Evento neste sábado (13) foi muito mais que “busologia”, mas uma atração que despertou a atenção até daqueles que não entendem de modelos de ônibus, mas compreenderam a importância dos veículos em suas vidas
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
Não é sobre “busologia” e, apesar de eventos como o ExpoBus JF, que ocorreu em Juiz de Fora neste sábado, 13 de junho de 2026, reunirem modelos de ônibus de diferentes épocas, a essência também não é só sobre veículos.
É história, conhecer o passado para entender o presente e desenhar o futuro. É empatia da sociedade em reconhecer que, apesar de todos os problemas de mobilidade das cidades e entre diferentes estados, o ônibus é parceiro, amigo, evoluiu com o tempo e, por que não dizer, assim como a sociedade como um todo, é vítima também. Vítima do descaso com a mobilidade urbana, vítima com o planejamento de cidades feito exclusivamente para carros e não para as pessoas.
Um dos organizadores do ExpoBus JF, Bruno Teles, disse que neste ano de 2026, o evento chegou em sua sexta edição, e que apesar de trazer cerca de 80 ônibus, uma quantidade expressiva, muito mais que número, preza pela qualidade da exposição.
E o resultado foi certeiro. Até mesmo quem não é “busólogo”, grupo conhecido por estudar e gostar de ônibus, se admirou e se identificou com os veículos, lembrando de histórias de família ao ver os modelos mais antigos e enxergando um pouco da realidade do dia a dia.
Entre os cerca de 80 exemplares havia recentes lançamentos, como o Iveco Bus 17-280 com suspensão pneumática e carroceria Mascarello Gran Via, e ônibus 0 km, como os Apache Vip V da Bassamar; mas foram as relíquias que chamaram a atenção.
Várias, inclusive, que formaram uma verdadeira linha do tempo e da evolução, desde uma jardineira Chevrolet (ônibus com características de caminhão) dos anos 1940, da Viação Vera Cruz, os clássicos CMA Flecha Azul (que eternizaram a Viação Cometa entre os anos 1980 e 2000) e um veículo inédito, também CMA Flecha Azul, da Viação Impala, de Minas Gerais, que fazia rotas importantes, como São Paulo a Belo Horizonte e Curitiba, e que foi adquirida pelo mesmo grupo que integrava a sociedade da Cometa nos anos 1970.
O Diário do Transporte mostrou que a história da Impala se confunde também com de investidores de empresas de ônibus do ABC Paulista e da cidade de São Paulo.
Relembre neste link: https://diariodotransporte.com.br/2011/01/31/impala-unindo-dois-povos-percorrendo-a-mesma-nacao/
Modelos clássicos com marcas relevantes do transporte rodoviário, como Penha e Itapemirim não faltaram também.
Ônibus urbanos icônicos deram um charme especial, como um Caio Gabriela com a identidade da Viação Carvalho, um Ciferal Tocantins do Rio de Janeiro e um Apache S21.
Diferentes gerações das encarroçadoras Marcopolo e Busscar também mostraram como os modelos evoluíram, mas em suas épocas, representaram avanços importantes.
Confira algumas imagens:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes