Produção de ônibus tem alta de 3,2% no primeiro semestre de 2026, mas licenciamentos e exportações registram recuo
Publicado em: 7 de julho de 2026
Mercado ainda vive incertezas sobre recuperação dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o pós-eleições
ADAMO BAZANI
A produção de ônibus no Brasil fechou o primeiro semestre de 2026 com alta de 3,2% com 16.241 unidades ante 15.742 do mesmo período do ano passado.
Em junho de 2026, saíram das linhas 2.356 chassis ou ônibus já montados, o que significa queda de 15,1% sobre as 2.776 de junho do ano passado e de 20,8% sobre as 2.975 unidades de maio de 2026.
O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 07 de julho de 2026, pela Anfavea (Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores).
Em relação aos licenciamentos, entretanto, o mercado de ônibus no primeiro semestre de 2026 apresentou queda de 11,6%, com 10.288 coletivos emplacados ante 11.635 do primeiro semestre de 2025.
No mês de junho de 2026, foram licenciados 2.191 ônibus, baixa de 11,6% na comparação das 1.963 unidades do mês de junho de 2025 e de 36,7% em relação aos 1.603 coletivos.
As exportações de ônibus foram as que mais registraram queda: 31,3% no primeiro semestre de 2026, com 2.241 veículos.
Em junho de 2026, foram embarcados 458 ônibus, queda 27,2% sobre as 629 unidades de junho de 2025 e alta de 13,9% sobre as 402 unidades de maio de 2025.
O mercado ainda vive incertezas sobre recuperação do segmento dos transportes dos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o pós-eleições, em especial no segmento de urbanos, o maior em volume.
MARCAS:
No quesito emplacamento, todas as marcas associadas a Anfavea registraram queda no acumulado do semestre, com exceção da Iveco, que contabilizou alta de 5,4%. A maior baixa foi da Scania, com recuo de 43,6% e a líder foi a Mercedes-Benz.
- Mercedes-Benz: 4.053 unidades – queda de 19,3%
- Volkswagen Caminhões e Ônibus: 2.749 unidades – queda de 6,4%
- Iveco: 1.238 unidades – alta de 5,4%
- Agrale (contando com Volare): 1.141unidades – queda de 30,5%
- Scania: 215 unidades – queda de 43,6%
- Volvo: 188 unidades – queda de 35,5%
- Marcas não associadas a Anfavea (juntas): 704 unidades – alta de 270,5%
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


