Concessão da Rota Mogiana prevê duplicações pedágio eletrônico e redução de tarifas no interior de SP
Publicado em: 8 de maio de 2026
Leilão contempla 520 km em 22 municípios e deve ampliar capacidade logística, com impactos diretos no transporte de cargas
YURI SENA
A nova concessão do sistema rodoviário Rota Mogiana promete impulsionar a infraestrutura viária no interior paulista, com foco na ampliação da capacidade e na melhoria das condições de tráfego. O projeto, leiloado em fevereiro deste ano, abrange cerca de 520 quilômetros de rodovias estaduais que atravessam 22 municípios, incluindo cidades da região de Campinas.
Com contrato previsto para 30 anos, a concessão inclui um pacote de intervenções estruturais. Entre as principais ações estão a duplicação de aproximadamente 217 km de rodovias, abrangendo trechos como SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350. O plano também contempla a implantação de 138 faixas adicionais, 86 km de vias marginais, construção de 58 passarelas para pedestres e 129 novos dispositivos de interseção.
Outro destaque é a adoção do sistema de pedágio eletrônico free flow, que elimina praças físicas e permite cobrança automática, além da previsão de redução tarifária em alguns trechos. Segundo o governo estadual, a diminuição pode chegar a até 50%, o que tende a impactar diretamente os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas.
Para Rafaela Cozar, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região, a concessão representa avanço na infraestrutura logística. Segundo ela, a modernização das rodovias contribui para maior eficiência operacional, com redução no tempo de viagem, menor desgaste da frota e mais previsibilidade nas operações.
A executiva também destaca que a possível redução nas tarifas pode aliviar custos em um cenário de pressão sobre o setor. No entanto, ressalta a importância de acompanhamento contínuo da concessão e do diálogo com entidades representativas, para garantir que as demandas do transporte de cargas sejam consideradas ao longo da execução do contrato.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte


