VÍDEO: Inauguração da linha 6-Laranja deve ocorrer em julho de 2026 e BRT Radial terá primeiro trecho entregue em setembro
Publicado em: 22 de junho de 2026
Declaração é do prefeito Ricardo Nunes em entrega de 500 ônibus elétricos para o sistema gerenciado pela SPTrans na capital paulista
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
Duas obras de mobilidade consideradas fundamentais para ajudar a desafogar o trânsito e melhorar a fluidez dos transportes públicos na cidade de São Paulo devem começar a se tornar realidades a partir deste segundo semestre de 2026: as primeiras estações da linha 6-Laranja de metrô e o trecho do BRT (Bus Rapid Transit) da Radial Leste.
De acordo com o prefeito Ricardo Nunes, em entrega de 500 ônibus elétricos para o sistema gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte), na capital paulista, neste domingo, 21 de junho de 2026, a cerimônia com o governador Tarcísio de Freitas, para a abertura da linha 06 deve ocorrer em julho de 2026.
“Só para a gente ter uma ideia, São Paulo tinha 104 km de metrô, lembrando que o metrô tem 50 anos. Com a entrega da linha 17 Ouro, que haviam prometido de entregar lá na Copa de 2014 e não entregaram, o que o Tarcísio entregou agora, foi para 111 km. Somado isso, mais o que está em obra, nós temos 50 km de extensão do metrô em obra, inclusive dia 1º de julho nós vamos estar junto com o Tarcísio inaugurando a linha 6 do metrô da Zona Norte, que é algo fundamental para a mobilidade da nossa cidade”. – discursou.
Já o BRT da Radial Leste, ainda de acordo com Nunes, deve ter o primeiro trecho entregue no mês de setembro deste ano de 2026.
Falando do BRT, da importância que é, hoje o BRT já está em execução. A gente entrega a etapa 1 ainda agora até setembro e já demos início na obra do BRT Aricanduva, então a gente vai ligar o BRT Radial Leste, o BRT Aricanduva, no Aricanduva, ligando à Linha 2 do Metrô, do trabalho importante que o Tarcísio está fazendo também na mobilidade. – disse.
O prefeito ainda disse que todos os novos corrredores de ônibusd da cidade e as revitalizações de corredores jpá existentes contemplam o enterramento da fiação elétrica pela concessionária de energia ENEL
Então a gente vai ter uma grande expansão da linha de metrô, uma grande expansão da melhora dos corredores, do BRT Radial Leste, do BRT Aricanduva, da substituição dos nossos ônibus a diesel por ônibus elétricos. Tudo isso representa um avanço gigantesco para a nossa cidade. Dos corredores a gente está fazendo a modernização, nós estamos fazendo o corredor Itapecerica, o corredor Interlagos, Amador Bueno, o corredor Itaquera-Líder, enfim, muitas e muitas obras para melhoramento e todas essas obras de corredor fazendo enterramento de fio. Todas elas que a gente está fazendo, a gente já requalifica o corredor e já faz enterramento de fio, que também é fundamental.
A estimativa é que sejam abertas seis estações da linha 6 nesta primeira fase: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes. Inicialmente, Perdizes será o ponto final do trajeto em direção ao centro.
Já até o final de 2026, a previsão é de que a linha alcance a estação Brasilândia, na zona Noroeste, com operação de Brasilândia a Perdizes.
Até o fim de 2027, deve ser inaugurada a segunda etapa, de Perdizes a estação São Joaquim, na região central.
A Linha 6-Laranja começou a ser construída há mais de uma década e terá, quando concluída, cerca de 15 quilômetros de extensão.
Sobre o BRT Radial Leste, a estimativa é de que os ônibus, preferencialmente elétricos de grande porte, estejam rodando em setembro entre o Terminal Parque Dom Pedro II, na região central, e a Rua Almirante Brasil.
Alguns ônibus entregues neste domingo poderão operar no sistema, como os Eletra de 21,5 m comprados pela Viação Metrópole Paulista.
Com 9,8 km de extensão, esse traçado conta com 12 estações de embarque e desembarque. A demanda de passageiros prevista para o BRT Radial Leste é de 400 mil pessoas por dia. O sistema, que conectará o Terminal Parque Dom Pedro II à Estação Penha do Metrô, foi projetado para reduzir o tempo de viagem entre o Centro e a Zona Leste em até 50%
O trajeto é de 9,8 km e o traçado está dividido em três lotes de construção:
- Lote 1: Do Terminal Parque Dom Pedro II até a Rua Almirante Brasil.
- Lote 2: Da Rua Almirante Brasil até a Rua Armando Gardenghi.
- Lote 3: Da Rua Armando Gardenghi até a Rua Professor Miguel Russiano (Estação Penha)
LEIA A FALA NA ÍNTEGRA:
Falando do BRT, da importância que é, hoje o BRT já está em execução. A gente entrega a etapa 1 ainda agora até setembro e já demos início na obra do BRT Aricanduva, então a gente vai ligar o BRT Radial Leste, o BRT Aricanduva, no Aricanduva, ligando à Linha 2 do Metrô, do trabalho importante que o Tarcísio está fazendo também na mobilidade.
Só para a gente ter uma ideia, São Paulo tinha 104 km de metrô, lembrando que o metrô tem 50 anos. Com a entrega da linha 17 Ouro, que haviam prometido de entregar lá na Copa de 2014 e não entregaram, o que o Tarcísio entregou agora, foi para 111 km. Somado isso, mais o que está em obra, nós temos 50 km de extensão do metrô em obra, inclusive dia 1º de julho nós vamos estar junto com o Tarcísio inaugurando a linha 6 do metrô da Zona Norte, que é algo fundamental para a mobilidade da nossa cidade.
Então a gente vai ter uma grande expansão da linha de metrô, uma grande expansão da melhora dos corredores, do BRT Radial Leste, do BRT Aricanduva, da substituição dos nossos ônibus a diesel por ônibus elétricos. Tudo isso representa um avanço gigantesco para a nossa cidade. Dos corredores a gente está fazendo a modernização, nós estamos fazendo o corredor Itapecerica, o corredor Interlagos, Amador Bueno, o corredor Itaquera-Líder, enfim, muitas e muitas obras para melhoramento e todas essas obras de corredor fazendo enterramento de fio. Todas elas que a gente está fazendo, a gente já requalifica o corredor e já faz enterramento de fio, que também é fundamental.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Arthur Ferrari



Muito bom tudo isso acontecer, São Paulo precisa continuar evoluindo na questão transporte parabéns prefeito.
Na questão valorizar o profissional do transporte está devendo muito, ninguém está aguentando mais a falta de respeito com o profissional do transporte, vamos melhorar também a qualidade de vida e remuneração do profissional.
Acompanho de perto está obra, moro próximoas acho engraçado e Nem preciso me perguntar porque, não citaram uma única vez os esforços em investimentos e incentivos fiscais para que está obra se concretizarem,.. né?
houve uma participação massiva do governo federal na Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo, principalmente por meio de financiamento e incentivos fiscais, e não via repasses diretos do orçamento da União (como o PAC tradicional).
O investimento se estruturou de duas formas principais:
1. Financiamento do BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é uma empresa pública federal, é o maior financiador do projeto. O apoio do banco ultrapassa os R$ 12 bilhões, divididos em duas frentes:
Crédito direto à concessionária (Linha Uni / Acciona): Cerca de R$ 6,9 bilhões para a execução das obras civis e compra de trens.
Crédito ao Governo do Estado de São Paulo: Cerca de R$ 5,44 bilhões para que o estado pudesse arcar com a sua contrapartida na Parceria Público-Privada (PPP).
2. Isenções Fiscais Federais
Para viabilizar a retomada das obras pela concessionária Acciona (após os anos em que o projeto ficou paralisado), o governo federal concedeu mais de R$ 1,2 bilhão em isenções de impostos federais, como o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) atrelados às debêntures e estruturações financeiras do projeto.
Resumo da Ópera: Embora a Linha 6-Laranja seja um projeto e uma concessão do Governo do Estado de São Paulo, ela dificilmente estaria de pé hoje sem o oxigênio financeiro do Governo Federal, que bancou a maior parte da estrutura de crédito através do BNDES.
São Paulo está no caminho certo e parabéns para o Ricardo Nunes e o Tarcísio de Freitas.