanhamento de indicadores como consumo, autonomia, torque, desempenho em diferentes relevos e comportamento operacional.</p>
<p><strong>Fretamento já tem outro Fly 10 GV em operação no Rio Grande do Sul</strong></p>
<p>A Sertran não é a primeira empresa a utilizar o Fly 10 GV no fretamento.</p>
<p>Em fevereiro de 2026, a Volare entregou uma unidade à Viação Giratur, de Caxias do Sul (RS), para o transporte diário de funcionários da própria Marcopolo.</p>
<p>Naquela configuração, o veículo recebeu 35 poltronas e também três cilindros com capacidade total de 360 litros.</p>
<p>A chegada do modelo à Sertran amplia, portanto, a presença ainda inicial do biometano/GNV no fretamento empresarial brasileiro.</p>
<p>Não há, até o momento, participação expressiva desse combustível no conjunto da frota nacional de fretamento comparável à predominância histórica do diesel. O que existe é uma sequência crescente de projetos-piloto, demonstrações e primeiras aquisições, principalmente em operações nas quais há perspectiva de acesso ao biometano e estrutura de abastecimento.</p>
<p><strong>Sertran também testa híbrido elétrico-etanol</strong></p>
<p>A opção pelo Fly 10 GV não é a única experiência da Sertran com uma tecnologia diferente do diesel.</p>
<p>A empresa também participa do desenvolvimento operacional do Volare Attack 10 Híbrido, que combina tração elétrica e geração de energia a partir do etanol.</p>
<p>Em março de 2026, Marcopolo, Sertran e bp bioenergy iniciaram uma operação de demonstração do modelo em uma unidade da companhia do setor de bioenergia.</p>
<p>Posteriormente, outro teste passou a ser realizado em Dourados (MS), segundo a Sertran.</p>
<p>O sistema é diferente de um híbrido convencional no qual motor a combustão e motor elétrico podem movimentar diretamente as rodas. No conceito apresentado pela Volare, a tração é elétrica e o motor alimentado por etanol funciona como gerador de energia para o conjunto de baterias.</p>
<p>A tecnologia foi uma das novidades que o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> conheceu antes da Lat.Bus 2026, em visita à unidade da Marcopolo em São Paulo, em 6 de agosto.</p>
<p>Na ocasião, a fabricante informou que o Attack 10 Híbrido passaria à comercialização e indicou justamente operações severas de fretamento, inclusive rural e mineração, entre as aplicações pretendidas para o veículo.</p>
<p>Segundo a Sertran, aproximadamente 200 veículos Marcopolo e Volare foram incorporados pela companhia no período de um ano.</p>
<p>“A Sertran busca diferentes alternativas tecnológicas e parceiros para avaliar o que pode ser aplicado ao transporte de pessoas ligado ao setor agroindustrial”, afirma o diretor de Novos Negócios e Tecnologias da Sertran, Daniel Felício.</p>
<p>O executivo cita ainda a participação da empresa na Fenasucro &amp; Agrocana 2026 e os testes tanto do Fly 10 GV como do Attack híbrido.</p>
<p><strong>Marcopolo passou a trabalhar simultaneamente com elétrico, etanol e biometano</strong></p>
<p>A estratégia apresentada pela Marcopolo na Lat.Bus 2026 não se concentrou em uma única fonte de energia.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, a fabricante trabalha simultaneamente com ônibus integralmente elétricos, o híbrido elétrico-etanol e veículos preparados para biometano/GNV, além de continuar desenvolvendo os modelos convencionais a diesel.</p>
<p>Na linha Volare, o Attack 10 Híbrido passou para a fase comercial. A empresa também ampliou a disponibilidade de câmbio automático para a gama de micro-ônibus.</p>
<p>Já entre os ônibus elétricos, a Marcopolo apresentou uma nova configuração do Attivi, com menor altura, destinada também a operações com restrições físicas, como determinados serviços aeroportuários.</p>
<p>A coexistência das tecnologias reflete uma discussão cada vez mais presente no setor: diferentes operações têm necessidades distintas de autonomia, infraestrutura, abastecimento, capacidade de passageiros, custos e disponibilidade energética.</p>
<p><strong>Biometano começa a aparecer também nos ônibus rodoviários maiores</strong></p>
<p>A utilização do biometano no transporte de passageiros brasileiro não está limitada aos micro-ônibus.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanha há alguns anos testes com ônibus maiores, principalmente numa parceria entre Scania e fabricantes de carrocerias.</p>
<p>Um dos veículos mais conhecidos dessa fase é um Scania K 340 4&#215;2 a gás com carroceria Marcopolo Paradiso New G7.</p>
<p>O ônibus foi usado inicialmente em demonstrações pela Viação Cometa e, posteriormente, passou a ser empregado pela Viação Santa Cruz em uma nova rodada de avaliações.</p>
<p>Em junho de 2025, Scania e Santa Cruz apresentaram o veículo para operação na ligação São Paulo–Campinas.</p>
<p>Não se tratava de uma compra da Santa Cruz. Era justamente o mesmo ônibus que havia passado pela Cometa cerca de três anos antes. O modelo possui seis cilindros, capacidade conjunta de 720 litros e autonomia estimada em aproximadamente 400 quilômetros.</p>
<p>A configuração evidencia também uma das limitações práticas para ônibus rodoviários: os cilindros ocupam parte do espaço normalmente disponível para bagagens. Assim, aplicações de curta e média distância, com menor volume de malas, podem ser mais compatíveis com a tecnologia do que viagens rodoviárias muito longas.</p>
<p>A Santa Cruz posteriormente colocou o modelo na rota São Paulo–Campinas em operação demonstrativa.</p>
<p><strong>Pássaro Marron já incorporou modelo G8 a biometano</strong></p>
<p>Outro passo ocorreu no fim de 2025.</p>
<p>A Pássaro Marron recebeu um Marcopolo Paradiso G8 1050 com chassi Scania K 340 4&#215;2 Gás, tornando-se uma das primeiras empresas brasileiras a incorporar um rodoviário desta geração preparado para biometano/GNV.</p>
<p>O veículo possui 14 metros, 46 lugares e seis cilindros que somam 720 litros. A autonomia anunciada chega a 450 quilômetros.</p>
<p>A estreia comercial ocorreu em dezembro de 2025.</p>
<p>Assim, o cenário do biometano no transporte rodoviário e no fretamento ainda é de implantação gradual: a Cometa participou de uma etapa de demonstração; a Santa Cruz colocou o mesmo veículo em avaliação operacional; a Pássaro Marron avançou para a incorporação de um ônibus Geração 8; Giratur e agora Sertran introduziram o Volare em operações de fretamento.</p>
<p>Paralelamente, a escala mais significativa anunciada até agora no País está no transporte urbano e metropolitano de Goiânia, onde um programa prevê 501 ônibus a biometano, incluindo articulados Scania com carrocerias Marcopolo. Os primeiros articulados começaram a ser entregues em 2026.</p>
<p>A movimentação mostra que o biometano começa a ganhar aplicações em diferentes portes de veículos, mas ainda convive com questões como disponibilidade regional do combustível, rede de abastecimento, custo de implantação e adequação de cada configuração à operação.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Ônibus da Piracicabana descontrolado atinge poste e residência na Zona Leste de São Paulo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/08/31/onibus-da-piracicabana-descontrolado-atinge-poste-e-residencia-na-zona-leste-de-sao-paulo/</link>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 15:24:35 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Veículo fretado desceu via de ré e também bateu em um carro; não há informações sobre feridos ARTHUR FERRARI Um ônibus fretado da Viação Piracicabana descontrolado desceu uma via de ré e atingiu um poste, uma residência e um carro na Avenida Duílio Lenarduzzi, próximo à Avenida São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="580" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-12.13.44.jpeg?fit=1024%2C580&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-12.13.44.jpeg?w=1512&amp;ssl=1 1512w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-12.13.44.jpeg?resize=300%2C170&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-12.13.44.jpeg?resize=1024%2C580&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-12.13.44.jpeg?resize=150%2C85&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-12.13.44.jpeg?resize=768%2C435&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-12.13.44.jpeg?resize=400%2C226&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Veículo fretado desceu via de ré e também bateu em um carro; não há informações sobre feridos</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Um ônibus fretado da Viação Piracicabana descontrolado desceu uma via de ré e atingiu um poste, uma residência e um carro na Avenida Duílio Lenarduzzi, próximo à Avenida São Miguel, na Zona Leste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 31 de agosto de 2026.</p>
<p>O acidente aconteceu por volta das 9h. A CET foi acionada e bloqueou totalmente a via na altura da Rua Antônio Augusto de Lime, seguindo interditada ainda no início da tarde.</p>
<p>A Enel foi acionada e atua no local para reparos na rede elétrica que foi danificada.</p>
<p>Não há informações sobre feridos.</p>
<p><strong><em>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>ANTT e Fepasc recorrem ao STF contra liminar que liberou Buser no Paraná e reabrem disputa sobre circuito aberto no fretamento</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:45:18 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Agência afirma que mais de 92% das viagens analisadas da plataforma se concentram entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, enquanto federação questiona até se recurso da Buser poderia ser analisado pelo Supremo; advogado especializado Ilo Löbel da Luz avalia que julgamento definitivo do mérito pode ficar para 2027 ADAMO BAZANI A ANTT [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="569" height="397" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-26.png?fit=569%2C397&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-26.png?w=569&amp;ssl=1 569w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-26.png?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-26.png?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Sem-titulo-26.png?resize=400%2C279&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 569px) 100vw, 569px" /> <p><em>Agência afirma que mais de 92% das viagens analisadas da plataforma se concentram entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, enquanto federação questiona até se recurso da Buser poderia ser analisado pelo Supremo; advogado especializado Ilo Löbel da Luz avalia que julgamento definitivo do mérito pode ficar para 2027</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a Fepasc (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina) recorreram ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão provisória do ministro Nunes Marques que permitiu à Buser voltar a operar no Paraná. Os dois recursos tentam derrubar a liminar, mas seguem caminhos diferentes: a agência concentra a argumentação nas diferenças entre o fretamento autorizado e o serviço regular de ônibus e diz que a operação intermediada pela plataforma apresenta características de linhas; a Fepasc questiona inclusive se o recurso da Buser reúne condições jurídicas para ser analisado pelo Supremo.</p>
