Conclusão de terceiras faixas na Rodovia Washington Luís (SP-310), no trecho urbano de São Carlos, está prevista para 2027

Ecovias Noroeste Paulista tem realizado serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, contenção, adequação de dispositivos e alargamento de viadutos

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A Ecovias Noroeste Paulista completa um ano das obras de implantação de terceiras faixas na Rodovia Washington Luís (SP-310), no trecho urbano de São Carlos, consolidando uma das mais importantes intervenções de mobilidade da região.

Desde o início das intervenções, a concessionária vem executando serviços simultâneos de terraplenagem, pavimentação, drenagem, contenção, adequação de dispositivos e alargamento de viadutos, em uma estratégia operacional que busca otimizar prazos e reduzir impactos ao tráfego.

O projeto contempla a implantação de 19,2 quilômetros de terceiras faixas adicionais, sendo 10 quilômetros na pista norte (sentido capital-interior) e 9,2 quilômetros na pista sul (sentido interior-capital), ampliando a capacidade viária e contribuindo para maior fluidez, segurança e conforto aos usuários. Em um ano de obras, já são mais de 10,300 quilômetros de terceiras faixas adicionais construídas. Na pista sul (sentido interior-capital) são 5,949 quilômetros dos trechos 240+254m ao 236+780m, do 234+855m ao 234+060m e do 233+860 ao quilômetro 232+180m. Já na pista norte (sentido capital-interior), são 4,385 quilômetros do quilômetro 232+000m ao 233+855m, do 234+040m a 234+830m e do 236+780m ao quilômetro 238+520m.

A intervenção integra o plano de modernização da SP-310 e tem como objetivos ampliar a segurança para os usuários da rodovia, melhorar a fluidez do tráfego e oferecer mais conforto a quem trafega pelo trecho.

De acordo com o gerente de Engenharia da concessionária, Tiago Xavier Carvalho, o avanço simultâneo de diferentes frentes tem sido determinante para o cumprimento do cronograma.

“Mesmo com os impactos do período de chuvas, conseguimos manter o cronograma. Um dos destaques do planejamento tem sido a execução das obras de alargamento de viadutos em paralelo à implantação das terceiras faixas, permitindo a liberação do tráfego no menor prazo possível e contribuindo para a redução de congestionamentos e pontos de lentidão”, explica Carvalho.

O projeto contempla o alargamento sobre os viadutos no trecho urbano da rodovia para viabilizar a implantação da terceira faixa transpondo esses dispositivos. As obras de alargamento já foram concluídas no Viaduto Tangará-Parque Sabará (quilômetro 231+180m), Viaduto Maria Stella Fagá (231+800m), Viaduto Vila Jacobucci-Jardim Santa Maria (232+900m) e no Viaduto Country Club-Vila Brasília (234+040m).  As intervenções seguem em andamento no Viaduto UFSCar-Jardim Santa Helena (235+000m), Viaduto Jockey Club-Vila Mariana (236+100m) e no Viaduto do Jardim Embaré-Parque Fehr (240+310m). Também já iniciaram as intervenções no viaduto do Jockey Club, localizado no quilômetro 236+700m.

Início das marginais e próximas etapas

Entre as fases seguintes das obras está a continuidade da construção das terceiras faixas e o início da implantação de 3,1 quilômetros de marginais, sendo 2,3 na pista norte e 770 metros na pista sul, previsto para iniciar ainda no primeiro semestre de 2026. Elas ligarão a Avenida Getúlio Vargas, no Jardim Novo Horizonte, à Rua Teotônio Vilela, no Jardim Tangará.

Também serão implantados 3,9 quilômetros de ciclovias e construídas duas novas passarelas para pedestres, nos quilômetros 231+100m e 236+200m, nas regiões do Jardim Tangará e do Jardim Paulistano. O trecho já conta com outras três passarelas, que passaram por adequações e revitalização, incluindo a implantação de novas escadas, construção de rampas em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade, instalação de guarda-corpos e piso podotátil, além da modernização do sistema de iluminação. Segundo a coordenadora de Obras da Ecovias Noroeste Paulista, Cristiana Magalhães, os trabalhos vêm sendo conduzidos com planejamento detalhado e acompanhamento permanente das equipes.

“Temos diversas frentes de trabalho acontecendo ao mesmo tempo. Por isso, a gestão e a organização das atividades são fundamentais para garantir segurança e minimizar impactos aos usuários. Mantemos alinhamentos diários com as equipes de operação para monitorar o comportamento do tráfego e planejar cada etapa da obra”, salienta a profissional. O investimento da empresa será superior a R$ 150 milhões até a finalização do projeto, contemplando, ainda, toda a infraestrutura necessária, como iluminação, drenagem, sinalização e pavimentação.

Segurança de usuários e colaboradores

A segurança viária e a proteção das equipes envolvidas são prioridades durante todo o processo de implantação das terceiras faixas. Conforme explica o engenheiro de Obras Felipe Gregnanini, foram adotadas medidas específicas para garantir a convivência segura entre obra e tráfego.

“Todas as frentes de serviço são protegidas por barreiras de concreto móveis, garantindo a segurança de colaboradores e usuários. Também trabalhamos com sinalização reforçada e monitoramento constante do tráfego, em conjunto com as nossas equipes operacionais e com o apoio da Polícia Militar Rodoviária (PMRv)”, ressalta Gregnanini.

A concessionária reforça, ainda, que a dinâmica de dirigir em trechos com obras é diferente e exige atenção redobrada por parte dos motoristas. Por isso, é fundamental respeitar a sinalização e os limites de velocidade, manter distância segura do veículo à frente, estar atento a desvios e mudanças no traçado da via, além de evitar o uso do celular ao volante, contribuindo para um trânsito mais seguro para todos.

Parcerias e apoio da cidade

A execução das obras em São Carlos conta com articulação permanente entre a concessionária, o Poder Público, entidades, instituições, condomínios, imprensa e a comunidade em geral, com o objetivo de reduzir impactos na mobilidade urbana. Esse diálogo transparente tem se refletido no apoio crescente da população, que compreende os transtornos temporários como parte de um processo necessário para a melhoria da infraestrutura e da segurança viária, identificando os benefícios duradouros que as intervenções trarão para a cidade e a região.

“Temos percebido uma compreensão muito grande da população em relação às obras. Sabemos que há impactos no dia a dia, mas existe também a consciência de que é a realização de um projeto antigo e reivindicado pela região e que se trata de um investimento importante para o futuro da mobilidade e da segurança viária na região”, destaca a coordenadora de Comunicação Institucional da concessionária, Larissa Bessi.

A Ecovias Noroeste Paulista também mantém interlocução com entidades como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Centro Educacional Central Paulista (UNICEP). Durante este primeiro ano de obras, foram promovidas visitas técnicas e palestras, em parceria com a USP e a UFSCar, sobre engenharia e segurança viária, além de informar a população sobre o andamento das obras por meio de redes sociais, rádios e veículos de comunicação da região.

A Rodovia Washington Luís é um dos principais corredores logísticos do estado e desempenha papel fundamental na mobilidade urbana de São Carlos, sendo utilizada, diariamente, por moradores em seus deslocamentos. A implantação das terceiras faixas e marginais atende a demandas históricas do município. As expectativas são reduzir o tempo de viagem, aumentar a capacidade da rodovia e melhorar, significativamente, as condições de segurança e fluidez do tráfego.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte

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