Moradores de São Cristóvão amanhecem sem ônibus após protesto com incêndio de coletivo em Salvador (BA)
Publicado em: 24 de julho de 2026
Veículo da linha 1036 foi totalmente destruído durante manifestação após morte de morador; linhas tiveram operação alterada e foram desviadas para Mussurunga
YURI SENA
A operação do transporte coletivo no bairro de São Cristóvão, em Salvador (BA), foi afetada após um protesto realizado na noite desta quinta-feira (23), que terminou com um ônibus incendiado e bloqueio de uma das vias da região. Nesta sexta-feira (24), moradores amanheceram sem o atendimento regular de ônibus.
Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), o coletivo destruído operava a linha 1036 – Estação Mussurunga x Fazenda Grande 2/Cajazeiras 8 e foi incendiado enquanto trafegava pela Avenida Aliomar Baleeiro. O veículo ficou completamente destruído.
Após o ataque, as linhas que passam pela região de São Cristóvão tiveram a operação modificada. Os ônibus de outros bairros que circulam pelo local foram desviados para Mussurunga. Já as linhas que saem do final de linha de São Cristóvão passaram a atender somente até a Avenida Dorival Caymmi, com base na Estação Mussurunga.
Equipes da Semob permaneceram no local acompanhando a operação e avaliando as condições para a normalização do atendimento aos passageiros.
O protesto ocorreu após a morte de Leonardo Gil Lima, conhecido na comunidade como “Léo do Lanche”, durante uma ação policial no bairro. Moradores relataram que a vítima foi baleada durante uma operação realizada enquanto a região enfrentava falta de energia elétrica. Segundo a comunidade, ele era trabalhador e pai de família.
Revoltados com o caso, manifestantes fecharam uma via da região, atearam fogo em pneus e incendiaram o ônibus. O grupo também foi até a sede da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) para cobrar esclarecimentos sobre a ocorrência e pedir justiça.
A Semob informou que segue monitorando a situação do transporte coletivo na região e que os ajustes operacionais permanecem enquanto forem necessárias condições de segurança para circulação dos veículos.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte


