Eletromobilidade

“Nova Indústria”, incluindo ônibus elétricos e minerais críticos para baterias, terá R$ 140 bilhões até dezembro de 2026

Anúncio foi feito nesta segunda-feira (22), em aniversário de 74 anos do BNDES

ADAMO BAZANI

A chamada “Nova Indústria” no Brasil vai contar com financiamentos do Governo Federal na ordem de R$ 140 bilhões.

Entre os setores abrangidos estão: fertilizantes, máquinas agrícolas, IFAs (insumos farmacêuticos ativos), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável (incluindo ônibus elétricos), inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos (incluindo insumos para baterias de veículos elétricos) e tecnologias duais. Tecnologias duais (ou de dupla utilização) são inovações desenvolvidas para aplicações civis que podem ser adaptadas para fins militares, ou vice-versa. Elas otimizam custos de pesquisa e impulsionam o desenvolvimento industrial ao aproveitar recursos científicos em múltiplos mercados.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, em evento de comemoração pelos 74 anos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), pelo presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva; pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin; e pelo presidente da instituição financeira, Aloízio Mercadante.

Deste total, de acordo com as autoridades no encontro, que ocorreu em Brasília (DF), R$ 102,5 bilhões são do BNDES e R$ 37,5 bilhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com o anúncio, a NIB (Nova Indústria Brasileira) alcançará mais de R$ 750 bilhões em recursos disponíveis para investimentos entre 2023 e 2026.

Como mostrou o Diário do Transporte, diante da “ameaça” do crescimento de indústrias estrangeiras, em especial chinesas, nestes setores de tecnologia e estratégicos, o Banco decidiu focar na liberação de recursos para fabricantes que se instalam no País e os ônibus elétricos estão no foco.

Neste domingo, 21 de junho de 2026, nos discursos durante a cerimônia de apresentação de 500 ônibus elétricos para o sistema de transportes da cidade de São Paulo, a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, foi clara em dizer que o dinheiro do banco é para ir para indústrias que efetivamente produzam e desenvolvam modelos no Brasil e não somente montem por aqui ou importem.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/06/22/video-diario-com-todo-respeito-aos-chineses-mas-dinheiro-do-bndes-e-para-incentivar-industria-no-brasil/

No evento desta segunda-feira (22), ainda de acordo com nota do BNDES, foi desenvolvido um site especial da ABDI(Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial)  para facilitar o acesso e tirar dúvidas de investidores: https://www.abdi.com.br/investeindustria/

Com o objetivo de coordenar o apoio para segmentos estratégicos da indústria nacional, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) desenvolveu o portal Investe Indústria Brasil. O site funcionará como um mapa para a política pública, identificando intenções de investimento e gargalos de cada setor. Para isso, a ABDI receberá informação das empresas dos focos da NIB e vai acompanhar as demandas setoriais. – diz a nota.

Ainda no evento, a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou que BNDES e Finep farão aporte de R$ 400 milhões (R$ 200 milhões cada instituição) na Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Esses recursos serão destinados para apoio a projetos estruturantes de pesquisa, desenvolvimento e inovação, de acordo com modelo que envolve a cooperação entre empresas e instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) credenciadas como unidades Embrapii.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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