Linha 17-Ouro supera 100 mil passageiros, mas registra falhas no primeiro mês de operação
Publicado em: 30 de abril de 2026
Interrupções por furtos de cabos e problemas elétricos marcaram início da operação assistida do monotrilho em São Paulo
YURI SENA
A Linha 17-Ouro completou um mês de operação com mais de 107 mil passageiros transportados na capital paulista. No período, foram realizadas 673 viagens comerciais, com cerca de 3,8 mil quilômetros percorridos pelos trens.
Mesmo com a adesão inicial dos usuários, o início da operação foi marcado por intercorrências. No dia 20 de abril, a linha ficou paralisada por cerca de duas horas, entre 10h e 12h, devido a uma falha no sistema de energia elétrica que alimenta a via. Durante a interrupção, ônibus do sistema Paese foram acionados para atender os passageiros no trecho entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi.
Relembre:
Outro problema no período foi o furto de cabos. Na manhã do dia 27 de abril, um homem de 28 anos foi preso pela Polícia Militar após ser flagrado com cerca de dois metros de cabo de cobre retirado da estrutura da linha, na Avenida Jornalista Roberto Marinho. A empresa responsável pela segurança reconheceu o material como pertencente ao sistema, e o suspeito foi encaminhado ao 27º Distrito Policial, no Ibirapuera.
Notas do Metrô na íntegra
Normalização – 11h05
A Linha 17-Ouro está operando normalmente. O Metrô esclarece que, devido a um furto de cabos que impactou a sinalização da via, os trens circularam entre as estações de Morumbi e Campo Belo, das 10h às 11h05, na manhã desta segunda-feira (27). Ônibus gratuitos do sistema Paese atenderam os passageiros ao longo de todo o trajeto entre Morumbi e Congonhas.
O Metrô informa que trabalha em conjunto com as autoridades para esclarecer o caso. A Companhia também está em tratativas com a Secretaria de Segurança Pública para definir ações para coibir essa prática.
Falha – 10h06
O Metrô informa que a operação da Linha 17–Ouro está alterada nesta segunda-feira (27), devido ao furto de cabos, que impacta a sinalização da via.
Os trens vão circular de Morumbi a Campo Belo, garantindo as integrações com as linhas 9-Esmeralda e 5-Lilás, e os ônibus gratuitos do sistema Paese atenderão os passageiros ao longo de todo o trajeto entre Morumbi e Congonhas. A medida foi adotada para garantir a segurança durante a atuação das equipes técnicas na resolução do problema.
O Metrô informa que trabalha em conjunto com as autoridades para esclarecer o caso. A Companhia também está em tratativas com a Secretaria de Segurança Pública para definir ações para coibir essa prática.
Relembre:
Furto de cabos na Linha 17-Ouro termina com prisão em flagrante na zona sul de São Paulo
Segundo balanço operacional, ao menos quatro ocorrências impactaram a circulação no primeiro mês, sendo três relacionadas a furtos de cabos, um tipo de crime que afeta sistemas metroferroviários por causar interrupções, prejuízos e riscos à operação.
O furto de cabos é um problema recorrente em sistemas metroferroviários e tem impacto direto na operação. Esse tipo de crime afeta principalmente os sistemas de energia e sinalização, essenciais para a circulação segura dos trens. Quando há a retirada desses componentes, é comum a necessidade de redução de velocidade, operação em trechos limitados ou até paralisações totais, além do acionamento de planos de contingência com ônibus.
A linha opera em caráter assistido, com funcionamento parcial e sem cobrança de tarifa, conectando o Aeroporto de Congonhas às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda. Entre as estações com maior movimento médio diário estão Morumbi, Aeroporto de Congonhas e Campo Belo.
A operação segue em fase de ajustes, com previsão de ampliação nos próximos meses, incluindo a entrada em funcionamento da estação Washington Luís e expansão do horário de atendimento conforme a evolução da demanda.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte



A fase experinental já tem o propósito de medir o desempenho e também as falhas que possam ocorrer no dia-a-dia.
O importante é que essa fase seja utilizada para as devidas avaliações, acertos e calibrações necessárias à normalidade operacional.
De tudo que foi medido até aqui, o maior desafio esteja talvez na parte da segurança contra o furto de cabos.
Na Engenharia de Manutenção é conhecida a fase chamada de “Mortalidade Infantil”, em que males diarréicos, pulmonares e de aleitamento materno ocorrem com frequência maior. Vc tem razão, Santiago! O meu receio é que os que administram essa nova linha de metrô não tenham a competência técnica e o interesse público que tiveram nossos companheiros das demais linhas de metrô. O Metrô de SP alcançou muitas premiações internacionais exatamente por essas duas condições. Será que, nas atuais circunstâncias, o mesmo vai acontecer? A ver … Abçs.
Verdade, Laurindo!
Lembro muito bem do grau de excelência e o orgulho da nossa engenharia, representados pela Companhia do Metrô nos seus tempos mais áureos. Quando os governantes a tratavam devidamente como a grande infraestrutura de interesse público que ela é, e não como um mero ativo financeiro leiloável..
Só espero que não tenham os mesmos problemas da linha 15, que dá problema quase toda semana.