Alstom assina contrato com a CPTM para implementação de sistema de sinalização do novo Pátio Mauá Norte, na Grande São Paulo
Publicado em: 15 de julho de 2026
Solução aumentará a segurança e a eficiência operacional no pátio ao aprimorar o controle da movimentação dos trens, proporcionar visibilidade em tempo real da ocupação das vias e permitir uma alocação mais eficiente das composições
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
A Alstom, líder global em mobilidade inteligente e sustentável, anuncia a assinatura de um contrato com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para o fornecimento e a implantação do sistema de sinalização ferroviária do novo Pátio Mauá Norte, que integra a Linha 10-Turquesa. O pátio, localizado entre as estações Mauá e Capuava, foi construído pela CPTM e conta com seis novas vias para manobras operacionais, formação de trens e estacionamento de composições fora do horário de operação.
O acordo firmado prevê o fornecimento, instalação, testes e comissionamento de um sistema completo de sinalização, incluindo intertravamento eletrônico, equipamentos de campo para acionamento e controle de aparelhos de mudança de via (AMVs), sinais luminosos de via e detecção de ocupação dos trens, todos projetados em conformidade com o mais alto nível de integridade de segurança (SIL 4: Safety Integrity Level 4). A Alstom também fornecerá subsistemas auxiliares, incluindo circuito fechado de televisão, sistema de controle de acesso, infraestrutura de telecomunicações e comunicação por rádio dedicada à operação ferroviária.
Ao implantar um sistema moderno de sinalização no pátio, o projeto contribuirá para operações mais seguras e confiáveis em comparação com processos baseados apenas em procedimentos manuais ou regras operacionais do pátio. A solução ajudará a prevenir conflitos operacionais com a linha principal, ao mesmo tempo em que proporcionará aos controladores visibilidade em tempo real da ocupação das vias e melhor suporte às decisões de despacho. Para a CPTM, isso significa maior controle operacional e uso mais eficiente da infraestrutura do pátio; para os trabalhadores, apoia condições operacionais mais seguras ao reduzir a dependência de intervenções manuais; e, para os passageiros, contribui para maior confiabilidade do serviço ao ajudar a reduzir impactos operacionais, atrasos e falhas.
Esta é uma solução local desenvolvida e fornecida pela Alstom, com aplicabilidade comprovada em diversos projetos na América Latina, o que assegura robustez, adaptabilidade e competitividade. Todo o seu desenvolvimento será realizado com mão de obra brasileira, reforçando o compromisso com a valorização da indústria nacional e a geração de expertise local.
“Um sistema de sinalização de alta confiabilidade e disponibilidade é essencial para a otimização da gestão operacional do pátio, permitindo melhor alocação das composições, aumento da capacidade operacional e redução de atrasos e falhas no serviço. Este projeto reafirma o compromisso contínuo da Alstom com a inovação tecnológica e a evolução da infraestrutura de transporte na região”, disse Suely Sola, Diretora Geral da Alstom no Brasil e de Sinalização & Infraestrutura para América Latina.
O projeto também abrange a adequação e integração dos sistemas de sinalização existentes nas áreas adjacentes de Capuava e Mauá, assegurando interoperabilidade e comunicação contínua entre os sistemas. A arquitetura operacional incluirá um centro de controle local no pátio e dois postos de supervisão remota, totalmente integrados ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Linha 10-Turquesa, possibilitando monitoramento em tempo real, gestão centralizada do tráfego e maior eficiência na tomada de decisão operacional.
“A automatização no pátio Mauá é mais um passo no processo de modernização da CPTM. Com a operação remota e integrada ao Centro de Controle Operacional, aumentamos a eficiência, reforçamos a segurança operacional e tornamos as manobras ainda mais rápidas e confiáveis”, disse Michael Cerqueira, Presidente da CPTM.
A Alstom executará o projeto em 18 meses e, após a conclusão das obras, a empresa acompanhará a operação por mais seis meses para garantir o bom funcionamento de todos os sistemas. O contrato ainda inclui dois anos de garantia.
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte


