SPTrans vai permitir ônibus elétrico de piso alto e degraus em exceções. Dois modelos são avaliados e, apesar de inclusão de layout, ainda não estão aprovados
Publicado em: 13 de junho de 2026
Configuração é considerada menos acessível que piso baixo. Entre modelos em análise está uma versão de 12 metros (Caio e-Apache Vip). Gestora também avalia novos ônibus de piso baixo (Mascarello Horizon)
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora dos transportes por ônibus da cidade de São Paulo, confirmou que vai permitir a circulação de modelos elétricos de piso alto com degraus e elevadores pela capital paulista.
Entretanto, de acordo com resposta da gerenciadora aos questionamentos do Diário do Transporte, nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, estes veículos serão permitidos apenas em exceções, nos locais onde trafegar com modelos de piso baixo for mais difícil.
Os veículos de piso alto com plataforma elevatória devem ser utilizados em caráter de exceção, onde as condições viárias inviabilizem a operação dos coletivos de piso baixo. – informou em nota-resposta.
Os ônibus de piso alto, apesar de terem elevadores, são considerados menos acessíveis do que as configurações com piso baixo dotados de rampa.
Isso porque, na prática, a acessibilidade nos ônibus de piso alto acaba sendo direcionada a quem está em cadeira de rodas somente por meio das plataformas elevatórias.
Já a configuração de piso baixo com rampas também facilita o acesso das pessoas que possuem dificuldades de locomoção e não estão em cadeiras de rodas, como casos de idosos, quem está em recuperação de cirurgias, com deficiências menos severas e pessoas com restrições na visão.
A SPTrans confirmou que dois modelos de piso alto estão em análise para a inclusão no sistema.
Tratam-se de duas versões do e-Caio Apache Vip V, com tecnologia Blu Eletric. Tanto a encarroçadora Caio como a eletrificadora Blu Eletric são relacionadas a grupos empresariais que operam ônibus na cidade de São Paulo.
Os chassis são da Volkswagen.
Chama a atenção que uma das versões de elétrico de piso alto é de 12,1 metros de comprimento.
É mais comum que nestas áreas de mais difícil acesso, onde podem ser liberados os modelos de piso alto, rodem as versões midi (de cerca de 10 metros de comprimento) e não de 12 metros.
Os modelos tiveram a inclusão dos desenhos nos manuais técnicos da SPTrans, mas segundo a gestora, ainda na resposta, não foram aprovados para rodar.
Um modelo de piso baixo da Mascarello, o Horizon, em duas versões (10 m e básico-padron) também é avaliado, segundo a nota-resposta ao Diário do Transporte.
O veículo da empresa Blu Eletric, modelo eApache Vip V, e o veículo da empresa Mascarello, modelo Horizon, encontram-se em processo de avaliação e ainda não foram aprovados. Apenas a identidade visual foi aprovada para consulta no site da SPTrans. – informou.
Segundo ainda a SPTrans, constantemente são avaliadas novas opções para ampliar a frota de ônibus elétricos na cidade, que se aproxima de 1,3 mil.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans trabalham para ampliar a frota de ônibus elétricos da cidade de São Paulo, que já é a maior do país com 1.259 veículos, e avaliam diferentes modelos para garantir a conformidade com o padrão exigido pela gestão.

Versões de piso alto possuem elevadores e degraus
PISO BAIXO MASCARELLO

PISO ALTO
CAIO

ÔNIBUS ELÉTRICOS EM SÃO PAULO: DINHEIRO TEM, MAS FALTA DE INFRAESTRUTURA FRUSTROU METAS
A prefeitura remunera as empresas pela aquisição de forma indireta bancando a diferença entre os modelos a diesel correspondentes do mesmo porte e os elétricos, que são mais caros.
Não são valores praticados necessariamente no mercado, que costumam ser maiores, mas são calculados com base no contrato.
Os novos preços vão retroagir à subvenção de compras realizadas a partir de maio de 2026.
Pelo modelo contratual da cidade, os empresários pagam os valores referentes a um similar a diesel, que seria em torno de 1/3 do elétrico, e os outros 2/3 quem banca é a prefeitura.
A gestão Ricardo Nunes diz que obteve linhas de crédito de quase R$ 7 bilhões para este financiamento em instituições bancárias e de fomento nacionais e internacionais e que estes valores são subsídios à parte, ou seja, não entram na conta dos subsídios para a tarifa e operações, que recentemente, representam cerca de R$ 7 bilhões (dados consolidados de 2025).
Apesar de haver dinheiro, a frota não avança como planejado pela prefeitura, que havia colocado como meta 2,6 mil elétricos até dezembro de 2024. Atualmente, março de 2026, são em torno de 1,3 mil.
O maior problema está na falta de infraestrutura de recarga, que não dá conta da elevação da demanda de energia elétrica.
Como mostrou o Diário do Transporte, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou em 1º de junho de 2026, que cidade deve contar com mais 500 ônibus elétricos a partir deste mês.
Relembre:
A cidade de São Paulo possui cerca de 80% da frota nacional de ônibus elétricos, com aproximadamente 1,3 mil unidades.
Apesar do número expressivo, é bem abaixo da meta que deveria ser alcançada em dezembro de 2024, com 2,6 mil unidades.
A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.
Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.
Agora, a meta é nova, mais modesta: mais 2,2 mil ônibus menos poluentes até 2028, considerando a possibilidade de ônibus a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos).
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Por falar em layout, bem que se poderia readaptar certas paradas em menos de 100 km dos corredores paulistanos, para que o embarque/desembarque volte a ser apenas pelo lado direito dos ônibus.
Assim elimina-se aquelas m… de portas a esquerda, acrescenta-se mais uma porta de desembarque no lado direito, e restitui-se aos ônibus as suas plenas capacidade e funcionalidade para as quais eles foram projetados.
Sucatear os corredores de ônibus para ter uma porta a mais do lado direito que não vai acrescentar nenhuma melhoria aos passageiros?
Essa sim é uma ideia ridícula, a defesa do retrocesso.
Pra você entender o que eu disse, você teria que saber o que é andar em ônibus e o que é depender do transporte publico.
Pelo jeito, você não faz a menor idéia do que seja isso.
SPTrans devia analisar se ela mesma tem o direito de existir em 2026 kkkk
Deveriam fazer ônibus com menos escadas, muitos idosos usam o ônibus, ou dexam o espaço da frente só pra idosos, observam mais as prioridade,…
Eu super aprovo o piso baixo. Fico mais tempo aguardando para pegar o ônibus elétrico, se o antigo for o da vez. Piso alto, corredor estreito, roleta apertada. Evito o quanto posso. Mas afinal vai saber o derrame de dinheiro por trás dessa nova leva de ônibus mais alto.
Piso baixo implica em colocar as baterias no teto, eleva o centro de gravidade e em consequência eleva o risco de tombamento (já houve incidentes assim e não foi imperícia do condutor). Aumentar o conforto em detrimento da segurança dos passageiros não me parece uma solução recomendável.
Os modelos Midi faz todo sentido serem piso alto, já que muitas linhas menores sobem morros e fica inviável ter piso baixo, fora que a maioria infelizmente não vão aderir a modelos chineses como a Ankai que tem piso mesmo o tamanho sendo menor.
A empresa A2 já chegaram esses apache elétricos já,provavelmente para substituir os volare que não estão aguentando nem com eles mais kkk
Retrocesso , esses caras deveriam chamar as respectivas mamães para dar a palavra final