Greve no Metrô de São Paulo pode parar linhas no dia 13 de maio após indicação de greve da categoria
Publicado em: 7 de maio de 2026
Sindicato dos metroviários aponta falta de concursos, redução de funcionários e impasses trabalhistas como motivos da mobilização
ARTHUR FERRARI
Os metroviários de São Paulo (SP) anunciaram nesta quarta-feira (06) uma greve para o próximo dia 13 de maio. A paralisação ainda depende de uma assembleia decisiva prevista para a véspera do movimento. Caso seja aprovada pela categoria, a greve terá início à meia-noite da terça-feira e afetará as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.
De acordo com comunicado divulgado pelo Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo, a mobilização ocorre em meio a reivindicações relacionadas às condições de trabalho e à negociação com a direção do Metrô paulista.
Entre os pontos citados pela entidade estão a redução do quadro de funcionários ao longo da última década, a ausência de concursos públicos e questões ligadas ao plano de saúde dos trabalhadores.
Segundo o sindicato, atualmente o Metrô de São Paulo conta com 5.663 funcionários distribuídos em áreas como operação dos trens, atendimento, manutenção, segurança pública e administração. A entidade afirma que o efetivo caiu praticamente pela metade nos últimos dez anos.
No comunicado, o sindicato também afirma que busca negociações relacionadas à igualdade salarial em funções equivalentes e à participação nos resultados da companhia.
A entidade destacou ainda dados de satisfação dos passageiros referentes a 2025. Segundo o material divulgado, 76,3% dos usuários classificaram o serviço metroviário como “bom” ou “muito bom”.
O sindicato declarou no texto que “A greve pode ser evitada se o governo estadual e a direção do Metrô deixarem a intransigência de lado e negociarem com a categoria.” A afirmação consta no comunicado oficial divulgado pela entidade.
Caso a paralisação seja confirmada na assembleia marcada para a próxima semana, as linhas operadas pelo Metrô de São Paulo poderão sofrer impactos a partir do início do dia 13 de maio.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte



Sempre usam a mesma desculpa todo ano para prejudicar o trabalhador, por isso não reclamo quando privatiza.