No próximo domingo (21), serão apresentados mais 500 veículos, dos quais 104 articulados. Modelos elétricos com piso alto são contestados em reunião de Conselho
ADAMO BAZANI
A Viação Grajaú, que opera linhas do Grupo Estrutural da Área 6, na zona Sul da cidade de São Paulo, vai receber R$ 61,1 milhões para eletrificar parte da frota de ônibus. A liberação da verba foi publicada em Diário Oficial nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026.
Os recursos são do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) emprestados para a prefeitura de São Paulo que, por sua vez, repassa para as empresas de ônibus.
Somente neste mês, como mostrou o Diário do Transporte, foram repassados R$ 385,4 milhões a diversas viações que operam as zonas Leste (Transunião), Norte (Sambaíba), Sudeste (Movebuss), Noroeste (Alfa Rodobus) e Sudoeste (KBPX) da cidade.
No próximo domingo, 21 de junho de 2026, o prefeito Ricardo Nunes apresenta mais 500 ônibus elétricos, entre os quais, 104 articulados, elevando de 1259 para 1759 o total desta frota. Mesmo assim, o número é pequeno, representando apenas 13,07% da frota total de 13.460 coletivos e ainda é abaixo da meta de 2,6 mil elétricos que deveria ter sido alcançada em dezembro de 2024. Como há dificuldades de renovação de frota, a prefeitura permite ônibus a diesel mais velhos, de até 14 anos.
Este foi o principal tema da 1ª Reunião da Câmara Temática do Transporte Público do CMTT (Conselho Municipal de Trânsito e Transporte), da capital paulista, realizado.
A SPTrans (São Paulo Transporte) admitiu que a idade dos ônibus está avançada, mais que o habitual na cidade: a média é de 6 anos e 11 meses.
A gerenciadora foi cobrada pela CPA (Comissão Permanente de Acessibilidade) do fato de permitir a entrada no sistema de transportes de ônibus elétricos com piso alto e degraus, inclusive versões padron de 12 metros, que possuem menos acessibilidade que os modelos de piso baixo.
O grupo alegou que os modelos de piso alto com degraus e elevadores são acessíveis para pessoas com cadeira de rodas, mas há passageiros com limitações de movimento e visão que não usam cadeira de rodas e sofrem com degraus, problema que é reduzido com a configuração de piso baixo.
A SPTrans disse que esta versão de piso baixo só será em vias onde o tráfego é mais difícil.
Relembre:
EMPENHO PUBLICADO EM 18 DE JUNHO DE 2026:
VIAÇÃO GRAJAÚ S.A. Lote E6 (Zona Sul)
R$ 61.190.106,00 (sessenta e um milhões, cento e noventa mil cento e seis reais)
EMPENHOS ANTERIORES EM 01º DE JULHO DE 2026:
MOVEBUSS SOLUÇÕES EM MOBILIDADE URBANA LTDA. – R$ 38.369.861,20 (trinta e oito milhões, trezentos e sessenta e nove mil oitocentos e sessenta e um reais e vinte centavos) – Grupo Local de Distribuição – Lote D8
MOVEBUSS SOLUÇÕES EM MOBILIDADE URBANA LTDA.- R$ 47.962.326,50 (quarenta e sete milhões, novecentos e sessenta e dois mil trezentos e vinte e seis reais e cinquenta centavos) – Grupo Local de Distribuição – Lote D8
Total Movebuss: R$ 86.332.187,7
SAMBAÍBA TRANSPORTES URBANOS LTDA – R$ 119.892.748,80 (cento e dezenove milhões, oitocentos e noventa e dois mil setecentos e quarenta e oito reais e oitenta centavos) – Grupo Estrutural – Lote E2
ALFA RODOBUS TRANSPORTES ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SPE LTDA., R$ 38.369.861,20 (trinta e oito milhões, trezentos e sessenta e nove mil oitocentos e sessenta e um reais e vinte centavos) – Grupo Local de Distribuição – Lote D4
CONSÓRCIO KBPX – R$ 38.844.337,68 (trinta e oito milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil trezentos e trinta e sete reais e sessenta e oito centavos) – Grupo de Articulação Regional – AR 7
TRANSUNIÃO TRANSPORTES S/A – R$ 40.958.028,32 (quarenta milhões, novecentos e cinquenta e oito mil vinte e oito reais e trinta e dois centavos) à – Grupo Local de Distribuição – Lote D3
TOTAL EMPRESAS DE ÔNIBUS: R$ 324.397.163,70
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