<p>A discussão envolve diretamente o chamado circuito fechado, exigido pela regulamentação federal para o fretamento, e o circuito aberto, característico das linhas regulares. A ANTT afirma ainda que, das 15.647 viagens cadastradas da Buser examinadas pela fiscalização, 14.460, mais de 92%, ficaram concentradas entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o que, segundo a agência, indicaria preferência pelos corredores de maior demanda e rentabilidade. A Buser sustenta posição oposta: afirma ser uma plataforma tecnológica que aproxima passageiros e transportadoras autorizadas e defende a liberdade econômica para o modelo que comercialmente denomina “fretamento colaborativo”. A expressão, porém, não constitui modalidade jurídica de transporte reconhecida hoje pela legislação ou pela regulamentação da ANTT.</p>
<p>Como já mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Nunes Marques não declarou em julho que o modelo da Buser é definitivamente legal. O ministro suspendeu, de forma provisória, os efeitos da decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que impedia as operações com origem ou destino no Paraná, enquanto o recurso apresentado pela empresa ainda é discutido.</p>
<p><strong>O que são os recursos apresentados agora por ANTT e Fepasc</strong></p>
<p>Os dois documentos são agravos internos.</p>
<p>Apesar do nome técnico, o funcionamento pode ser explicado de maneira simples: Nunes Marques tomou sozinho uma decisão provisória dentro do processo. ANTT e Fepasc estão dizendo ao próprio STF que discordam e pedem uma nova análise.</p>
<p>Primeiro, o próprio ministro pode reconsiderar aquilo que decidiu.</p>
<p>Caso mantenha sua posição, os recorrentes pedem que a questão seja levada aos demais ministros competentes para o julgamento colegiado.</p>
<p>Portanto, os agravos não são ainda o julgamento definitivo sobre a legalidade ou ilegalidade da operação da Buser. Eles discutem, neste momento, se a liminar concedida por Nunes Marques deve continuar valendo enquanto o processo principal prossegue.</p>
<p>Os recursos também não significam, por si mesmos, que a decisão de julho tenha deixado de produzir efeitos. Para isso, é necessária uma nova decisão judicial.</p>
<p>O agravo da ANTT foi apresentado pela Procuradoria-Geral Federal, em nome da agência. O recurso da Fepasc foi assinado pelo escritório Justen, Pereira, Oliveira &amp; Talamini. Nos dois casos, o pedido principal é a reconsideração da liminar e, se isso não ocorrer, sua revisão pelo colegiado.</p>
<p><strong>O que Nunes Marques decidiu em julho</strong></p>
<p>A controvérsia começou muito antes de chegar ao Supremo.</p>
<p>A Fepasc entrou na Justiça contra o modelo de operação da Buser. Em 2021, a 3ª Turma do TRF-4 concluiu que o serviço intermediado pela plataforma possuía características de transporte regular, apesar de utilizar transportadoras autorizadas apenas para fretamento.</p>
<p>O tribunal apontou, entre outros aspectos, a oferta frequente de viagens, horários definidos, comercialização individualizada de lugares e possibilidade de o passageiro comprar apenas um trecho.</p>
<p>Para o TRF-4, isso equivaleria, na prática, a operar transporte regular em circuito aberto sem a autorização correspondente. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) posteriormente manteve o resultado contrário à Buser.</p>
<p>Ao analisar o caso provisoriamente em 17 de julho de 2026, Nunes Marques adotou outro enfoque.</p>
<p>O ministro partiu da livre iniciativa e entendeu que a simples ausência de uma regulamentação específica para uma atividade econômica nova não seria suficiente, por si só, para proibi-la.</p>
<p><strong><em>“A ausência de disciplina regulatória específica para determinada atividade econômica não conduz, por si só, à sua vedação”,</em></strong> escreveu o ministro.</p>
<p>Nunes Marques também considerou que uma exigência de regulamentação prévia pode se transformar em barreira à inovação e mencionou precedentes do STF sobre abertura à concorrência e sobre plataformas tecnológicas, inclusive os julgamentos relacionados ao transporte individual por aplicativos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a própria Constituição estabelece que o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros é uma atividade de competência da União e sujeita a autorização, concessão ou permissão. Esse é justamente um dos pontos agora explorados pela ANTT para tentar distinguir o caso Buser dos julgamentos sobre Uber.</p>
<p>A liminar suspendeu os efeitos da decisão do TRF-4 para permitir a manutenção das operações da plataforma no Paraná enquanto o recurso extraordinário é discutido. O ministro também admitiu a Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros) no processo como interessada.</p>
<p><strong>ANTT diz que discussão não é contra aplicativo, mas sobre que tipo de transporte está sendo prestado</strong></p>
<p>O agravo da ANTT tenta deslocar o debate da existência da plataforma tecnológica para a forma como as viagens são efetivamente realizadas.</p>
<p>A agência diz expressamente que não proíbe o uso de plataformas digitais para aproximar passageiros e empresas de transporte.</p>
<p>Segundo a ANTT, o problema surge quando uma transportadora que possui autorização para fretamento executa uma viagem que, pelas características reais, seria equivalente ao serviço regular.</p>
<p>Isso ocorre porque as duas modalidades possuem obrigações diferentes.</p>
<p>A empresa de fretamento recebe um TAF, Termo de Autorização de Fretamento. Já a empresa que opera linhas regulares precisa da autorização correspondente ao serviço regular e está submetida a exigências próprias sobre mercados, operação e direitos dos passageiros.</p>
<p>A ANTT sustenta que a liberdade de iniciativa não pode ser analisada isoladamente porque o transporte rodoviário interestadual coletivo é um serviço regulado pela União e envolve políticas públicas de mobilidade e obrigações sociais.</p>
<p>No recurso, a agência argumenta que permitir que uma empresa autorizada para fretamento opere como uma linha regular criaria uma concorrência assimétrica: um operador poderia disputar os mesmos passageiros das viações sem assumir todas as obrigações impostas ao serviço regular.</p>
<p><strong>Agência cita gratuidades, horários, continuidade e atendimento a mercados menos rentáveis</strong></p>
<p>Entre as diferenças destacadas pela ANTT estão as gratuidades e descontos previstos para idosos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda, além de requisitos relacionados à continuidade da operação, frequências, frota, emissão de bilhetes e atendimento de mercados.</p>
<p>O argumento é que uma empresa de linha regular não pode escolher operar somente quando existe demanda suficiente para encher o veículo.</p>
<p>Há viagens que precisam ser cumpridas mesmo com menor ocupação.</p>
<p>A agência sustenta que isso faz parte de uma rede de transporte criada para garantir atendimento também em cidades, horários ou ligações economicamente menos atraentes.</p>
<p>Na visão apresentada no recurso, se outro operador puder selecionar apenas os horários e corredores mais rentáveis com uma carga regulatória menor, parte da receita que ajuda a sustentar o restante da rede pode migrar para esse concorrente.</p>
<p>A ANTT usa o conceito econômico conhecido como cream skimming ou skimming: a seleção da parte mais rentável de um mercado, deixando aos demais operadores os serviços de maior custo ou menor retorno.</p>
<p>É uma alegação da agência, e será o STF quem decidirá se ela se aplica juridicamente ao caso da Buser.</p>
<p><strong>Mais de 92% das viagens analisadas ficaram em SP, MG e RJ, diz ANTT</strong></p>
<p>Para sustentar esse argumento, a Superintendência de Fiscalização da ANTT apresentou dados operacionais no agravo.</p>
<p>Segundo o documento, foram examinadas 15.647 licenças de viagem relacionadas às contratações feitas pela plataforma.</p>
<p>Desse total, 14.460 estavam concentradas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.</p>
<p>São aproximadamente 92,4% das viagens consideradas pela agência.</p>
<p>A ANTT interpreta essa concentração como evidência de que o modelo privilegia os corredores de maior procura e maior possibilidade de retorno econômico.</p>
<p>O recurso contém inclusive, na página 6, uma imagem do sistema de fiscalização com 15.647 licenças, 162 ligações, 733.151 passageiros, 256 empresas contratadas e aproximadamente R$ 63,67 milhões em valores declarados nas contratações analisadas.</p>
<p>A agência sustenta que essa concentração não seria compatível com a lógica de um fretamento eventual e pontual, mas se aproximaria da lógica econômica de uma operação regular.</p>
<p><strong>Fiscalização pode continuar atingindo as empresas de ônibus parceiras</strong></p>
<p>Outro ponto relevante do recurso é que a ANTT diferencia a Buser das empresas que efetivamente transportam os passageiros.</p>
<p>A agência afirma que suas fiscalizações não se dirigem, em regra, contra a existência de uma plataforma digital.</p>
<p>As autuações recaem sobre transportadoras quando os fiscais entendem que uma empresa habilitada para fretamento descumpriu as condições da autorização e realizou, na prática, um serviço de outra natureza.</p>
<p>Esse ponto já havia sido destacado pelo advogado Ilo Löbel da Luz, especialista em transporte rodoviário interestadual, em entrevista ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> após a liminar.</p>
<p><em>“A Buser pode operar como plataforma. As empresas de fretamento podem realizar as viagens. Mas a ANTT poderá continuar entendendo, caso identifique que determinada operação possui características de serviço regular, que houve exploração irregular da atividade e, por consequência, lavrar autos de infração contra as transportadoras”, </em>disse Löbel ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p>Para o advogado, a decisão de julho reduziu o risco imediato da plataforma, mas não solucionou automaticamente a situação das empresas que executam as viagens.</p>
<p>“A decisão do STF reduz, neste momento, o risco jurídico da plataforma, mas não elimina o risco regulatório das empresas que executam o transporte. Esse talvez seja o principal ponto que ainda precisará ser enfrentado quando o Supremo julgar definitivamente o mérito da controvérsia”, afirmou.</p>
<p><strong>ANTT diz que precedente do Uber não pode ser transferido automaticamente para ônibus interestadual</strong></p>
<p>Outro dos principais ataques da ANTT à liminar está na comparação com o chamado Caso Uber.</p>
<p>Para a agência, são situações juridicamente diferentes.</p>
<p>O motorista de aplicativo realiza transporte individual privado.</p>
