Eletromobilidade

TCB no DF deve lançar licitação para ônibus escolares elétricos e testa modelo chinês da Ankai

Veículo circula na rota Estrutural/Guará, atendendo estudantes do CEE 01 do Guará

ADAMO BAZANI

A TCB (Transportes Coletivos de Brasília), do Distrito Federal, estima concorrências para a compra de ônibus elétricos escolares.

Para isso, vai analisar as opções disponíveis no mercado brasileiro, tanto de modelos nacionais.

A companhia pública já iniciou na última quinta-feira, 21 de maio de 2026, testes com um micro-ônibus elétrico da chinesa Ankai, para transportes escolares.

Este piloto inaugura, para a TCB, o caminho da eletrificação da frota escolar do Distrito Federal. Os próximos ciclos contratuais do transporte escolar serão o momento natural para incorporar essa tecnologia em escala, e é por isso que precisamos chegar lá com evidência técnica robusta, e não com improviso”, afirmou em nota, a diretora-presidente da TCB, Maria Cecília Martins Lafetá.

O veículo, modelo OE-9, que já foi testado no transporte urbano convencional de outras regiões, como na capital paulista, circula na rota Estrutural/Guará, atendendo estudantes do CEE 01 do Guará.

Segundo a TCB, equipes técnicas da empresa vão analisar dados como desempenho operacional, desgastes de peças, insumos e pneus; autonomia e rendimento das baterias, acessibilidade, que neste  caso é plena pelo fato de o modelo ter piso baixo total, inclusive na última porta.

O modelo possui o sistema de rebaixamento lateral da suspensão do veículo, conhecido como “kneeling”, que facilita o embarque de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, além de rampa de acesso, área reservada para pessoas com deficiência (PcD), sistema de fixação para cadeiras de rodas e assentos preferenciais sinalizados.

A estrutura do modelo é monobloco, incorporando carroceria, chassi e motores elétricos.

A autonomia estimada de aproximadamente 200 quilômetros por carga completa e tempo médio de recarga de cerca de 3h30, o veículo possui emissão zero de poluentes e baixa produção sonora, proporcionando viagens mais silenciosas e confortáveis para os estudantes.

As equipes técnicas também irão acompanhar indicadores relacionados à manutenção, eficiência energética e desempenho operacional do ônibus em comparação aos modelos convencionais utilizados atualmente.

Carregador de 60 kW integra o teste com ônibus Ankai

O carregador de 60 kW da Livoltek, especialmente das linhas Motion Fast CC e Motion Compact CC, vem ganhando destaque no mercado brasileiro de transporte público após homologações junto a fabricantes de ônibus elétricos, entre eles a Ankai.

Embora operações de ônibus urbanos de grande porte normalmente utilizem carregadores de potência mais elevada — entre 180 kW e 240 kW — para recargas rápidas em terminais e garagens, os equipamentos de 60 kW surgem como alternativa estratégica para aplicações específicas.

O modelo é considerado adequado para recargas complementares, operações com vans e micro-ônibus elétricos e também para carregamento noturno (“overnight”) em garagens, quando os veículos permanecem parados por períodos mais longos, permitindo recuperação eficiente da bateria com menor demanda instantânea de energia elétrica.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Juan disse:

    O GDF está devendo 1 bilhão ao sistema de transporte coletivo e vem com essa balela de frota 100% elétrica, o que custaria 3 vezes mais que ônibus a diesel? Conversa fiada!

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