Greve no DF é suspensa e ônibus circulam normalmente nesta segunda-feira (28); acordo entre trabalhadores e empresas garante reajuste salarial de 8%
Publicado em: 28 de setembro de 2026
Justiça havia determinado garantia 50% das viagens programadas; decisão de não paralisação aconteceu no fim do domingo (27)
ADAMO BAZANI / VINÍCIUS DE OLIVEIRA / ARTHUR FERRARI
Os rodoviários do Distrito Federal suspenderam a greve que estava prevista para começar à 0h desta segunda-feira (28). A expectativa do representante da categoria é de que os ônibus circulem normalmente já nas primeiras horas do dia.
A suspensão ocorreu após uma reunião entre trabalhadores e empresas realizada na noite deste domingo (27). Conforme as concessionárias, o entendimento prevê reajuste de 8% nos salários e de 10% no tíquete-refeição e na cesta básica.
As partes devem se reunir novamente nesta segunda-feira (28) para definir as cláusulas exatas do acordo.
A negociação trata da data-base dos trabalhadores, fixada em 1º de agosto de 2026. A categoria reivindicava reajuste de 8% nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% nos planos de saúde e odontológico.
Antes da suspensão da paralisação, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) havia determinado a manutenção de 80% da frota nos horários de pico, entre 5h30 e 9h e das 17h às 20h, caso a greve fosse iniciada.
Nos demais períodos, a decisão estabelecia a circulação de pelo menos 50% das viagens programadas. O descumprimento poderia resultar em multa de R$ 100 mil por hora, com possibilidade de elevação para R$ 200 mil em caso de reincidência.
A determinação também previa a operação integral do transporte coletivo nos dias de votação das eleições, em 4 e 25 de outubro, sendo a segunda data condicionada à realização de segundo turno.
A greve havia sido aprovada pelos trabalhadores em 20 de setembro. No domingo (27), uma assembleia rejeitou por unanimidade a proposta apresentada anteriormente pelas empresas, que previa reajuste salarial de 6%.
A nova negociação realizada na noite de domingo alterou o cenário e levou à suspensão da paralisação prevista para esta segunda-feira.
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Após os rodoviários do transporte público do Distrito Federal rejeitarem a última proposta das empresas de ônibus e seguirem com o plano de greve para esta segunda-feira, 28 de setembro, a Justiça do Trabalho determinou que 80% da frota seja mantida em circulação nos horários de pico (das 5h30 às 9h e das 17h às 20h).
A decisão foi publicada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) neste domingo (27).
O órgão também estabeleceu que, nos demais horários, 50% das viagens programadas sejam cumpridas.
Caso haja descumprimento, o TRT anunciou multa de R$ 100 mil por hora. O valor pode chegar a R$ 200 mil se houver reincidências.
Além disso, o documento prevê a operação integral do transporte coletivo nos dias de votação das eleições, em 04 e 25 de outubro, a segunda data caso haja segundo turno.
Em assembleia realizada neste domingo (27), os rodoviários do Distrito Federal rejeitaram a proposta das empresas de ônibus e, como noticiado anteriormente pelo Diário do Transporte, entrarão em greve a partir da 0h desta segunda-feira, dia 28.
A votação promovida na assembleia foi unânime contra a oferta das operadoras. Não há previsão para o fim da mobilização dos profissionais.
As companhias haviam oferecido um reajuste salarial de 6% no último sábado (26), enquanto a categoria protesta por 8% nos salários, além de 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde e odontológico.
A paralisação foi aprovada em 20 de setembro. Para os passageiros, a decisão da categoria será determinante para o funcionamento dos ônibus no início da semana.
Segundo nota das concessionárias, a inflação acumulada no período é de 4,11%. Com base nesse índice, as empresas afirmam que a oferta salarial representa ganho real de 1,82%. O sindicato reivindica reajuste de 8% nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde.
A proposta foi assinada por Bsbus, Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Auto Viação Marechal e Consórcio Urbi-HP. As empresas dizem esperar que a oferta seja apresentada à categoria na assembleia e afirmam estar abertas a uma contraproposta formal do sindicato.
Oferta inclui seguro de vida, cobradores e pagamento retroativo
Além dos reajustes, as concessionárias propõem dobrar o valor do seguro de vida em grupo, de aproximadamente R$ 24 mil para R$ 48 mil. A oferta também prevê a manutenção dos postos de trabalho dos cobradores durante a vigência do acordo.
Os valores retroativos a 1º de agosto seriam pagos de uma só vez na folha de outubro, conforme a nota das empresas. As negociações começaram em julho e, segundo as concessionárias, já tiveram mais de dez rodadas.
As empresas ressaltam que o transporte coletivo é um serviço essencial e defendem a manutenção do atendimento à população mesmo em caso de greve. A definição sobre a paralisação e seus possíveis efeitos na operação depende da assembleia dos trabalhadores e dos próximos passos da negociação.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



