Trecho que atende a Zona Leste da capital paulista e municípios do Alto Tietê voltou a ser gerido temporariamente pela CPTM após falhas no processo de transição
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Nesta quarta-feira, 30 de setembro, o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, condicionou o retorno definitivo da concessionária Trivia Trens à operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade ao cumprimento rigoroso de metas operacionais e de qualidade. O trecho, que atende a Zona Leste da capital paulista e municípios do Alto Tietê, voltou a ser gerido temporariamente pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) após falhas no processo de transição.
Em declaração sobre o andamento das tratativas, o governador enfatizou que a prioridade da gestão estadual é assegurar a eficiência e a segurança do transporte para os passageiros antes de efetivar qualquer repasse de controle.
“Isso está em avaliação. A gente está conversando com o regulador, o regulador no final vai dar a última palavra. A gente só vai passar de novo para a Trivia quando a gente tiver a segurança de que ela vai ter condição de fazer uma operação em boas condições, garantindo os intervalos de viagem, garantindo os parâmetros de excelência, os parâmetros de atendimento ao serviço, de disponibilidade.”
Tarcísio reforçou que, embora o objetivo principal seja estruturar a concessionária para uma transição estável, as cláusulas contratuais preveem punições severas em caso de descumprimento das exigências técnicas.
“Então, a partir do momento em que a gente formar essa convicção, a gente vai passar. E claro, se você não formar essa convicção, a gente tem as outras penalidades previstas no contrato, inclusive a caducidade é uma delas. Mas a ideia é que a empresa possa estar completamente estruturada para não ter sustos e ela possa fazer uma transição suave, uma transição tranquila. E eu acredito que isso vai ser o caminho.”
Questionado sobre o prazo limite para a conclusão dos diálogos e a tomada de decisão junto aos órgãos reguladores, Tarcísio demonstrou otimismo quanto ao cronograma planejado, mantendo a ressalva de que a regularização dos serviços permanece como pré-requisito inegociável.
“A gente está indo bem, em tese a gente vai manter o prazo, então ao final do prazo ela vai reassumir, a não ser que a gente repare que ainda tem algum problema que não foi solucionado. Mas em princípio não vamos ter esse problema.”
Enquanto as avaliações conjuntas entre o governo e a agência reguladora prosseguem, a CPTM segue responsável pela circulação dos trens e pelo atendimento direto aos usuários no sistema.
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte
