Primeira linha de ônibus que não aceita dinheiro no Rio de Janeiro tem 20% de redução no tempo de viagem, diz prefeito Eduardo Cavalieri

Foto: O Dia

Número de passageiros ficou inalterado. No próximo dia 30, prefeitura quer extinguir pagamento em espécie, mas Ministério Público questiona

ADAMO BAZANI

A linha de ônibus 634 (Bananal / Saens Peña), a primeira da cidade do Rio de Janeiro a não mais aceitar dinheiro para pagamento de passagem, teve uma redução de 20% no tempo de viagem no horário de pico da manhã, segundo informação divulgada na noite deste domingo, 24 de maio de 2026, pelo prefeito Eduardo Cavalieri.

Isso significa viagens em torno de 25 minutos menos demoradas, entre 6h e 9h.

Ainda de acordo com informações do prefeito, divulgadas pelo O Globo, no pico da tarde/noite, a redução de tempo foi de 13%, com viagens 14 minutos mais rápidas entre 17h e 20h.

O número de passageiros não se alterou, ficando em quase 9,5 mil usuários registrados por dia.

Como mostrou o Diário do Transporte, a prefeitura quer acabar com o uso do dinheiro nos ônibus da capital a partir do próximo sábado, 30 de maio de 2026, sendo permitido pagamento apenas por bilhetagem eletrônica.

Entretanto, o Ministério Público moveu ação para impedir.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/05/15/mp-do-rio-de-janeiro-abre-inquerito-para-investigar-fim-do-uso-de-dinheiro-nos-onibus-da-capital/

O órgão apura se a Secretaria Municipal de Transportes comete prática abusiva ao impor o uso exclusivo do sistema digital “Jaé”,  operado pela empresa Bilhete Digital S.A.

As apurações são de responsabilidade da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela do Consumidor, do Contribuinte e de Proteção de Dados Pessoais.

A Promotoria requisitou que a Secretaria esclareça as razões técnicas e administrativas que embasaram a decisão e informe se existem alternativas para usuários sem acesso a meios digitais, assim como se foram previstas medidas voltadas à mitigação de eventual impacto sobre usuários em situação de vulnerabilidade.

Como mostrou o Diário do Transporte, a partir de 30 de maio, os usuários do transporte público do Rio de Janeiro (RJ) não terão mais a possibilidade do pagamento da tarifa em dinheiro nos ônibus municipais, sendo obrigatória a bilhetagem eletrônica.

O cartão verde do Jaé continuará válido para viagens unitárias, mas deixará de ter acesso à integração tarifária. Usuários que ainda utilizam esse modelo para integração devem criar uma conta digital no aplicativo Jaé e solicitar gratuitamente o cartão preto ou utilizar o QR Code no celular.

Atualmente, com o Bilhete Único Carioca (BUC), o passageiro pode realizar até três viagens no período de três horas, sendo uma delas no BRT, pagando apenas uma tarifa de R$ 5. Já o Bilhete Único Metropolitano (BUM) permite até quatro viagens entre BRT, VLT e ônibus municipais em até 20 horas, também por R$ 5 na integração municipal.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/05/14/transporte-publico-municipal-por-onibus-no-rio-deixa-de-aceitar-pagamento-em-dinheiro-a-partir-de-30-de-maio-confira/

O MPRJ diz também que oficiou o consórcio Bilhete Digital para que detalhe o funcionamento do sistema Jaé, as formas de acesso disponíveis e a existência de pontos de recarga. A Secretaria e Consórcio têm prazo de dez dias para responder, dada a proximidade da implementação do novo sistema.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. really41000c4494 disse:

    O Ministério Público no dia 15/5/2026 recebeu denuncia de usuários contra a medida da Prefeitura do Rio de Janeiro por ferir o direito de ir e vir e o direito ao transporte e de venda casada do transporte público com o sistema Jaé e de recusa a receber dinheiro e isso também fere a Lei de contravenções penais , é ilegal a medida dos prefeitos Eduardo Paes e Eduardo Cavalieri

  2. Santiago disse:

    Pelo que consta em outra matéria, o sistema carioca já sendo adaptado pra também aceitar cartões bancários e pix. O que já facilita muito pra quem está sem o cartão e precisa pegar o ônibus.
    Assim como a Prefeitura está ampliando os pontos de venda do cartão avulso, e facilitando pra quem está apenas de visita no Rio e também pra quem usa os ônibus municipais de forma apenas eventual.

    Se existisse ilegalidade de fato em extinguir dinheiro em espécie nos ônibus, então o mundo inteiro estria agindo na “ilegalidade”.
    Com o advento dos meios eletrônicos, faz cada vez menos sentido manter-se cobrador no ônibus. E ao mesmo tempo é consenso óbvio que não se deve acumular so motorista a função de cobrar passagens.

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