<p>Já o transporte rodoviário coletivo interestadual, argumenta a ANTT, é uma atividade que a Constituição atribui à União e submete a um regime específico de delegação e regulação.</p>
<p>A agência sustenta, portanto, que precedentes do STF contra leis municipais que tentaram impedir Uber e outros aplicativos não poderiam ser automaticamente transportados para o mercado interestadual de ônibus.</p>
<p>Nunes Marques, por outro lado, utilizou esses julgamentos como parte do raciocínio sobre inovação, liberdade econômica e entrada de novos agentes no mercado, embora o caso da Buser envolva um arcabouço regulatório diferente.</p>
<p><strong>Fepasc ataca primeiro o próprio caminho usado pela Buser para chegar ao STF</strong></p>
<p>Enquanto a ANTT concentra grande parte de sua peça no funcionamento do mercado de transporte, a Fepasc começa por uma discussão anterior: para a federação, o recurso extraordinário da Buser nem deveria avançar.</p>
<p>A entidade lembra que a Vice-Presidência do TRF-4 já havia considerado que o recurso enfrentava problemas de admissibilidade.</p>
<p>Um dos argumentos é que a Buser precisaria mudar conclusões baseadas nas provas examinadas pelo TRF-4.</p>
<p>Em recurso extraordinário, o STF normalmente analisa questões constitucionais, e não refaz a avaliação de fatos e provas feita pelos tribunais anteriores.</p>
<p>A Fepasc argumenta ainda que parte das questões constitucionais invocadas não teria sido devidamente discutida nas decisões anteriores e cita súmulas do STF sobre esses limites processuais.</p>
<p>Em termos simples, a federação diz: antes mesmo de perguntar se a Buser tem razão sobre livre iniciativa, é preciso decidir se esse tipo de recurso pode ser utilizado para reabrir a discussão feita pelo TRF-4.</p>
<p>A Fepasc também sustenta que o STJ já manteve as conclusões desfavoráveis ao modelo discutido no processo.</p>
<p><strong>Federação diz que não havia urgência porque Buser continuou atuando de outras formas</strong></p>
<p>A Fepasc também contesta um dos requisitos necessários para uma decisão urgente: a existência de risco concreto de dano enquanto se espera o julgamento.</p>
<p>Segundo o recurso, a Buser não teria ficado economicamente inviabilizada pelas decisões judiciais anteriores.</p>
<p>A federação afirma que, desde 2018, a empresa adaptou suas formas de atuação e passou inclusive a operar um marketplace de venda de passagens de empresas regulares, além das atividades relacionadas ao fretamento.</p>
<p>Por isso, sustenta que não havia situação de emergência que justificasse suspender imediatamente os efeitos da decisão do TRF-4.</p>
<p>A entidade argumenta ainda que uma eventual demora do julgamento não causaria prejuízo irreparável à plataforma, ao passo que, em sua visão, a manutenção da liminar poderia gerar efeitos sobre o sistema regular e os passageiros.</p>
<p><strong>Fepasc afirma que já existe regulamentação para fretamento</strong></p>
<p>Outro confronto direto com a fundamentação da liminar está na existência ou não de regras aplicáveis.</p>
<p>A Fepasc diz que não existe um vazio regulatório para o transporte por fretamento.</p>
<p>Há normas que definem como empresas autorizadas devem operar e, segundo a regulamentação atual da ANTT, o fretamento interestadual é realizado em circuito fechado.</p>
<p>A página oficial da própria agência apresenta hoje três modalidades: turístico, eventual e contínuo. Todas seguem a lógica de circuito fechado, e a ANTT informa que não há venda individual de passagens na modalidade fretada.</p>
<p>Assim, a Fepasc sustenta que a questão não seria simplesmente a inexistência de norma para uma atividade nova, mas se uma plataforma pode estruturar uma operação diferente daquela permitida às empresas que possuem autorização de fretamento.</p>
<p><strong>Circuito aberto e circuito fechado: entenda a diferença</strong></p>
<p>A distinção está no centro de praticamente toda a disputa.</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Aspecto</strong></td>
<td><strong>Circuito fechado – fretamento</strong></td>
<td><strong>Circuito aberto – serviço regular</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Quem viaja</td>
<td>Grupo previamente formado</td>
<td>Passageiros compram individualmente</td>
</tr>
<tr>
<td>Venda de passagem</td>
<td>Não há bilhete avulso</td>
<td>Há venda individual</td>
</tr>
<tr>
<td>Ida e volta</td>
<td>Mesmo grupo retorna</td>
<td>Passageiro pode comprar só ida ou só volta</td>
</tr>
<tr>
<td>Operação</td>
<td>Viagem contratada para o grupo</td>
<td>Linha/mercado ofertado ao público</td>
</tr>
<tr>
<td>Frequência</td>
<td>Depende da contratação/modalidade</td>
<td>Há operação e frequências autorizadas</td>
</tr>
<tr>
<td>Gratuidades legais</td>
<td>Regime diferente</td>
<td>Idosos, PcD e jovens de baixa renda, conforme a legislação</td>
</tr>
<tr>
<td>Documento de venda</td>
<td>Contrato/nota fiscal e licença</td>
<td>Bilhete de passagem</td>
</tr>
<tr>
<td>Autorização</td>
<td>TAF e licença de fretamento</td>
<td>Autorização para serviço regular</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>PESQUISA: ADAMO BAZANI/DIÁRIO DO TRANSPORTE – ANTT/STF</p>
<p>A própria ANTT informa atualmente ao passageiro que, no fretamento, não existe venda individual de lugares e que o grupo deve retornar junto ao ponto de origem.</p>
<p>Isso não significa que um fretamento contínuo não possa ter horários e frequência. Ele pode, por exemplo, transportar diariamente trabalhadores ou estudantes. A diferença é que continua existindo um grupo determinado e um contrato específico, e não a oferta aberta de assentos para qualquer pessoa que queira comprar uma viagem entre duas cidades.</p>
<p><strong>“Fretamento colaborativo” não é uma modalidade prevista na lei ou na regulamentação da ANTT</strong></p>
<p>A expressão “fretamento colaborativo” é empregada pela Buser e por outras plataformas para descrever seu modelo comercial, mas não corresponde atualmente a uma categoria jurídica própria reconhecida pela legislação federal ou pela regulamentação da ANTT.</p>
<p>Nas regras oficiais, o fretamento é dividido em turístico, eventual e contínuo.</p>
<p>Um parecer elaborado em 2021 pela então Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade, dentro do programa FIARC, chegou a discutir a possibilidade de criação futura de uma categoria específica para o chamado fretamento colaborativo. O próprio documento registrou que essa nova categoria não encontrava respaldo nos normativos então existentes.</p>
<p>Portanto, quando esta reportagem utiliza a expressão, está reproduzindo a denominação comercial adotada pelas plataformas e presente no debate público, e não reconhecendo uma modalidade de transporte já criada por lei.</p>
<p><strong>O que Buser e Amobitec alegam a favor do modelo</strong></p>
<p>Os argumentos favoráveis utilizados pela Buser e pela Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia) aparecem em manifestações públicas e em discussões regulatórias anteriores. Eles podem ser resumidos assim:</p>
<ol>
<li>A Buser afirma que não é uma viação e não presta diretamente o transporte, mas funciona como intermediadora tecnológica entre pessoas interessadas em uma mesma viagem e empresas de fretamento habilitadas pela ANTT. Na PET 16160, a plataforma diz que não possui frota própria, não contrata os motoristas das viagens e não opera linhas diretamente.</li>
<li>A empresa sustenta que a tecnologia permite reunir passageiros com interesses comuns e dividir o custo de uma contratação coletiva, reduzindo custos de transação e ampliando as opções de viagem. Esse argumento é usado pela Buser desde os primeiros processos relacionados ao modelo.</li>
<li>A Buser argumenta que a exigência de circuito fechado restringe a liberdade econômica, limita a escolha do consumidor e provoca ociosidade de veículos e mão de obra ao obrigar o retorno do mesmo grupo. Em discussão no Ministério da Economia, a empresa também alegou que a exigência não teria fundamento suficiente em lei e deveria ser revista.</li>
<li>A plataforma afirma que a entrada de novas empresas e modelos pode aumentar a concorrência, reduzir preços e incentivar inovação, e usa precedentes do STF relacionados a plataformas digitais para sustentar que a regulação não deveria servir apenas para proteger agentes já instalados no mercado.</li>
<li>A Amobitec reconheceu, em discussões regulatórias, que transporte regular e fretamento são serviços diferentes, mas sustentou que o circuito fechado não é a única nem necessariamente a principal característica que separa os dois. A entidade citou outros fatores, como acesso a rodoviárias e regularidade da oferta.</li>
<li>Tanto representantes da Amobitec quanto da Buser admitiram, naquela discussão regulatória, a possibilidade de estender ao modelo comercialmente chamado de fretamento colaborativo algumas obrigações hoje existentes no segmento regular. A Amobitec disse que gratuidades e descontos legais não justificariam manter, por si sós, a regra do circuito fechado, mas não se opôs à eventual inclusão desses benefícios no novo modelo. A Buser também declarou-se favorável a discutir gratuidades e descontos caso houvesse uma mudança da regulamentação.</li>
</ol>
<p>Essas são as posições das entidades e da empresa. A validade delas diante das regras atuais é justamente parte da controvérsia ainda não resolvida.</p>
<p><strong>Ilo Löbel: agravo da ANTT muda foco da discussão para o padrão das viagens</strong></p>
<p>O advogado Ilo Löbel da Luz, especializado no setor de transporte rodoviário interestadual, avalia que o documento da ANTT torna mais explícito um aspecto que até agora ficava em segundo plano no debate público: a forma concreta como as viagens são oferecidas.</p>
<p><em>“Até agora a discussão girava em torno da legalidade da plataforma. O agravo da ANTT desloca o foco para onde ele sempre deveria estar, que é o padrão de operação. O dado de que mais de 92% das viagens aconteceram entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro não é um detalhe estatístico, é a evidência de que a atividade segue a lógica econômica do serviço regular, concentração nas rotas mais rentáveis, e não a lógica do fretamento, que deveria atender demanda pontual e não recorrente”,</em> disse Ilo Löbel da Luz ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>.</p>
<p>Trata-se da avaliação do advogado sobre os dados apresentados pela ANTT, e não de uma conclusão já adotada pelo STF.</p>
<p>Löbel também chama a atenção para a situação das transportadoras que trabalham com a plataforma enquanto a discussão permanece aberta.</p>
<p>“Enquanto o processo tramita, o risco para quem opera com a Buser não desaparece, só fica invisível. As empresas de fretamento continuam sujeitas à fiscalização da ANTT com base nas mesmas características que a própria agência já usa para diferenciar fretamento de serviço regular. Esperar o julgamento de mérito em 2027 para só então avaliar exposição é decisão de quem prefere não olhar para o problema, não de quem administra risco”, afirmou.</p>
