Belo Horizonte amplia fiscalização e determina intervenção operacional na SM Transportes, Transoeste e TopBus
Publicado em: 29 de maio de 2026
Empresas acumulam reclamações por atrasos, superlotação, falhas mecânicas e descumprimento de viagens no transporte coletivo da capital mineira
YURI SENA
A Prefeitura de Belo Horizonte determinou uma intervenção operacional emergencial em empresas responsáveis pelo transporte coletivo da capital mineira após o aumento das reclamações de passageiros sobre falhas no serviço.
A ação envolve as operadoras SM Transportes, Transoeste e o consórcio TopBus. Com a medida, algumas linhas passaram a ser atendidas por outras concessionárias do sistema municipal.
Segundo a administração municipal, o objetivo é minimizar os impactos aos usuários diante dos problemas operacionais registrados nas empresas durante a vigência do atual contrato de concessão, válido até 2028.
Entre as principais reclamações apontadas pelos passageiros estão atrasos constantes, superlotação, viagens não realizadas e ônibus apresentando falhas mecânicas.
Na quinta-feira (28), usuários do transporte coletivo realizaram um protesto na Estação São Gabriel, em Belo Horizonte. Durante a manifestação, passageiros bloquearam pistas utilizando cones e barreiras para cobrar melhorias no sistema.
A SM Transportes, integrante do grupo Saritur, já vinha sendo alvo de questionamentos desde abril deste ano, quando passageiros denunciaram atrasos e veículos em condições precárias. Na ocasião, 28 ônibus foram retirados de circulação após ultrapassarem o limite máximo de idade permitido pelo sistema municipal.
No caso da Transoeste, que opera linhas na região do Barreiro, as reclamações incluem descumprimento de horários e problemas mecânicos recorrentes. A empresa também registrou paralisações de funcionários nos últimos anos.
Já o consórcio TopBus, responsável por linhas na região Leste da capital, passou a ser acompanhado mais de perto após acidentes registrados desde 2023, período em que assumiu operações anteriormente realizadas pela Viação Torres.
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que mantém fiscalizações diárias no sistema de transporte coletivo e ressaltou que as empresas precisam cumprir metas operacionais para receber complementações financeiras previstas em contrato.
Entre os critérios avaliados pelo município estão pontualidade, conservação da frota, limpeza dos veículos e cumprimento da capacidade máxima de passageiros.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte

