Eletromobilidade

China passa EUA na relação com São Paulo e se torna maior parceiro comercial do Estado. Ônibus elétricos e segmento metroferroviário entre os principais

Declaração é do cônsul-geral do País na Conferência de Cooperação Econômica e Comercial 2026 China (Shenzhen) – Brasil (São Paulo), com cobertura do Diário do Transporte

ADAMO BAZANI

A China passou os Estados Unidos em 2025 na relação com São Paulo e se tornou o principal parceiro comercial do Estado.

A informação é do cônsul-geral do País, Yu Peng, durante a Conferência de Cooperação Econômica e Comercial 2026 China (Shenzhen) – Brasil (São Paulo), que ocorreu no espaço de eventos da fabricante BYD, na capital paulista, nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026.

O evento teve cobertura presencial do Diário do Transporte, a convite da BYD.

De acordo com Yu Peng, o aumento se deve não apenas ao número de negócios bilaterais, mas também ao crescimento da confiança do investidor brasileiro no ambiente de negócios da China, que hoje tem se mostrado mais estável até mesmo que dos Estados Unidos.

A balança comercial do Estado de São Paulo, contado as importações e as exportações com a China, foi de US$ 30,7 bilhões, em 2025, e, no ano de 2026, até agora, mantém o ritmo. Com os EUA, foram de US$ 27,3 bilhões.

Entre as diversas áreas, como petrolíferas, de alimentos, financeira, construção civil, eletroeletrônicos, eventos e tecnologia da informação, também têm destaque a mobilidade, em especial, obras de infraestrutura, equipamentos metroferroviários e ônibus elétricos.

O Diário do Transporte tem mostrado exemplo.

A concessão da linha 7-Rubi, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), inserida no pacote de construção do TIC (Trem Intercidades) São Paulo x Campinas, tem como parceiros, pela TIC Trens, o Grupo Comporte, da família Constantino de Oliveira, e a chinesa CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation). A CRRC montou uma fábrica de trens em Araraquara, no interior de São Paulo, e ainda traz ônibus elétricos para o Brasil, inicialmente para a Viação Piracicabana, da família Constantino, para operações no Distrito Federal e em Santos (SP). A empresa também forneceu trens para a linha 13-Jade, entre o centro da capital e a região do Aeroporto de Guarulhos.

A BYD também tem grande presença na mobilidade urbana, além de veículos particulares. A empresa fornece os trens do monotrilho da linha 17-Ouro, da zona Sul da capital paulista, e ocupa a segunda colocação no mercado de ônibus elétricos brasileiro (e de São Paulo), ficando apenas atrás da nacional Eletra-Caio.

Outras marcas de ônibus elétricos da China também tentam se estabelecer no mercado paulista, como a Higer e a Ankai.

Mais fabricantes chineses de ônibus elétricos estão de olho em São Paulo e devem fazer anúncios de importações e aberturas de representações.

No evento, foram assinados acordo de cooperação e a inauguração do Escritório de Ligação Econômica e Comercial de Shenzhen em São Paulo.

Entre estes acordos estão uma cooperação entre a Hytera e a Teltronic para o projeto de construção da Rede Brasileira de Comunicações Profissionais; o protocolo de intenção de compra entre o OIG e a Marfrig; memorando de entendimento entre a China General Nuclear e o Industrial and Commercial Bank of China Brasil; memorando de entendimento entre o município de comércio de Shenzhen e a Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos Brasil); memorando de entendimento entre a BYD Brasil e a OLV para Organização e Promoção de Eventos Ltda.

Em nota, a organização do evento descreveu um pouco as características de Shenzhen:

Perfil de Shenzhen Shenzhen é a vitrine da reforma e abertura da China e uma cidade emigrante emergente, tendo se tornado um centro econômico, centro de inovação tecnológica, centro financeiro regional e centro logístico e comercial com influência global. Em 2025, seu PIB atingiu 3,87 trilhões de yuanes; o valor total da produção industrial e o valor agregado industrial acima da escala designada ocuparam o primeiro lugar entre as cidades chinesas por quatro anos consecutivos; o valor total das importações e exportações foi de 4,55 trilhões de yuanes; e o volume de exportação conquistou o 33º título consecutivo. Shenzhen adere à promoção do desenvolvimento de alta qualidade impulsionado pela inovação científica e tecnológica, com intensidade de investimento em P&D entre as primeiras do país, mais de 25.000 empresas nacionais de alta tecnologia e número de pedidos de patentes internacionais PCT liderando continuamente o país. Atualmente, Shenzhen está aproveitando a oportunidade da APEC 2026, acelerando a construção de 20 aglomerados industriais estratégicos emergentes e planejando antecipadamente 8 indústrias futuras, continuando a criar um ambiente de negócios de primeira classe orientado pelo mercado, baseado na lei e internacionalizado. A cooperação entre Shenzhen e o Brasil em veículos de nova energia, biomedicina, economia digital, comércio eletrônico transfronteiriço, logística refrigerada e comércio de produtos agrícolas tem bases sólidas e amplas perspectivas. Perfil do Distrito de Luohu O Distrito de Luohu é a primeira área construída de Shenzhen, núcleo financeiro e comercial, centro internacional de consumo e hub de transporte integrado regional, possuindo três portas fronteiriças e sendo uma zona pioneira na integração profunda entre Shenzhen e Hong Kong. Com menos de 3,5% da área construída da cidade, o distrito contribui com quase 7% do PIB, 13% do volume total de vendas no varejo social e 5% da receita fiscal de Shenzhen, formando três aglomerados industriais de trilhões de yuanes: finanças, comércio e joalharia. Aglomerados de cem bilhões de yuanes, como software e informação, serviços empresariais, logística moderna e serviços turísticos, estão se expandindo aceleradamente. Luohu está construindo integralmente o “sistema industrial moderno 3+3+4”, fortalecendo indústrias vantajosas como joalharia, serviços de consumo e serviços profissionais, implantando novas pistas como inteligência artificial, saúde humana e economia de baixa altitude, criando um ambiente de negócios de alta qualidade e uma cidade habitável. É um ponto de apoio fundamental para empresas brasileiras que ingressam em Shenzhen e acessam o mercado da Grande Área da Baía.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. andre540 disse:

    Uma vez o ex presidente ofendeu a China, era totalmente contrário a fazer negócios com a China. E

  2. andre540 disse:

    Uma vez o ex presidente ofendeu os chineses, disse que não queria negócios com a China. E agora um governo de direita no estado de São Paulo reconheceu a tecnologia, relações comerciais justas e interesses mútuos e integrados para o desenvolvimento do país e do estado.

    1. LAURINDO MARTINS JUNQUEIRA FILHO Martins Junqueira disse:

      Nosso povo tem memória curta… Ainda bem q há os que não esquecem q os lobos se vestem de cordeiro…

  3. Rodrigo Zika! disse:

    É o máximo que eu espero, porque já tem muito desastre em outras áreas com obras em outros países.

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