<p>A referência a 2027 é uma projeção de Ilo Löbel da Luz. Até o momento, não há data de julgamento do mérito oficialmente marcada pelo STF.</p>
<p><strong>Advogado também alerta que liminar não equivale a declaração definitiva de legalidade</strong></p>
<p>Em manifestação anterior ao <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, Löbel já havia chamado atenção para interpretações segundo as quais o Supremo teria liberado definitivamente o chamado fretamento colaborativo.</p>
<p>“Essa leitura, porém, simplifica uma questão muito mais complexa. A decisão protege a atividade da plataforma digital, mas não resolve, necessariamente, a situação regulatória das empresas de fretamento que realizam as viagens”, afirmou.</p>
<p>O próprio caráter da decisão de Nunes Marques reforça essa distinção.</p>
<p>O ministro realizou uma análise inicial e provisória e suspendeu os efeitos da decisão do TRF-4 enquanto o recurso é discutido.</p>
<p>Não houve, nesta etapa, um julgamento definitivo estabelecendo que toda operação intermediada pela Buser em circuito aberto está adequada às regras atuais do fretamento federal.</p>
<p><strong>Processo começou em 2018 e já passou por Justiça Federal, TRF-4 e STJ</strong></p>
<p>A disputa no Paraná começou em 2018, quando a Fepasc ajuizou ação contra a Buser e pediu atuação da ANTT.</p>
<p>Na primeira instância, a Justiça determinou que a agência adotasse providências contra operações que estivessem em desacordo com a regulamentação.</p>
<p>O caso chegou posteriormente ao TRF-4.</p>
<p>Em agosto de 2021, a 3ª Turma considerou irregular o modelo que estava sendo analisado e concluiu que a Buser oferecia características próprias do transporte regular utilizando empresas autorizadas para fretamento.</p>
<p>O STJ manteve posteriormente a decisão desfavorável à empresa.</p>
<p>Foi contra esse quadro que a Buser levou a discussão ao STF e pediu, antes da decisão final, a suspensão dos efeitos do acórdão.</p>
<p>Nunes Marques concedeu a medida em julho.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou na ocasião que a decisão representava uma mudança prática importante para o Paraná, mas não correspondia a um julgamento definitivo sobre a legalidade do modelo.</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/07/20/nunes-marques-do-stf-autoriza-buser-a-voltar-a-operar-no-parana-afirma-que-falta-de-regulamentacao-nao-pode-ser-impedimento-mas-nao-decide-sobre-legalidade-ou-nao/?utm_source=chatgpt.com">Relembre: Nunes Marques autoriza Buser a voltar a operar no Paraná, mas não decide definitivamente sobre legalidade do modelo</a></p>
<p><strong>O que acontece agora</strong></p>
<p>Com os agravos, a Buser poderá se manifestar sobre os argumentos apresentados pela ANTT e pela Fepasc.</p>
<p>Depois disso, Nunes Marques pode reconsiderar a liminar ou manter a decisão e encaminhar a discussão do recurso interno ao colegiado.</p>
<p>Não existe, neste momento, calendário oficial do STF definindo quando esses recursos serão julgados nem quando haverá uma solução definitiva para a controvérsia.</p>
<p>Ilo Löbel da Luz avalia que uma resposta sobre os agravos pode começar a surgir no fim de 2026 e que o julgamento definitivo do mérito tende a ficar para o primeiro semestre de 2027. É uma estimativa do advogado, e não uma previsão oficial do Supremo.</p>
<p>Nunes Marques assumiu em maio a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e estará à frente da Justiça Eleitoral durante as eleições gerais de outubro e novembro, fator que também integra a avaliação sobre o ritmo de tramitação nos próximos meses.</p>
<p>Até que o STF volte a se pronunciar, permanece aberta a questão central do processo: se empresas autorizadas apenas para fretamento podem utilizar plataformas digitais para realizar operações com características de circuito aberto ou se, quando há oferta recorrente, comercialização individual e funcionamento semelhante ao de linhas, passa a ser necessária a autorização correspondente ao transporte regular.</p>
<p>É essa resposta que estabelecerá os limites jurídicos do modelo que as plataformas chamam comercialmente de “fretamento colaborativo”.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>Documento da Mobi-Rio detalha identificação de articulados Volvo de 22 metros e Viale Express de 23 metros da frota do BRT</title>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:01:49 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ata prevê 120 adesivos traseiros para ônibus de 22 metros e 300 para veículos de 23 metros; quantidades são de materiais de identificação e não representam novas aquisições de ônibus ADAMO BAZANI Uma nova ata de registro de preços da Mobi-Rio, publicada nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, traz detalhes sobre dois tipos de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="694" height="479" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/23mbrt.jpg?fit=694%2C479&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/23mbrt.jpg?w=694&amp;ssl=1 694w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/23mbrt.jpg?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/23mbrt.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/23mbrt.jpg?resize=400%2C276&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 694px) 100vw, 694px" /> <p><em>Ata prevê 120 adesivos traseiros para ônibus de 22 metros e 300 para veículos de 23 metros; quantidades são de materiais de identificação e não representam novas aquisições de ônibus</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Uma nova ata de registro de preços da Mobi-Rio, publicada nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, traz detalhes sobre dois tipos de ônibus articulados utilizados pela empresa pública no sistema BRT: veículos Volvo/Marcopolo de 22 metros e Marcopolo Viale Express de 23 metros. O documento prevê 120 adesivos traseiros refletivos destinados ao primeiro grupo e 300 unidades para o segundo, além de especificar dimensões e padrões dos materiais.</p>
<p>Os números, entretanto, não significam que a Mobi-Rio tenha 420 ônibus novos nem indicam uma compra de veículos. Tratam-se de quantidades de adesivos adquiridas por registro de preços para aplicação e reposição ao longo da operação. Documentos anteriores da própria Mobi-Rio mostram que a frota do BRT possuía 100 articulados Marcopolo de 22 metros sobre chassi Volvo B340M e 287 Marcopolo Viale Express de 23 metros sobre Mercedes-Benz O 500 MDA, o que ajuda a explicar por que os estoques de adesivos são ligeiramente superiores ao número de veículos.</p>
<p><strong>Ata vale por um ano e tem a Mobi-Rio como órgão gestor</strong></p>
<p>A Ata de Registro de Preços nº 113/2026 tem a Companhia Municipal de Transportes Coletivos, Mobi-Rio, como órgão gestor e vigência de 31 de agosto de 2026 a 30 de agosto de 2027.</p>
<p>A empresa registrada é a Publimoc Gráfica e Comunicação Visual Ltda.</p>
<p>O objeto geral é a aquisição, sob demanda, de adesivos destinados aos veículos operados pela companhia.</p>
<p>Portanto, não significa que todo o quantitativo será necessariamente utilizado de uma só vez.</p>
<p>Esse mecanismo permite à Mobi-Rio solicitar os materiais conforme necessidade de instalação inicial, desgaste, acidentes, reparos de carroceria, repintura ou substituição da comunicação visual.</p>
<p><strong>Volvo/Marcopolo de 22 metros terá adesivo traseiro de 2,30 metros de largura</strong></p>
<p>Para os veículos identificados na ata como “Volvo Marcopolo 22m”, o documento estabelece um adesivo traseiro refletivo destinado aos veículos longos.</p>
<p>São previstas 120 unidades.</p>
<p>Cada adesivo mede 2.300 milímetros de largura por 800 milímetros de altura e utiliza as especificações White 680-10, Black 680-85 e Orange 680-14.</p>
<p>O preço unitário registrado é de R$ 85, com valor de R$ 10.200 para as 120 unidades.</p>
<p>A referência “Volvo Marcopolo 22m” corresponde à configuração de articulados do BRT com chassi Volvo B340M e carroceria Marcopolo.</p>
<p>Em documento técnico anterior da própria Mobi-Rio sobre a frota, esse conjunto aparece com 100 ônibus de 22 metros.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou a chegada desta geração ao Rio. O primeiro articulado adquirido diretamente pela Prefeitura foi concluído em 2022 com carroceria Marcopolo Torino Express, chassi Volvo B340M e comprimento de 22 metros.</p>
<p><strong>Viale Express de 23 metros: ata prevê 300 adesivos</strong></p>
<p>O segundo grupo identificado no documento é formado pelos Marcopolo Viale Express de 23 metros.</p>
<p>Para esses ônibus, a Mobi-Rio registrou 300 unidades de um adesivo traseiro específico para “veículo longo 23 metros”.</p>
<p>A peça mede 2.200 milímetros de largura por 950 milímetros de altura, também com material refletivo nas especificações branca, preta e laranja.</p>
<p>Cada unidade foi registrada por R$ 83, totalizando R$ 24.900 caso todo o quantitativo seja adquirido.</p>
<p>Somando somente esses dois itens, o valor máximo correspondente aos 420 adesivos chega a R$ 35.100.</p>
<p>Novamente, isso não representa o número de ônibus.</p>
<p><strong>Frota conhecida tem 287 Viale Express de 23 metros</strong></p>
<p>Um edital da própria Mobi-Rio publicado em 2025 detalhou a composição da frota então utilizada no BRT.</p>
<p>Nesse documento, aparecem 287 ônibus de 23 metros com chassi Mercedes-Benz O 500 MDA e carroceria Marcopolo Viale Express.</p>
<p>Esse total coincide com o lote anunciado pela Marcopolo para o Rio.</p>
<p>Os 287 Viale Express foram produzidos com 23 metros de comprimento, chassi Mercedes-Benz O 500 MDA Euro 6 e capacidade anunciada pela fabricante para até 181 passageiros, sendo 58 sentados e 123 em pé.</p>
<p>Os veículos contam com ar-condicionado, tomadas USB, circuito interno de câmeras, aviso audiovisual da próxima parada, sensores de aproximação da plataforma, sistema que impede movimentação com portas abertas, botão de pânico e cabine segregada para o motorista.</p>
<p><strong>Quantidade de adesivos maior que a frota não significa chegada de mais ônibus</strong></p>
<p>Este é o principal cuidado na interpretação da publicação.</p>
<p>A ata prevê 120 adesivos para uma configuração que aparece em documento operacional anterior com 100 veículos e 300 adesivos para outra configuração que aparece com 287 ônibus.</p>
<p>A diferença é compatível com a natureza de um registro de preços para materiais consumíveis.</p>
<p>Adesivos podem ser substituídos diversas vezes durante a vida útil de um mesmo ônibus por desgaste, colisões, troca de painéis da carroceria ou necessidade de refazer a identificação visual.</p>
<p>Além disso, a própria documentação licitatória da Mobi-Rio já utilizava quantitativos semelhantes em processos anteriores.</p>
