Greve interrompe circulação de ônibus em São Leopoldo (RS) após rejeição de proposta salarial nesta segunda-feira (13)
Publicado em: 13 de julho de 2026
Paralisação aprovada por rodoviários afeta quatro empresas do transporte coletivo e mobiliza mais de 200 trabalhadores
YURI SENA
O transporte coletivo de São Leopoldo (RS) amanheceu paralisado nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, após os rodoviários aprovarem o início da greve em assembleia realizada na noite de domingo (12). A categoria decidiu interromper as atividades depois de rejeitar a última proposta apresentada pelas empresas durante a campanha salarial.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Leopoldo, Wilson Caetano, confirmou o início da paralisação à meia-noite desta segunda-feira.
“O trabalhador não aceitou a última proposta, que não atende minimamente a nossa campanha salarial, e, infelizmente, amanhã o município de São Leopoldo estará paralisado, sem ônibus na cidade. Os trabalhadores decidiram cruzar os braços e o sindicato vai cumprir o seu papel, que é organizar a categoria e estar junto com os trabalhadores nos portões das empresas”, afirmou Wilson Caetano, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de São Leopoldo.
Segundo o dirigente sindical, as negociações não avançaram ao longo das tratativas entre as partes.
“Há uma defasagem salarial muito grande. Os trabalhadores pedem equiparação salarial com os companheiros de Sapucaia, que desempenham o mesmo trabalho. Só que hoje o nosso trabalhador leopoldense está com uma defasagem salarial de quase R$ 400 comparado com esse trabalhador. Nós queremos a equiparação salarial, e isso corresponde a cerca de 15% de reajuste”, declarou Wilson Caetano.
De acordo com o sindicato, a proposta patronal foi apresentada cerca de 20 minutos antes do início da assembleia, após semanas de negociações sem acordo. O documento previa reajuste salarial de 4,42%, sendo 2% concedidos imediatamente e o restante apenas em novembro de 2026. O mesmo índice seria aplicado ao vale-alimentação e às demais cláusulas econômicas. A categoria considerou a oferta insuficiente diante das reivindicações da campanha salarial.
A paralisação envolve mais de 200 trabalhadores e atinge as quatro empresas que operam o transporte coletivo urbano do município.
Entre as principais reivindicações dos rodoviários estão a equiparação salarial com os trabalhadores de Sapucaia do Sul (RS), o descongelamento do quinquênio e a garantia do vale-refeição durante o período de férias.
As negociações entre o sindicato e o Consórcio Operacional Leopoldense (Coleo), responsável pela operação do transporte coletivo na cidade por meio das empresas Viação Feitoria, Viação Leopoldense, Viação Sinoscap e Sete de Setembro, não chegaram a um entendimento após reunião realizada na sexta-feira (10).
Em nota divulgada na virada de quinta-feira (9) para sexta-feira (10), o consórcio informou que “as empresas não têm condições de assumir novos reajustes de salários e benefícios sem que haja uma solução para o financiamento do transporte coletivo de São Leopoldo”.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte


