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OUÇA: A partir deste mês de junho de 2026, São Paulo terá mais 500 ônibus elétricos, diz Nunes em coletiva. BRT Radial Leste vai ter entrega neste ano

Em primeira-mão, Diário do Transporte informou a liberação de R$ 324,3 milhões para cinco empresas comparem ônibus elétricos para o sistema SPTrans

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

OUÇA:

https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Audio-Nunes-online-audio-converter.com_.mp3?_=1

A cidade de São Paulo deve contar com mais 500 ônibus elétricos a partir deste mês de junho de 2026.

A promessa é do prefeito Ricardo Nunes, em entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira, 1º de junho de 2026.

O prefeito ainda falou que neste ano de 2026, parte do BRT-Radial Leste será entregue ainda neste ano, reduzindo o tempo de deslocamento dos passageiros. O BRT-Aricanduva também terá avanços.

LEIA A DECLARAÇÃO NA ÍNTEGRA AQUI:

Os ônibus, a gente fez uma antecipação de um recurso porque a gente está tendo a demora do governo federal de fazer a liberação do financiamento. Como os ônibus já estão prontos, eu estou fazendo essa liberação para que a gente possa já caminhar para entregar esses ônibus até o final de junho. São em torno de 500 ônibus.

Então, a gente coloca mais 500 ônibus nesse mês ainda de junho. É importante porque a gente vai deixar de consumir 18 milhões de litros de óleo diesel por ano com esses mais de 500 ônibus elétricos. Um grande ganho para a cidade.

E com relação ao BRT, a Radial Leste está caminhando. A gente agora está fazendo a liberação para entrar na segunda etapa. São três fases. A fase 1 tem A, B e C. A gente conclui a etapa A até o final do ano e já está liberando para a etapa B.

Demos início à ordem de serviço para fazer o BRT Aricanduva. Então, a gente vai ter um viário super importante que vai diminuir em 50% o trajeto das pessoas que vão sair aqui do Parque Dom Pedro para se dirigir à Zona Leste, ou vir da Zona Leste para o centro de São Paulo, com a conclusão do BRT Radial Leste e do BRT Aricanduva.

Em primeira-mão, Diário do Transporte informou a liberação de R$ 324,3 milhões para cinco empresas comparem ônibus elétricos para o sistema SPTrans

A entrega desta nova frota será em lotes que devem contemplar diferentes configurações, desde mídis (micrões), passando por básicos, padrons e articulados e superarticulados.

Somente a empresa Eletra Industrial, uma das fornecedoras deste tipo de tecnologia, declarou na última semana que tem em carteira de pedidos, em torno de 750 coletivos elétricos até o início do próximo ano para todo o País, a maior parte para a capital paulista. Outras marcas, como BYD e Mercedes-Benz também informaram ao Diário do Transporte grandes volumes encomendados, da mesma forma, com a maioria para a cidade de São Paulo.

Como mostrou o Diário do Transporte, ainda no início da manhã desta segunda-feira (1º) prefeitura de São Paulo liberou R$ 324,3 milhões para cinco empresas comprarem ônibus elétricos para o sistema municipal de linhas gerenciado pela SPTrans (São Paulo Transporte).

Os veículos serão distribuídos entre cinco empresas que operam as zonas Leste (Transunião), Norte (Sambaíba), Sudeste (Movebuss), Noroeste (Alfa Rodobus) e Sudoeste (KBPX) da cidade.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/06/01/em-primeira-mao-prefeitura-de-sao-paulo-libera-r-3243-milhoes-para-cinco-empresas-comparem-onibus-eletricos-para-o-sistema-sptrans/

Levando em conta que, em média, cada ônibus elétrico custa R$ 3 milhões, o valor é suficiente para a aquisição de 100 veículos.

As empresas que vão contar com os recursos são:

MOVEBUSS SOLUÇÕES EM MOBILIDADE URBANA LTDA. – R$ 38.369.861,20 (trinta e oito milhões, trezentos e sessenta e nove mil oitocentos e sessenta e um reais e vinte centavos) – Grupo Local de Distribuição – Lote D8

MOVEBUSS SOLUÇÕES EM MOBILIDADE URBANA LTDA.- R$ 47.962.326,50 (quarenta e sete milhões, novecentos e sessenta e dois mil trezentos e vinte e seis reais e cinquenta centavos) – Grupo Local de Distribuição – Lote D8

Total Movebuss: R$ 86.332.187,7

SAMBAÍBA TRANSPORTES URBANOS LTDA – R$ 119.892.748,80 (cento e dezenove milhões, oitocentos e noventa e dois mil setecentos e quarenta e oito reais e oitenta centavos) – Grupo Estrutural – Lote E2

ALFA RODOBUS TRANSPORTES ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SPE LTDA., R$ 38.369.861,20 (trinta e oito milhões, trezentos e sessenta e nove mil oitocentos e sessenta e um reais e vinte centavos) – Grupo Local de Distribuição –  Lote D4

CONSÓRCIO KBPX –  R$ 38.844.337,68 (trinta e oito milhões, oitocentos e quarenta e quatro mil trezentos e trinta e sete reais e sessenta e oito centavos) – Grupo de Articulação Regional – AR 7

TRANSUNIÃO TRANSPORTES S/A – R$ 40.958.028,32 (quarenta milhões, novecentos e cinquenta e oito mil vinte e oito reais e trinta e dois centavos) à – Grupo Local de Distribuição – Lote D3

TOTAL EMPRESAS DE ÔNIBUS: R$ 324.397.163,70

Os recursão são provenientes da captação de um financiamento entre a prefeitura e o BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Como mostrou o Diário do Transporte, na segunda-feira da semana passada, 25 de maio de 2026, a empresa MoveBuss foi uma a receber um lote novo, anterior a esta liberação, de 45 unidades. Entre estes ônibus, estava a unidade mil da fabricante nacional Eletra, de São Bernardo do Campo (SP).

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/05/26/entrevistas-eletra-ja-tem-mais-mil-onibus-em-pedidos-anuncia-novas-parcerias-e-lancamentos-e-entrega-milesimo-onibus-da-marca/

A cidade de São Paulo possui cerca de 80% da frota nacional de ônibus elétricos, com aproximadamente 1,3 mil unidades.

Apesar do número expressivo, é bem abaixo da meta que deveria ser alcançada em dezembro de 2024, com 2,6 mil unidades.

A prefeitura atribui este atraso principalmente a falta de infraestrutura para dar conta da tensão de energia na rede da ENEL.

Desde 17 de outubro de 2022, as viações estão proibidas de comprar ônibus a diesel. Como a elétrica não avança no ritmo necessário, a frota circulante envelhece. A SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema municipal, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos de modelo e, no caso dos mídis (micrões), este limite passou para 14 anos de modelo e 15 anos de fabricação.

Agora, a meta é nova, mais modesta: mais 2,2 mil ônibus menos poluentes até 2028, considerando a possibilidade de ônibus a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Yuri Sena

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