<p>Em edital de 2023, por exemplo, foram previstas 120 unidades para diversos tipos de adesivos destinados aos veículos Volvo/Marcopolo de 22 metros, inclusive identificação traseira, número de ordem, acessibilidade, logotipo da Mobi-Rio e brasão da Prefeitura.</p>
<p>Para os Viale Express de 23 metros, um edital posterior já previa centenas de unidades de adesivos laterais, ambientais e traseiros destinados à manutenção da comunicação visual dessa frota.</p>
<p><strong>Renovação do BRT teve diferentes configurações de ônibus</strong></p>
<p>A frota pública do BRT foi formada em diferentes etapas.</p>
<p>Em 2022, a Marcopolo anunciou o fornecimento de 220 ônibus Torino Express para o sistema, em versões articuladas com diferentes comprimentos e chassis Volvo e Mercedes-Benz.</p>
<p>Naquele processo, a Prefeitura havia assumido diretamente a operação do sistema diante da degradação da antiga estrutura do BRT e passou a comprar ônibus com recursos públicos. O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> acompanhou a fabricação dos primeiros veículos e a formação dessa nova frota.</p>
<p>Posteriormente, vieram os 287 Marcopolo Viale Express de 23 metros com Mercedes-Benz O 500 MDA Euro 6.</p>
<p>Documento operacional da Mobi-Rio de 2025 ainda relacionava outras configurações na frota do sistema, entre articulados e padrons, incluindo modelos Marcopolo, Caio e Mascarello sobre chassis Mercedes-Benz, Volvo e Volkswagen.</p>
<p>A publicação desta segunda-feira, portanto, não anuncia expansão da frota, mas oferece um retrato técnico de parte dos veículos que continuam sendo mantidos pela companhia e dos materiais necessários para conservar a identificação visual dos ônibus articulados de maior capacidade do BRT.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>CPTM abre licitação para supervisão dos projetos e das obras de reconstrução da Estação Rio Grande da Serra, da Linha 10-Turquesa</title>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 12:01:11 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Disputa terá sessão em novembro e representa novo avanço no projeto aguardado há anos no ABC; contratação publicada nesta segunda-feira é para acompanhamento técnico e não para a construtora responsável diretamente pela nova estação ADAMO BAZANI A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) abriu nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, uma licitação para contratar [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="704" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMG_20260808_1711232.jpg?fit=1024%2C704&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMG_20260808_1711232.jpg?w=3037&amp;ssl=1 3037w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMG_20260808_1711232.jpg?resize=300%2C206&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMG_20260808_1711232.jpg?resize=1024%2C704&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMG_20260808_1711232.jpg?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMG_20260808_1711232.jpg?resize=768%2C528&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMG_20260808_1711232.jpg?resize=1536%2C1056&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMG_20260808_1711232.jpg?resize=2048%2C1408&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/IMG_20260808_1711232.jpg?resize=400%2C275&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Disputa terá sessão em novembro e representa novo avanço no projeto aguardado há anos no ABC; contratação publicada nesta segunda-feira é para acompanhamento técnico e não para a construtora responsável diretamente pela nova estação</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) abriu nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, uma licitação para contratar a empresa que fará a supervisão técnica dos projetos e das obras de reconstrução da Estação Rio Grande da Serra, ponto final da Linha 10-Turquesa, no Grande ABC. A sessão pública da concorrência está marcada para 10 de novembro de 2026, às 10h.</p>
<p>A contratação é mais uma etapa do projeto de substituição da antiga estação, reivindicado há anos pela região. É importante, entretanto, distinguir os objetos: a licitação publicada agora é destinada à supervisão dos projetos básicos e executivos de engenharia e arquitetura e da execução da obra. Portanto, o aviso desta segunda-feira não corresponde, por si só, à contratação da empresa que executará diretamente a reconstrução.</p>
<p><strong>Edital está disponível a partir desta segunda-feira</strong></p>
<p>A concorrência recebeu a identificação LC00626.</p>
<p>Segundo a CPTM, o edital e os respectivos documentos ficam disponíveis a partir de 31 de agosto nos portais da companhia e do Diário Oficial.</p>
<p>A abertura da sessão pública está prevista para 10 de novembro, na sede administrativa da CPTM, no centro da capital paulista.</p>
<p>A futura contratada deverá acompanhar tecnicamente tanto o desenvolvimento dos projetos básicos e executivos de arquitetura e engenharia quanto a implantação física da reconstrução.</p>
<p>Esse tipo de contrato funciona como apoio técnico à estatal durante a execução do empreendimento, permitindo acompanhar projetos, cumprimento de especificações, qualidade dos serviços e desenvolvimento das obras.</p>
<p><strong>Nova estação é aguardada há anos</strong></p>
<p>A reconstrução de Rio Grande da Serra é uma demanda antiga da Linha 10-Turquesa.</p>
<p>No início de 2026, informações apresentadas pela CPTM à administração municipal indicavam previsão de início das obras no segundo semestre de 2027. Posteriormente, informações do Plano de Negócios da companhia apontaram 2030 como horizonte para conclusão da nova estrutura.</p>
<p>O cronograma poderá ser refinado à medida que as licitações, projetos e contratos forem concluídos.</p>
<p>A abertura da concorrência para supervisão, entretanto, demonstra que a companhia está estruturando previamente o acompanhamento técnico necessário para a etapa de implantação.</p>
<p><strong>Estação integra ferrovia inaugurada em 1867</strong></p>
<p>Rio Grande da Serra está entre as estações ferroviárias mais antigas do Estado de São Paulo.</p>
<p>A atual Linha 10-Turquesa faz parte da antiga São Paulo Railway, ferrovia inaugurada em 1867 para ligar Santos a Jundiaí passando pelo ABC Paulista e pela capital.</p>
<p>A própria CPTM relaciona Rio Grande da Serra entre as estações originárias de 1867 e destaca a importância histórica do corredor ferroviário.</p>
<p>A companhia também informa que as estações de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra foram protegidas pelo patrimônio histórico paulista e integram o conjunto ferroviário construído pela antiga companhia inglesa.</p>
<p>Esse caráter histórico é um dos fatores que tornam a modernização mais complexa: é necessário ampliar acessibilidade, conforto, circulação e capacidade para o transporte atual sem simplesmente eliminar estruturas protegidas.</p>
<p><strong>Rio Grande da Serra é ponto final da Linha 10 e integração regional</strong></p>
<p>A estação atende o extremo da Linha 10-Turquesa no Grande ABC e funciona como polo de conexão entre os trens e linhas de ônibus da região.</p>
<p>Também é um dos pontos de acesso ao eixo turístico de Paranapiacaba. Há serviços de ônibus metropolitanos que conectam a estação à região da vila ferroviária.</p>
<p>Além de Rio Grande da Serra, a CPTM mantém uma sequência de investimentos na Linha 10.</p>
<p>Entre os projetos em andamento estão obras de acessibilidade nas estações Prefeito Celso Daniel-Santo André e Mauá, implantação de uma nova subestação retificadora em Santo André, modernização da sinalização do Pátio Mauá Norte e reconstrução da Estação Ipiranga, que será integrada à futura extensão da Linha 15-Prata.</p>
<p>A movimentação ocorre em um momento no qual a Linha 10 permanece como um dos principais corredores ferroviários do ABC, ligando Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Caetano do Sul e bairros da capital à região central de São Paulo.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Metrô de São Paulo confirma que vai deixar de aceitar bilhetes magnéticos Edmonson a partir de 31 de outubro de 2026</title>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:38:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Passageiros que ainda tiverem unidades poderão fazer a troca entre novembro de 2026 e janeiro de 2027; cartão com tarja magnética acompanha o sistema desde o início da operação comercial, em 1974 ADAMO BAZANI O Metrô de São Paulo confirmou nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, que deixará de aceitar definitivamente os bilhetes magnéticos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="600" height="450" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/20260831_083803_0000.png?fit=600%2C450&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/20260831_083803_0000.png?w=600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/20260831_083803_0000.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/20260831_083803_0000.png?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/20260831_083803_0000.png?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /> <p><em>Passageiros que ainda tiverem unidades poderão fazer a troca entre novembro de 2026 e janeiro de 2027; cartão com tarja magnética acompanha o sistema desde o início da operação comercial, em 1974</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Metrô de São Paulo confirmou nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, que deixará de aceitar definitivamente os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson nas catracas a partir de 31 de outubro. Quem ainda tiver bilhetes não utilizados poderá trocá-los entre novembro e janeiro de 2027, em postos de atendimento que ainda serão divulgados pela companhia.</p>
<p>A retirada encerra uma tecnologia presente no sistema metroviário paulistano desde o início das operações comerciais, em 1974, e que perdeu espaço nos últimos anos para o Bilhete Único, cartão TOP, bilhetes com QR Code e, mais recentemente, pagamentos por aproximação. Segundo o Metrô, a decisão também está relacionada à dificuldade de manutenção dos equipamentos que fazem a leitura dos cartões magnéticos, considerados obsoletos e para os quais há cada vez menos peças de reposição.</p>
<p><strong>Bilhetes deixam de funcionar nas catracas em 31 de outubro</strong></p>
<p>De acordo com o Metrô, 31 de outubro de 2026 será o último dia em que os bilhetes magnéticos poderão ser utilizados normalmente para entrar nas estações.</p>
<p>A partir de novembro, as catracas deixarão de reconhecê-los como título válido de viagem.</p>
<p>Isso não significa, entretanto, que passageiros que ainda possuam bilhetes perderão imediatamente os valores correspondentes.</p>
<p>A companhia informou que haverá um período específico para a troca das unidades remanescentes, entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.</p>
<p>Os locais, horários e procedimentos para esta troca serão divulgados posteriormente.</p>
<p>Para quem ainda possui bilhetes guardados, portanto, a orientação é não descartá-los.</p>
<p><strong>Metrô diz que equipamentos de leitura se tornaram obsoletos</strong></p>
<p>Uma das justificativas apresentadas pelo Metrô é tecnológica.</p>
<p>As catracas destinadas à leitura do Edmonson utilizam equipamentos eletromecânicos desenvolvidos para um sistema que já não é predominante na rede.</p>
<p>Segundo a companhia, esses dispositivos passaram a registrar falhas com maior frequência e enfrentam dificuldade de manutenção porque diversos componentes não são mais fabricados.</p>
<p>A operação do bilhete físico também envolve uma cadeia própria de custos.</p>
<p>Os cartões precisam ser produzidos por empresa especializada, transportados, armazenados em condições controladas, distribuídos entre as estações e repostos de acordo com a demanda.</p>
<p>Há ainda procedimentos de controle de estoque, recolhimento e manutenção das máquinas de leitura.</p>
<p>Com a redução do uso desse tipo de título e a disseminação dos meios digitais, manter toda essa estrutura passou a ter peso proporcionalmente maior na operação.</p>
<p><strong>Bilhete Único, TOP, QR Code e pagamento por aproximação assumiram espaço</strong></p>
<p>O abandono do cartão magnético ocorre depois de uma mudança gradual na forma de pagamento das viagens.</p>
<p>Atualmente, o passageiro pode utilizar cartões como Bilhete Único e TOP e adquirir passagens unitárias com QR Code.</p>
<p>O QR Code pode ser fornecido em papel nas máquinas e pontos de venda ou adquirido digitalmente, dependendo do canal disponibilizado.</p>
<p>O sistema metroferroviário também vem ampliando a possibilidade de pagamento por aproximação com cartões de débito e crédito, além de dispositivos como celulares e relógios inteligentes compatíveis com a tecnologia.</p>
<p>Na prática, o Edmonson deixou de ser o principal meio de acesso ao Metrô há bastante tempo, mas continuou sendo utilizado como uma das alternativas para viagens unitárias.</p>
<p>O fim da aceitação nas catracas marca agora a retirada definitiva dessa tecnologia.</p>
<p><strong>Pequeno cartão acompanhou o Metrô desde 1974</strong></p>
<p>O bilhete magnético está diretamente ligado aos primeiros anos do Metrô paulistano.</p>
<p>Quando a operação comercial começou, em 1974, o uso de cartões de papel com codificação magnética representava uma solução moderna para automatizar o controle de entrada dos passageiros.</p>
<p>Durante décadas, comprar o pequeno bilhete na estação, inseri-lo na catraca e passar pelo bloqueio fez parte da rotina de milhões de viagens.</p>
<p>Com o crescimento da rede, o bilhete também atravessou diferentes fases tarifárias e tecnológicas do transporte da Região Metropolitana de São Paulo.</p>
<p>Posteriormente, cartões eletrônicos recarregáveis começaram a assumir parcela crescente das viagens.</p>
<p>A implantação do Bilhete Único na capital paulista a partir dos anos 2000 acelerou essa transformação, especialmente com a integração entre ônibus e sistema sobre trilhos.</p>
<p>Mais tarde, surgiram outras soluções, como o cartão TOP para o transporte metropolitano e os bilhetes unitários com QR Code.</p>
<p>Assim, o cartão magnético permaneceu em circulação enquanto deixou progressivamente de ocupar o papel central que teve durante as primeiras décadas do Metrô.</p>
<p><strong>Nome tem origem nas ferrovias inglesas do século XIX</strong></p>
<p>A história que deu origem ao nome é ainda mais antiga que o transporte metroviário.</p>
<p>Thomas Edmondson, ferroviário inglês que trabalhou na Newcastle and Carlisle Railway, desenvolveu no século XIX uma forma padronizada de emissão de passagens.</p>
<p>A partir de 1839, o modelo substituiu parte dos bilhetes preenchidos manualmente por pequenos cartões previamente impressos e numerados.</p>
<p>Além de agilizar a venda, a numeração sequencial permitia às empresas ferroviárias exercer maior controle sobre a emissão das passagens e sobre a arrecadação.</p>
<p>O sistema se difundiu pelas ferrovias britânicas e posteriormente por diversos outros países.</p>
<p>Há uma diferença de grafia que costuma causar dúvida: o sobrenome do criador era Edmondson, com “d”. No sistema metroviário paulistano, entretanto, a denominação “Edmonson” também se consolidou no uso técnico e administrativo para identificar esse tipo de bilhete.</p>
<p><strong>Bilhete do Metrô é uma evolução do conceito original</strong></p>
<p>O cartão utilizado em São Paulo não é exatamente o mesmo bilhete ferroviário criado na Inglaterra no século XIX.</p>
<p>O princípio histórico está no uso de um título físico de dimensões padronizadas para controlar a viagem, mas o sistema adotado pelo Metrô acrescentou recursos tecnológicos inexistentes nos antigos cartões ferroviários.</p>
<p>No caso paulistano, uma tarja magnética armazenava informações que eram lidas pelas catracas.</p>
<p>Essa tecnologia permitiu automatizar a validação e impedir, por exemplo, que um bilhete já utilizado voltasse a ser empregado para uma nova entrada.</p>
<p>Por isso, o Edmonson acompanhou não apenas a expansão física do Metrô, mas uma época em que a bilhetagem migrava de controles essencialmente mecânicos para sistemas eletrônicos.</p>
<p>Agora, pouco mais de 52 anos depois do início da operação comercial do Metrô de São Paulo, o cartão magnético entra na etapa final de sua utilização regular.</p>
<p>A partir de 31 de outubro de 2026, permanece apenas o prazo de troca dos bilhetes que ainda estiverem nas mãos dos passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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    <title>Prefeitura do Rio de Janeiro regulamenta faixas e ônibus nos corredores Centro–Estácio e Estácio–Castelo; veja todas as vias e regras</title>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:31:35 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Medidas priorizam ônibus municipais e intermunicipais em eixos do Centro e Estácio, restringem veículos comuns e mudam regras de circulação, parada e estacionamento ADAMO BAZANI A Prefeitura do Rio de Janeiro regulamentou faixas exclusivas para ônibus em dois corredores que conectam a região central ao Estácio e ao Castelo, abrangendo vias como Praça Tiradentes, Rua [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/brs.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/brs.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/brs.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/brs.jpg?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/brs.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/brs.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/brs.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Medidas priorizam ônibus municipais e intermunicipais em eixos do Centro e Estácio, restringem veículos comuns e mudam regras de circulação, parada e estacionamento</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro regulamentou faixas exclusivas para ônibus em dois corredores que conectam a região central ao Estácio e ao Castelo, abrangendo vias como Praça Tiradentes, Rua Frei Caneca, Avenida Salvador de Sá, Rua Estácio de Sá, Haddock Lobo, Avenida Henrique Valadares, Avenida Chile e Avenida Almirante Barroso. As regras dão prioridade aos ônibus municipais e intermunicipais nas faixas da direita, permitem também a circulação de táxis com passageiros em determinados horários e restringem a entrada dos demais veículos nesses espaços.</p>
<p>As medidas foram republicadas no Diário Oficial do Município desta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, por correções em atos divulgados anteriormente, e passam a valer com a implantação da sinalização necessária. Além de reservar as faixas, a Secretaria Municipal de Transportes proíbe ônibus regulares de trafegar pelas faixas da esquerda nos trechos abrangidos, estabelece pontos onde veículos particulares podem apenas cruzar a faixa para conversões ou acesso a imóveis e cria uma extensa reorganização de paradas e estacionamentos.</p>
<p><strong>Corredor Centro–Estácio passa por Praça Tiradentes, Frei Caneca, Salvador de Sá e Rua Estácio de Sá</strong></p>
<p>A primeira regulamentação trata do corredor identificado pela Prefeitura como ligação Centro–Estácio.</p>
<p>As faixas exclusivas ficam à direita do fluxo e abrangem:</p>
<p>Praça Tiradentes, entre a Rua Silva Jardim e a Rua Visconde do Rio Branco;</p>
<p>Rua Visconde do Rio Branco, em toda a extensão;</p>
<p>Praça da República, entre a Rua Visconde do Rio Branco e a Rua Frei Caneca;</p>
<p>Rua Frei Caneca, entre a Praça da República e a Avenida Salvador de Sá;</p>
<p>Avenida Salvador de Sá, em toda a extensão;</p>
<p>Rua Estácio de Sá, na pista Centro–Tijuca, em toda a extensão.</p>
<p>A portaria justifica a alteração pela necessidade de dar prioridade ao transporte coletivo sobre o individual.</p>
<p>O texto também afirma que a implantação de corredores do tipo BRS tem como objetivo aumentar a qualidade, regularidade, confiabilidade e previsibilidade dos serviços de ônibus.</p>
<p><strong>Corredor Estácio–Castelo chega à Avenida Almirante Barroso</strong></p>
<p>O segundo eixo segue em direção à área do Castelo e tem percurso diferente.</p>
<p>As faixas exclusivas abrangem:</p>
<p>Rua Haddock Lobo, entre a Rua do Matoso e a Rua Estácio de Sá;</p>
<p>Rua Estácio de Sá, pista Tijuca–Centro, em toda a extensão;</p>
<p>Rua Frei Caneca, entre a Avenida Salvador de Sá e o Túnel Martim de Sá;</p>
<p>Túnel Martim de Sá, em toda a extensão;</p>
<p>Avenida Henrique Valadares, entre a Rua do Riachuelo e a Praça da Cruz Vermelha;</p>
<p>Praça da Cruz Vermelha, entre as duas extremidades da Avenida Henrique Valadares, no sentido Tijuca–Centro;</p>
<p>Avenida Henrique Valadares, entre a Praça da Cruz Vermelha e a Rua dos Inválidos;</p>
<p>Rua da Relação, em toda a extensão;</p>
<p>Avenida Chile, pista Tijuca–Centro, em toda a extensão;</p>
<p>Avenida Almirante Barroso, pista Tijuca–Centro, entre a Rua Senador Dantas e a Avenida Rio Branco.</p>
<p>Na prática, as duas regulamentações formam eixos complementares de priorização do transporte coletivo entre Estácio e áreas centrais da cidade, mas os trajetos não são simplesmente o mesmo corredor em sentidos opostos.</p>
<p><strong>Ônibus municipais e intermunicipais podem usar faixas; táxis entram com passageiros</strong></p>
<p>Nos dias úteis, das 6h às 21h, exceto feriados, as faixas à direita ficam destinadas aos ônibus e micro-ônibus de linhas regulamentadas pelos poderes concedentes.</p>
<p>Isso inclui tanto os serviços municipais fiscalizados pela Secretaria Municipal de Transportes como ônibus intermunicipais regulamentados pelo Detro-RJ.</p>
<p>Táxis regulamentados também podem circular nessas faixas quando estiverem com passageiros.</p>
<p>Entretanto, a norma proíbe que estes táxis façam embarque ou desembarque junto ao meio-fio direito nas vias integrantes dos corredores.</p>
<p>Fora do período das 6h às 21h, a portaria permite a circulação pelas demais faixas conforme as regras gerais de trânsito.</p>
<p><strong>Carros particulares só podem entrar para virar ou acessar imóveis</strong></p>
<p>Para automóveis, motocicletas e demais veículos que não estão autorizados a circular normalmente pelas faixas exclusivas, há exceções específicas.</p>
<p>É permitido entrar na faixa para realizar conversão à direita no cruzamento ou acessar garagem, estacionamento ou baia de serviço existente na mesma quadra.</p>
<p>A Prefeitura, entretanto, determina que não pode haver formação de fila de veículos particulares ocupando a faixa destinada ao transporte coletivo.</p>
<p>O objetivo é evitar uma situação comum em faixas junto ao meio-fio: carros aguardando acesso a estacionamentos ou conversões e, na prática, bloqueando o corredor dos ônibus.</p>
<p><strong>Ônibus ficam proibidos de circular pelas faixas da esquerda</strong></p>
<p>Uma das determinações que mais interfere diretamente na operação dos coletivos está no artigo que proíbe ônibus de linhas regulares de trafegar pelas faixas à esquerda das vias abrangidas, independentemente do horário.</p>
<p>Assim, os coletivos deverão permanecer nas faixas à direita.</p>
<p>A regra prevê exceções para situações específicas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, entre elas emergências.</p>
<p>A determinação busca concentrar os ônibus junto aos pontos de embarque e desembarque e evitar a dispersão dos coletivos pelas demais pistas.</p>
<p><strong>Passageiros devem embarcar nos pontos sinalizados</strong></p>
<p>Para os passageiros, uma das principais regras é que o embarque e desembarque dos ônibus e micro-ônibus deverão ser feitos nos pontos devidamente sinalizados junto ao bordo direito.</p>
<p>Veículos regulamentados para transporte escolar também poderão realizar embarques e desembarques nas condições previstas pela norma.</p>
<p>A Prefeitura ressalta que veículos comuns não podem parar nas baias ou locais identificados como pontos de ônibus.</p>
<p>Nos trechos em que a regulamentação reserva o espaço do meio-fio ao transporte coletivo, embarque e desembarque de outros veículos deverão observar o lado da via e a sinalização permitidos.</p>
<p><strong>Centro–Estácio terá ampla proibição de parada e estacionamento</strong></p>
<p>No corredor Centro–Estácio, a Prefeitura também estabelece restrições de parada e estacionamento para liberar o espaço operacional dos ônibus.</p>
<p>A proibição de parada e estacionamento no bordo direito atinge trechos da Praça Tiradentes, Rua Visconde do Rio Branco, Praça da República, Rua Frei Caneca, Avenida Salvador de Sá e Rua Estácio de Sá.</p>
<p>Na Rua Frei Caneca, também existe uma restrição específica no bordo esquerdo diante dos números 61 a 97, entre a Praça da República e a Rua General Caldwell, das 6h às 21h.</p>
<p>Outras proibições de estacionamento atingem trechos dos lados esquerdos da Praça Tiradentes, Visconde do Rio Branco, Praça da República, Frei Caneca e Salvador de Sá, além de segmentos das ruas Aníbal Benévolo, São Martinho, Irineu Marinho e República do Líbano.</p>
<p><strong>Estácio–Castelo também terá meio-fio liberado para os coletivos</strong></p>
<p>No sentido Estácio–Castelo, a proibição de parada e estacionamento junto ao bordo direito acompanha praticamente todo o eixo do corredor.</p>
<p>As restrições atingem Rua Haddock Lobo, Rua Estácio de Sá, Rua Frei Caneca, Túnel Martim de Sá, Avenida Henrique Valadares, Praça da Cruz Vermelha, Rua da Relação, Avenida Chile e Avenida Almirante Barroso.</p>
<p>Também ficam estabelecidas proibições de estacionamento em vários trechos do bordo esquerdo dessas mesmas vias.</p>
<p>O descumprimento está sujeito às medidas administrativas e penalidades previstas na legislação de trânsito.</p>
<p><strong>BRS é alternativa mais simples que BRT e já foi ampliado em outros eixos do Rio</strong></p>
<p>Diferentemente de um BRT, que normalmente envolve corredor segregado, estações e infraestrutura própria, o BRS utiliza prioritariamente faixas de uma via já existente, associadas a regulamentação de circulação, pontos de parada e fiscalização.</p>
<p>O <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> vem acompanhando as diferentes fases de implantação e retomada dessas faixas na cidade.</p>
<p>Em dezembro de 2022, a Rua São Francisco Xavier, na Tijuca, ganhou um corredor BRS. Em outubro de 2023, a Prefeitura também voltou a reservar espaço prioritário ao transporte coletivo na Avenida Brasil, em uma ação relacionada à reorganização do tráfego em torno do BRT Transbrasil.</p>
<p>Agora, as novas regulamentações concentram-se em uma região particularmente sensível para o sistema de ônibus: os acessos entre Estácio e o Centro, onde diversas linhas municipais e intermunicipais compartilham vias congestionadas com o tráfego geral.</p>
<p>A efetividade das faixas dependerá não apenas da regulamentação, mas da implantação da sinalização, fiscalização e preservação do espaço dos ônibus contra invasões e estacionamentos irregulares.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>SPTrans cita futura licitação das linhas da antiga Transwolff  em esclarecimento sobre plano de saúde para 3.641 trabalhadores dos lotes D10 e D11</title>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:01:23 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Opinião]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Segundo boletim de esclarecimentos confirma que beneficiários serão somente os titulares, sem dependentes, e contratação faz parte da estrutura temporária mantida pela Prefeitura enquanto não são definidos os novos concessionários ADAMO BAZANI A SPTrans (São Paulo Transporte) publicou nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, um novo boletim de esclarecimentos da licitação para contratar plano [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="697" height="491" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/8154.jpg?fit=697%2C491&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/8154.jpg?w=697&amp;ssl=1 697w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/8154.jpg?resize=300%2C211&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/8154.jpg?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/8154.jpg?resize=400%2C282&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px" /> <div class="relative basis-auto flex-col -mb-(--composer-overlap-px) pb-(--composer-overlap-px) [--composer-overlap-px:28px] grow flex">
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<div class="markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full light markdown-new-styling">
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="9073" data-end="9303"><em>Segundo boletim de esclarecimentos confirma que beneficiários serão somente os titulares, sem dependentes, e contratação faz parte da estrutura temporária mantida pela Prefeitura enquanto não são definidos os novos concessionários</em></p>
<p data-start="9305" data-end="9323"><em data-start="9305" data-end="9323"><strong data-start="9306" data-end="9322">ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p data-start="9325" data-end="10039">A SPTrans (São Paulo Transporte) publicou nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, um novo boletim de esclarecimentos da licitação para contratar plano de saúde empresarial para os trabalhadores dos lotes D10 e D11, que correspondem às operações anteriormente concedidas à Transwolff, na zona Sul da capital. O atendimento será destinado a aproximadamente 3.641 empregados titulares e incluirá assistência médica, hospitalar, cirúrgica e obstétrica. Não haverá dependentes nem agregados e, segundo a própria SPTrans, esta será a primeira contratação deste tipo feita pela companhia especificamente para os empregados dos dois lotes.</p>
<p data-start="10041" data-end="10698">O documento também reforça o caráter temporário da atual estrutura. Uma das empresas interessadas perguntou diretamente se o plano seria encerrado quando a Prefeitura concluir a nova licitação das linhas e os futuros concessionários assumirem D10 e D11. A SPTrans não confirmou a interpretação em uma resposta textual, remetendo a empresa à cláusula 3.2 da minuta do contrato. A própria documentação da concorrência, entretanto, já prevê a possibilidade de encerramento antecipado, enquanto a disputa definitiva para voltar a conceder as operações ainda não tem data anunciada.</p>
<h3 data-section-id="183rbwu" data-start="10700" data-end="10762">Licitação será realizada nesta quarta-feira, 2 de setembro</h3>
<p data-start="10764" data-end="10863">A concorrência para o plano de saúde está marcada para quarta-feira, 2 de setembro de 2026, às 10h.</p>
<p data-start="10865" data-end="11097">Como o <em data-start="10872" data-end="10898"><strong data-start="10873" data-end="10897">Diário do Transporte</strong></em> mostrou em levantamento publicado em 26 de agosto, a disputa faz parte de uma sequência de contratações que a SPTrans precisou estruturar para manter em funcionamento os antigos lotes da Transwolff.</p>
<p data-start="11099" data-end="11270">Além do plano médico, foram abertas licitações para vigilância e segurança patrimonial, manutenção dos ônibus e recapagem de pneus.</p>
<p data-start="11272" data-end="11518">O segundo boletim de esclarecimentos publicado nesta segunda-feira informa que as respostas apresentadas não alteram a preparação das propostas e, por isso, os prazos da concorrência permanecem inalterados.</p>
<p data-start="11520" data-end="11799">O valor estimado da contratação continua sob sigilo nesta etapa e deverá ser conhecido posteriormente ao encerramento da sala de disputa, de acordo com os documentos da concorrência analisados anteriormente pelo <em data-start="11732" data-end="11758"><strong data-start="11733" data-end="11757">Diário do Transporte</strong></em>.</p>
<h3 data-section-id="167obuo" data-start="11801" data-end="11849">São 3.641 trabalhadores e não 3.641 famílias</h3>
<p data-start="11851" data-end="11934">Um dos esclarecimentos mais objetivos da SPTrans é sobre o número de beneficiários.</p>
<p data-start="11936" data-end="12024">Uma empresa perguntou se a estimativa de 3.641 pessoas incluía empregados e dependentes.</p>
<p data-start="12026" data-end="12123">A companhia respondeu que as 3.641 pessoas são titulares.</p>
<p data-start="12125" data-end="12283">Em seguida, a SPTrans também informou que dependentes legais não são elegíveis e que o contrato não abrange agregados.</p>
<p data-start="12285" data-end="12502">Portanto, o universo estimado da contratação é de aproximadamente 3,6 mil trabalhadores vinculados à operação de D10 e D11, e não de famílias que poderiam elevar significativamente o número total de usuários do plano.</p>
<h3 data-section-id="ycbl3c" data-start="12504" data-end="12565">SPTrans confirma que há motoristas entre os beneficiários</h3>
