Prefeitura de Porto Alegre recebe autorização do Ministério da Fazenda para captar R$ 447 milhões para comprar 100 ônibus elétricos
Publicado em: 27 de maio de 2026
Município deve formalizar do contrato com o BNDES. Cidade conta com modelos da Marcopolo e Eletra com Caio
ADAMO BAZANI
A prefeitura de Porto Alegre (RS) recebeu autorização da Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, para contratar financiamento de R$ 447 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O dinheiro será utilizado para a compra de 100 ônibus elétricos.
A informação foi divulgada pela administração municipal nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026.
Como havia mostrado o Diário do Transporte, a tomada do empréstimo foi autorizada pela Câmara Municipal em 17 de novembro de 2025, que aprovou o Projeto de Lei 057/2025, de autoria do Executivo.
Relembre:
Na nota desta quarta-feira (27), a prefeitura informou que o próximo passo é a elaboração da minuta do contrato com o BNDES, cuja assinatura deve ser realizada nos próximos meses.
O secretário municipal de Planejamento e Gestão, Cezar Schirmer, disse que os veículos serão entregues em etapas pelo fabricante, entre cinco e dez unidades de cada vez e que os veículos devem ampliar o conforto dos passageiros, uma vez que ônibus elétricos, além de não emitirem nenhum poluente atmosférico na poluição, geram um nível de ruído muito baixo, trepidam menos, possuem ar-condicionado, tomadas USB e vidros com tratamento contra raios ultravioletas do Sol.
“O [Programa] POA Futura amplia o trabalho da prefeitura para qualificar o transporte coletivo. A chegada dos ônibus elétricos representa ganhos imediatos para a saúde da população e para o meio ambiente”, disse
O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior, por sua vez, disse que a distribuição dos 100 ônibus seguirá o planejamento da prefeitura para eletrificação das linhas.
Ainda de acordo com o gestor, com o dinheiro também serão comprados os carregadores das baterias destes veículos.
“O financiamento obtido por meio do POA Futura representa um avanço importante para a modernização do transporte público de Porto Alegre. A aquisição de mais 100 ônibus elétricos e das estações de recarga faz parte das ações do Programa Mais Transporte para qualificar o sistema, oferecendo mais conforto, eficiência e sustentabilidade para a população, além de contribuir para a redução da emissão de poluentes e para uma mobilidade mais limpa e moderna na Capital”, explicou.
Os ônibus elétricos comprados pela prefeitura vão ser repassados para as empresas privadas.
Atualmente, a cidade conta com ônibus das marcas Eletra-Caio e Marcopolo.
– A prefeitura adquire os veículos e se responsabiliza pelo financiamento;
– As empresas de ônibus recebem estes coletivos e pagam para a prefeitura pelo modelo de subvenção econômica adotado para a aquisição de ônibus elétricos, que tem como objetivo principal retirar o custo da desvalorização dos veículos (depreciação do capital) do cálculo da tarifa de transporte público, beneficiando diretamente os clientes do sistema de transporte.
Como havia mostrado o Diário do Transporte, o anúncio do projeto de 100 ônibus elétricos com a infraestrutura de carregamento foi feito em setembro de 2025, quando a prefeitura apresentou o primeiro veículo de um lote inicial de quatro ônibus superarticulados de tecnologia 100% nacional produzida pela Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), que atendeu aos critérios do chamamento público lançado em 2023 pela SMMU, dentro do Programa Mais Transporte, para “modernizar a mobilidade urbana e aprimorar o serviço aos passageiros do transporte coletivo de Porto Alegre”.
Na ocasião, a prefeitura estimou a inclusão de mais 100 ônibus elétricos em Porto Alegre, dos quais 70 articulados de 30 padrons (dois eixos e comprimento entre 12,1 metros e 13,5 metros).
Relembre:
Para a aquisição da frota de 100 unidades e dos equipamentos de recarga, a prefeitura deve realizar licitações.
Os veículos não emitem poluição nas operações e têm um nível de ruído muito reduzido, considerados mais confortáveis e com vida útil maior que os modelos de mesmas dimensões a diesel ou biometano/GNV (Gás Natural Veicular).
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

