Eletromobilidade

Mobibrasil, Consórcio KBPX e Metrópole Paulista vão receber R$ 225 milhões para compra de 102 ônibus elétricos em São Paulo

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_Aportes autorizados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte contemplam 82 veículos padron e 20 articulados para sistema gerido pela São Paulo Transporte_

ALEXANDRE PELEGI

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte autorizou o empenho de R$ 225 milhões para a eletrificação da frota de ônibus na capital paulista. Os recursos serão destinados a três operadoras do sistema gerido pela São Paulo Transporte, contemplando a compra de 102 veículos elétricos ao longo de 2026.

Os valores foram formalizados por meio de despachos assinados pelo secretário Celso Jorge Caldeira, com base em dotação específica voltada à “Eletrificação da Frota e Melhoria da Gestão do Sistema de Transporte Coletivo”, financiada com recursos vinculados ao BNDES.

No total, os empenhos autorizados se distribuem da seguinte forma:

* Consórcio KBPX (Lote AR7)
    * R$ 77.930.286,72
    * Aquisição de 39 ônibus elétricos tipo ePadron
* Viação Metrópole Paulista S/A (Lote AR3)
    * R$ 25.976.762,24
    * Aquisição de 13 ônibus elétricos tipo Padron
* Mobibrasil Transporte São Paulo Ltda. (Lote E5)
    * R$ 121.136.480,40 (somando dois empenhos)
    * Aquisição de:
        * 30 ônibus elétricos tipo ePadron
        * 20 ônibus elétricos articulados de 21 metros
O DIÁRIO DO TRANSPORTE em primeira-mão mostrou a fabricação destes primeiros 20 ônibus de 21,5 metros da Mobibrasil com reportagem do editor-chefe e criador do site, Adamo Bazani,  na Eletra Industrial

Relembre

MobiBrasil confirma ao Diário do Transporte compra de 20 ônibus elétricos superarticulados 100% nacionais da Eletra


Os recursos são classificados como subvenções econômicas, ou seja, aportes públicos destinados a viabilizar a transição tecnológica das concessionárias, reduzindo o impacto do alto custo inicial dos veículos elétricos.

A medida está alinhada à Lei Federal nº 12.587/2012 e às legislações municipais que tratam de mudanças climáticas e redução de emissões, como a Lei nº 14.933/2009 e a Lei nº 16.802/2018, que estabelecem diretrizes para uso de tecnologias menos poluentes no transporte coletivo.

Na prática, o modelo adotado pela prefeitura combina financiamento público com obrigação contratual das concessionárias, dentro dos contratos firmados em 2019, que já previam metas de renovação da frota com tecnologias limpas.

O movimento reforça um ponto importante: sem subsídio direto, a eletrificação não acontece no ritmo exigido. O custo de um ônibus elétrico — especialmente articulados — ainda é significativamente superior ao de um diesel convencional, o que exige esse tipo de engenharia financeira.

Ao mesmo tempo, o uso de recursos vinculados ao BNDES mostra que a política pública está estruturada em camadas: financiamento federal, execução municipal e operação privada.

Outro ponto relevante é a diversidade de tipologias adquiridas — de veículos padron a articulados de 21 metros — indicando que a eletrificação começa a avançar também em corredores de maior demanda, e não apenas em linhas periféricas ou projetos piloto.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Marcos Borges do Carmo disse:

    Vamos ver se vem mesmo esses onibus. Ah e as outras empresas?A Grajau, a Transppass ,a Sambaiba…a Gatusa…não estão nessa verba ?

    1. Carlos eduardo disse:

      Não, pois tem algumas que conseguem pagar os veículos sozinhas.

  2. Isaque disse:

    a kbpx sla oq faz com esse dinheiro pq só tem ônibus de ar condicionado (nem elétrico é) de sábado e domingo e olhe lá, os ônibus de maioria das linhas é velhos e eu acho q se eles pudessem diminuía mais ainda a frota e colocava ônibus de 2002 pq os de 2010 já roda aq

  3. Rodrigo Zika! disse:

    Estranho a Metrópole não comprar mas mais articulados porque estavam previstos mais de 12 metros, vai comprar padron sem bancos traseiros para variar.

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