BRTs elétricos estão entre os principais projetos para melhorar os transportes em regiões metropolitanas. São mais de 500 km, aponta ENMU
Publicado em: 9 de julho de 2026
Ex-ministro das Cidades, Jader Filho, já havia adiantado em novembro ao editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, que este tipo de sistema
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
Corredores de alta capacidade de passageiros e alta velocidade operados com ônibus elétricos estão entre as principais soluções para os transportes públicos nas 21 maiores regiões metropolitanas do Brasil, com mais de um milhão de habitantes cada, de acordo com o ENMU (Estudo Nacional de Mobilidade Urbana), do Ministério das Cidades e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O Diário do Transporte tem feito uma série de reportagens especiais sobre o trabalho que, além de propor 187 projetos orçados ao todo por R$ 430 bilhões para os próximos 30 anos, faz um diagnóstico sobre estas regiões.
Segundo o estudo, aparecem propostas de recursos primários para 37 corredores BRTs Elétricos, que somam mais de 500 km, orçados em R$ 27 bilhões. Seriam beneficiadas com estes investimentos, cerca de 6,5 milhões de pessoas.
- Quantidade de projetos de BRT elétrico: 37
- Extensão total: 546,2 km
- Investimento total (infraestrutura + frota): R$ 27,027 bilhões (R$ 27.027 milhões)
- População na área de influência (moradores atendidos): 6.521.268 habitantes
Aliar menores impactos ambientais, redução de custos operacionais (apesar de a compra dos veículos ser mais cara que os a diesel) e ter um poder de “convencimento” maior que os BRTs comuns para que as pessoas possam deixar o carro ou a moto em casa então entre os motivos da escolha.
Em cobertura à COP30, em Belém, o Diário do Transporte visitou o sistema de ônibus e conversou com o diretor-geral da Arcon (Agência de Regulação de Serviços Públicos do Governo do Pará), Eduardo de Castro Ribeiro, que disse que a inclusão social com o BRT Metropolitano da região se deu porque das cidades de Santa Isabel, Santa Bárbara do Pará e Castanhal não havia ligação metropolitana alguma com a capital. As pessoas gastavam quase R$ 40 para se deslocar em vans inseguras para terem acessos a emprego, renda, lazer, educação e serviços de saúde mais aprimorados, disponíveis apenas em Belém.
Além disso, segundo Ribeiro, as obras do BRT Metropolitano de Belém permitiram uma readequação da BR-316, por onde passa, eliminando cruzamentos perigosos com passagens subterrâneas e passarelas. O trecho chegou a ser considerado um dos mais letais em rodovias do Brasil.
Relembre:
Ainda na cobertura do Diário do Transporte à COP30, o então Ministro das Cidades, Jader Filho, disse ao criador e editor-chefe do Diário do Transporte que justamente pela carência de mobilidade com mais qualidade em ligações entre diferentes cidades numa mesma região e pelo caráter de integração e inclusão que estes sistemas podem ter, os BRTs Metropolitanos estão entre os focos de financiamento, estudos e planejamentos da pasta e que modelo de Belém deve ser replicado pelo país.
Relembre:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