<p data-start="12567" data-end="12627">O boletim também ajuda a esclarecer quem integra este grupo.</p>
<p data-start="12629" data-end="12926">Ao responder a uma empresa interessada, a SPTrans disse que esta é a primeira contratação de assistência médica feita pela companhia para os empregados desses lotes e confirmou expressamente que existem motoristas de ônibus entre os trabalhadores atendidos.</p>
<p data-start="12928" data-end="13229">O <em data-start="12930" data-end="12956"><strong data-start="12931" data-end="12955">Diário do Transporte</strong></em> já havia noticiado a informação em 21 de agosto, quando foi publicado o primeiro boletim de esclarecimentos da concorrência. Na ocasião, também foi informado que a base utilizada para estimar os 3.641 titulares era de junho de 2026.</p>
<p data-start="13231" data-end="13433">A contratação atual ocorre porque, após a saída da Transwolff da concessão, a SPTrans passou a responder pela continuidade das operações e dos trabalhadores necessários para manter os ônibus circulando.</p>
<h3 data-section-id="1t6aili" data-start="13435" data-end="13474">Cada lote terá faturamento separado</h3>
<p data-start="13476" data-end="13619">Apesar de D10 e D11 estarem sob a gestão da SPTrans, a futura operadora do plano deverá manter a identificação dos empregados de cada operação.</p>
<p data-start="13621" data-end="13788">No esclarecimento, uma empresa perguntou sobre a necessidade de separar os cadastros dos beneficiários vinculados ao D10 e ao D11 para permitir faturamentos distintos.</p>
<p data-start="13790" data-end="13904">A SPTrans respondeu positivamente.</p>
<p data-start="13906" data-end="14112">A separação mostra que, administrativamente, os dois lotes continuam tratados de maneira individualizada, embora tenham pertencido à mesma concessionária e estejam atualmente sob responsabilidade municipal.</p>
<h3 data-section-id="1qa1y0g" data-start="14114" data-end="14182">Plano terá abrangência estadual e não haverá plano para inativos</h3>
<p data-start="14184" data-end="14280">Entre os demais esclarecimentos, a SPTrans informou que o plano deverá ter abrangência estadual.</p>
<p data-start="14282" data-end="14530">A companhia também respondeu que não está prevista uma categoria separada para beneficiários inativos e confirmou que a contratação não inclui dependentes ou agregados.</p>
<p data-start="14532" data-end="14707">A documentação prevê ainda cobertura para acidentes de trabalho e doenças ocupacionais dentro dos procedimentos estabelecidos pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).</p>
<p data-start="14709" data-end="14884">Também há regras de coparticipação. Segundo o boletim, os valores de coparticipação serão revertidos à operadora e cobrados por fatura.</p>
<h3 data-section-id="vipwsy" data-start="14886" data-end="14961">Documento volta a colocar a futura concessão no centro das contratações</h3>
<p data-start="14963" data-end="15026">Um dos trechos mais importantes do boletim está na pergunta 20.</p>
<p data-start="15028" data-end="15244">A empresa interessada menciona a caducidade das concessões D10 e D11, a assunção emergencial dos serviços e dos trabalhadores pela SPTrans e uma previsão de rescisão antecipada presente nos documentos da contratação.</p>
<p data-start="15246" data-end="15465">Em seguida, pergunta se o entendimento está correto de que, no momento em que a Prefeitura concluir a nova licitação das linhas e o novo concessionário assumir, o contrato do plano médico será antecipadamente encerrado.</p>
<p data-start="15467" data-end="15583">A SPTrans respondeu apenas: “Vide item 3.2 do Anexo I &#8211; Minuta de Contrato”.</p>
<p data-start="15585" data-end="15744">Assim, o novo boletim não oferece uma explicação adicional sobre a regra, mas confirma que o assunto está inserido formalmente na documentação da concorrência.</p>
<p data-start="15746" data-end="16050">Em levantamento anterior, o <em data-start="15774" data-end="15800"><strong data-start="15775" data-end="15799">Diário do Transporte</strong></em> mostrou que as minutas das contratações de plano de saúde, manutenção, vigilância e recapagem foram estruturadas para até 12 meses e permitem encerramento antecipado caso a nova concessão seja concluída antes.</p>
<p data-start="16052" data-end="16210">Na prática, são contratos utilizados para manter funcionando uma operação que a administração pretende posteriormente devolver ao modelo de concessão privada.</p>
<h3 data-section-id="1v030vj" data-start="16212" data-end="16276">Transwolff perdeu oficialmente D10 e D11 em dezembro de 2025</h3>
<p data-start="16278" data-end="16348">Os lotes D10 e D11 eram concedidos à Transwolff Transportes e Turismo.</p>
<p data-start="16350" data-end="16490">A empresa sofreu intervenção da Prefeitura em abril de 2024 após a deflagração da Operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo.</p>
<p data-start="16492" data-end="16642">A concessão permaneceu formalmente existente durante a intervenção até dezembro de 2025, quando a Prefeitura declarou a caducidade dos dois contratos.</p>
<p data-start="16644" data-end="16956">O decreto municipal determinou a extinção das concessões e autorizou a SPTrans a ocupar e utilizar instalações, equipamentos, veículos, peças e demais bens necessários à continuidade das linhas, além de assumir a estrutura de pessoal e contratos indispensáveis ao serviço.</p>
<p data-start="16958" data-end="17155">A página oficial dos contratos de concessão da Prefeitura continua identificando D10 e D11 como os dois lotes da Transwolff cuja concessão sofreu caducidade.</p>
<p data-start="17157" data-end="17376">Na época da caducidade, a Prefeitura informou que a operação abrangia 133 linhas e aproximadamente 555 mil passageiros. A configuração do serviço sofreu alterações posteriormente.</p>
<h3 data-section-id="n5kzhn" data-start="17378" data-end="17453">Nova licitação já foi enviada ao TCM, mas disputa ainda não foi marcada</h3>
<p data-start="17455" data-end="17669">Em 15 de junho de 2026, o <em data-start="17481" data-end="17507"><strong data-start="17482" data-end="17506">Diário do Transporte</strong></em> revelou em primeira mão que a Prefeitura havia encaminhado ao TCM-SP (Tribunal de Contas do Município) uma proposta de edital para uma nova concessão das linhas.</p>
<p data-start="17671" data-end="17847">A proposta mantém a divisão em dois lotes operacionais e precisa passar pela análise da Corte de Contas antes do avanço da concorrência.</p>
<p data-start="17849" data-end="17991">Posteriormente, o prefeito Ricardo Nunes informou ao <em data-start="17902" data-end="17928"><strong data-start="17903" data-end="17927">Diário do Transporte</strong></em> que a rede deverá passar por reorganização antes da licitação.</p>
<p data-start="17993" data-end="18491">Segundo a proposta apresentada pela gestão municipal, parte das linhas que apresentam sobreposições poderá ser transferida para outras concessionárias que já atuam na região. A estimativa apresentada é de redução de aproximadamente 20% no número de linhas diretamente vinculadas aos novos lotes e de uma frota atualmente próxima de 1,2 mil ônibus para aproximadamente 800 veículos, sem que, segundo a administração, haja diminuição da oferta aos passageiros.</p>
<p data-start="17993" data-end="18491">Relembre:</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="TS0m7uvyMd"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/22/entrevista-rede-de-linhas-da-transwolff-vai-ficar-20-menor-e-frota-vai-cair-de-12-mil-para-800-onibus-com-licitacao-diz-nunes/">RESPOSTA AO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Rede de linhas da Transwolff vai ficar 20% menor e frota vai cair de 1,2 mil para 800 ônibus com licitação, diz Nunes</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“RESPOSTA AO DIÁRIO DO TRANSPORTE: Rede de linhas da Transwolff vai ficar 20% menor e frota vai cair de 1,2 mil para 800 ônibus com licitação, diz Nunes” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/06/22/entrevista-rede-de-linhas-da-transwolff-vai-ficar-20-menor-e-frota-vai-cair-de-12-mil-para-800-onibus-com-licitacao-diz-nunes/embed/#?secret=S8fvUi3pjH#?secret=TS0m7uvyMd" data-secret="TS0m7uvyMd" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p data-start="18493" data-end="18585">Até o fim de agosto, entretanto, ainda não havia data anunciada para a licitação definitiva.</p>
<p data-start="18587" data-end="18894">Enquanto isso, a SPTrans continua tendo de administrar diretamente uma estrutura típica de empresa operadora de ônibus — trabalhadores, manutenção, segurança, pneus e, agora, assistência médica — para evitar que a indefinição contratual atinja os passageiros que dependem diariamente das linhas da zona Sul.</p>
<p data-start="18896" data-end="18955" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em data-start="18896" data-end="18955" data-is-last-node=""><strong data-start="18897" data-end="18954">Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Acidente entre ônibus e caminhão no Paraná deixa vários feridos nesta segunda-feira (31); coletivo foi destruído por incêndio</title>
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	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 10:45:43 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Batida aconteceu no Km 360 da BR-376, em Ortigueira ARTHUR FERRARI Uma batida entre caminhão e ônibus na BR-376, em Ortigueira (PR), deixou pelo menos 14 pessoas feridas na madrugada desta segunda-feira, 31 de agosto de 2026. O ônibus, que segundo informações preliminares colidiu com a traseira do caminhão na altura do quilômetro 360, seguia [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="696" height="429" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-11.13.56.jpeg?fit=696%2C429&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-11.13.56.jpeg?w=696&amp;ssl=1 696w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-11.13.56.jpeg?resize=300%2C185&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-11.13.56.jpeg?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-31-at-11.13.56.jpeg?resize=400%2C247&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px" /> <p><em>Batida aconteceu no Km 360 da BR-376, em Ortigueira</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Uma batida entre caminhão e ônibus na BR-376, em Ortigueira (PR), deixou pelo menos 14 pessoas feridas na madrugada desta segunda-feira, 31 de agosto de 2026.</p>
<p>O ônibus, que segundo informações preliminares colidiu com a traseira do caminhão na altura do quilômetro 360, seguia de Umuarama para Curitiba. O veículo pegou fogo após o acidente e ficou totalmente destruído.</p>
<p>Entre os feridos está o motorista.</p>
<p>A rodovia chegou a ser totalmente bloqueada e motoristas ficaram presos no congestionamento por horas. A via foi liberada por volta de 6h45.</p>
<p><em><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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