No primeiro dia de “Move 2”, BNDES aprova R$ 3,2 bilhões de R$ 21,2 bilhões para ônibus e caminhões
Publicado em: 30 de maio de 2026
Segundo instituição, liberação de recursos na sexta-feira (29) foi de R$ 2,8 bilhões para caminhões e R$ 400 milhões para ônibus
ADAMO BAZANI
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou neste sábado, 30 de maio de 2026, o balanço de aprovação de recursos no primeiro dia do Move 2, linha de financiamento para a renovação de frota de caminhões, ônibus, implementos rodoviários e tratores.
Segundo a instituição, foram aprovados nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, R$ 3,2 bilhões, do total de R$ 21,2 bilhões do programa.
Deste volume do primeiro dia, ainda de acordo com o BNDES, R$ 2,8 bilhões foram para caminhões e R$ 400 milhões para a compra de ônibus.
Apesar de ser um volume bruto menor, proporcionalmente, as liberações de recursos para ônibus foram mais significativas, uma vez que para os veículos de transportes coletivos, o total do Move 2 é de R$ 2 bilhões. Logo, no primeiro dia, já foram aprovados 20% das verbas.
Por meio de nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o programa, além de trazer os impactos econômicos positivos, também beneficia o meio ambiente. Isso porque, somado ao fato de poderem ser financiados ônibus e caminhões elétricos com preferência, os modelos a diesel padrão Euro 6 poluem nem menos que os usados.
“O Move Brasil é uma política de desenvolvimento integrado: ao renovar a frota de ônibus e caminhões, modernizamos a logística do país, retiramos das estradas veículos poluentes e aquecemos toda a cadeia automotiva nacional, da fábrica à concessionária”, afirmou.
Como mostrou o Diário do Transporte, O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que abriu nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, o protocolo para recebimento dos pedidos de financiamento do BNDES Mais Mobilidade.
O Diário do Transporte já havia noticiado na última terça-feira, 26 de maio de 2026, o CMN (Conselho Monetário Nacional), amplia para de 60 meses, como previsto pelo texto inicial da MP, para até 120 meses o prazo máximo de reembolso das operações destinadas a empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros, mantendo até seis meses de carência de principal.
Segundo o CMN, por meio de nota, a mudança equipara o prazo aplicável ao setor de transporte coletivo de passageiros às condições já disponíveis para transportadores autônomos de cargas e cooperativas de transporte rodoviário de cargas.
Relembre:
Os financiamentos serão realizados por meio da rede de agentes financeiros parceiros do BNDES.
Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa Move Brasil amplia o apoio às iniciativas de renovação de frota no país, com financiamento para aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários. Do total autorizado, R$ 14,5 bilhões são recursos da União, via Tesouro Nacional, e até R$ 6,7 bilhões correspondem a recursos do BNDES.
Por meio de nota, o Banco detalha as operações.
A iniciativa prevê ainda reserva de R$ 2 bilhões para aquisição de ônibus e micro-ônibus, além de R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associados a cooperativas, reforçando o atendimento a transportadores autônomos e ao transporte urbano de passageiros.
O novo programa é dirigido a transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. A compra de caminhões e caminhões-tratores seminovos será permitida apenas para transportadores autônomos e cooperados.
“O programa vai modernizar a frota brasileira, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. Estamos combinando eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção especial aos transportadores autônomos e cooperados”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“Essa nova fase do Move Brasil incorpora ônibus e implementos rodoviários, além de caminhões, incentivando a renovação de frota, a sustentabilidade e os investimentos. É fruto do acerto das recentes medidas definidas pelo presidente Lula”, diz Márcio Elias Rosa, ministro do MDIC. “É um programa extremamente exitoso, com muitos efeitos positivos não só para o beneficiário final, mas ao longo de toda a cadeia automotiva, aumentando a produção da indústria, as vendas nas concessionárias e, com isso, fortalecendo também os empregos nesse setor”.
Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no CFI do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8 (Programa de Controle de Emissões Veiculares), conforme os limites de emissão da Resolução Conama nº 490/2018. No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, os veículos devem ter fabricação a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e observar critérios de rastreabilidade fiscal.
As condições de financiamento variam conforme o perfil do beneficiário. Para transportadores autônomos, o prazo total poderá chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas, o prazo poderá chegar a 60 meses, com até 6 meses de carência. Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros, o prazo poderá chegar a 120 meses, com até 6 meses de carência.
As taxas de juros podem alcançar patamares competitivos em relação às taxas praticadas no mercado, próximo a 13% ao ano. O programa prevê limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo, admite a utilização de fundos garantidores, conforme disponibilidade, regras específicas de cada fundo e política do agente financeiro.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

